Futuro Diferente do Esperado.
2 Conversas e ações.
Notas iniciais
Fazia uma semana da morte de Voldemort todos estavam comemorando, com a viagem de Alison, não só a vida de seus pais e Severo foram salvas, como a vida de tantos outros que morreram e agora estavam vivos pela mudança, Alvo tinha dado as memórias aos inomináveis, só faltava uma coisa para tudo ser perfeito, ele dispensou os alunos de Minerva e trancou a porta da sala, sua mulher estava furiosa com ele, sentou na cadeira que evocou de frente para a mesa, e ficou olhando por um tempo:
- Minerva...
- Alvo não podia ter mudado o tempo.- disse ela. Era a linha natural...
- Eu iria morrer, Severo, Fred, Tonks e Lupin deixariam um bebê, tantos outros, Colin...- Alvo forçava a memória para lembrar de mais.- Lavanda.
- Alvo...
- Falei com Rufus, ele mexeu uns pontos, vou pegar Alison.- disse ele.
- Alvo...
- E você fará o tratamento, porque não existem motivos para você morrer e deixar nossa filha.
- Você...
- Legiminencia, nossa filha é inteligente, mas mente aberta.- Alvo se levantou.- não faça de mim um pai velho e viúvo, que terá uma filha para cuidar.
Minerva fechou os olhos e se lembrou das palavras no Mungus, deixou uma lagrima cair, limpou e olhou para Alvo:
- Deixe-me ver Pomfrey e nós vamos lá.- disse ela se levantando.
- Vamos.
Pomfrey diagnosticou o câncer, em estado inicial, o tratamento começaria em uma semana, no Mungus mesmo tinha u lugar para o tratamento, depois disso ela e Alvo saíram para ver Alison:
- Alvo será que ela...
- Vai ser um pouco difícil sim, mas nós vamos conseguir, acho que ela terá certo medo de mim, pois sou homem.- explicou Alvo.
- Nossa filha apanhou muito?- essa era a pergunta mais boba que se podia fazer e ela precisava da resposta.
- Muito, mas não a ponto de quebrar a perna, como Severo mudou isso.- explicou Alvo olhando ao redor, já estavam na frente do orfanato.
Minerva estava nervosa, o lugar era quieto, deveria ser por causa da escola, um prédio de três andares, já tinha Kingsley esperando por eles:
- Diretor Dumbledore, professora McGonagall já atingi todos menos a criança.- disse ele.- que acho ter notado algo estranho.
- Quim.- avisou Alvo entrando com Minerva.
Alison estava olhando da janela, as pessoas estavam estranhas no orfanato, meio aéreas, agora tinha visto um homem conversando com um casal, eles era meio velhos e o homem tinha uma barba enorme, a mulher boazinha, preocupada, correu se esconder para ver eles entrando. Minerva e Alvo entraram no corredor, olharam em volta:
- Minerva querida agora?- perguntou Alvo.
- Procuramos.- respondeu Minerva.
Alison ficou olhando o homem subiu as escadas, não a tinham visto, o que era bom, ficou embaixo da mesa, já que não daria para verem seus pés, a mulher andava e sentou numa cadeira na frente da mesa, ela não a notou ainda:
- Nada aqui em cima Minerva.- disse o homem descendo as escadas, ela escutava os passos.
- Aqui também nada.- respondeu a mulher com sotaque.
O sotaque fez ela querer escutar mais era bonita a voz, prendeu a respiração por pouco tempo, o homem tinha sentado na cadeira ao lado da mulher:
- Minerva esta bem?- perguntou Alvo preocupado.
- Sim Alvo.- disse ela lançando um olhar disfarçado para mesa.
Alvo sorriu, agora ele notou, respirou fundo:
- Sabe... Quer um sapo de chocolate querida?- perguntou ele.
- Qu...- Alison tapou a boca.
Minerva impediu Alvo de ir contornar a mesa, olhando nitidamente para ele ficar sentado:
- Quem esta ai?- perguntou Minerva.
Alison foi vendo possibilidades, o que ela fazia agora:
- Olá? Tem alguém ai?- perguntou Minerva.
- Miau.- disse Alison imitando um gato.
Alvo reprimiu uma risada enquanto olhava para Minerva, que quase lhe deu um tapa, mas pensou melhor:
- Querido em um gato embaixo da mesa...- disse ela.- devemos adota-lo no lugar da menina que viemos buscar?- perguntou ela.
Alison não gostou do rumo, ela era uma garota, se eles fossem ruins, era melhor levarem um gato, de repente apareceu e olhou para o casal:
- O...
- Olá.- disse Alvo.- sapo de chocolate?- disse ele estendendo a caixinha.
Alison olhou a caixinha na mão do homem, era uma coisa que nunca tinha visto, seria bom? Olhou para o homem novamente franzindo a testa, ela não sabia se falava ou não. Minerva viu a confusão, pegou a caixinha da mão de Alvo, colocou na mesa e empurrou um pouco:
- É de comer, mas tome cuidado ele pula uma vez.- disse ela.
Ela olhou para mulher erguendo uma sobrancelha, aquilo era estranho, doces não pulavam, na verdade ela não sabia se pulavam ou não, nunca comeu um doce, sentou na cadeira e ficou olhando para a caixinha:
- Vamos lá pode comer.- disse Alvo tranqüilo.- tem até um cartão colacionável dentro.
Eles estavam insistindo tanto, que ela pegou, revirou a caixinha, depois puxou o lacre, abriu, tinha mesmo um sapo de chocolate lá dentro, na verdade ela não sabia se era um sapo, mas eles falaram que era um sapo, ele pulou no ar, ela agarrou antes que caísse, ficou olhando, ele não fugia mais:
- Pode comer, ele só pula uma vez, mas não esta vivo.- disse Minerva.- é só feito para parecer de verdade.
- Comer sapo chocolate?- perguntou ela.
- Sim.- disse Alvo.
- Mas... Bonito.
- Coma ele, ele é mais gostoso que bonito.- disse Minerva calma.
Alison arriscou uma dentada, era bom comeu o resto que nem sentiu, olhou a caixinha, tinha um cartão, pegou ele e olhou era um senhor com uma bolinha que voava, ela tinha assas, mostrou para eles:
- Belo cartão.- disse Alvo sorrindo.
- Ele era importante, pode ler?- perguntou Minerva.- assim saberá por que ele era importante.
Ela olhou o que tinha atrás, ela não sabia ler, olhou o homem:
- Não ler.- disse ela.
- Não quer ler?- perguntou Minerva.
- Não!- gritou Alison pulando e se escondendo atrás da cadeira.
- O que foi?- perguntou Alvo parado, ele congelou.
- Bater, não ler... Mas não ler.
- Nós não vamos bater em você.- disse Alvo.
- Não mesmo.- reforçou Minerva.- agora não quer ler?
- Não, não ler, não...- Alison pensou como dizer, ela não se lembrava.- não...- ela apontou para as letras.- não...
- Não sabe?- perguntou Alvo.
- Não.-disse ela afirmando com a cabeça.- não...Sabe.
- É não sei.- disse Minerva.- agora ninguém vai bater em você, pode vir aqui?
- Aqui?- perguntou Alison ainda atrás da cadeira.
- Aqui.- Minerva acenou ao seu lado.- pode vir.
Alison não gostava disso, podia apanhar, mas mesmo assim foi chegou perto:
- Viu ninguém esta batendo.- disse Alvo.
- Por que?- perguntou Alison confusa.
- Porque...- Minerva olhou a menina.- somos os seus pais verdadeiros e não queríamos que apanhasse e não queremos machucar você.
Alvo não achou um bom passo, Alison parecia entender tudo, mas não falava direito, só que o que ela falou cortou o coração:
- Não... Pai e mãe deixam.- disse ela.- outro pai bate... Volta, ninguém... Alison não pais...Sozinha.- disse ela.
- Nós deixamos você por medo, que machucassem você, mas acabaram machucando, por isso viemos, Alison nós somos seus pais.- reforçou Minerva calma.
Alvo olhou para a esposa a voz estava melodiosa, e com um pouco mais de sotaque, isso era sinal de que ela poderia chorar, Alison olhava curiosa, até que viu uma lagrima:
- Você dor?- perguntou ela preocupada.
- Ah... Não querida.- respondeu Minerva.
- Mas... Água olhos... Alison água olhos quando dor... Então dor.- disse Alison.
- Não, estou feliz por te ver e triste por não acreditar em nós.- disse Minerva.
Alison ficou olhando a mulher chorar, era estranho ver alguém chorar, ruim, ela começou a ter água nos olhos também, piscou algumas vezes e olhou para o homem:
- Não precisa chorar.- disse ele.
- Vontade água olhos.- disse ela.
Alvo ficou olhando, pelo jeito era uma coisa nova para Alison ver alguém chorando e dar vontade de chorar também, depois de um tempo, ele viu Alison meio tremendo erguer a mão, e limpar as lagrimas de Minerva, ela parecia com medo, mas mesmo assim fazia aquilo:
- Para chorar agora.- disse ela.
- Tudo bem.- Minerva não resistiu e puxou Alison a abraçando.
Alison tinha os olhos fortemente fechados, só esperando a dor, mas não veio, estava quentinho ali, não sabia o que era aquilo, mas era bom, alem disso não tinha dor o que tornava aquilo melhor, Alvo ficou olhando e uma lagrima teimosa rolou seu rosto, limpou antes que sua filha visse:
- Então vem conosco?- perguntou ele.- tem coisas muito diferentes para onde vamos, como o sapo de chocolate.
Minerva olhou para menina parecia que ela estava realmente pensando nisso, sorriu:
- Vamos, não vai acontecer nada de ruim, eu prometo.- disse ela.
Alison não sabia o que fazer, mas em tudo não parecia ruim, alem disso ela não conseguia resistir ao sorriso da mulher:
- Ta.- disse ela.
- Vamos.- Alvo se levantou devagar, mantendo a distancia de Alison não queria assusta-la.
- Venha.- Minerva estendeu a mão.- precisa pegar alguma coisa?
- Roupas...
- Não isso nós vamos ver assim que sairmos.- disse Minerva.
- Nenhum brinquedo?- perguntou Alvo.
- Brinquedo?- perguntou Alison.- o que é... Brinquedo?
- Vamos mostrar.
Fale com o autor