Futuro Perdido
1 Capítulo 1 - Faixo de Luz
Notas iniciais
Co-autora: Anna Raissa
Boa leitura o
Mapas rasgados. Mesas empoeiradas. Grafites espalhados pelas escrivaninhas enferrujadas. Maquetes de papelão espalhados pelo chão.
Tudo muito velho. Tudo muito obscuro.
Uma janela aberta era a única fonte de luz do local. Por ela entravam pombas mas logo o lugar ficava vazio novamente.
Até agora.
A porta rangia incansavelmente. A poeira do chão havia começado a se levantar e a fazer uma dança junto ao ar carregado e ao cheiro de mofo. Vozes penetraram no porão naquele exato momento.
-Que horror. Com esse cheiro, parece que alguém morreu aqui. – Disse uma voz vinda de fora
-Enzo, cale a boca!
E assim, dois jovens invadiram o local.
-Nossa. Está tudo muito destruído por aqui – Disse Enzo entrando. Ele chutou uma engrenagem abandonada, para debaixo da mesa.
-Segundo registros, esse lugar não é aberto faz 69 anos – Disse Raissa enquanto passava as mãos pelas paredes descascadas – Até agora.
-Então a última vez que foi aberta, foi em... – Enzo disse, seguido por um longo silêncio.
-1945? – Perguntou Raissa com sarcasmo
-Era o que eu ia dizer.
-Sei...
A porta se abriu mais uma vez, e a poeira se agitou.
-Hã... Onde estão as armas?
-Não tem armas aqui Felipe. – Disse Raissa enquanto remexia em alguns papéis amarelados.
Felipe havia começado a bater as mãos cerradas nas predes, procurando por passagens ou portas ocultas.
-Cara, o que você está fazendo? – Perguntou Enzo olhando para o amigo com a cabeça inclinada.
-Procurando portas ou passagens ocultas.
-Boa ideia, quatro olhos. – Dizendo isso, Enzo correu para a parede mais próxima e começou a chutar as paredes.
Raissa apenas se deu ao trabalho de revirar os olhos.
Uma rajada de vento passou pela porta que fora aberta novamente.
-Acharam algum zumbi? – A voz feminina percorreu o lugar.
-Infelizmente não. – gritou Raissa que estava do outro lado do porão.
Ela olhava alguns registros antigos. Em quadros pendiam fotos de civis e oficiais.
-Então vou embora – Gritou Lucia em resposta.
-Não vai não – Nicolas estava no encalço da porta, virou Lucia em direção as pequenas escadas, e a guiou até o solo do local. – Acharam algo?
-Fora sujeira e paredes mofadas não. – Respondeu Felipe que assim como Enzo, ainda batia nas paredes.
-Ei gente – Todos viraram para o dono da voz que era Enzo – achei um tijolo solto.
Todos foram onde ele estava. Enzo que se encontrava agachado no chão, havia começado tirar os pedaços de tijolos quebrados e teias de aranhas do local. Quando percebeu que a parede era formada por tijolos soltos, fez um sinal para os amigos.
-Todos para trás – Disse ele se afastando.
-O que você vai fa... –Começou Felipe, mas foi interrompido por um estrondoso barulho.
-zer.
Todos começaram a espiar dentro do buraco com curiosidade. Lucia pulou a pilha, e entrou no local.
-Aonde você vai? – Perguntou Nicolas indignado.
Sem responder Lucia continuou andando, até achar, bem no fundo do corredor pilhas do que pareciam papéis.
Com a luz do celular, ela se aproximou com cautela, passando sempre as mãos pelas paredes rústicas.
Quando chegou a pilha, se agachou no chão e começou a passar a mão pela primeira pilha de papéis amarelados.
Pegou uma das folhas de papel e notou que nele estava desenhada a mão uma grande lua de sangue. Como não encontrou nada de interessante ela se levantou anciosa para explorar mais o local com os amigos.
Quando já tinha se levantado para sair do cubículo, algo encostado na parede inferior direita chamou sua atenção.
Quando pegou o objeto na mão, viu que era áspero e pesado.
Então ela havia percebido o que era o objeto.
-Pessoal, chega aqui – Disse Lucia com os olhos arregalados – Acho que encontrei um pedaço do céu.
Notas finais
Hahahah necessito saber o que vocês acharam, cupcakes então não deixem de comentar.
Um abraço e até a próxima ^^
~~Lara
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