Fusões Do Amor
21 Capítulo XVIII - Telefonemas
Notas iniciais
Gray pôs Juvia na cama logo que entrou no quarto, pegou a roupa que ela usara na noite passada, estava limpa e cheirosa, logo ele puxou sua toalha sensualmente, mas ela impediu.
– N-Não precisa! –ela corou.
– Por favor, quero te mimar.
– É embaraçoso, e você ainda tá de toalha.
– Ok, então eu vou tirar a toalha para você se sentir mais a vontade. –ele sorriu puxando a toalha dele.
– NÃO, tá certo... pode me vestir, mas contanto que não olhe. –disse ela olhando para os lados.
– Seu desejo é uma ordem. –sorriu maliciosamente.
Ele a vestiu por completo, se segurando para não atacá-la, a única coisa que ele não pôde conter foi um beijo em seu pescoço.
Enquanto Gray ia se vestindo sem pudor na frente de Juvia, ela aproveitou para pentear os cabelos e fazer algumas perguntas.
– Ei, quem é aquela senhora? Foi ela quem lavou minha roupa?
– Sim, ela trabalha aqui desde que meus pais construíram essa casa, então eles deixaram pra mim e ela continua fazendo seu trabalho desde então.
– Entendo, é por isso vocês tem tanta intimidade assim? –perguntou enquanto deixava a escova na escrivaninha.
– Pois é. –ele sorriu acabando de se arrumar com uma roupa casual e indo beijá-la.
Juvia entrelaçou seus braços no pescoço dele e o beijou, Gray a levantou com os braços e sentou-a na escrivaninha derrubando as coisas que havia lá, se encaixou nas suas pernas e beijou seu pescoço novamente, ela se arrepiou e soltou um arfar afirmando que estava gostando de tudo aquilo, ele sorriu e pôs sua mão por baixo da blusa dela e tocou os seus seios, ele gemeu seu nome. Nesse momento, a velha entrou sem nem olhar para os dois, vestida com uma roupa de trabalho e uma cesta cheia de roupas lavadas, Gray não se importou com ela e continuou a tocando.
– G-Gray, a vovó... –disse ela sussurrando.
– O que é que tem?
– Vamos descer, estou com fome.
– Está certo –ele segurou sua cintura e a colocou no chão – Velha, já fez o café da manhã?
– Já, podem descer. –ela sorriu para Juvia.
– Obrigada... –disse ela descendo para a cozinha segurando a mão de Gray.
Chegaram até a cozinha e sentaram-se a mesa para comer. Quando terminaram, o celular de Juvia tocou, ela se assustou e atendeu.
– Alô?
– Filha? Por que não estava atendendo ao telefone da sua casa?
– M-Mamãe? –ela gaguejou.
– Como é? Sua mãe? –perguntou ele com os olhos arregalados.
Juvia fez um gesto com as mãos para que ele ficasse calado.
– É que eu dormi na casa da... Lucy. –mentiu.
– Sério? Mas eu acabei de ligar pra lá. –fodeu.
Ela fez uma cara de que a mentira não havia dado certo e achou melhor abrir logo todo o jogo para sua mãe, de uma maneira ou de outra ela saberia.
– Mãe, eu não gosto de mentir para a senhora... mas eu dormi na casa do Gray. –disse ela o fazendo falar “o quê” em um sussurro baixinho.
– Como é?
– Desculpe mamãe...
– Filha, eu sei que você o ama, mas você não disse que era um namoro nada sério?
– Eu disse, mas era mentira mãe, eu comecei a namorá-lo no comecinho das aulas, e ele ia sempre lá a casa, eu só estava com medo de você e o papai me mandarem terminar com ele, hoje foi a primeira vez que dormi aqui na casa dele. –disse ela com os olhos lacrimejando e Gray com um rosto sem expressão.
– Minha nossa, eu estou pasma com a sua sinceridade, mas você poderia ter me contado antes, não?
– Devia... Desculpe...
– Não chore meu amor, eu não vou pedir para que vocês terminem, até porque quando conheci seu pai nós sempre saiamos juntos para... você sabe. –ela riu.
– É-É sério? Obrigada mãe! –ela sorriu, Gray fez uma cara confusa.
– Apenas cuidado com o “resultado” dessas noitadas.
– Está bem mãe, não se preocupe. –ela corou um pouco.
– Enfim, já vou indo para o aeroporto, um beijo.
– Um beijo mamãe –ela desligou e olhou para Gray muito feliz – Ela está apoiando a gente!
– Verdade? –ele arregalou os olhos, se levantando.
– É sim! –ela sorriu indo abraçá-lo.
Gray a abraçou e saiu rodopiando Juvia até a sala, rindo alto, se beijaram por um longo tempo e se separam pela falta de ar.
– Agora podemos dormir juntos outras vezes. –ele riu maliciosamente.
– Pode parar de pensar nisso por um dia? Amanhã é segunda, temos aula.
– Droga... mas sexta que vem...
– Certo, certo, agora pode me deixar em casa. –sorriu.
– Está bem, vamos.
Gray a levou para casa de carro, ficaram conversando até chegarem lá. Ficou muito feliz ao saber que sua mãe não se importou que ela houvesse dormido na casa dele, mas ainda tinha medo de seu pai, será que sua mãe iria contar a ele que ela já estava “dormindo” com Gray? Perguntava-se.
– Enfim, até amanhã. –ela deu um selinho nele.
– Até. –ele sorriu dando partida no carro.
Juvia entrou em casa morta de cansada, foi trocar de roupa já que havia tomado um banho na casa de Gray. E que banho! Ao se trocar, lembrou-se das atividades de sala que teria de entregar segunda, correu até a mochila e começou as tarefas.
Quando acabou, pensou em ligar para Lucy e perguntar umas coisas sobre a primeira vez que teve com Gray, pegou o celular e esperou-a atender.
– Alô, Juvia?
– Oi amiga, eu posso ir à sua casa agora?
– Claro! Algo aconteceu?
– E como aconteceu –ela riu –, daqui a pouco chego aí.
– Certo então, até daqui a pouco. –sorriu.
Juvia arrumou os livros e a mochila e foi à casa de Lucy, chegando até lá tocou a campainha. Lucy abriu a porta e a puxou para dentro de casa.
– Vamos para o quarto, quero saber sobre isso que aconteceu. –disse Lucy desconfiada.
– Certo, vamos.
No quarto...
– O QUÊ? NÃO ACREDITO!
– Shhhh, fala mais baixo, é constrangedor. –ela corou.
– Como foi a sua primeira? Doeu muito?
– Muito, quase morri, mas logo foi ficando... bom.
– Huuum, Juvia safadinha. –ela riu.
– I-I-Idiota, aconteceu sabe? Era pra ter sido um jantar...
– Jantar? –ela riu – Parece que aconteceu algo beeem melhor que um simples jantar.
– B-Bem, na verdade eu queria te pedir uns conselhos...
– Pode perguntar!
– Eu queria saber o que eu faço para... ficar no “comando” naquela hora... –ela corou muito.
Notas finais
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