Fuja se for capaz
5 Fora de controle
Notas iniciais
Ouvimos o barulho de uma porta batendo, e passos correndo.
— KAZUKI? – Gritou Suzumi
— Fiquem aqui. Eu vou olhar. – Disse Ryuu
— Nada disso, eu vou também. – Disse Suzumi
— Já chega. – Disse Yuna, se aproximando e dando um tapão no rosto de Suzumi que se jogou para trás e caiu no chão.
— Y-Yuna-san...? – Disse Sana
— VOCÊ NÃO ESTÁ VENDO A SITUAÇÃO? TODOS NÓS PODEMOS MORRER SE CONTINUAR ASSIM NÃO É HORA DE FICAR PENSANDO EXCLUSIVAMENTE NA MERDA DO SEU NAMORADO, VAMOS PENSAR EM UMA FORMA DE SAIR DESSA CASA. – Gritou Yuna
Suzumi tocou em seu rosto que estava vermelho, lágrimas começaram a sair de seus olhos. Kaede e eu a ajudamos a levantar.
— Pode ser merda para você mas VOCÊ NÃO É NINGUÉM PARA FALAR ASSIM COMIGO. – Gritou Suzumi
— QUANDO MATSUO DESAPARECEU O QUE VOCÊ FEZ? PARECE QUE EU SOU A ÚNICA QUE ME PREOCUPO TODOS , VOCÊ PREFERIRIA VER TODOS NÓS MORTOS E APENAS VOCÊ E O YOSHIDA VIVOS. – Gritou Yuna
Ryuu olhou pra mim. Eu entendi como “ Tome conta da situação” e foi atrás do barulho da porta, desaparecendo no corredor.
— CALEM A BOCA. – Berrei
Todas elas olharam para mim.
— Não é hora para brigar. Vamos atrás do Ryuu que foi ver o barulho sozinho. Temos que andar todos juntos e...
— Você não sabe merda nenhuma. NENHUMA DE VOCÊS SABEM. – Afirmou Suzumi rindo
— Ficou louca. – Disse Kaede
— Repete isso. – Disse Suzumi
— Suzumi para de querer ser estrela e vamos atrás do seu namorado e levar Sana e Matsuo para o hospital logo. – Falei
Suzumi não se pronunciou , Yuna estava com uma expressão que dava até medo.
Todas avançamos no corredor escuro. Ouvimos um grito alto.
Comecei a correr , deixando elas para trás.
Encontrei alguém sentado no escuro. Estava gemendo de dor.
— Merda...
Era Ryuu.
— O que aconteceu? – Falei
— Tem alguém na casa. Ele estava aqui no corredor e parecia ter um machado na mão. Eu tentei fugir mas ele conseguiu me acertar no braço. – Disse ele
— O que está acontecendo? – Disse Yuna chegando correndo com as outras
— Ryuu-kun disse que viu alguém na casa. E que está com um machado. – Falei
Yuna viu o sangue escorrendo no braço de Ryuu e ficou sem palavras.
— Não estou com bom pressentimento. EU TENHO QUE ACHAR O KAZUKI . –. Gritou Suzumi
— Suzumi-san por favor...fique quieta. – Disse Sana
— Vamos até o porão. – Disse Yuna. – Acredito que Momo-chan está certa deve ter alguma coisa lá.
— Mas e o Ryuu-kun? Ele vai ficar com o braço assim? – Disse Kaede
— Não tem problema. – Disse Ryuu – Eu posso rasgar a manga e usá-la como bandagem.
— Certo. – Disse eu
***
A porta para o porão estava escancarada. E estava um breu lá embaixo dava até medo de descer.
— Ela está aberta? – Disse Sana
— Então qual foi aquela porta que bateu? – Perguntou Ryuu
— Não sei. Vamos descer. –Disse Yuna
Kaede pegou seu celular e ligou iluminando o caminho. Yuna logo em seguida fez o mesmo ligando uma lanterna no flash.
Dava para ouvir sons de gotas caindo.
Chegamos a um lugar completamente escuro e com poeira. Sana começou a tossir e Kaede a espirrar. Yuna tomou a frente. Ryuu ficava perto de mim.
— Talvez seja melhor ficarmos lá em cima. – Disse Kaede sobre ela e Sana.
Yuna e Suzumi prosseguiram vasculhando o lugar.
— Tudo bem. Vamos olhar mais um pouco. – Falei
— Tem certeza? – Perguntou Ryuu para mim
— Tenho. – Falei forçando um sorriso e logo o desfazendo.
— Tudo bem então. Vamos. – Respondeu Ryuu
Sana e Kaede subiram as escadas eu e Ryuu as observamos.
— Ainda acho melhor você subir junto com elas. – Disse ele aparentemente preocupado.
Ouvimos gritos.
Eu e Ryuu corremos atrás de Yuna e Suzumi até que nos deparamos com uma mesa com os restos mortais do Yoshida-kun.
Suzumi se jogou no chão e começou a se contorcer chorando. Yuna estava em estado de choque e levou sua mão a boca.
Não consegui olhar e virei o rosto, olhei para o chão e vi um dedo e dei um gemido baixo. Ryuu se aproximou da mesa.
— Meu Deus... – Disse ele
Yuna se aproximou.
Sua barriga estava aberta, seu pescoço com um enorme corte profundo e dedos de sua mão não estavam ali. Sangue respingado ao redor.
Yuna olhou para mim.
— Momo-cham... – Disse ela sorrindo – Você tem alguma relação com isso que está acontecendo?
Fale com o autor