Futuro Diferente do Esperado.
4 Tchau Severo!... Não a minha mamãe!
Notas iniciais
Estou postando... Tentando fazer com frequência e terminar essa história.
Alison olhava para o castelo enorme, tinha bastante gente nele, foi explicado que era uma escola onde se aprendia magia, e que a ensinariam a ler e escrever, os quadros se mexiam e falavam tudo lá era muito bonito, agora estava numa sala circular comendo os dois lanches que o homem comprou para ela, ele sorriu:
- Se não quiser me chamar de pai pode me chamar de Alvo, incluindo sua mãe, pode chamá-la de Minerva. — ele se inclinou um pouco na mesa.
- Sim. — ela deu uma mordida no lanche mastigando com gosto.
- Está gostoso? — Alvo sorriu e descansou a cabeça agora apoiada pela mão.
- Bom... Quer? — ela estendeu o lanche meio comido.
- Já que oferece. — ele mordeu devagar, para não assusta-la e se afastou. — muito bom.
Severo entrou na diretoria estava pronto para ir, então viu Alison ele sorriu para ela, para sua surpresa ela sorriu de volta, olhou Alvo:
- Como combinado volto em dez anos. — ele quase fez uma careta, só de pensar em dez anos.
- Calma Severo, vai ficar tudo bem garanto a você. — Alvo sorriu petulante. — faça pesquisas que você nunca chegou a fazer, veja lugares novos e desfrute da viajem.
- Viajem? Por que? — perguntou Alison curiosa olhando Severo.
- Eu vou estudar. — ele conseguiu responder apesar de estar surpreso por ela ter falado com ele, Minerva disse que as únicas pessoas que ela falou foram Fred e Jorge.
- Mas... Já grande. — concluiu ela ainda confusa, como um homem daquele tamanho ainda estudava?
- Ele quer aprender mais coisas querida. — Alvo chamou total atenção da filha.
- Então... Eu grande também aprender mais? — perguntou ela.
- Claro que pode, logo vai começar a aprender. — Alvo sorriu para a filha e piscou para Severo, sabendo que isso o irritava.
- Tchau... — a própria palavra soou estranha para Severo, ele nunca tinha se afastado de Hogwarts por tanto tempo, nem quando queria.
- Volta logo. — Alison olhou para onde o homem estava, mas ele já tinha saído pela porta.
Alvo mal esperava para ver daqui dez anos. Alison ficou bem na semana, conversava agora com todos, até que aos poucos foi notando que a mulher começou a passar mal, ficando pálida, ela não gostava daquilo. Minerva foi falar com Alison, mas quando viu ela não estava no quarto, foi até Alvo, com certeza estaria com ele, mas também não estava. Draco estava andando no corredor quando viu a filha do diretor e da professora chorando encolhida no canto, se abaixou perto dela, seus pais tinham sido presos, mas à ele foi dada a chance pelo diretor, alem disso ele perguntava com freqüência como ele estava, na verdade agora dava mais atenção a ele que a Potter e seus amigos:
- Alison? — ele se abaixou. — por que esta chorando?
- Doente... Morrer. — disse ela aos soluços.
- Alison fique calma, você não vai morrer só... — Draco estava confuso em como lhe dar com uma criança de cinco anos chorando.
- Não eu, mamãe doente... Morrer. — foi à primeira vez que Alison se referiu a Minerva como mãe, não como mulher boazinha, ela estava chorando muito. - igual a outra vez... igual.
- Alison olhe para mim. — pediu Draco, recebendo atenção. — ninguém vai morrer esta bem, eu quero que venha comigo.
- Mamãe... — soluçou Alison.
- Sh... — Draco segurou Alison e não vendo alternativa a abraçou deixando ela chorar mais um pouco até que se acalmasse pelo menos os soluços. — tudo bem agora... Você sabe meu nome?
- Não. — disse ela segurando a camisa dele.
- Draco... Meu nome é Draco. — ele pegou as mãos dela tirando da sua camisa manchada de lagrimas e amarrotada.
- Draco... — Alison fungou ainda lagrimas caiam de seus olhos. — tio Draco.
- Isso tio Draco. — ele não sabia o que deu nele, mas a filha de McGonagall e Dumbledore o chamando de tio o fez inflar por dentro com uma ótima sensação. — vamos ver o que esta acontecendo.
Draco levou Alison pela mão em direção a diretoria, a cada passo ele notava que ela estava triste, chorando e preocupada, ele notou que acontecer de novo, como da outra vez, fosse por causa da adoção que ela teve, a mãe adotiva devia ter morrido de alguma doença e o pai batido nela, ele não sabia o quanto de coragem ele tinha, mas ele devia fazer algo, assim que virou o corredor para ir a gárgula ele viu Dumbledore e uma muito pálida McGonagall:
- Professora McGonagall, Alison esta aqui.
Minerva se virou assim que escutou isso, correu para a filha e abraçou tentando entender porque ela chorava:
- Senhor Malfoy o que aconteceu? — perguntou ela preocupada, a filha a agarrou num abraço e parecia não querer soltar tão cedo, agora soluçava de tanto chorar.
- Ah... Meu Merlin. — Draco gelou notando a palidez da professora e ele tinha dito a Alison que ninguém morreria. — a senhora não vai morrer... vai?
Alvo nunca viu Draco com aquela cara preocupada, chegou perto:
- Meu jovem, explique o que houve. — disse Alvo tentando soar confortante.
- Estava aqui perto e quando passei no corredor ao lado, encontrei Alison chorando... Ela disse... Bom depois que perguntei ela disse... — ele gaguejava de nervoso e se tivesse falado ao vento com a menina? Olhou bem McGonagall. — só responda se não vai morrer por favor.
- Senhor Malfoy! — Minerva olhou o rapaz, em censura.
- Sinto muito, mas é por isso que ela chora. — ele pedia internamente que a resposta fosse não, porque se não falou algo muito errado para Alison.
Minerva olhou para a filha:
- Eu não vou morrer. — ela fez Alison olhá-la, mas a filha estava quase em desespero. — escutou...
- Morre não... Mamãe não... por favor mamãe.- Alison escondeu o rosto no pescoço da mãe. — mamãe...
- Sh... — Minerva deixou algumas lagrimas caírem. — eu não vou... não vou.
Draco evitou chorar e olhou para o outro lado tinha formado um caroço irritante na garganta, Alvo olhou para o Malfoy, ele estava se revelando apenas um garoto que cresceu sem amor e que só gostava de ganhar as coisas dos pais, porque só assim era a prova de que se importavam com ele:
- Bom senhor Malfoy. — Alvo colocou a mão no ombro do rapaz. — um chá esta em ordem, para acalmar os nervos e conversamos.
- Eu... — Draco franziu a testa, tudo o que ele queria era nunca mais ver Alison chorar e evitar que o vissem chorar, era embaraçoso.
- Venha logo senhor Malfoy. — Minerva se levantou com a filha nos braços. — vou deixar Alison num cochilo e escutar o que anda fazendo.
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