Notas iniciais
As vezes as pessoas acham que uma festa pode causar confusões demais, mas quando a música para e as luzes acendem... o verdadeiro problema aparece.

Acordo de manhã com um mal pressentimento, levanto com um pequeno esforço da cama, um pouco acabada depois da festa de ontem. Uma dor consumindo todo o meu corpo, bem forte pelas minhas costelas. Meus pés estão me matando – lembrar a mim mesma de nunca mais usar sapato alto, deixo isso para Christina. Mal consigo abrir meus olhos e ter a disposição para me levantar que alguém bate na minha porta

– Entra! – digo com a cara amassada contra o travesseiro. Quase babando.

– Bom dia dorminhoca! – escuto a voz de Tobias – já é quase onze horas. Vamos tomar café.

Ele se aproxima de mim e senta na beira da minha cama e faço uma cara feia de quem está sentindo dor.

– Algum problema? – diz ele – Só estão todos nos esperando.

Me levanto com uma cara não muito boa e olho para ele rindo. Abraço-o e sinto cheiro delicioso de água e sabonete.

– Não. Nenhum problema. Só um pouco de dor da noite passada.

– Hm, então está bom. Vá se trocar – e ele me dá um beijo na bochecha e se levanta – estou esperando la fora – e sai do quarto.

Tomo um banho rápido, porque não estou com vontade de me arrumar pra ninguém.

Visto minha roupa e saio do meu banheiro. Sim, pedi pra Evelyn fazer o favor de me mudar para umas das suítes vagas.

“Não vou permitir isso” disse Evelyn “Não tenho porque te dar esse privilégio”

Mas depois de alguns tapas com força na mesa ela me deu o quarto.

Saio do banheiro e vou apreciar a vista da minha janela. Já que este quarto é mais alto em relação aos outros.

Vejo uma pessoa com capuz do outro lado da calçada olhando para cima, como se estivesse examinando algo. Uma pessoa meio alta, não posso ver seu rosto, porque está usando meio que um casaco cobrindo o seu rosto. Está muito frio. Deve estar uns -4°C. Essa pessoa desconhecida sai andando. Meu celular toca. É uma mensagem.

Você está muito bonita hoje -U

Demoro um tempo para assimilar a mensagem.

Saio correndo em direção a Tobias.

– Tobias! Tobias! – grito ele pelo corredor correndo desesperada.

Até que alguém segura o meu braço com força, era Jeanine.

– O que foi garotinha? – disse ela – Algum problema?

– Não. Nenhum... – digo desconfiada.

Olho para trás e percebo que Tobias não saio do lado da minha porta. Me largo de Jeanine e volto para Tobias.

– Tris! – Tobias diz, enquanto espera Jeanine ir embora.

– Tobias! – digo quase sem ar – Alguém … mensagem … U!

– O que?? Calma respira.

– Alguém... me mandou uma mensagem... como U.

– U?

Bato a mão na minha testa.

– U! Tobias. O mesmo que colocou a faixa na festa de Evelyn!

Mostro a mensagem para todos. Ficam perplexos.

– Ah Tris, vai ver é alguém brincando com você! – diz Al

– Sabiam que vocês iam falar isso! Não é pegadinha nem brincadeira. É algo sério. Todos vocês estavam na festa!

Eles pareceram entender o que eu quis dizer.

– Aleluia, compreenderam!

– Ok. Mas quem é? – pergunta Christina

– Eu… eu não sei. Mas alguém estava espiando a janela do meu quarto.

– O QUÊ? – exclama Tobias.

– Calma – peço

A porta da cantina se abre e todos nós olhamos e vejo que Eric entra no recinto.

– Olá Tris. – e ele fala isso piscando pra mim.

Todos vemos ele passar até alguém quebrar o silêncio.

– É … eu não queria falar nada mas, também recebi uma mensagem de -U. – diz Caleb.

Olhamos todos para ele surpresos.

– O que tinha escrito nela? – pergunta Al.

Ele nos mostra seu celular;

Alcoólatra, não consegue ir pra uma festa sem ficar bêbado. Cuidado para ficar tonto demais e não perceber quem está acabando com o novo sistema -U

Acho que isso já é demais para mim.

– Não consigo ler mais nada. – digo

– Quem será que estão mandando essas coisas anônimas? – pergunta Tobias.

– Além de pôr o anúncio um pouco chamativo na festa. – esclarece Caleb.

Penso um pouco.

– Não acham isso muito estranho? – todos olham intrigados – essas mensagens acontecerem logo depois de Uriah … sabe … morrer?

– Eu estava pensando nisso – diz Al.

– Acho que não aguento ficar mais nessa cozinha abafada. – digo e saio apressada para fora da cantina.

– Tris, espera – grita Tobias. E todos vem atrás de mim.

Saio da cozinha com todos me seguindo e nos deparamos com o hall. E vemos Jeanine com uma cara de desconfiada descendo por um corredor com uma placa de “Acesso Restrito”.

O celular de todos tocam ligamos e vemos a mensagem.

“Sigam ela e vão descobrir o que eu quis dizer com ontem” -U

Todos nos encaramos.

– Vamos. – digo

– O quê? Você pirou? – pergunta Christina.

– Ordens de -U! Temos que descobrir o que está acontecendo.

– Mas pode ser perigoso.

– Já me falaram isso muitas vezes, e sempre estive certa. Vamos lá!

Descemos o corredor o qual Jeanine seguiu. Viramos alguns corredores, totalmente branco e nos deparamos com portas de laboratórios. Laboratórios 1, 2, 3 e 4.

– Laboratórios? – digo – mas eles não foram desativados?

– Foram – diz Tobias – mas pelo que parece.

E vejo alguns cientistas dentro do laboratório 4. Dentre eles: Jeanine.

Entramos lá.

Muitos cientistas cerca de uns 30 ou 40 deles. Trabalhando sem parar, em frente de monitores e visores.

Olho para Jeanine.

– Mas o que é isso? – pergunto indignada – então isso são os experimentos!

– É, você descobriu – diz Patrick. Um cara bonito até, veio em direção a nós.

– E quem é você afinal?

– Patrick, muito prazer. Você deve ser Tris.

– É… quem não me conhece. – digo não tirando o olhar de Jeanine.

– Então … você finalmente teve a curiosidade e a audácia de entrar pelo corredor. – diz Jeanine. – Honrou a sua facção! – e ela bate palmas.

Vou em direção a ela, mas mãos me seguram.

– Você não ousaria me bater. Com um botão mandaria a praça principal pelos ares. E muito mais pessoas.

– Porque?

– Porquê? – pergunta ela – Olha Patrick ela quer um motivo. – e ela ri.

“Pra você eu não devo nada, muito menos explicações sobre o que ocorre aqui ou o que deixa de ocorrer”

Foi como levar um tapa na cara. Fico sem reação. Olho para todos os monitores e vejo que tem cenas de toda a cidade.

– Isso tudo é ao vivo? – pergunta Tobias.

– Pode apostar que sim. – diz Jeanine.

– Caleb – patrick chama.

O que esse Patrick quer com Caleb?

– Você pode me ajudar aqui?

Olho para Caleb. Mal posso acreditar no que estou vendo.

Ele nos traiu.

– Seu desgraçado – diz Al

Recebo uma mensagem:

Senha: experimento3000 -U

Saio dos braços de Tobias, que está me segurando ainda, e saio correndo em direção a um dos computadores. Vejo que precisa de senha, digito experimento3000. Vejo que tem todos os projetos e uma contagem regressiva

“1 hora 20 minutos e 10 segundos para destruição total da Sede”

Continua …

Notas finais
Prontos para mais um e último capitulo dessa história pessoal? Pois eu sei que estou, bombas estão para serem reveladas, entendam como quiser ;D XOXO, Facção News