Future Love
5 Briga no chiqueiro
Narrado por Isabella Swan
Depois da maravilhosa cena, subi ao meu quarto para arrumar algumas de minhas coisas e encontrei Alice lá.
-Oi Bella. Posso te chamar assim, não é?! –questionou
Eu sorri, percebendo em poucos instantes que ela não era arrogante como o seu irmão.
-Lógico que pode. Todos me chamam assim
-Ah, que bom. Sabe, eu fiquei com muito medo de que você não gostasse de nós. Quero dizer... Que com esse desentendimento todo com o meu irmão, você passasse a nos evitar
-Mas eu causo uma má impressão assim? –perguntei rindo dela – Claro que não. Eu só não gostei de todas as atitudes do seu irmão
-Sabe Bella, isso me dá um grande alívio.
-Tudo bem, agora chega disso e vamos mudar de assunto. Você já conhece toda a fazenda? –perguntei
-Todinha não. Algumas partes só, como o celeiro, os trabalhos de seu pai, o lugar que está em construção.
-Ah, então tá. Vem, vamos que eu vou lhe mostrar o meu cavalo –disse puxando-a rapidamente para o corredor.
Eu estava realmente adorando a Alice, que diferente de seu irmão era simpática, atenciosa e legal.
Nós chegamos lá em meio a uma correria. Ela entrou e a mostrei Blake.
-Sabe, sempre que preciso venho aqui. Parece idiota, mas eu desabafo com um cavalo
Ela deu uma grande gargalhada.
-E isso adianta? –perguntou
-Sempre. Quando saio, parece que esvaziei um peso de dentro daqui –apontei ao meu coração.
Era óbvio que todos os motivos que me levavam até ali eram sentimentais.
-Senta aqui –apontei para o chão, mas ela ficou receosa –Alice, você já tomou banho? Nós estamos no campo e você vai aprender muito como se sujar. Então sente aqui.
-Ok, ok!
-Eu sempre quis saber como é a vida em uma capital. Parece que tudo é mais agitado e que o tempo corre.
-É verdade. Lá era legal, eu tinha minhas amigas e nós íamos para qualquer canto da cidade e tínhamos o que fazer. Mas aqui é diferente, parece que não existem muitas coisas para a distração
-Ei, pode parando por ai. Se a intenção é menosprezar o Texas, está conseguindo! –falei gargalhando.
-Hum, não me entenda mal, mas o que tem para fazer aqui?
Hesitei.
-Muita coisa: você pode cuidar de seus animais, ajudar a arrumar a casa, andar a cavalo nessa natureza incrível.
Narrado por Edward Cullen
http://www.youtube.com/watch?v=YQMH9Chu8W0 (Michael Bublé- Haven't Met You Yet
Aquela garota era muito idiota, além de querer me provocar ainda achava que eu padeceria com todos os meus pecados aqui, nas mãos de uma caipira idiota.
Mas ela estava inteiramente enganada, até por que Edward Cullen é quem dita as regras!
A noite havia chegado, então decidi tomar um banho na cara de pau, sem ao menos perguntar se poderia naquele momento.
O banheiro estava impecável, com todas as coisas no lugar, mas a pia, o vaso, o chuveiro e até mesmo os acessórios não eram requintados. O meu luxo não veria tão cedo.
A água quente me fez criar, mais uma vez, um momento nostálgico.
Aconteceram tantas coisas hoje e o que me preocupa é que aquilo fora apenas o começo. A ceninha criada por Isabela.
Acabo pensando que nunca vou me adaptar a esse estilo de vida. E nem tem como!
Saí do chuveiro com um pouco de dor de cabeça e optei por colocar apenas uma calça de abrigo e uma regata.
-Edward –chamou alguém
-Oi –falei – Ah, é você.
-Sim, sou eu irmão. Você não se cansa de tentar dar o seu show? –perguntou Alice.
-Ah, cala a boca, irmã. –falei demoradamente a última palavra –Você não percebeu quem começou com a confusão? –perguntei cambaleando até a cama.
Ela bufou.
-E você não percebeu o que nos resta? Viver de favor e ficar quietos, para que pelo menos aqui não sejamos despachados! –disse cheia de si, parecendo orgulhosa ao pronunciar tais palavras.
-Alice você acha mesmo que a nossa convivência será passível? – questionei-a com uma expressão séria.
-Isso dependerá de você, irmão.
-Não dependerá apenas de mim. Acha mesmo isso? –perguntei- Você está tão amiga dos Swan que não percebe que eu apenas dei ‘oi’ para Isabella na sala e em resposta recebi um “você não é obrigado a me cumprimentar”. Fui eu quem comecei Alice?
Ela analisou calada as minhas palavras.
-Tudo bem Ed, mas você precisa se controlar e fazer de tudo para que não hajam mais respostas como a que vocês dois disseram. Poxa, já é um grande milagre estarmos aqui, com lar, comida e roupas limpas.
Alice não se contentava em alegrar os outros e me culpar por tudo, tinha que dar explicações e tentar dizer que sou o vilão da história.
-Ok Edward, mas depois não diga que não o avisei –disse convicta de que era a coisa certa a se falar.
-Isso foi uma ameaça? –perguntei arregalando os olhos e com uma expressão chateada. Nunca tivemos uma conversa assim.
-Não. Isso fora apenas um aviso.
E dizendo isso ela saiu do quarto.
Eu odeio esse lugar. Simplesmente odeio!
Fiquei um pouco sozinho, tentando esfriar minha cabeça e provar para mim mesmo que minha irmã estava errada. E ela estava mesmo.
Depois de estar um tempo naquele quarto, desci para ver o que os outros estavam fazendo, mas infelizmente não deveria ter feito aquilo.
-Então Edward, o que vai fazer agora? –questionou a garota. Seu pai também estava naquele ambiente.
Para completar o meu dia, aquele diálogo era só o que faltava — pensei ironicamente.
-Nada de muito importante –respondi honestamente
Ela sorriu. Mas não era qualquer sorriso. Ele era cheio de vida e vingança, como se ela fizesse questão de exibi-lo para que eu pudesse imaginar que algo iria acontecer. Algo que ela gostava e se fosse assim, com certeza eu é que não me agradaria.
-Ora, que coisa boa. Muito bem, então já que meu pai não vai falar, eu falo. Você vai nos ajudar com os porcos. –ela disse com aquele sorriso estampado.
Quase engasguei com a própria saliva.
-Porcos? Que porcos? –questionei com meus olhos já arregalados e sentindo um certo desconforto diante do diálogo.
-Você está diante de uma fazenda, querido. E são com os animais que ficamos e cuidamos –falou
-Que eu saiba, no campo tratam-se mais de cavalos, vacas e bois- falei com raiva, desejando que aquela garota sumisse dali.
-Então você não está muito bem informado, pois... –ela mal começou a falar e seu pai interrompeu-a, para o meu alívio.
-Chega Isabella. Vá na frente que eu explico o que o rapaz tem de fazer –disse Charlie em um tom autoritário. Ela me olhou com desdém, totalmente irada com aquilo, então saiu pela porta de entrada, bufando em meio a passos ligeiros.
-Edward, vamos cuidar dos porcos, mas não é sempre que você terá de fazer o serviço. –ele ia dizendo enquanto caminhava pela porta da frente, mas diferentemente de sua filha, seus passos eram calmos.
-Eu nunca mexi em nada tão sujo como porcos –falei sinceramente, para ver se saia dali. Mas não tinha jeito.
-Não, garoto. Não se tratam mais os porcos como antigamente, como faziam ao deixa-los expostos a imensa sujeira. Atualmente até as suas lavagens são selecionadas. Mas mesmo assim você terá de colocar uma outra roupa, própria para o serviço, então me siga que lhe mostro tudo.
Eca! Só de imaginar estar de frente com porcos já sentia a bile subindo.
Segui o abobado que andava lentamente.
Não sei o porquê de ter aceitado aquele “convite”.
Avistei a garota colocando uma calça preta e uma grande jaqueta da mesma cor, e em seguida adentrando o chiqueiro, abrindo cuidadosamente uma cerca e depois a fechando.
-Tome, vista isto –disse Charlie quando chegamos em frente do chiqueiro, que por sinal tinha um cheiro muito desagradável.
Coloquei a roupa e entramos lá.
Haviam muitos porcos e fiquei me perguntando de sua real utilidade. Quem nessa vida gostaria de criar animais sujos?
A garota olhava atentamente para mim e sorria. Mas que droga de sorriso era aquele?
Parecia tão real e ao mesmo tempo diabólico.
-Ah, me esqueci de avisar Renée para alimentar os cavalos. Volto em um minuto –falou ele e saiu.
-DEIXE QUE EU MESMA ALIMENTO O BLACK –gritou Isabella e senti que o animal era importante para ela.
-Fiquei surdo com esse tom de voz irritante –murmurei e ela me ignorou.
-Tome isto- falou ignorando o que havia falado.
-E faço o que com essa comida? –perguntei ao me referir para o pote com uma grande quantidade de lavagem.
-O que mais lhe parecer óbvio.
Que garota atrevida!
-Onde a coloco? –perguntei impaciente.
-Ah garoto, você está vendo aquele prato grande bem a sua frente? Então, coloque a comida ali –disse brava.
Mesmo assim, quem ela pensava que era para falar desse jeito comigo?
-É bom perceber que tem medo de seu pai –falei me atrevendo a levar uma resposta ignorante.
-Eu não tenho medo de ninguém –disse enquanto eu colocava a comida no prato.
-Se não tem então por que não continuou me confrontando na frente dele?
-Olha aqui Edward, não sou obrigada a lhe dar satisfações da minha vida. Então é melhor cada um no seu canto.
-É mesmo? –perguntei irônico- Que eu saiba é sempre você quem começa a me provocar –falei chegando perto dela.
-Vá se ferrar, garoto.
Quanto mais me aproximava, seu nervosismo se tornava evidente. Era disso que ela não gostava, de aproximações?
Para provocar-lhe mais cheguei tão perto que poderíamos sentir a respiração como se fosse a mesma. Agora era a minha vez de sorrir, então o fiz. O melhor de tudo foi que ela ficou quietinha, apenas observando os meus movimentos.
-Quem irá se ferrar é você, caipira. Até por que estou deixando você jogar, mas a partir de agora, conhecerá o verdadeiro Edward Cullen. –disse me aproximando mais. -E pode apostar que vai adorar o que poderei fazer com você. –falei perto do seu ouvindo, sentindo seu corpo estremecer.
Aquela garota ainda mais me conhecia o suficiente para saber do que sou capaz de fazer.
-Acho que você fica menos idiota fazendo o que lhe mandam –disse ela na cara de pau.
Seria assim? Isabella ainda iria resistir em tentar ser mais esperta do que eu. Ela tentaria a partir de agora, mas não conseguiria.
Narrado por Isabella Swan
Ainda sorria para Edward, que mal sabia colocar a roupa e entrar no chiqueiro.
-Ah, me esqueci de avisar Renée para alimentar os cavalos. Volto em um minuto –falou meu pai e saiu.
-DEIXE QUE EU MESMA ALIMENTO O BLACK –gritei para que ele escutasse e pelo menos fizesse o que pedi.
-Fiquei surdo com esse tom de voz irritante –murmurou o idiota Cullen, mas o ignorei.
-Tome isto
-E faço o que com essa comida? –perguntou ao se referir para o pote com uma grande quantidade de lavagem.
Revirei os olhos.
-O que mais lhe parecer óbvio –falei descaradamente, para que ele percebesse o quanto era inconveniente.
-Onde a coloco?
-Ah garoto, você está vendo aquele prato grande bem a sua frente? Então, coloque a comida ali – respondi irritada.
-É bom perceber que tem medo de seu pai – ele disse do nada.
Hesitei para não descontrolar totalmente a minha paciência.
-Eu não tenho medo de ninguém –falei enquanto ele colocava a comida no prato.
-Se não tem então por que não continuou me confrontando na frente dele?
Por que esta criatura tem que ser extremamente irritante? –perguntei a mim mesma.
-Olha aqui Edward, não sou obrigada a lhe dar satisfações da minha vida. Então é melhor cada um no seu canto.
-É mesmo? –perguntou irônico- Que eu saiba é sempre você quem começa a me provocar.
Ele chegou mais perto de mim.
-Vá se ferrar, garoto. –falei impaciente.
Á medida que ele se aproximava, eu ficava um tanto nervosa. Um dos motivos era que aproximações me causavam um certo desconforto, pois a única pessoa que eu deveria estar bem perto era de Jake, e aquele não era ele.
Para o meu desespero, o imbecil percebeu meus descontentamento com a situação e chegou ainda mais perto, tudo para me provocar ainda mais. Daquele jeito poderíamos sentir a respiração um do outro. E para que a situação piorasse, ele ainda sorriu, para que eu percebesse que ele estava no comando agora, ou pelo menos ele ainda era muito idiota para que eu me deixasse levar por aquele pensamento, tudo por causa da sua expressão.
-Quem irá se ferrar é você, caipira. Até por que estou deixando você jogar, mas a partir de agora, conhecerá o verdadeiro Edward Cullen. –falou chegando ainda mais perto. -E pode apostar que vai adorar o que poderei fazer com você- disse perto do meu ouvido. E por incrível que pareça, aquelas palavras me deixaram nervosa, ao ponto de que comecei a demonstrar tamanho nervosismo.
Aquele idiota não ficaria com essa bola toda!
-Você está fedendo, com licença –disse me retirando e deixando todo o serviço para ele.
Retirei a roupa que já estava suja e saí dali o mais rápido possível.
Eca, estar perto daquele idiota já me dava dor de cabeça. Fui até o esrábulo para alimentar Jake e decidi que iria até a fazenda dos Black. Sim, o sobrenome do meu namorado e de sua família era igual ao nome do meu cavalo. Caminhei até minha mãe, para lhe avisar que iria até lá.
Instintivamente voltei para apanhar o Black.
Montei nele e fui devagar, apenas escutando os passos grotescos do cavalo. Então, mesmo depois de ter pensado na cena criada por Edward, ainda fiquei pensando no que acontecera lá.
Ele era um idiota, isso sim. Deveria estar acostumado com todos aos seus pés, por isso achou que poderia falar aquelas coisas para mim.
-Oi Sr. Black –falei corando ao pai de Jake, percebendo que aquela era a primeira vez que nos falávamos depois de seu filho me pedir em namoro.
-Olá Bella, entre –falou enquanto abria ainda mais a porta para a minha passada.
-Jake está aqui? –perguntei enquanto chegava na sala.
-Sim, vou chama-lo.
Esperei, pois ele subiu uma rampa que dava para o segundo andar. Seu pai era cadeirante, então tinha um pouco de dificuldade ao se locomover pela casa.
Observei as fotos que estavam em porta-retratos na estante. Eu sempre gostava de ver Jake e sua mãe, com um lindo sorriso estampado em seus rostos. Também estava Liah, a única irmã dele. Era mais velha, tinha vinte anos. Estava cursando a faculdade, odontologia.
A mãe dele faleceu quando nos formamos, para a infelicidade de ambos: dele por que estava perdendo sua mãe e minha por ter que assistir naquela época seu jeito se transformar em pequenos sorrisos, expressões tristes e uma personalidade quieta e desajeitada. Mas estive o tempo todo com ele, pois me cortava o coração ter de vê-lo sem rumo.
-Ela já está vindo. Mas antes disso, quero lhe dar os parabéns por estar namorando com ele. Sabe, há dias que andava estranho e percebi que era você que o deixava daquele jeito. –comentou rindo.
Ah, Jake estranho?
-Oi amor –falou me abraçando. E como era bom aquele abraço.
-Oi. Eu precisava vir aqui para esfriar a cabeça – falei baixinho e ele riu.
Seu pai já havia saído dali, então ficamos um pouco na sala, para que conversássemos a sós.
-Eles já chegaram? –perguntou.
Nossa, diretamente ele sabia sim como me fazer desabafar.
-Sim e foi horrível. Eu não quero voltar para lá. Parece até que min há casa foi invadida –falei abraçando-o.
Contei a ele tudo –menos a parte em que eu e Edward discutimos. Comentei que gostei de Alice, pois ela era um amor de pessoa, mas mesmo assim eu ainda não queria me acostumar com a ideia de ter alguém ‘invadindo’ a minha casa.
Falei também sobre meus pais, que defendiam totalmente eles e me faziam estar errada, pelo menos sempre para eles.
-Calma Bells, tudo isso vai passar. Ele não vão ficar para sempre, não é?!
Eu esperava desesperadamente que a resposta para tal pergunta fosse não. Por isso começaria a rezar para que eu e Edward não nos encontrássemos mais, por que se isso se tornasse constante, não saberia o que eu seria capaz de fazer.
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