Funeral de guerra
1 FUNERAL DE GUERRA
Minhas mãos são bombas atômicas acionadas com as minhas lágrimas
Meu coração é bombardeado, talvez por muitas paixões
Lembranças e retratos familiares pelo chão repleto de cinzas
A pluma dos pecadores serve como bala para noites escuras
Bailarinas voando pelo céu empoeirado, ainda dançando, com doses de sangue
[em toda face
Violeiros e amantes em amassos chocantes, com a morte, defunta e organizadora
A ponta mirada dos meus sonhos são apenas flashback’s de balas voando sobre mim
Sou o fuzileiro e o metralhado, mutilações, bebês esparramados em vísceras
Hiroshima, kamikazes, espionagens e conspirações que sempre apontam
[para o mesmo alvo
A humanidade se resume as chamas de uma fogueira interminável
Que continua acessa com o sangue de nossos antepassados
Todas as aspirações esquecidas e grafadas na medula dos fantasmas do futuro
Tudo é uma visão obsoleta, ofuscada e obliterada, meus olhos não lacrimejam
[eles choram
Investidas bélicas atordoam crianças que só queriam brincar com o antigo baralho
Crânios, chifres e carcaças são os brinquedos contemporâneos
Não sei até onde seremos levados pelas atrocidades de criaturas imprudentes
Terminando o combustível terreno, seremos resumidos em poeira
[oxigênio de elefante
Há melhores armas sonoras do que os gritos de almas nem tão distantes?
Mulheres sendo penetradas por espadas dilaceradoras
Crianças sendo vendidas por preço de varejo, oh, isso é nuclear
Não sei o que faria se tivesse uma arma na mão, teria certeza que a minha boca
[estaria cheia de demônios
O destino não devia soar tão trágico, todavia seres impulsivos tendem a se destruir
Enquanto balas voadoras serem mais importantes que o brilho dos olhos
Haverá guerra, a paz não devia trajar roupas tão tristes feito pesadelos doentios
A demência humana persistirá nesse asilo de loucos enquanto anjos morrerem
[desarmando bombas
FIM
12/08/14
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