Fusões Do Amor
14 Capítulo XIII - Visita
Notas iniciais
Amanhã o dia do resultado do concurso. *-*
Aproveitem. ♥
Após Juvia se despedir de Gray, foi correndo para casa, talvez sua mãe suspeitasse da demora, e talvez fosse bom dizer que estava com um namorado. Entrou em casa e viu sua mãe arrumando a mesa e pondo os pratos.
– Estou de volta.
– Olá filha, vá se arrumar para comer –sorriu – As aulas demoraram a acabar hein?
– Bem, irei falar com você sobre isso quando estivermos almoçando. –sorriu amarelo.
– Está bem.
Juvia subiu para o quarto e tomou um banho rápido de chuveiro, se vestiu e desceu até onde sua mãe estava colocando a comida. Depois de ela colocar tudo que devia, sentaram-se para comer.
– Mãe, eu queria te falar algumas coisas que aconteceram desde que começou o ano... –corou um pouco.
– Pode falar meu amor.
Ela pegou um pouco de ar antes de falar.
– E-Eu... estou namorando!
– Eh? É sério? Não acredito! –ela sorriu mais – Ele é da sua sala? Como ele é?
Juvia arregalou os olhos, de mesma maneira que ela havia aceitado tudo poderia estar acabado se ela dissesse que ele já tinha ido a sua casa.
– B-Bem, é um namoro nada tão grande... Ele nunca veio aqui. –mentiu.
– Sério? Acho até melhor assim, eu e seu pai teríamos que conhecê-lo antes dele tentar fazer “coisas” com você. –ela fez um rosto malicioso.
– MÃE! Não pensei que a senhora falasse essas coisas. –corou muito.
– Haha, desculpe filha, mas você já tem 17 anos, não me importo se estiver pronta para namorar sério em casa.
– Nunca imaginei que a senhora dissesse isso –ela olhou para os lados – Enfim, se a senhora quiser, posso trazer ele aqui amanhã.
– Ótima ideia, assim eu poderei saber com quem você anda saindo. –riu.
Nesse momento a campainha tocou, quem poderia ser? Juvia se perguntava.
– Eu atendo a porta. –disse sua mãe.
– Certo, vou comer o resto do almoço. –disse Juvia mordendo um pedaço de carne.
Sua mãe foi até a porta e abriu-a, Juvia não ouvia conversas, talvez fosse o carteiro, se assustou ao ouvir um nome que naquele momento não queria ouvir.
– Então o dito cujo se chama Gray? –ela parecia se divertir enquanto Juvia cuspia o suco que estava bebendo.
Ela correu até perto da porta descalça, e viu que Gray segurava uma rosa, usando uma blusa branca com um casaco preto muito bonito, a calça e o sapato eram sociais, também pretos, ele percebeu a presença de Juvia e sorriu para ela educadamente. O que ele havia feito com o antigo Gray? Perguntava-se com os olhos ainda arregalados.
– Pode entrar, Gray.
– Com toda licença. O nome da senhora é?
– Charlie. –sorriu fechando a porta.
– Que belo nome, e a senhora também é muito bonita assim como a filha. –ele a encarou de novo, estava corada.
– Ah, então você estava aí, filha? –perguntou Charlie – Então, e você já sabia o endereço da casa dela?
– Sou muito perceptivo –sorriu – Já a vi entrando aqui... Ah, e essas rosas são para você.
– Pra mim? Obrigada. –ela sorriu muito impressionada.
– A Juvia já falou sobre nós? –ele mudou o assunto fazendo a própria ter medo do que ele iria dizer.
– Falou sim, neste mesmo momento –disse ela dando atenção às flores – Vou deixá-las em um vaso, voltarei daqui a pouco.
–Claro. –ele sorriu.
Quando sua mãe subiu às escadas Juvia correu até ele muito vermelha.
– O-O que você pensa que está fazendo aqui? E por que deu flores pra ela? –sussurrou, e estava assim por não ter recebido um buquê também.
– Ora, mas você está com ciúmes da sua própria mãe? Não se preocupe, eu irei te dar um presente melhor do que um buquê. –sorriu malicioso.
– Cale a boca! –corou – Não estou com ciúmes, e você não respondeu minha pergunta, o que faz aqui?
– Visitando a minha mãe! –riu – Cadê o paizão?
– Não tem paizão nenhum aqui! –irritou-se – Estava dando tudo certo, você viria amanhã!
– Mas está dando tudo certo meu amor – deu-lhe um selinho rápido, ela corou –, e que short curto é esse? Quer me enlouquecer?
– Shhhhh, cala a boca, ela pensa que você nunca veio aqui, haja como um namorado gentil e nada pervertido.
– Você verá quem eu serei agora. –sorriu.
– Tenho medo dessas coisas... –ela saiu até o seu quarto enquanto Charlie voltava.
– Acho que o Duncan adoraria vê-lo, parece um garoto muito intelectual. –ela sorriu.
– Não gosto de me gabar, mas minhas notas são boas, então, cadê ele?
– Como imaginei! Ele está a trabalho, só eu vim visitá-la, mas pode saber que eu, até agora, aprovo o namoro de você – ele piscou o olho para ele – O que mais sabe fazer em boa qualidade?
– Cozinhar, desenhar, cuidar de animais, escrever, e ser gentil com a minha namorada... de todas as maneiras –sorriu ao vê-la descer às escadas ouvindo a última frase e tentando não tossir lembrando-se das coisas pervertidas que ele já fez.
– Oh filha, venha sente-se aqui.
Juvia se sentou no sofá da frente, encarando os dois com um rosto sem expressão, Gray pegou uma caixa do bolso e foi até ela.
– Para você. –sorriu.
– O-Obrigada... –disse ela corada tentando ficar séria, mas ficou curiosa com o presente.
Ao abrir, um pequeno jato de água foi lançado em seu rosto, e a fez se assustar, e com isso, sua mãe deu pequenas gargalhadas.
– Ela gosta desse tipo de brincadeira. –ele riu.
– Meu Deus, filha, que namorado perfeito, eu adorei você, Gray! –disse Charlie ainda dando gargalhadas.
Juvia não achou nada divertido, secou o rosto devagar e se levantou, encarou-os por uns segundos nem um pouco feliz.
– Vou subir, vocês se dão bem sem mim. –disse ela subindo.
– Juvia? Espera, filha! –ela parou de rir e ficou séria – Será que ela está de TPM?
– TPM?
– Sim, nesses dias do mês ela fica muito estressada e chorona, só pode ser isso.
– Obrigada por me avisar, a senhora me permite que eu vá até o quarto dela?
– Claro! Pode ir quando quiser, vou lavar a louça.
***
Enquanto isso Juvia chegou até o quarto e deitou-se de lado na cama, começou a chorar silenciosamente, não imaginou que tudo seria assim, queria que seu pai também estivesse presente, e ainda fora feita de palhaça para os dois, não foi nada como ela pensou que seria.
Depois de alguns minutos alguém bateu na porta, ela ignorou, mas esqueceu de trancá-la, então ela foi aberta, continuou de lado com os olhos fechados, não queria ver quem estava atrás dela.
– Ei, senhora TPM –ele pôs o rosto perto do dela assustando-a e sem querer o dando uma tapa – Ai!
– D-D-Desculpa... Espera aí... senhora TPM? –ela arregalou os olhos.
– É, sua mãe me disse que você está de TPM. –ele sorriu massageando o rosto.
– IDIOTA! E minha mãe deixou você vir aqui?
– Sim, antes de eu vir, ela disse que aprova nosso namoro.
– E meu pai? –ela entristeceu.
– Ela disse que vai contar a ele sobre o brilhante cara que eu sou.
– Uhum... Nem parecia você lá na sala, a não ser pelo jato de água... –ela franziu o cenho.
– Está com raiva disso? Queria brincar com você. –disse ele fazendo cócegas nela.
– PÁRA! –disse Juvia dando gargalhadas.
Gray jogou-a na cama e sentou-se do seu lado, encarou-a sério por alguns segundos e a beijou. Ele pôs a língua e massageou a de Juvia lentamente, segurou sua cintura fazendo-a corar mais, ela e empurrou sem ar.
– E-Espera...
– Juvia...
– O q-que foi?
– Amanhã vamos sair, certo?
– A-Ah, pra onde?
– Um jantar na minha casa. –sorriu.
– N-Na sua casa? –ruborizou.
– Não farei nada, não se preocupe. –ele beijou seu pescoço lentamente fazendo Juvia segurar um gemido.
– Está bem... você vem me buscar?
– Irei.
– Vamos, está na hora de você ir embora, minha mãe vai amanhã.
– Mas já? –ele fez um biquinho.
– É, ela trabalha também. –ela ficou séria.
– Certo, vamos senhora TPM. –disse ele estendendo a mão.
– Não me chame assim! –ela se irritou se segurando sua mão.
Notas finais
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