Futatsu no Sekai - Saki

15 Capítulo 15 - O início do Torneio.


— Sim. – A mulher de longos cabelos laranja sorriu.

Essa é minha chance de vencer qualquer oponente desse evento! Tom pensou e sorriu enquanto sentia que tudo em sua vida estava por dar certo.

As portas do bar se abriram e três homens adentraram o local, todos eles pareciam vagabundos a mando de alguém, atrás deles, pularam dois lobos imobilizando a mulher, um mordia seu ombro direito, e o outro mantinha sua boca no pescoço da mulher, qualquer movimento e ela teria a cabeça arrancada de seu corpo.

— Bom trabalho, Skoll e Hati. – Disse o homem careca com uma tatuagem próximo ao peito.

— Tragam a cabeça da Medusa. – Foi à voz de Oz.

— Cuidado, esse homem possui grandes poderes. – O certinho que mexia nos óculos, é Drake.

— E- Ei, tudo bem? – Perguntou Tom sem saber o que fazer.

— Alvo neutralizado, vamos voltar. – O general avisou, era um homem de pele negra, e cabelos desordenados avisou.

— Ei, esperem, o que vão fazer com ela?! – Perguntou Tom ao ver Skoll pegar a mulher pela blusa e ser levada para o lado de fora a força.

— Nós não demos satisfação a você, isso não é da sua conta. – Foi à voz do homem careca.

— O quê? Você acha que pode chegar aqui e fazer isso com alguém?! – Tom se levanta da cadeira irritado e fecha os punhos, um homem do lado de fora logo se aproxima.

— Essa mulher é nossa propriedade, fique fora disso. – Avisou o general.

— Como é? Ela não é um objeto. – Tom se prepara para atacar.

— A nossa líder disse que deveríamos captura-la, você não tem opinião no assunto. – O líder continua olhando para Tom sem qualquer intimidação.

Ah é? – Tom pegou a espada de Lu Dongbin.

— O quê? – O homem careca ficou sem reação observando.

— Impossível de não reconhecer, é a espada de Lu Dongbin! Não acredito... É a verdadeira! – Grita Drake assustado.

— Vejam só seus- – No momento em que Tom tentou se mover, a armadura o impediu, Zhongli viu a bandeira estiada do lado de fora do bar, ele com certeza conhecia aquela bandeira, e falou mentalmente com Tom.

{Tom... Espere, vamos repensar, aquela bandeira do lado de fora... Vamos deixar que eles se vá.} – Foi a voz de Zhongli falando na mente de Tom.

Mas! – Tom obedeceu e sentou-se novamente – Certo, deixarei que vocês se vão.

— Retirada. – Os soldados saíram do estabelecimento fechando as portas.

— Você fez bem em deixa-los ir, garoto. – Disse o dono do bar assustado com a visita inesperada dos soldados.

— A quem eles obedecem, ao rei? – Pergunta Tom tomando um gole de rum.

— Não, a líder do partido ou festa deles, poderosos o suficiente para destruir tudo por aqui, mas aí atacando eles, sugiro que o rei viria saber o motivo do alvoroço, de toda forma, simplesmente deve relaxar, tudo acabou agora. – O dono do bar bufou aliviado.

— Às vezes sinto que quando vim para cá, eu peguei o trem do inferno – Tom dizia amargamente, encarando a bebida dentro do seu copo de madeira – E pensar que achávamos que a Terra era um lugar ruim.

— Do que está falando? – Perguntou o dono do bar.

— Sabe, as coisas aqui são cruel, da onde eu vim, a escravidão acabou há muito tempo – Tom possuía um olhar ainda pensativo e angustiado – Eu vim até esse mundo com nada a ganhar e nada a perder, já que, se existia uma vida boa, isso ficou para atrás naquele atropelo, desde aquilo, tudo mudou, meu destino mudou, meu modo de viver mudou, e até minha paz acabou.

O dono do bar olhava para Tom sem entender nada. – Hum...

— Existem muitas coisas que esse mundo precisa mudar.

— Está esquecendo-se de uma coisa. Para aquela mulher ter se tornado escrava de alguém, ela apostou a liberdade dela. Nesse mundo é proibido apostar a liberdade de alguém, você que aposta sua própria liberdade, e ela o fez. – O dono do bar se levantou e pegou um pano limpando o balcão.

— Me dá um cigarro, pouco me importo com qualquer coisa. – Tom fechou os olhos.

O dono do bar deu um cigarro a Tom e acendeu para ele.

— Cuidado para não afundar no caminho das incertezas, meu jovem. – O dono do bar falou e saiu.

Nos confins da mente de Tom, ele se lembrava de quando estava chegando a casa, abria a porta da frente de sua casa, e o sol entrava, seus pais lhe recebia, e seu cachorro o derrubava no chão, lambia seu rosto e os dois brincavam juntos, Meus pais morreram em um acidente de carro, isso martela tanto minha mente apesar de ser lembranças do passado, Tom sorri, começou a gargalhar como um bobo, de quando sua mãe brincou sobre ele ter caído de bicicleta, ou quando seu pai tinha a mania de bagunçar seus cabelos pretos e pentear como um punk. Com certeza, Tom estava longe de ser alguém depressivo e estressado, sua personalidade suporta muitas perdas, assim como as mais fortes que ele poderia sentir, a perda de seus pais.

Era meio dia e Tom bateu na mesa de madeira sorrindo, em um piscar de olhos, o bar estava cheio.

— Ei! Você serve refeições aqui? – Tom estava sorrindo confiantemente em si mesmo.

— Sim, vendemos tira-gosto. – O dono do bar mostrou o prato a Tom.

— Traga um pra mim.

Uma prostituta então levou o prato para Tom, ele acabou por bater na bunda dela, acredite, era ridículo o ver fazendo isso, só não era a cara de Tom fazer esse tipo de ato. Agarrou ela pela cintura e encostou levemente seus lábios aos da mulher, seu corpo foi parado por He.

{O meu líder... Não é assim...} – Foi à voz de He surgindo na mente de Tom e o soltando.

Ele soltou a mulher, e deixou-a ir embora, retomou o controle de seu corpo, e ficou sem graça, o tempo todo He estava vendo isso. O líder dos Oito Imortais deixou o dinheiro debaixo de um copo e saiu do bar, sendo clareado pelo forte sol das 13 horas da tarde, Tom estava bem, a cada dia ele tinha seus sentimentos mais fortes, como um escudo reforçado, que pode suportar muitas lanças e não se deixar atravessar. Sua alma possuía muitas cicatrizes, porém estava sorrindo, e seu coração em chamas, fortalecendo a vingança de Tom.

As pegadas de Tom iluminavam a cidade, e todos se perguntavam quem era ele. Um vendedor deixou que seu carro de mão derrubasse uma maçã e atingisse seus pés, e correu para se desculpar.

— Eu sinto muito, senhor!

A mão de Tom pegou a maçã e deu 3 moedas de ouro pela maçã, nenhuma palavra saiu de sua boca, mordeu a maçã como um animal faminto e ao arrancar um pedaço dela, o líquido escorria por sua boca, esse era o atual Tom.

A noite se aproximou e ele foi para o hotel. Enquanto tomava banho, ele se desfazia de todo o cansaço do dia, lembrar-se de sua infância motivou Tom a continuar o que ele já tinha começado, o mundo é um ciclo que gira em torno de cada um por si, você pensa em seu próprio objetivo, e apenas o seu importa, se você se importa com os de outras pessoas e deixa a sua estrada, você pode não conseguir atingir o seu, e agora Tom estava certo disso, ter despertado suas essências do passado agora o fortaleceram. Dormiu.

No outro dia, seus olhos se abriram, era o dia tão esperado, se arrumou e saiu com seu ingresso para puder participar da primeira etapa do evento, de dentro da área determinada para os competidores era possível notar cinco cadeiras assistindo da varanda, uma delas era do Rei de Nórcia, Ravana, a bandeira do reino estava acompanhada de mais três bandeiras de partidos poderosos. A líder do partido [Ark: Avatara], Julia. Taishakuten da [Juniten].

A anunciadora era uma yokai, com um microfone, ela começou a anunciar o evento.

— Aqui começamos o evento. A primeira etapa se chama [Percurso a toca da Hidra de Lerna], vocês, os competidores terão que percorrer o percurso e chegar até a Hidra de Lerna, o único objetivo que é matem ela, e os sobreviventes serão aqueles que participaram do torneio para ganhar a [God Level]. – A mulher sorriu e os portões para o inicio do percurso iriam começar – Agora que os portões foram abertos, o evento começa.

— Parece perigoso. – Taishakuten olhava para os competidores sérios.

— Agora a diversão começa! – Julia parecia empolgada.

— Ahahahahah... Esses são os participantes da vez? – Ele olhou mais a fundo e comentou. – Hum, parece que o tal do Tom está aqui hein? Será que ele está mais forte...? De qualquer forma, eu aposto nele. Eu estou com você Tom! AHAHAHHAHAH.

O Rei parecia estar excitado.

Os competidores correram em direção a percurso.