Futatsu no Sekai - Saki

17 Capítulo 17 - Dullahan.


Parte 1.

— Então... Que tal começarmos de novo? – Disse Taishakuten. – Bem, de qualquer formas nós já iriamos então... Vamos, vamos.

A divindade mexeu suas mãos para frente e atrás como se estivesse os pedindo para sair do lugar com um “vão, vão”.

— Hahahahahah! Taaishakuten-sama, você poderia ser um pouco mais duro com eles, não éééé?–

Ravana disse em tom de deboche.

— Ser duro? Huuuummm, preciso que me ensine isso, ó vosso rei Ravana-sama.

Taishakuten continuou brincando com Ravana em uma espécie de Tsukkomi.

— Não é...? Então observe bem!

Ravana pegou a taça de vinho que estava em uma mesa a seu lado e se levantou. Ele seguiu indo até a grande arena onde estava a Hidra e observou os participantes.

— Ohohohoho...

— Em? – Eles se viraram para o Rei que estava em suas risadas idiotas.

— Dullahan, hein? O que será que alguém como você faz pelo torneio? Está em necessidade de mais alguns [God Level] para a sua coleção? Sra sem cabeça-san. Acho que você é tão forte quanto uma divindade enquanto neste teu estado, mas você aqui? Acho que você tem um motivo não é? Hahahah! Ouçam pessoal, DULLAHAN! Um daqueles mais odiados pelos nossos mortais está aqui nesse torneio, acho que a gente poderia dificultar um pouco, né, né?

Assim como os participantes todos pararam no mesmo momento e começaram a observar a grande arena em volta dos participantes.

— Bem, acho que não fará muita diferença isso. De qualquer jeito vocês tem grande capacidade para isso, não é?

Ravana estava a voar pelo ar enquanto ia em direção da Hidra. Ela começou a soltar um “zeeeeeeehhss” para ele. Ravana olhou para o monstro e franziu os olhos. Ele enrugou a testa e a raiva tomou conta de seu corpo.

— Ele... Como...

Tom havia se impressionado com o poder do homem, até que ele lembrou. Era o mesmo que havia aparecido na ilha onde estava, aquele que o espancou sem maior esforço. Era O Rei de Lanka, porém ele estava em uma forma mais jovem e sem o tapa olho que usava no passado, assim como o terno.

— Se a Hidra continuasse assim muito provavelmente Dullahan sozinho seria capaz de dar conta, então porque não dificultar um pouco, não é? Venham, serão todos contra mim e a Hidra. Aqueles que sobreviverem ao lutar contra nós terão o direito de participar da segunda etapa. O que acham? HEIN?

— Oe oe Ravana. Se você continuar assim os participantes terão mesmo como ganhar de alguma forma isso? É um absurdo. O rei em seu próprio torneio como um oponente para os participantes, acho que não é assim que deveria funcionar.

Taishakuten participou do diálogo, mas todas suas palavras saíram em tons risonhos, assim como os outros participantes que estavam rindo aos poucos no palco em que estavam.

— Bem, acho que não tem muito o que fazer – Taishakuten abriu os braços e demonstrou um semblante impaciente.

— Então vamos começar de uma vez com isso, estou a suas contas, meus senhores participantes – O Rei se curvou e sentou em cima de uma das várias cabeças da Hidra de Lerna.

Não haviam muitos participantes porém todos eram significativamente fortes por terem sobrevivido até aquele momento. Dos companheiros de Tom eram Alice, Rukasu, Han e Li. Havia também o homem que Ravana chamava de Dullahan, ele era porém desconhecido por eles. Provavelmente era um mito do mundo onde estavam.

Tinham mais alguns participantes no meio, mas nenhum chamava qualquer tipo de atenção e alguns demonstravam estar até mesmo assustados com a situação atual.

— Bem, que seja... Lu! Sua espada, agora.

A espada de Lu Dongbin se invocou nas mãos de Tom e ele continuou.

— Zhongli!

Zhongli usou seus poderes e a espada transformou-se no mais puro ouro. Ela se tornara até 10 vezes mais forte do que antes e Tom pulou em direção de Ravana, esquecendo-se da Hidra. Com sua velocidade Tom foi capaz de pular no homem e chegar em poucos instantes. Ele empurrou sua espada para trás de sua cintura e com ela traçou um arco curvado na horizontal mirando no pescoço do rei.

— Ohoo...! Não tão fácil amigo.

A velocidade do rei fora incrível. Ele pulou e deu um fraco chute na cabeça de Tom e o homem foi jogado contra a Hidra. O impulso que ele tomou o deu forças e sua espada que era para acertar o Rei tomou como alvo a Hidra. A espada cortou uma pequena lasca de seu pescoço e ela soltou um alto ruído “ZEEEEEEEEEEEEEEEEEHSSSSSSSSAAZ” Todos na plateia tamparam seus ouvidos com a palma da mão e os participantes mais próximos tiveram seus tímpanos estourados. O próprio ruído da criatura havia feito aquilo e havia ainda outra consequência.

— Hahahaha! Isso é tudo o que podem fazer?

O hálito da Hidra atravessou toda a arena e ela se dissipou como a névoa. O ar então tomou uma cor negra e tudo a volta começou a se transformar em lascas. Os poucos segundos transformaram vários dos participantes em cinzas quando não foram capaz de aguentar.

A única coisa que salvara Tom foi um dos poderes que carregava consigo, a habilidade de Cao transformou o ambiente em algo límpido e tudo se restaurou.

— Oh... você tem os oito imortais com você menino Tom? Hahahaha! Quem diria que minhas próprias criações se estenderiam assuas mão não é? Hahahaha!

— Pera... Os seus oito imortais?

— Oh... Você não ficou sabendo Tomzinho? Os oito se tornaram tão fortes quanto são devido a minha influência. Cada poder obtido por eles foi dado por mim como um pequeno [presente]. Há um poder que poucos tem que lhe da capacidade de empresta-lo a alguém por um curto período, e não é que deu certo?! – Ele aperto o punho. – Você carrega consigo meus próprios filhos com meus próprios poderes, não acha que deveria me agradecer...?

Em um intervalo de menos de um segundo o Rei apareceu a frente de Tom passou a mão por sua armadura.

— Seu estado atual é fraco. Se você quiser lidar comigo terá que ascender! Transforme-se em alguém capaz de esquecer suas frustrações e deixe de depender dos outros como você sempre fez! Você tinha seus primeiros colegas, Alice, a garota que o protegeu – Ele apontou para ela. – Rukasu, aquele que revelou ao mundo sobre a existência desse em que você está! Até quando você vai continuar a ser esse idiota que depende dos outros sem AO MENOS AGRADECER?

O Rei chutou Tom em direção da Hidra e fez um “Tsc!”.

— Me mostre que você é capaz de ser homem e derrote isso! A menos que você tente você não irá conseguir! Eu os ordeno matar uma Hidra e o que fazem é tirar uma pequena lasca de suas escamas?! Se você irá continuar assim você não passa de lixo! LIXO!

Naquele momento os olhos de Tom foram tomados por fúria e ele segurou sua espada com toda a sua força.

— Se deseja ter companheiros os AGRADEÇA! Se deseja almejar algo MOSTRE QUE É CAPAZ! Se você não pode mostrar do que é feito quem vai CONFIAR EM VOCÊ?!

Tom posicionou sua espada em cima de sua cabeça e inclinou seu corpo trás. Sua armadura tomou posse de seus braços e foi até sua espada. A lamina passou do dourado para o negro e ramificações de lascas vermelhas como o lava tomaram parte dela.

— FAÇA!

Ele usou sua força e inclinou todo o seu corpo para frente. Sua espada se estendeu ao tamanho de um corpo e se chocou com uma das cabeças da Hidra. A espada passou a petrificar o corpo da Hidra e então se tornar pedra.

— Acho que ele aprendeu... Para que o poder dos oito imortais atinja seu ápice é necessário a maior confiança possível neles. Quanto maior seus laços de amizade forem, maior a força que este homem terá.

Ravana assentiu e olhou para Taishakuten. O deus estava a soltar gargalhadas enquanto observava a cena e ele retornou o olhar para Tom.

Toda a rocha vulcânica tomou parte do corpo da Hidra e ela se dividiu em milhares de pedaços.

“E-eu consegui...?” Tom caiu no chão e se ajoelhou. A espada se desmaterializou e ele olhou para suas mãos. Lágrimas passaram a escorrer de seu rosto e ele abriu um sorriso.

— Obrigado, amigos...

A plateia começou com as várias palmas, assim como Ravana, Taishakuten e Julia.

— Bem, agora será com vocês, não é mesmo? Hahahaha!

Ravana tomou voo novamente e retornou ao palco com passos suaves pelo chão. Ele sentou em um sofá isolado de seus companheiros e se arrumou cruzando as pernas. Virou a taça de vinho na boca e soltou uma risada.

— O que você planeja com isso...? – Indagou Taishakuten. – Geralmente você não faz uma dessas cenas a não ser que precise muito de algo...

— Com o tempo você verá, Taishakuten-sama.

— Hum... Que seja, só saiba que se você for fazer algo de ruim... você terá que se ver comigo, você sabe, não é?

O olhar dos dois se cruzaram e eles se observavam de forma quieta, até que...

— Ei, vocês dois!

Julia se meteu no meio deles e abriu os braços.

— Será que vocês não podem ficar nem um tempinho juntos sem brigar um pouquinho? Vocês se conhecem a tanto tempo e sempre há essas suas... “briguinhas de criança”... Humpf!

Ela virou a cara e os deixou de lado.

— Sendo assim, terminamos agora a primeira fase do torneio! E temos como destaque Tom Faith, e nosso Rei Ravana! Palmas a eles!

A plateia se estendeu em palmas e segundos depois eles pararam, olhando de volta a yokai que estava apresentando o evento.

— Sendo assim, logo começaremos o 2º estágio do torneio onde vocês realizaram lutas um contra um até determinarmos o último que será o campeão que receberá um [God Level] do próprio rei Ravana!

— Ohohoo...

— Então, teremos um intervalo de poucos minutos para se aquecerem e então iremos determinar as chaves em que os 10 participantes irão se encontrar! Então... A partir de agora temos exatamente 30 minutos!

...

Toda a plateia saiu de seus assentos e foram para a praça pública próxima a Arena. Os participantes se encaminharam para um grande salão próximo a onde estavam para esperar pelo próximo estágio do torneio.

— Você foi bem Tom! Meus parabéns – Rukasu disse a Tom.

Tom apenas desviou o olhar e escondeu a vergonha.

— Eu juro que não sei como aquele cara sabia de tudo, mas... Se você quer falar conosco não há problemas sabe, eu e Alice estaremos aqui para te ajudar de qualquer forma. Nós viemos aqui com o propósito de te ajudar, e mesmo sem nossa ajuda você foi capaz de concluir seus objetivos, e agora descobriu que seu próprio pai está por ai... – Ele suspirou. – Não importa o que aconteça saiba que pode contar conosco. Saiba que o tempo que passamos conversando enquanto estávamos por ai não foi em vão. Possa não ter sido tanto quanto você passou com esses caras, mas eu sou seu amigo, e eu vou te ajudar!

Alice foi junto de Rukasu e se abaixou olhando para o rosto de Tom. Ele estava sentado em uma cadeira.

— Pode deixar conosco! Antes eu e Rukasu estávamos a lembrar disso a pouco tempo atrás, mas não importa que tenha nos deixado, nós fomos capazes de nos manter em paz junto de você e hoje chegamos a depender de você, pare de deixar tudo guardado para você.

— Nós estamos aqui e vamos fazer de tudo para te ajudar, e não importa o que você tenha esquecido de dizer ou falar, ao menos o que ocorreu.

— Nós estamos aqui – Eles sorriram e disseram em uníssono.

Tom olhou para frente e terminou.

— Me desculpem...

Uma única lágrima saiu de seu rosto e ele a esfregou.

— Sabe... as vezes é muito melhor dizer “obrigado” do que “desculpa” Hihi... – Ela tampou a boca com a mão e se levantou.

— Bem, então... o-obrigado... Para vocês também meus amigos, os meus oito imortais.

Naquele momento He se sentiu quente e estava prestes a dizer algo, até que foi interrompida por um sinal.

— Começaremos agora as colocações na chave do torneio! Venham até a arena principal!

— Parece que chegou a hora não é? – Disse Rukasu passando pela porta. – Espero que não precisemos lutar, Tom-kun.

— Você tem bons amigos Tom... – Disse Zhongli.

— Realmente, devo dizer que eu concordo com vocês...

Tom passou sua mão pelo seu rosto e um elmo cobriu sua cabeça. Ele subiu do peitoral e passou pela nuca. Ela foi sobreposta pelo cabelo de Tom e dela surgiu uma espécie de máscara. Ela possuía olhos curvos e um risco vermelho de cicatriz no olho direito. Ela se estendia até próximo do queixo que se tornava como a face de uma caveira. Os belos imortais se transformavam em grandes demônios.

— Então...! Vamos começar! – Anunciou a Yokai. – Eu sei que é meio difícil para vocês fazer algo do tipo, mas um sorteio assim renderá um pouco mais de diversão, e como foi um pedido de Ravana não podemos ignorar! Sendo assim, o primeiro é... – Ela investigou um objeto em que colocava sua mão e tirou dela uma espécie de papel, ele possuía a lista de quem iria do primeiro ao último. – Tom Faith!

Tom andou a frente e de início ninguém o reconheceu por estar com um elmo cobrindo sua cabeça, mas logo foram capazes de perceber pela armadura.

Ele enfiou a mão em uma caixa e retirou uma pequena esfera negra. Ele a olhou e a yokai perguntou.

— Qual seria o número?

— Acho que eu sou o... – Ele mostrou a esfera a mulher e completou. – Quatro.

Enquanto estava com aquela armadura a voz do homem se tornara diferente como se possuísse algo para censura-la.

— Então temos o número quatro! – A grande tela se preencheu com a posição de Tom automaticamente e ela chamou o próximo. – Sendo assim o próximo é... Dura-Dullah... Dullahan! Venha, venha, sua vez.

O homem na armadura seguiu e tirou rapidamente a esfera de dentro. Ele a jogou na mão da yokai e voltou para onde estava. Era o número um.

— Oh! Temos aqui o número um.

A tela se preencheu automaticamente e logo outros membros passaram até que restaram Alice e Rukasu.

Alice foi na frente e retirou a esfera mostrando se a número três e então Rukasu como o número dois.

— Acho que isso não vai ser muito fácil... Antes seria tão “easy” quanto qualquer uma luta, mas agora... – Declarou Alice. – Tom, eu vou dar o meu máximo, você vai ver...

Ela se virou e puxou um leque para se abanar, Rukasu então foi até Tom e segurou em seu ombro.

— Perdoe ela, acho que ela não está de muito bom humor por ter de ir contra você... – Ele se curvou para Tom e pediu perdão.

Tom assentiu e soltou um sorriso que não pode ser visto.

— Não há problemas nisso, mas... – Ele foi ao lado de Rukasu e deixou sua boca próxima do ouvido de seu amigo. – Você e Alice... Estão namorando...?

— EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHH? E-ee-eeu e a A-a-ali-ce...? Nããããoooooo. Por que eu namoraria uma idiota como ela? – Ela apontou para ele.

— Mas não foi você mesmo que pediu, Ru... ka... su... kun...? – Seus olhos se tornaram vermelhos e ela bateu com o leque no homem jogando-o um pouco longe.

Tom se afastou dos dois, mas logo Alice até perto e perguntou.

— E você e a He...? – Ela disse em seu ouvido e ele se afastou tremendo, ele estava corado e chocado por mais que não se pudesse enxergar sua expressão.

— N-nós somos apenas amigos...

— É? Mas e aqueles beijinhos que vocês deram no avião? Vocês podem não saber, mas todos nós vimos... – Ele soltou um sorriso malicioso e tampou a boca com o leque. – Vocês combinam tanto... Hihihi...

Obviamente He havia ouvido toda a conversa e foi possível ouvir a voz de Lan saindo pela armadura.

— GAHAHAHAHA! Os dois pombinhos não é...?

— Bem, se vocês acham eu meio que não posso negar...

Tom cruzou os braços olhando para baixo e todos começaram a rir.

— Então... Vamos começar!

Naquele instante todos os participantes se separaram em várias plataformas. Eram elas cinco e estavam em números. Rukasu foi junto de Dullahan e Alice junto de Tom.

As plataformas então se ergueram ao céu e todos os membros foram teletransportados para uma grande arena. Lá em cima não havia qualquer público além de dos deuses que estavam a observar o torneio.

— Então acontecerá aqui...?

Eles estavam divididos em alturas diferentes e pelas regras as lutas iriam acontecer de cima para baixo, sendo assim a primeira luta seria de Dullahan e Rukasu e em seguida a de Tom e Alice que eram os primeiros.

Diferente do primeiro estágio do torneio a plataforma não veriam o confronto e teriam os resultados apenas na grande tela, e então os participantes foram capazes de ouvir a yokai gritando de baixo.

— Que comecem os jogos!

Parte 2.

Rukasu estava cara a cara com Dullahan. Cada um estava a dez metros um do outro e eles continuavam parados naquela situação.

Dullahan era coberto dos pés à cabeça por uma armadura. Ela era negra e possuía bordas prateadas. No peitoral havia um adorno com a aparência de uma caveira e de seu elmo era possível enxergar mexas negras do cabelo.

Eu vou ter que lutar contra esse garoto? Ah... humanos são tão frágeis... Dullahan puxou de suas costas umas enorme espada com um tamanho maior que o dele e o apontou para Rukasu.

Ele pulou em direção do homem e executou um corte irregular com a espada. Surpreendentemente Rukasu foi atingido e jogado para o canto. De início o corte demonstrara ser comum, mas então ele se manifestou. O corte já existente em Rukasu começou a aumentar e circular seu peito.

— Esse é um de meus poderes... [Inflatio].

Dullahan chutou Rukasu para cima e seguiu o golpes cortando-o por cima de forma a joga-lo novamente ao chão, e então... Ele fincou sua espada pela espinha do homem.

— Aaah-Arrrrrrghhhhhhhhhh... aaaaah...

O corpo de Rukasu fraquejou e os ferimentos começaram a se expandir. O corte na espinha a separou em milhares de fragmentos e o corpo do homem passara a se dividir ao mesmo. Junto com os ossos de seu braço que quebraram todos pelo chute que tomara.

É só isso...? Como ele pode ser assim tão fraco? Por que? Porém logo após ele perdeu a surpresa.

Rukasu esticou suas mãos para as suas costas e retirou a espada de cima de seu corpo. Ele tremia de dor, mas sua força era inacreditável.

— Mas o que...?

— Eu também tenho poderes sabe? [Conversion]. Com este poder eu ganho capacidade de converter qualquer tipo de dano em força física. Sendo assim, qualquer dano causado a mim será invertido e então eu ganharei força física em base no que eu perdi. Interessante, não?

Se é assim... Acho que eu não poderei derrota-lo facilmente usando esta forma... É sério...? Eu não queria mostrar para ninguém... Ah, mooo...

Dullahan pôs a mão sobre o crânio em seu peitoral e palavras estranhas saíram de sua boca.

— Vamos nos apresentar novamente. Eu sou Ceann, também conhecida como Dullahan. A cavaleira sem cabeça.

A apresentação de Dullahan gerou uma aparente confusão, ela afirmava ser uma cavaleira sem cabeça, porém havia uma cabeça em seu devido lugar, acima do pescoço.

— Mas sua cabeça... Está ai...

— Dullahan foi meu título usado no passado, mas, isso faz um bom tempo, apenas esqueçam. Tehee... – Ela dizia balançando o dedo indicador. – Mas então, que tal lutarmos de uma vez? Eu quero acabar com esse torneio o quanto antes! Acho que eu poderia começar com a sua cabeça, e então os braços, as penas, ai eu te cortaria ao meio e então fazer em picadinhos. Seria uma ótima refeição sabe...

Ela lambeu o dedo e fez uma cara de confusa.

Kyaaaaaah, vai ser... tão bom... eu estou esperando por essa oportunidade à tipo... uns mil anos? Ah! Que seja! Ah...

— Que tal começarmos então...?

Seu corpo estava parcialmente a mostra. Por entre seu decote era possível ver grande parte dos seios. Ela balançava o corpo de forma aleatória e dava leves pulos de pouco em pouco. Sua blusa descia até um pouco abaixo de sua cintura. Ela usava também uma minissaia que descia até a polpa da bunda.

— Bem... se você não vai fazer nada... eu vou... nyhihihi... – Ela soltou um riso e esticou sua mão até a direção do homem. – De acordo com o que você disse, você absorve o dano que foi causado a você e o converte para dano físico, não é...? – Ela desviou o olhar por um segundo e olhou para baixo da cintura do homem. – Oh... tolinho... você não percebeu uma coisinha... e se eu não causar qualquer tipo de dano em seu corpo...?

— Ehh...?

Ela segurou sua espada e apertou o punho. A espada diminuiu seu tamanho e se transformou em uma katana. Ceann impulsionou sua katana para até atrás de suas costas e a empurrou com força para o corpo de Rukasu, porém ele não foi perfurado, a espada passou pelo corpo do homem em branco.

— E se eu... causar dano a sua própria alma? Nyhihihi...

Ela começou a repetir os movimentos indo com a espada para trás e para frente enquanto perfurava o corpo do homem milhares de vezes até que...

— Rukasu! – Foi possível ouvir o grito de Alice.

De onde os outros participantes estavam não se eram possível assistir a luta de qualquer um, mas Alice podia sentir a presença do homem de onde estava.

— Tom, me desculpe, mas eu tenho que ir lá!

Alice pulou da plataforma até chegar até onde ocorria a luta de Ceann. Ela então caiu com as penas juntas e tampou os olhos com a mão.

— Oh... O que uma mulher faz por aqui...?

— O que... você... fez...?

Ela se levantou e começou a andar em direção da mulher.

— O que eu fiz? Pode-se dizer que eu matei a alma dele, mas ele está aqui... Quer? Nyhihihi.

Ela soltou uns sorrisos e depois apertou o corpo que aparentava estar ileso.

— Mentirinha–

Ela empurrou o corpo do homem para o chão e o deitou. Ela foi junto dele e tirou a camisa de Rukasu. Ela lambeu de seu abdômen até o pescoço e com suas mãos tirou a calça do homem.

— Pare... Pa-pare...

— Parar? É a primeira chance que tenho em ter um homem em milênios e você me pede para parar? – Ela torceu sua cabeça e virou para Alice com seu corpo ainda virado para Rukasu. – Não.

Ela virou o corpo e se sentou em cima do corpo com as pernas cruzadas. Um líquido passava de sua perna para o corpo do homem.

Ceann esticou seu braço para a mulher e mostrou um semblante de decepção.

— Ahahahahhahahahahhahaahahah! – Sua risada era semelhante a um agudo ruído. – Por que você não morre também?

A Dullahan levantou seu braços para o céu e lanças azuis começaram a cair em direção de Alice.

Aquele momento foi o que Tom viu a tudo. Ele pulava para a plataforma onde ocorria o combate dos dois e foi quando ocorreu tal cena.

As lanças perfuraram o corpo de Alice e feriram tanto sua alma quanto o corpo mortal.

— [Desmaterializar].

Com tais palavras o corpo de Alice começou a se reduzir em cinzas. Tudo começou da cabeça aos pés, seu corpo evaporava até se tornar o nada, e assim ocorreu.

— A-Alice! – Tom gritou e correu em direção de sua amiga.

Ele tentava recolher as partes que foram dissipadas da mulher em uma tentativa falha e olhou para Dullahan.

Ele parece bravinho... Por que eu não brinco um pouco com ele também...?

Em tal tentativa falha Tom começou a andar para frente. Sua mente estava prestes a desmoronar...

— Oh, tolinho... não se preocupe... você não vai ter seu fim como o dessa mulher... que tal como ele...? – Ela apontou para Rukasu. – Ah, tive uma ideia! Que tal se tornar meu namoradinho? Nyhihihii...

Os deuses estavam apenas no palco, a plataforma mais alta do local observando tudo o que acontecia.

— Então era isso... Ravana...? – Perguntou Taishakuten.

— Isso o que...? – Disse com um sorriso sádico no rosto. – Sim, foi. É tão bom brincar um pouco... Eu mesmo tratei de soltar Dullahan para deixa-la no torneio, e bem... Não é muito difícil trocar os resultados da tela, então... Por que não fazê-lo sofrer um pouquinho...? – Ele deu um gole no vinho. – O ódio é o que mais torna alguém forte, e não há como como negar isso deus-sama... Hahahahaha!