Futatsu no Sekai - Saki
14 Capítulo 14 - Um poder maior
Dormindo em um estabulo de cavalos, Tom foi acordado por um fazendeiro local.
— Ei, ocê, acorda. – O homem tinha algo na boca, parecia um pedaço de planta.
— Desculpe, estava tudo fechado ontem à noite, não encontrei aonde dormir. – Tom se levantou e limpou sua armadura.
— Não há probrema, garoto da província – Ele apontou para o lado de fora com um sorriso amarelo – Vai tomar um ducha no rio, e lavar esse rosto, quando voltar arrumo-te um café.
Tom tomou um banho frio no rio, e escovou os dentes, se enxugou com um pedaço de pano deixado pelo fazendeiro, se aproximou da mesa de madeira próximo a beira do rio, sentando-se na pequena cadeira de madeira.
— Enton menino da província, o que te traz aqui? – Perguntou o fazendeiro com a boca cheia de pão.
— Não sou da província, eu vim de outro mundo. – Tom pega delicadamente o pão na mesa, e enche seu copo de café.
— O quê? Mas que doidera. Meu nome é Osbernus, sirva-se o quanto quiser. – E tapou a boca com o copo de café com leite para molhar o pão com ovo.
— Meu nome é Tom Faith. Pelo visto, as coisas são bem simples, aqui no reino de Otranto.
— É sim, aqui é uma roça na verdade, somos mestres no cultivo de plantas, somos os melhores quando se trata de agricultura.
— Entendo – Tom terminou o seu café e se levantou, junto com ele, Osbernus se levantou apertando sua mão – Pode me dizer como chego ao reino de Nórcia?
— Outro homi querendo participar do torneio? Hehe – Sorriu o velho – Você vai essa estrada de barro toda, e quando chegar próxima a cachuêra vai enxergar a cidade.
— Obrigado. Como posso te agradecer por tudo, senhor Osbernus?
— Pegue aquele meu cavalo, e me agradeça mandando meu filho vim me visitar. O nome dele é Oz. – Os olhos de Osbernus brilhava em esperança com o nascer do sol na manhã de domingo.
Tom agradeceu e foi seguindo o caminho a cavalo, Osbernus acenava com a mão sorrindo.
Tom cobria a armadura com um grande pano que cobria todo o seu corpo, assim não chamaria muita atenção, junto com ele, vinha Rukasu e Alice em cavalos diferentes. Rukasu e Alice eram tão quietos e conversavam entre eles, enquanto Tom vinha com o cavalo na frente, chegando em uma cachoeira de 5 metros de altura, avistou lá embaixo a cidade, os três cavalos cavalgaram até que ao chegar no local Li falo mentalmente com Tom a localidade do estabelecimento das inscrições para o torneio, lá, após a inscrição, a mulher explica como funciona.
— Funcionará em etapas, senhor Tom – Ela pausou e voltou a falar – Na primeira etapa, se tratará da união de todos os competidores em uma trajetória, o desafio será conhecido como [Percurso a toca da Hidra de Lerna] e terão de vencer o monstro de 3 cabeças, os sobreviventes irão para a segunda etapa que será o torneio, tendo como prêmio um [God Level].
— O que é um [God Level]? – Pergunta Tom confuso.
— [God Level] é uma autoridade rara que somente deuses possuem, as vezes tem pessoas que herdam ou conseguem em desafios, mas são muito raros de serem conseguidos.
— Pois bem, obrigado, eu estarei nesse lugar amanhã. – Tom disse enquanto saía do estabelecimento das inscrições.
Caminhando pela rua com Rukasu e Alice, Tom leva eles para um bar, e acabam se sentando ao lado de uma mulher de longos cabelos laranjas. Rukasu, Alice e Tom tomando uma bebida e falam deliberadamente sobre participar do torneio.
— Eu estaria muito seguro se vocês dois participassem. – Diz Tom enchendo a boca de rum.
— Vocês pretendem participar do torneio então?... – Pergunta a mulher com capuz na cabeça.
— Sim. Algum problema? – Pergunta Tom.
— A primeira etapa irá dizimar uma centena de competidores, será pior do que o que os próprios competidores imaginam.
— Do que está falando?
— A Hidra de Lerna é capaz de matar alguém, só com seu bafo, já pensou no quanto isso será difícil?
— O quê?!
— Sim...
— Tudo o que eles querem é o quê então?
— Quem sabe privatizar os [God Level]?
— O quê?!
— Pois é. Existe um boato sobre que os deuses queria tirar das mãos do povo todos os [God Level] por que há indícios de que os Reis Demônios estavam criando exércitos. Mas e se nem todos os [God Level] estarem com gente poderosa? E se um deles estiver comigo e eu for a esse torneio?
Tom estava assustado com o homem a seu lado – Qual... [God Level] você possui...?
— [Morador do Poço – Fenrir], ele é meu dom, mas posso lhe emprestar por essa sacola de ouro em sua cintura. – A mulher retirou o capuz com um olhar interesseiro.
— Sério? – Disse Tom empolgado.
Alice seguiu saindo do bar junto de Rukasu. O bar se encontrava em uma grande praça na região e a rua era movimentada. Em uma cidade como essa, porém os costumes e vestimentas eram diferentes das usadas normalmente no planeta deles e para se acostumar seria um tanto complicado para a dupla.
— Então Alice, o que acha de sairmos por ai para arrumar umas roupas, hein? – Perguntou Rukasu com um sorriso malicioso no rosto.
— Hihihi... Acho que poderíamos comprar algo para os outros também, seria bem legal vê-los em algumas roupas ai, podemos fazer algum tipo de vingança dessa vez! – Ela bateu com o punho na palma da mão e assentiu. – Mas antes, você vai fazer dessa vez no torneio? Vai participar ou algo do tipo...?
Eles estavam a dar uma volta na praça. Em seu centro havia um grande chamariz rodeado por pilastras cor de mármore e rodeado por bancos nas bordas. Mais à direita havia também um pequeno campo florido com uma pequena passagem entre ele. Eles foram por lá.
— Acho que seria interessante mostrar algo no torneio dessa vez... Mas acho que eu ainda tenho muito a treinar antes de poder fazer algo... – Comentou. – De qualquer forma, eu só preciso fazer o que você me ensinou, não é?
— Seria de grande ajuda, mas para fazê-lo com sua maior potência você deve lembrar que precisa fazê-lo com toda sua vontade, caso não o faça tudo irá voltar para você e a partir disso eu não poderia fazer nada para salva-lo... Fica a sua escolha de qualquer jeito.
Eles passaram pelo córrego que havia em meio à passagem e subiram pela ponte que havia. Ela possuía cercados verdes com detalhes floridos.
— De qualquer forma você vai estar do meu lado não é? – Disse Rukasu.
Ela assentiu e continuou.
— Sim, mas eu não vou poder ajuda-lo a todo o momento, há limites do que eu posso fazer assim como você, por mais que... Bem, esquece. Temos que achar um lugar para ficar por enquanto, junto de Tom já percebemos que não vai dar muito certo... Ele se apegou demais aos Oito Imortais que estão com eles. Mas não podemos fazer nada, ele deve viver a vida como preferir e podemos dar um jeito na nossa... Falando nisso, há boas chances por aqui não é? Algo como novo mundo nova vida.
Ela esticou os braços por trás da cabeça e logo os apoiou na cintura.
— Vamos tentar vencer esse torneio. Se conseguirmos...
— E se não...?
— Se não der certo não tem o que fazer não é? Podemos nos esforçar de qualquer forma e esperar que tenhamos um bom resultado, sonhar é o que os humanos fazem de melhor não é? Vamos apenas aproveitar o tempo que nos resta e usar bem o que temos, porque depois... Eu sinto que tudo vai perder sua beleza, a vida vai perder sua parte agradável...
— Que seja.
Os dois continuaram a passear pela praça comentando sobre tudo que haviam vivenciado de estranho. A vida dos dois era parcialmente parecida, por mais que...
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