Funny And Bad Days!
9 Fim de semana,mais confusões!
Notas iniciais
Já que sou má (sorry,não queria mas..MUAHAHAHAHA),vou deixar mais curiosidades no ar!
Desculpem,mas eu não deixo a curiosidade matar vocês,já que faço capítulos todo o dia! :P
Boa leitura! ♥
Po\\/ Natsu
–O que você quer?
–Eu quero falar com você um instante, posso? – ela me perguntou. – Será que pode nos dar licença plebéia? – perguntou ela secamente olhando para Lucy. Lucy apenas olhou pra mim e entrou na sala.
–Fala logo o que você quer Lisanna! – respirei fundo para não bater nela, eu estava irritado pelo jeito que Lisanna falou com a Lucy.
–Isso é jeito de me tratar é?
–Apenas diga o que você quer porque eu já estou por aqui de você! – eu disse colocando o dedo na minha testa.
–Você está andando com ela agora, esse é o problema!
–Primeiro que eu não estou andando com ela e segundo, e daí se eu estivesse, qual é o problema hem? Eu posso andar, falar, conversar, conhecer e morar com quem eu quiser?
–Morar?
–É, ela esta morando no meu bairro agora, é minha nova vizinha, se mudaram a menos de uma semana! – falei despreocupado com o que ela diria em seguida.
–O QUE?! – Ela gritou chutando a parede ao lado com força.
–Lisanna, larga de escândalo.
–Escândalo? Você não tinha me contado isso!
–Por que ela parece uma ameaça pra você ?
–Porque ela É uma ameaça pra mim. – disse ela dando ênfase na palavra “É”.
–Não, ela não é, ela não te fez nada, para de agir feito uma louca e vê se você se toca que está sendo ridícula!
–Ridícula?Natsu,não diga que eu sou ridícula porque você sabe muito bem o que está acontecendo!Você não para de falar com essa garota e tá todo amiguinho dela. – Ela disse aquilo e eu me enfureci, olhei direto nos olhos dela a fazendo ficar nervosa.
–Escuta aqui, eu não estou sendo amigo de ninguém ouviu?!
–Então pare de falar com ela! – eu fiquei em silencio por um tempo, pensei no que eu diria, será que era a coisa certa a se fazer? Deixar de falar com a Lucy talvez fosse uma boa opção, porque a Lisanna pararia de me encher o saco e tudo voltaria ao normal.É claro que aí eu estaria voltando a ser o velho Natsu de sempre, aquele que deixava todos mandarem nele e desprezava os impopulares.. aquele Natsu rude, imbecil e mesquinho que ninguém suportava, fazendo aquilo eu não iria mais ter aquela ideia na minha cabeça de ser eu mesmo.
–Tudo bem então. – disse quase em um sussurro.
–Quer dizer que não vai mais falar com ela? – ela perguntou com um sorriso vitorioso.
–S-sim. – respondi com a cabeça baixa.
–Há, foi mais fácil do que eu pensei. O que foi? – perguntou ela vendo minha expressão triste. – Ah, qual é Natsu!Hoje é sexta- feira, vamos fazer alguma coisa, vamos ao cinema?
–Não estou afim! – falei com o maior prazer em dizer aquilo.
–Não interessa se você não está afim, a gente vai sair e ponto final, hoje é sexta e eu não vou passar o final de semana em casa como você faz!Até parece que você não tem amigos pra sair.
–E eu não tenho – disse em um sussurro a ponto de que Lisanna não pudesse ouvir.
–Tá, que horas você me pega? – ela perguntou, mas antes que eu pudesse dizer de novo que eu não queria ir ao cinema, o professor chegou.
–Ora, ora, o que fazem fora da sala de aula? Vocês sabem muito bem que todos os alunos tem que estar na sala de aula quando o sinal tocar antes mesmo que o professor chegue, então façam o favor de entrarem! – disse o professor Taurus se aproximando de nós.
–Sim professor – disse Lisanna.
–Ah Lisanna, bem que eu esperava que seria você a não estar na sala no horário correto não é mesmo?
–Por que diz isso, professor? – perguntou ela.
–Adolescentes são inexperientes, não sabem a hora dos compromissos, as responsabilidades, os deveres e nem os horários de aula... E você Lisanna.. Ah, você é o tipo de adolescente irresponsável e imatura que despreza a escola e seus ensinamentos e é claro, os meus ensinamentos também.
–Professor não faça uma tempestade em um copo d’água, o senhor ainda nem entrou na sala de aula e também não tem o direito de me julgar sendo que você é apenas um louco que não sabe de nada! – falou Lisanna.
–Você que é louca!– gritou o professor.
–Lisanna, não fala assim com o professor Taurus! – falei pra ela.
–Ah e se não é o senhor Natsu, não é mesmo? – prosseguiu Taurus. – Também não esperava nada menos de alguém como você, tinha que ser os dois mais irresponsáveis desta escola, o Senhor rico e a Senhorita rebeldia fazem um belo par, eu só não os coloco na detenção por terem falado assim comigo, porque tenho paciência com vocês.
–Mas professor, eu não disse nada... – falei, mas ele me interrompeu:
– Não! – falou ele balançando o dedo indicador na minha frente indicando um gesto negativo. – Não me corrija, eu dou as ordens, você apenas obedece. Vão para sala antes que eu perca a minha paciência com vocês mais do que eu já perdi.
–Tudo bem – dissemos eu e Lisanna indignados.
Lisanna colocou o braço sobre meu ombro direito me abraçando de um jeito estranho e desconfortável. Ela sussurrou no meu ouvido quando já entramos na sala:
–Professor maluco. – Eu apenas concordei com a cabeça e não disse nada.
–Natsu, senta aqui! – disse Loki, dei um passo a frente para ir me sentar com ele, mas senti um braço me puxando pra trás.
–Senta aqui! – disse Lisanna irritada. Então me sentei com ela. Antes dela se sentar, a vi lançando um olhar de “eu vou te matar” para Lucy. Não disse nada, estava cansado de discutir.
O professor entrou na sala e começou a sua aula chata de matemática, sinceramente aquele professor era maluco, quase em todas as falas ele falava "MUU!MUU" e ainda por cima,era um professor pervertido,porque sempre olhava para o corpo da Lucy enquanto perguntava os cálculos.Eu senti uma pontada de ciúmes,mas não queria sentir aquilo.Afinal,Lucy é apenas uma amiga. Demorou mas a aula finalmente acabou, ouvimos o sinal bater e logo peguei minha mochila e saí da sala.
–Ei Natsu, não quer ver o vídeo que a Ultear gravou da nossa noite a procura de vocês na floresta?Eu e Bisca pegamos a câmera dela escondida no armário dela.Ela nem vai suspeitar! – perguntou Alzack.Que coisa feia!Isso é crime!Mas era realmente interessante!
–Tá bom, só um pouquinho. – disse.
A Bisca abriu a maquina de gravar da Ultear e assistimos um pouco, mostrou eles caminhando, ouvindo sons, barulhos.
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH! – Alguém no vídeo gritou, era um grito bem agudo, muito fino, alto e dramático.
–Nossa Bisca, que grito em! – falei. Ela fez cara de desentendida e falou:
–Mas quem gritou foi o Elfman. – ela falou apontando pro Elfman.
–Hahahahahahah – uma série de risos e gargalhados apareceram pelo grito de mulherzinha do Elfman. Ele se encolheu e ficou constrangido.
–Ei, peguem leve, a mata e o ar livre deixam minha voz fina tudo bem? Parem de rir! – disse ele indignado. Fiquei mais uns minutos e depois me despedi. Cheguei ao portão da escola, ouvi uma voz chamar o meu nome:
–Natsu! – me virei e vi que era Lucy quem me chamava.
–Ha, oi Lucy! – disse.
–Oi, podemos ir pra casa juntos? – ela me perguntou sorrindo.
–Eu acho que não é uma boa ideia!
–Por que não? – ela me perguntou confusa.Me lembrei do que tinha dito para a Lisanna, então tentei inventar uma desculpa pra ela.
–É que eu não... Eu não...
–Você não o que? – ela me perguntou esperando que eu terminasse a frase.
–Eu não... Eu quero ir pra casa sozinho, é isso!
–Então tá bom.
–Tá. – respondi me virando e seguindo meu caminho. Ouvi passos atrás de mim, me virei para a Lucy e disse:
–Eu disse que não! – falei.
–Eu sei, esqueceu que somos vizinhos? Eu moro na mesma direção que a sua, não importa se eu vou ou não te acompanhar até sua casa, porque minha casa é em frente a sua.
–há... É mesmo. – me virei de novo e continuei andando.Lucy andou rápido até mim e ficou andando ao meu lado.
–Escuta... A gente bem que podia ser amigos né?
–Poderíamos né? – disse sarcasticamente.
–Qual é o seu problema? Por que não quer ser meu amigo?
–Não é que eu não quero.
–Então o que é?
–Nós não podemos ser amigos.
–Por que não?
–Porque somos diferentes.
–E daí? Pessoas diferentes não podem ser amigos?
–Não.
–Não podem ou não é permitido? Eu acho que você só está fazendo isso porque sua namorada não permite que você se aproxime de mim, e você faz tudo o que ela manda, vive reclamando que ela quer mandar na sua vida, mas eu acho que é você quem deixa ela mandar em você.
–Não fale como se soubesse tudo sobre mim.
–Só estou dizendo o que é meio óbvio. – fiquei em silencio com o que ela me disse, não sabia o que dizer, talvez porque ela estivesse certo.
–Olha ,você não precisa obedecer ela – disse ela me olhando nos olhos.
–Rrrr! – Rosnei irritado já por ele se intrometer (e estar certo) de novo. – Sabe, eu devia ter te deixado cair quando a gente se perdeu em vez de ter te segurado.
–Bem que poderia mesmo! — ela disse irritada. — Mas pelo jeito,você não deixaria!
–Deixaria sim.
–Não deixaria.
–Deixaria.
–Não deixaria... Porque você gosta de mim – fiquei envergonhado e provavelmente um pimentão de tão vermelha. Tentei disfarçar:
–Não gosto nada.
–Gosta sim.. – disse ela se aproximando e ficando na minha frente me fazendo parar de andar. Ela deu um sorriso lindo e me olhou de um jeito maravilhoso dentro dos meus olhos.
–Para! – Falei.
–Parar com o que? – ela perguntou confusa.
–De me olhar desse jeito nos meus olhos. Quando você faz isso eu não consigo pensar direito. – disse voltando a andar ao seu lado, ela me olhou com um sorriso malicioso.
–Por que você está sorrindo? – perguntei embirrado.
–Por nada. – eu a olhei e começamos a rir sem motivo, mas era divertido estar na presença dela.
–Você tem um sorriso lindo! – eu falei.Ela ficou vermelha.
–O-obrigada. Mas acho que é meio difícil me fazer sorrir agora! — ela começou a ficar séria.Parecia um desafio.
–Ah é? Isso não é problema pra mim! – eu disse se aproximando dela e começando a fazer cócegas na barriga dela.
–Hahahahahaha!Natsu para, por favor, não consigo respirar. Haha!
–Eu paro só se você dizer que eu sou o máximo!
–Tá bom, tá bom, você é o máximo! – ela disse.Eu parei de fazer cócegas nela quando notamos que estávamos quase abraçados no meio da rua, ainda olhando um para o outro. Ela saiu de perto de mim e voltamos a andar.
–Então... O que vai fazer hoje á tarde? – ela me perguntou.
–Muita coisa sabe...futebol,cinema,shopping... Estou super ocupado!– menti.
–Legal! – ela disse, pareceu meio triste.
–Por que a pergunta? – indaguei.
–É-é que... Eu queria saber... Só isso!
–Por que você queria saber? – perguntei na esperança de que ela quisesse me falar algo mais.
–Por nada. Olha, chegamos. – Disse ela apontando pra minha casa.
–Ah é! Tchau Lucy!
–Tchau... Natsu? – ela me chamou.
–O que? – perguntei me virando pra ela.
–Você não me deixaria cair. – ela falou ainda com aquele sorriso malicioso.
Deixei escapar um sorriso, fiquei constrangido e entrei depressa em casa.Fechei a porta e me apoiei na porta fechada, olhando para o nada sorrindo e me lembrando de alguns minutos atrás quando estava com Lucy.
–Filho, não vi você chegar... Por que você está parado aí sorrindo?
–Ah, p-por nada mãe!
–Aconteceu alguma coisa?
–Não.
–Por que a Lucy estava te acompanhando?
–Ela não estava me acompanhando, ela mora em frente a nossa casa!Esqueceu?
–Tá bom, eu só perguntei, não precisa ficar bravo!
–Tá mãe... Eu vou tomar banho.
–Tá, vem logo pro almoço.
–Igneel já chegou?- ... A espera, nem precisa responder, eu até já sei a resposta.
–Filho, você sabe que ele trabalha muito pra podermos pagar as contas e morar aqui, faz ideia do quanto essa casa custou?
–Não, você sabe que eu não sou bom em matemática – disse brincando – eu só sei que queria meu pai aqui quando eu preciso.
–Natsu...
–Eu vou subir – disse querendo mudar de assunto – eu venho daqui a pouco – subi e deixei minha mãe sem palavras, meus pais me davam tudo o que eu queria, mas eu não entendia o que adiantava tudo aquilo se eu não podia tê-los por perto. Sentia falta dos velhos tempos na época do natal, em que sentávamos todos juntos e conversávamos como uma... Como é mesmo a palavra? Ah é “família”. Mas os anos foram se passando e parece que fomos nos distanciando cada vez mais e não importa a época ou comemoração, nunca nos reunimos, nem mesmo no natal.
Po\\/ Lucy
Cheguei em casa e fui logo para o quarto sem cumprimentar meu pai, era rara as vezes que isso acontecia.Parece que eu não falava muito com ele, não éramos bem uma família feliz..Quando uma pessoa que você ama muito sai da sua vida de repente, você passa a não ser mais a mesma pessoa, eu não conseguia mais falar, conversar livremente, fazer amigos, minha vida não fazia mais sentido.. se eu não podia ter a pessoa que eu mais amava ao meu lado nas horas boas e ruins, então pra que viver? Eu já tinha pensado algumas vezes em me matar depois da morte da minha mãe, mas não seria justo deixar meu pai sozinho.Deitei na cama e fiquei pensando em alguns momentos atrás,quando eu e Natsu viemos caminhando. Por que será que de alguma forma quando estava perto dele, não me lembrava mais das tristezas? Era como dançar ou ouvir música, quando faço isso, esqueço-me de tudo o que há de ruim...talvez porque ele tenha uma voz tão doce, que pareça com uma melodia e quando estou com ele, é tão motivador como dançar. Eu pensava em certas coisas quando a campainha tocou, ouvi o barulho da porta se abrindo então deduzi que meu pai tinha atendido.Um minuto depois disso, escutei batidas na porta.
–Filha, sou eu! – meu pai disse.
–Entra. – falei. Ele abriu uma parte da porta e olhou pra mim, disse:
–Tem uma garota lá fora, amiga sua querendo falar com você.
–Amiga minha?
–Sim, disse que é da sua escola e estão na mesma classe.
–Ah, a Levy!
–Levy? – meu pai perguntou.
–Sim, ela deve ter vindo aqui pra me trazer um daqueles brownies do namorado dela!
–Tá bom, então desce lá em baixo que ela tá te esperando.
–Ok. – passei por ela e fechei a porta do meu quarto, desci as escadas e abri a porta.
–Oi Levy... – me surpreendi ao abrir a porta.
–Eu não sou a Levy e nem queira me chamar assim, está bem? – disse ela irritada.
–Lisanna? O que está fazendo aqui? Como sabe que eu moro aqui??
–O Natsu me falou que eram vizinhos e... Como sabe meu nome?... Ah é claro, como não saberia? – disse ela se achando. Eu revirei os olhos e perguntei fechando a porta e indo pro lado de fora:
–O que você quer?
–Eu quero falar com você, dãã! – olhei pra ela com cara de quem não estava nem aí pro comentário infantil:
–O que veio falar?
–Vim falar pra você ficar longe do Natsu! – disse ela empurrando-me pra trás.
–O QUE? – perguntei extremamente confusa.
–Não se faça de desentendida Plebéia irritante.
–Eu sou irritante? Você é quem está aqui sem motivo algum e ainda diz que “EU” sou irritante?
–Não ouse falar nesse tom comigo!
–E quem você é? Meu pai? – perguntei rindo sarcasticamente.
–Haha, muito engraçado – ela disse ainda mais sarcástico. – Escute, não vim aqui pra palhaçada... – eu a interrompi:
–Não, você veio aqui pra ser a própria palhaça, haha! – falei debochando dela. A expressão dela mudou.Pude ver os olhos dela vermelhos e a veia de sua testa saltava e por um momento acho que pude ler seus pensamentos “eu vou te matar”.. é claro que eu não lia pensamentos, mas a sua expressão realmente dizia isso e não era preciso ler pensamentos pra saber que ela estava em fúria.
–Me chamou de quê? – por um instante fiquei com medo, mas aí eu lembrei que ela é uma idiota que se achava a fortona.
–De palhaça! – disse com facilidade.
–Rrrrrrrrrr! – ela gritou alto, pude escutar o som dos seus dentes rosnando em fúria. Ela me puxou pela camisa. Fiz cara de quem não estava nem aí pra sua atitude o que a deixou com ainda mais raiva do que já estava. Soltei com facilidade as mãos dela que seguravam minha camisa com brutalidade.
–Escuta, eu não quero brigar e acho que você não veio aqui pra isso.
–Eu vim aqui pra te dizer pra ficar longe do Natsu!
–Mas eu e o Natsu nem sequer somos amigos!
–Sério? – Perguntou ela que ainda estava irritada e desconfiada.
–Lógico, eu pedi pra que fôssemos amigos, mas ele parece não querer ser meu amigo.
–E quem ia querer ser amigo seu? – ela disse contente com o que eu tinha dito.
–Pra sua informação, acho que não somos amigos por sua causa, por que vive mandando nele e enchendo a cabeça dele de idiotices.
–O que você disse?
–Disse que você acha que pode controlar cada passo que ele dá só porque é a namorada dela e a única coisa que realmente existe na sua cabeça é um monte de bobagens e idiotices.
–Me chamou de idiota..
–Não... Eu te chamei de boba e idiota. – Ri, até que meus risos pararam quando senti minha face queimar, Lisanna tinha me dado uma forte bofetada na cara.O impacto foi tão forte que me fez virar o rosto, coloquei os dedos na região do nariz, um pouco a cima dos lábios, olhei para os dedos e vi que tinha sangue. Senti uma dor depois do soco, olhei pra ela confusa e surpresa.
–O que você fez sua idiota? – perguntei. A raiva tomou conta de mim mais do que qualquer coisa naquele momento.Tentei controlar o ódio e a dor que sentia, mas não consegui, dei um passo em sua direção, coloquei brutamente minha mão esquerda em seu ombro enquanto a outra mão se levantava pegando impulso. Soquei seu rosto com um impulso forte que o fez se desequilibrar e cair no chão. Ela se levantou com tanta raiva que eu acho que se comparassem ela a um mamute com a perna manca, ela ganharia com certeza. Me empurrou e me derrubou no chão.Minhas costas estavam doloridas por eu ter dormido no chão noite passada, quando cai, bati com força as costas no chão, gemi de dor. Abri os olhos tentando me recuperar, quando vi Lisanna saltando sobre mim, e dando socos, não tão fortes quanto antes, no meu estomago, o tirei de cima e o empurrei forte na grama, dei outro soco no seu olho.Agarrava seu pescoço tentando sufoca-la e ela fazia o mesmo, parecendo também não conseguir enxergar muito bem.
–AHHH, o que está acontecendo aqui? – ouvi uma voz apavorada e desesperada gritando. – Esfreguei meus olhos tentando enxergar, mas meus olhos ardiam e doeram mais ainda quando eu toquei neles, minha vista ficou embaçada, mas logo foi melhorando, ainda não conseguia enxergar direito a pessoa que estava na minha frente, mas pela voz e porque estava na porta da minha casa deduzi que era meu pai. Eu bem depressa parei de esforçar aquela idiota e ela fez o mesmo, nos levantamos rapidamente.
–Lucy, o que tá acontecendo?!Eu exijo explicações!
–Senhor, foi ela quem começou! – disse Lisanna apontando o dedo pra mim.
–Não vem com essa, foi você quem deu o soco no meu olho!
–Não importa quem começou, – interrompeu meu pai – você vai embora daqui seja lá quem for, e Lucy Heartphillia entre já em casa, suba pro seu quarto que eu quero falar com você! – Eu fiz como ele mandou, Lisanna saiu dali rápido e meu pai veio logo atrás de mim. Chegamos no meu quarto, eu entrei e sentei na cama.Ele também entrou e trancou a porta, ficou de pé na minha frente e colocou as duas mãos na cintura:
–Você quer me explicar do porque vocês estavam brigando, mocinha?!
–Nós não estávamos tecnicamente brigando.
– Isso explica o seu nariz sangrando e seu olho roxo!
–Olha pai, eu já disse que foi ela quem começou, eu não fiz nada, esse cara veio aqui me dizer pra ficar longe do Natsu e...
–Do Natsu? Filha, você está tendo um caso com ele?
–Claro que não, ela é a namorada dele.
–Achei que vocês fossem amigas.
–Não somos! Eu achei que quem estava me esperando lá embaixo era a minha amiga Levy, mas não era, aquela era a Lisanna e ela namora o Natsu.
–Então aquela é a tal de Lisanna que haviam me falado?
–Como assim que haviam te falado?
–A Yuki, mãe do Natsu, me contou sobre ela.Ela me disse que ela é uma pessoa rebelde, bagunceira e que não se importa muito com o Natsu e com ninguém.Ela também disse que o filho dela nunca pode encontrar alguém que realmente gostasse e que também gostasse dele por causa da Lisanna.
–Típico. – falei.
–Mas por que estavam brigando?
–Ela veio aqui sem motivo algum me pedindo pra me afastar do Natsu, mas me afastar mais do que já estou é quase impossível, a gente nem é amigo.
–Vou pegar curativos – ele falou saindo do meu quarto. Depois de minutos de tortura com meu pai fazendo os curativos e cuidando do meu nariz e meus lábios cheios de sangue, fui dormir. Acordei tarde porque era sábado, tomei banho, me troquei, coloquei uma blusa azul, uma short jeans e um tênis cinza. Desci e fui até a cozinha. Meu pai me viu.
–Oi filha, bom dia.
–Bom dia. – respondi, ele me olhou assustado, analisou o meu rosto e depois disse:
–Seu machucado piorou, ficou roxo! – disse ele.
Fui ao banheiro e olhei no espelho, ele estava certa, também ficou mais vermelho o meu olho direito e um pouco mais do lado do olho ficou vermelho. Droga, aquela idiota da Lisanna!. Escutei o celular que estava no bolso do meu short tocar, pequei ele e atendi.
–Alô! – falei.
–Oi Lucy, é a Levy! Eu queria te convidar pra vir aqui em casa agora, as meninas estão aqui também!Inclusive o Gajeel!Ele tá fazendo mais brownies!E aí?Tá afim de vir comer uns Brownies fresquinhos?
–Tá bom Levy!Chego em 10 minutos ok?!
–tá bom, estou te esperando!Tchau!
–Tchau!
Avisei meu pai que ia na casa da Levy e ele deixou.É claro, depois de explicar detalhadamente onde era e certificar de que eu levaria o celular. Saí de casa e fui caminhando, estava pensando se Lisanna havia contado para o Natsu sobre a nossa briga, não queria pensar nisso, porque toda vez que eu pensava,meu lábio doía mais ainda.
–Ai – eu esbarrei com alguém sem perceber.Que ótimo!Agora meu ombro também doía.
–Desculpa – falei.
–Não olha por onde anda não é?... Lu-Lucy?
–O que você faz aqui?
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