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Já tem minha resposta? O mundo precisa da saída, ainda que seja uma forma de iniciar uma catástrofe que consequentemente impediria outra maior.

??/??/????

— Não idiota, eu disse em cima, em cima!

— Não vai achando que é... fácil! — o garoto atira a flecha com mais força.

— Acho que você é um caso perdido. — dizia colocando a mão sobre sua cabeça.

— Minha magia não funciona muito bem na claridade...

— Que condição é essa? — dizia sorrindo.

— Crianças, venham jantar! — uma linda mulher de cabelos brancos os chamava.

— E então, como estão indo? — enquanto entravam, colocava gentilmente os pratos sobre a mesa.

— É... parece que ele vai ter vocação.

— Sério?!

— Pra ser ferreiro.

— Ei, isso não teve graça!

— Tem certeza? Mas olhe pra mamãe, ela está sorrindo.

— Mãe, você tem que me apoiar!.... Mãe?.. O-O que foi? — se aproximava gentilmente.

Não se preocupe Genzz, a morte não está com você, ainda não está com você.

...

— Genzz?

— É um lindo lugar, não acha?

As lembranças daqui continuam vivas, intactas em minha mente.

— Hã? Sim, claro mas..

— Henry, me dê sua espada.

— Como desejar. — lentamente se aproximava e entregava sua lâmina.

Não... daquela vez, uma espada dessas não faria tal efeito. As marcas deixadas eram negras... isso significa que quem o fez, já matou várias pessoas. Considerando que aquela garota pode voltar no tempo, e usa roupas pretas (tudo bem, essa parte não faz sentido considerar) ela acaba se tornando suspeita. Além disso, nada garante que ela seja a única capaz disso. Contudo...

— Diga-me... você já esteve em uma guerra? Já matou pessoas?

— Naturalmente meu senhor, mortes podem ser necessárias conforme a situação.

Ei, que medo. Esses caras falam tão bonitinho. Ele parece ser frio, tem um ar de maldade vindo dele, exatamente por isso ele deve ser inocente.

— Mas, devo crer que desconfia de mim?

O que há com essa cara de quem vai me matar em alguns segundos??

— Não... é... claro que não. — aqui com certeza não é seguro.

— Então por que está tentando sair de fininho?

— Tenho que ver meu irmão, sabe, ele pode estar precisando de mim ou algo assim (isso é o melhor que eu consigo?).

Sem dúvidas... ele é o cara.

— Ei.... ah... vamos ver.... Gary!

— Gary?! Francamente, pelo menos o meu nome você deveria..-

— Tá, vamos logo.

Ela apareceu de repente de novo... realmente foi mais cedo do que antes. Sem círculos de invocação, onde será que ela..-

— Eii Genzz!

Arthur... será que não é um problema? Acontecerá algo ruim se ele vê-la?

— Ei doidinha. — disse cochichando.

— Colocar no diminutivo não vai me deixar mais feliz, idiota.

— Não tem problema se ele..-

— Ah, e eu achando que você seria mais do tipo "lobo solitário". — tudo bem... se tivesse algum problema com certeza ela já teria..-

— Opa, você não podia me ver.

UMA COMPLETA IDIOTA?!

— Hã? O que quer dizer? Você está linda — vou me arrepender depois.

— Ah... obrigada — mais cedo do que pensei.

— Que fofinhos.

Seu rosto estava um pouco sério.

— Genzz, com o que você diz ter visto.. o conselho chegou a uma conclusão.

— Existe um traidor, imagino.

— Certo, mas não desconfiamos que esteja trabalhando para o inimigo.

— Onde quer chegar?

— Ele está em um dos reinos com quem vocês têm aliança.

— Como você sabe, mocinha?

— É...É suposição, está claro que é isso! Parece que a lerdeza está no sangue da realeza.

— Parece que conseguiu uma garota interessante, de fato. — dizia sorrindo.

*Minutos depois, em meu quarto*

— E agora? Ele acabou te vendo.

— Não deu tempo..-

— Nem se atreva a dizer isso.

— Enfim, não importa, contanto que.... seja apenas ele. Bom, você vai mesmo?

— Sim, mudamos o futuro em que ele morre.. agora preciso ajudar no presente.

— Mas não quer saber quem o matou?

— Foi o Henry, ele é o cara.

— Como chegou a essa conclusão?

— Ah... eu vi ele... usando magia contra camponeses.

— É o melhor que consegue?

— Ele é assustador.

— Você é um fracasso.

— Diz a maga que nem tentou evitar ser vista..

— Nem pra prever o futuro pra mim, hein?

— Existem várias limitações e... bom, não importa, não tenho tempo pra você agora. Fique aqui até eu voltar, depois resolvemos o seu problema.

Hã? Cade minha chave?

— Espera, você não está entendendo!

Ah entendi, deixei no bolso da frente.

— Espera!

— Até depois. — talvez tenha sido um pouco rude trancá-la no quarto.

Bom, ninguém pode vê-la...Agora, a situação é a seguinte: preciso descobrir quem é o traidor. Estou indo pro Reino de Kyros, nossa aliança mais próxima. Parece que magias da natureza foram usadas, tudo indica que foi um mago muito poderoso. Esse reino é pacífico demais, não existem tantas pessoas capazes disso. Meu irmão agora está enviando o décimo batalhão para a guerra. Neste deserto, aqui e agora, carrego minha espada... Excalibur. A elite nunca foi enviada para as linhas de frente, nunca matei ninguém. Além disso, a Exodus do meu irmão não voltou no tempo comigo.

— Ei.

— O que foi agora?

— Eu quero voltar.

— Pare de reclamar. Você veio todo animado.

— Animado?! Você me forçou a vir!

*30 minutos atrás*

— Genzz, onde vai?!

— Eu vou pra Kyros mas, por que está tão agitado? — embora o Eric nunca fosse calmo.

— Tá brincando? É o reino das fadas, imagina quantas garo..-

— Pervertido.

— Posso..-

— Não.

— Mas e se eu te teletransportar?!

— Não. Espera, sim.

*De volta ao presente*

— Mas jura que esqueceu que já tinha usado seu limite? Por culpa sua é que estamos no meio do caminho! Ei, não me ignore!

— Genzz, o que é aquilo?

— Hã? — algo negro vindo do céu estava caindo em nossa direção.

— São os demônios, é o fim! Não acredito que vou morrer sem ter beijado ninguém!

— Se for isso, temos problemas! Espera, nunca beijou?

— Quem se importa, idiota?!

— Seeeeeeeeu...... — estava se aproximando.

Ei, mas isso não é...

— Idiotaaaaa. — droga, odeio quando estou certo.

E ainda acerta minha cabeça, francamente, agora não levanto.

— Eu disse pra me ouvir, mas você me ouviu? Não, claro que não, agora eu sou obrigada a concertar seus erros, você não faz nada certo, além disso..-

— Ei, quem é essa gata? — dizia cochichando.

— Não faço ideia...

— E não me ignore!

Achei que a magia dela mudaria tudo, mas parece que ela também pode alterar somente o que acontece à ela. Assim ela escapou do meu quarto (o que eu sou, um sequestrador?!). Próximo da fronteira, paramos para descansar. Não foi algo aleatório, encontramos uma planta, e através dela, Eric é capaz de fazer um abrigo. Bem útil. Mas ela também é muito irracional, Eric acabou conhecendo-a. E... não foi fácil inventar uma desculpa.

— Então vocês ainda não estão...

Acabou escurecendo durante o caminho.

—... dormindo juntos?

Constrangedor, Constrangedor,Constrangedor,Constrangedor..

— Ah... p-preferimos manter a privacidade um do outro.. — ela é bem tímida, ao que parece.

— Quantos anos acha que temos, pervertido?

— Vou deixar vocês sozinhos.

....

— Sabe... essa "planta" é um pouco apertada..-

— Desagradável.

Estamos deitados juntos, essa situação não é das piores. Não, não, não, ela é do futuro, o que você está pensando Genzz? Seria praticamente um bisavô interessado em uma netinha. Mas além de tudo estamos de frente um pro outro, ela está vermelha. Tudo bem, essa é a hora, tenho que dizer algo.

— Sabe, você..-

— Durma.

— Mas eu só.... queria...

................

— E então cara, me conte como foi sua primeira vez! Eu vi ela saindo agorinha com um sorriso... nem pegou leve né?

Ela estava sorrindo é.... ela me paga. Odeio magias de sono, são as piores, principalmente seus efeitos colaterais..

— Eu vou assar a carne, esperem aqui! — como ele sempre consegue ser tão animado?

— Ei, como veio até aqui voando?

— Não subestime a viagem no tempo.

— Qual é o seu nome?

Não sei nada sobre ela... como posso deixá-la ao meu lado sem termos confiança?

— Liza.

— Por que você veio para o passado?

— Por que... você...-

Alguém esta vindo, não parece ser um mago. Preciso verificar. Não sinto nada emanando dele.

— Ei.

O que?! Ele já está atrás?

— Não se mexa.

Sua espada está em minhas costas. Isso é ruim, a Excalibur está na mochila.

— Quem são vocês?

— Somos de Laider, estamos tentando encontrar um traidor, achamos que está em Kyros.

— Resposta errada.

....... <>

Entendo, então é assim que quer brincar.

— ...você..-

— Liza, jogue a Excalibur!

— O que? Por que?

— Joga logo. — se ocorrer como na visão, ele vai vir de trás. Desde sempre, magos precisam do seu armamento para fazer magia, sem isso são simples humanos. Baseado nisso...

— Não se mex..-

Ótimo, nossas espadas se colidiram. Não esperava uma rajada de vento dessa magnitude.

— Oh... conseguiu alterar aquele destino? Os boatos não costumam falhar. No entanto, Genzz, o mago mais forte, eu vou derrotá-lo, aqui e agora!

— Liza, pode ir atrás do Eric pra mim? Isso não vai demorar.

— Não vai demorar?! É o que diz? Quanta arrogância, mago!

*No castelo em Laider*

— Arthur, tudo bem em mandá-lo sozinho? Não é perigoso?

— Está tudo bem. Afinal, ele é...¹

.....

— Eu só vou por que quero... — estranho, ela fica uma gracinha quando faz o que eu peço.

— Podemos cruzar nossas espadas novamente? — espero que ele aceite.

— Acha que vou deixar que fuja? Eu também posso ver o futu..-

Apesar de minhas palavras, meu corpo acabou se movendo sozinho. Tenho que aprender..

Em um flash...

— Por que? Por que minha espada se quebrou?! Eu não vi nada...

A respeitar a dignidade do adversário...

¹ ... simplesmente, o mais forte.

Notas finais
Não é tão fácil assim...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.