Notas iniciais
Hoje é aniversário de uma das pessoas mais importantes para mim. Drake, apesar de tantas coisas (e coices) você sabe muito bem que eu te amo, e também sabe que eu não admito isso muito facilmente. Escrevi essa história porque você gosta desse casal e espero que você goste.Meu baby ta ficando velho ♥

Finn saiu do banho e enrolou uma toalha em sua cintura, e foi caminhando em direção ao quarto. Lá, ficou se olhando no espelho.

"Acho que mais algumas tatuagens não seriam um problema" ele pensou.

Finn era um cara bem alto, seu cabelo era bem bagunçado e tinha varias mechas verdes. Usava um alargador em cada orelha, tinha um piercing no lábio inferior, um no nariz e um na sobrancelha esquerda. Tinha uma tatuagem que dizia "nothing else matters" no peitoral, uma tatuagem de uma silhueta de um dragão preto no braço esquerdo e uma tatuagem do número "37" no seu tornozelo direito. Finn tinha o corpo um pouco definido, e se orgulhava disso.

Colocou uma calça de moletom e uma camiseta branca e se sentou em sua escrivaninha, se preparando para estudar.

Sua mãe entrou no quarto silenciosamente, sendo que Finn nem notou.

– Está estudando? — ela perguntou, fazendo Finn se assustar em sua cadeira.

– Que susto mãe! Não vi você entrando. Sim, estou — respondeu Finn.

– Você está com alguma dificuldade? — sua mãe perguntou.

– Lógico né mãe, essa matéria é muito complexa. Não consigo decorar tudo isso.

– Eu estive pensando... Por que você não pede a ajuda de um tutor? — sua mãe perguntou, e a mesma tinha preocupação em seus olhos.

– Mãe, eu só estou de recuperação em uma matéria, eu vou recuperar.

– Mas e se você não recuperar? Você vai repetir de ano! E você mesmo disse que está com dificuldade.

– Mas eu tenho bastante tempo pra estudar...

– Por favor, Finn. Por favor.

Finn encarou sua mãe nos olhos, e viu que sua preocupação era verdadeira.

– Ta bom mãe, amanha eu procuro um tutor — disse Finn sorrindo para sua mãe, e a mesma retribuiu o sorriso.

– Obrigado Finn — ela disse e deu um beijo na testa do filho, e logo em seguida saiu do quarto fechando a porta.

Já havia passado duas horas, e Finn ainda estava estudando. Ele sentiu os pelos de seu braço se arrepiarem, então se levantou e foi até a janela de seu quarto.

"Nossa, já está nevando" — Finn pensou, e em seguida colocou um moletom. Cansado de estudar, preferiu se deitar para dormir.

Se perdendo rapidamente em seus pensamentos, logo caiu no sono.

...

– Finn, acorde! Você vai chegar atrasado na escola! — Finn acordou com os gritos de sua mãe.

Finn se levantou e foi direto tomar um banho. Depois se secou e se trocou rapidamente e desceu as escadas da sua casa indo em direção a cozinha. Pegou as duas torradas que sua mãe havia deixado em cima da mesa e ignorou a presença do copo de suco que a mesma havia preparado. Segurando as duas torradas, pegou sua mochila que estava na sala e foi em direção da porta da frente.

– Tchau mãe! — Finn gritou, mas sua mãe não respondeu. Provavelmente estava no banho.

Tirando as chaves do bolso, Finn foi em direção ao seu carro, um Mustang de 1970, carro do qual Finn se orgulhava muito.

Entrou no carro e logo deu a partida, sem se preocupar com as sinalizações, foi acelerando seu carro para chegar logo a escola, enquanto comia torradas.

Chegando na escola, Finn não se preocupou em ir para a aula, já havia passado na matéria mesmo, ele foi na secretaria da escola.

A secretaria estava vazia para sua sorte, e foi logo atendido.

– Eu queria um tutor — disse Finn, e a secretária não parou de olhar para a tela do computador em nenhum instante.

– Para qual matéria? — perguntou a secretária.

– História — disse Finn, e a secretária olhou para ele com uma cara de deboche.

– Algum problema com isso? — perguntou Finn, irritado.

– Não, problema algum. A sua sorte é que você é o único que quer um tutor de história. Os tutores de física e matemática, por exemplo, estão com os horários lotados.

Finn não respondeu, e a secretaria continuou digitando.

– Pode começar hoje a tarde? — perguntou a secretária.

– Claro — respondeu Finn.

– Ótimo, o tutor irá te esperar no refeitório.

– Obrigado — disse Finn saindo da secretaria.

As aulas passaram quase despercebidas, Finn não prestou atenção em nenhuma, como sempre.

Assim que as aulas acabaram, Finn se sentiu na libertação dos escravos. Sem aulas durante duas semanas, com exceção das aulas do tutor.

Finn se sentou no refeitório para esperar o seu tutor, que a propósito estava atrasado. Pouco tempo depois, alguém cutucou suas costas, e quando se virou, olhou diretamente em um par de olhos que possuíam uma mistura de verde com castanho. A garota tinha cabelos loiros e compridos que eram delicadamente enrolados nas pontas. Finn achou o gosto dela angelical, queria ficar olhando para ela por um bom tempo mas percebeu que estava encarando ela a muito tempo.

– Posso ajudar? – perguntou Finn.

– Você não é o Finn Hudson? – perguntou a garota.

– Sim, sou eu – respondeu o mesmo.

– Eu sou a sua tutora! Prazer em te conhecer Finn, me chamo Quinn Fabray – disse Quinn se sentando em uma cadeira de frente para Finn.

– Oh, eu esperava que fosse um... deixe pra lá – disse Finn.

– Esperava um garoto né? Eu sei. Pessoas sempre se surpreendem – disse Quinn sorridente.

– Pessoas? Alguém fora eu nessa escola precisa de ajuda com história? – disse Finn, irônico.

– ...Não. Mas você me entendeu – disse Quinn entre risos.

Finn retribuiu com um sorriso torto.

Depois ficaram longas horas estudando, estudaram tanto que a cabeça de Finn estava quase explodindo.

Já era noite quando estavam indo embora, Finn ofereceu uma carona, mas Quinn insistiu que já tinha alguém vindo buscá-la.

Chegando em sua casa Finn nem se deu ao trabalho de tomar banho, foi direto dormir.

Durante toda a semana Finn e Quinn se encontravam em diferentes lugares, lanchonetes, cafeterias, e uma vez até no shopping da cidade para estudar. Quinn dizia que estudar sempre em um lugar só era muito deprimente.

– Q-Quinn, eu entendo que você acha que devemos sempre estudar em lugares diferentes, mas porque v-você quis justo aqui? – indagou Finn, que estava tremendo de frio.

Quinn havia escolhido um bosque, repleto de árvores e vegetação rasteira. Eles estavam caminhando em uma trilha em meio às árvores.

– Esse lugar é maravilhoso! Olhe! Tudo está tão branquinho, eu a-amo neve, e esse é um dos meus lugares f-favoritos no mundo – respondeu Quinn, que apesar do frio intenso não escondia um sorriso.

– Até você e-está tremendo de frio – murmurou Finn.

– N-Não me importo. Agora me responda, por que o Império Romano caiu? Diga todas as causas, mais detalhadas possíveis – disse Quinn.

Finn bufou, porque não aguentava mais aquele frio, mas respondeu a pergunta de Quinn.

– E-Excelente! Você está evoluindo bastante, Finn – disse Quinn sorridente.

– Obrigado – disse Finn.

– Acho q-que já está bom por hoje, agora vamos caminhar até o seu carro. Mas não tire de sua mente que falta apenas uma semana para a s-sua prova – disse Quinn.

– C-Como esquecer? – disse Finn rindo, e Quinn riu também.

Eles continuaram a caminhada em silêncio, Finn nem havia notado que eles andaram tanto. Ele baixou seus olhos até encontrar com o rosto de Quinn. Naquele momento ele a achou perfeita. Sua pele branca combinava com a neve, seus olhos estavam mais verdes do que castanhos hoje. Seu cabelo estava solto e com cachos não muito modulados nas pontas, e ela usava um gorro roxo escuro. Os olhos de Quinn se encontraram com o de Finn e ambos coraram.

– Desculpa – disse Finn, que estava envergonhado por ficar encarando descaradamente a amiga.

– Não tem problema – disse Quinn rindo, e a mesma estava com as bochechas bem vermelhas.

E então Finn pousou seus olhos nos lábios de Quinn, que estavam levemente roxos.

Ele, sem pensar, tirou a sua enorme jaqueta de couro e colocou em Quinn. A jaqueta, por causa do tamanho, parecia um sobretudo na mesma.

Quinn ficou surpresa com o gesto, sorriu para Finn.

– Você vai congelar! – disse Quinn.

– E-Eu sei. Eu não ligo – disse Finn, e o mesmo sorriu para Quinn.

– Você é um cavalheiro, Finn. Obrigado – disse Quinn.

– Não á de que, senhorita – disse Finn rindo, e Quinn riu também.

Finalmente eles chegaram no carro, e ficaram conversando todo o tempo.

No meio da conversa Finn colocou a mão sobre a coxa de Quinn, e a mesma ficou estática olhando para a mão de Finn.

Ele percebeu que Quinn ficou incomodada e tirou imediatamente a mão.

– Me desculpe se eu te incomodei...

– Não! Não é isso Finn... mas... você sabia que eu tenho um namorado, não sabia? – perguntou Quinn.

– ...Não. Eu não sabia. Quem é? – perguntou Finn, com um incômodo evidente na voz.

– Sam Evans, o quarterback do time de futebol. Conhece ele?

Tudo na cabeça de Finn ficou uma bagunça.

“Como assim o quarterback está namorando ela? Ela não é... popular. Não é uma líder de torcida. Porque diabos...” Finn interrompeu seus próprios pensamentos quando olhou nos olhos de Quinn. Era óbvio o porque do quarterback namorar ela. Ela era perfeita. Sambava na cara de qualquer Barbie.

– Sim, conheço. É o loiro, não? – perguntou Finn, mas ele sabia exatamente quem era.

– Sim! Ele mesmo.

– Quinn... Desculpe-me por perguntar isso, mas por que você está com ele? – perguntou Finn.

– Como assim? – Quinn perguntou, confusa.

– Digo... Ele é o quarterback. Ele se acha demais, todas as líderes de torcida ficam em cima dele o tempo todo – disse Finn.

– Oh... Ele diz que me ama porque sou diferente delas. Não sou uma interesseira que nem elas, e o pai dele trabalha com o meu pai, nossas famílias se conhecem.

– Entendo. Que mãe não amaria ele? Ele é todo arrumadinho e perfeitinho. Até com aquele cabelo do Justin Bieber.

– Ei, você é perfeitinho também – disse Quinn rindo e corando ao mesmo tempo – mas você é perfeitinho do seu jeito.

Aquilo com certeza tinha feito Finn se sentir melhor.

– Obrigado Quinn. Mas... você realmente acha que ele te ama? – perguntou Finn, e o fato do Finn questionar isso deixou Quinn um pouco irritada.

– Sim, eu acho. Ele me respeita, diz que nunca vai me forçar a nada...

– Pera aí – Finn interrompeu Quinn – forçar a nada? Você nunca dormiu com ele Quinn?

– Não. Qual o problem... – a risada histérica de Finn interrompeu Quinn.

Finn começou a rir tanto que até começou a andar mais devagar com o carro. E quando finalmente recuperou o fôlego, disse:

– Você só pode estar brincando.

– Não Finn, eu não estou. Por que achou tanta graça nisso?

– Não creio que você seja tão ingênua! Quinn, ele é o quarterback, tem milhões de líderes de torcida gostosas em cima dele de pernas abertas esperando pra ele dar uma deixa. Você realmente acha que ele é fiel a você? Tenho certeza que ele deve dormir com uma diferente por dia, pelas suas costas.

Os olhos de Quinn começaram a se encher de lágrimas, e Finn imediatamente se arrependeu de cada palavra que ele disse. E bem nessa hora eles chegaram na frente da casa dela.

– Quinn, me desculpe...

– Finn, você não entende. Você deve saber muito bem que deve ser um sonho pra mim namorar ele, não sabe? Você não acha que eu pensava nisso todos os dias? Mas ele faz eu me sentir especial justamente por isso, por ele me escolher ao invés dessas meninas.

Quinn abriu a porta do carro e saiu, e fechou a mesma com força. Tirou a jaqueta que Finn havia emprestado e jogou ela dentro do carro pela janela. Por causa do frio, entrou correndo dentro de sua casa, não olhando para trás nenhuma vez.

Finn ficou parado dentro de seu carro, apenas olhando a porta da frente que Quinn havia acabado de passar.

Segundos depois, recebeu uma mensagem:

Amanhã nós vamos estudar no refeitório da escola. O time de futebol e as líderes de torcida estão na escola para treinar, então podemos entrar, e tenho certeza que vão deixar nós ficarmos lá, vamos apenas estudar.

Finn ficou olhando a tela de seu celular por um tempo, depois respondeu:

No mesmo horário de sempre?

Sim.

Certo. Quinn, me desculpe pelo o que eu disse.

Tudo bem.

Mas Finn sabia que não estava bem. Lógico que não estava, ele devia ter cutucado a ferida mais profunda de Quinn.

“Amanhã os jogadores e as líderes estarão lá... será o momento perfeito para eu descobrir se aquele desgraçado está traindo a Quinn... Na verdade eu sei que ele está, só quero provar para ela” – pensou Finn.

...

Finn já havia comido, já havia tomado banho. Estava sentado no sofá de sua sala, apenas esperando dar o horário. O horário para ele ir até aquela escola e provar para Quinn que ela merecia alguém melhor.

A mãe de Finn estava trabalhando, só voltava de noite. Finn realmente queria conversar com ela sobre isso, mas achou melhor manter seus próprios problemas para ele mesmo.

Faltava meia hora para ele se encontrar com a Quinn.

Finn saltou do sofá e foi direto para a porta da frente, saindo correndo de sua casa em direção ao seu carro. Tirou as chaves do bolso e rapidamente deu a partida, acelerando o seu carro o máximo que podia.

Ele queria falar com o quarterback antes que Quinn chegasse à escola.

Chegou rapidamente na escola, estacionou o seu carro de uma maneira relaxada e foi correndo para dentro da escola.

Foi correndo por todos os atalhos que conhecia, já estava ficando sem fôlego.

E quando finalmente chegou ao campo... Estava vazio.

“Ah, ótimo” – pensou Finn.

Resmungando palavras de muito baixo calão, foi caminhando até a entrada da escola.

Faltavam vinte minutos para Quinn chegar. Durante vinte minutos Finn iria ficar sentado naquele refeitório nojento fazendo nada.

Caminhando pelos corredores da escola, ainda resmungando, Finn deixou cair o seu lápis cair no chão.

Finn ficou olhando em volta, mas não achava.

“Aonde essa merda foi parar” – pensou Finn.

Ele reparou que a porta do vestiário masculino estava aberta, então entrou para ver se o lápis tinha rolado até lá dentro.

Procurando apenas por segundos, Finn rapidamente achou seu lápis, que estava um pouco dentro do vestiário.

Quando estava saindo do vestiário começou a escutar uns barulhos estranhos, vindos do mesmo.

“Mas o que... Gemidos?” – pensou Finn, enquanto entrava novamente no vestiário.

Assim que entrou, deu de cara com uma cena que ele realmente não queria ver.

Um casal estava se beijando de uma maneira bem... intensa.

O garoto estava pressionando a garota contra o armário, e a mesma ficava soltando risinhos e gemidos.

Finn já estava se virando para ir embora, quando viu quem era o garoto.

Sam Evans.

Um ódio muito intenso começou a subir pelo corpo de Finn.

“Como esse canalha tem a coragem de fazer isso com a Quinn?” – ele pensou.

Finn sem pensar duas vezes foi direto pra cima de Sam.

Ele puxou o loiro pela gola da jaqueta e o jogou na direção do outro corredor de armários, e o mesmo atingiu os armários com bastante força e ficou deitado no chão.

– O QUE VOCÊ TA FAZENDO – gritou a garota.

– Saia daqui antes que você acabe se machucando também – disse Finn entredentes, o ódio em seus olhos eram tão evidentes que a garota nem hesitou ao sair correndo.

– Qual é o seu problema, cara? Ela é sua namorada por acaso? – perguntou o loiro enquanto se levantava.

– E por acaso você não tem uma também? – disse Finn.

Sam se manteve calado.

– Ah, você não se lembra dela? Deixe-me refrescar a sua memória. Ela é loira também, estuda nessa escola também, é sempre bem humorada e oh, eu quase havia me esquecido: ela acha que o namorado dela é fiel.

– Você não tem que se meter na minha vida – disse Sam.

– Você ficar vadiando com essas meninas não afeta a sua vida e sim a vida dela! É ela que vai sair magoada, e não você.

– Escuta aqui, o que isso tem haver com você? Você é o guarda-costas dela ou algo do tipo? – perguntou Sam.

– Ela... Ela é a minha tutora.

– Ah, você é o aluninho rebelde dela! O que tem cabelo colorido e vários piercings! Você ta caidinho por ela, não está? Isso é uma pena... Finn? Porque ela está comigo.

Finn começou a rir.

– Você acha mesmo que ela vai ficar com você depois que souber disso que eu acabei de ver? – disse Finn.

– E você acha mesmo que ela vai acreditar em qualquer coisa que você disser? Ela me contou o que você disse ontem. Ela não vai acreditar em nada do que você disser, porque ela vai achar que você apenas está com ciúmes – disse Sam, sorrindo.

– Eu dou um jeito...

– Desiste, cara! Você acredita que ela vai ficar com você se a gente terminar? Você acha que ela vai ter coragem de te apresentar para a família dela? Você pode ter certeza de que eles vão querer te conhecer. Ela vai ter vergonha de te apresentar. Primeiramente olhe para a sua cara, cheia de piercings. Eu sei que você deve ter tatuagens, apesar da roupa esconder. Roupa! Olha o jeito que você se veste. Não vamos nos esquecer do seu cabelo. Meu ponto é: eles jamais te aceitariam. Achariam que você é uma péssima influência pra ela, porque como você pode perceber ela é toda certinha. Acha que eu estou errado? Os pais dela me amam, por exemplo. Não tenho nenhuma tatuagem, piercing, e meu cabelo não é verde.

– Por que você está com ela afinal? Você não gosta dela, e você sabe que ela não vai liberar pra você tão cedo – disse Finn.

– Você acha que eu me importo com isso? Eu fico com quantas líderes de torcida que eu quiser, só estou com a Quinn ainda porque eu acho que é uma aventura interessante ficar tentando passar a mão nos peitos dela toda vez que a gente se pega. E aquela bunda...

Chega Sam! Você não a merece! – gritou Finn.

– Continue gritando Finn, porque no final do dia a vadia vai estar comigo.

“VADIA??!” – pensou Finn.

Imediatamente Finn deu um soco na cara de Sam, e o mesmo caiu com tudo no chão.

Finn se ajoelhou em cima de Sam e ficou socando a cara dele sem parar. Sam conseguiu parar Finn, foi por cima e deu uma joelhada na cara do mesmo.

Aquela joelhada deixou Finn zonzo.

Sam começou a socar a cara de Finn, até que o moreno reuniu toda a força que conseguiu e acertou em cheio a cara de Sam, e o mesmo ficou desacordado.

Finn se levantou com um pouco de dificuldade, mas aos poucos foi caminhando para fora do vestiário.

Ele nem se deu ao trabalho de olhar no relógio, sabia que estava bem atrasado. Mas ao invés de ir se encontrar com Quinn, foi embora.

...

Quinn estava sentada no refeitório a mais de meia hora, e já começou a ficar preocupada.

“Aonde será que Finn foi? Justo hoje que eu precisava conversar com ele” – ela pensou.

Ela foi caminhando até o estacionamento, retirou suas chaves da bolsa e entrou em seu carro.

Quinn foi dirigindo tranquilamente até a casa de Finn.

Chegando lá, apertou a campainha e ficou aguardando.

A mãe de Finn abriu a porta, e se surpreendeu por não ser o seu filho na porta.

– Posso ajudar? – disse Carole, a mãe de Finn.

– Sim, o Finn está? – perguntou Quinn.

– Não querida, ele foi se encontrar com o tutor dele na escola e ainda não voltou – respondeu Carole.

– Ah, obrigada! – disse Quinn acelerando o seu passo até o carro. Ela só tinha mais algumas opções de onde encontrá-lo.

Ela foi até a lanchonete que eles foram estudar algumas vezes, que era a favorita de Finn. E ele não estava lá. Ela foi à cafeteria, na praça da cidade e até em um bar que Finn disse que gostava de frequentar. Ele não estava em lugar algum.

“Aonde será que ele foi...” – pensou Quinn.

Depois de refletir por algum tempo sentada no banco de seu carro observando a neve, Quinn se lembrou de que, no dia anterior, quando ela e o Finn estavam no carro conversando, antes deles começaram a discutir a relação de Quinn com Sam, Finn a contou que sempre ia a um lugar próximo do bosque para pensar. Aquela era a ultima alternativa.

O bosque ficava consideravelmente longe, tinha que pegar uma pequena estrada para chegar até lá.

O lugar em que Finn gostava de ir para pensar era uma espécie de morro, onde ele estacionava o carro bem na beira e ficava olhando as árvores que ficavam mais abaixo.

Quinn estava se aproximando desse lugar com o seu carro e, para sua alegria, viu o carro de Finn estacionado lá.

Quinn estacionou o seu carro e saiu contente de dentro do mesmo, feliz por finalmente encontrar Finn.

Finn estava sentado no capô de seu carro, de costas para Quinn. Ele ouviu que alguém chegou, mas em momento algum olhou para trás.

– Finn? – disse Quinn se aproximando, mas parou a uns quatro metros dele.

– Desde quando você tem um carro? – perguntou Finn, sem se virar.

– Eu sempre tive, mas tenho um pouco de medo de dirigir – respondeu Quinn – você está bem?

Finn se manteve calado.

– Eu sei que você está me ouvindo, porque você não foi no refeitório hoje? Eu fiquei esperando por você lá. Eu queria conversar com você – disse Quinn.

– Diga – respondeu Finn, friamente.

– Bem, eu queria dizer que você está errado. Eu não acho que o Sam me trai. Eu contei pra ele sobre a nossa conversa de ontem. Ele disse que me ama, Finn.

– Que interessante – respondeu Finn, novamente frio.

– Por que você está assim? – disse Quinn um pouco incomodada por não conseguir ver a cara de Finn.

– Porque você é estúpida e ingênua demais para ver que esse desgraçado está te traindo – respondeu Finn.

Os olhos de Quinn começaram a ficar aguados de novo, mas não eram lagrimas de tristeza, e sim raiva.

– Para de ficar dizendo essas coisas Finn! O que você ganha com isso? NADA! Deixe a minha vida amorosa em paz! Você só se importa consigo mesmo! Não enxerga o que faz com os outros. Você é um...

– Um o que? – disse Finn saltando do capô do carro, e Quinn se assustou com o estado em que ele se encontrava – egoísta? Só me importo comigo mesmo? Ta vendo esse machucado na minha cara Quinn? Ta vendo que parece que alguém me pisoteou bem no meu rosto? Sabe por que isso aconteceu? Porque eu estava te defendendo. Hoje eu entrei no vestiário e vi o seu namorado em altas pegações com uma líder de torcida. Não tente me contrariar Quinn, eu vi. E o seu namorado começou a falar um monte de bosta, inclusive sobre você. Ele te chamou de vadia. Ele fica com quantas líderes de torcida que ele quiser diariamente, e ele mesmo disse que só continua com você porque gosta de passar as mãos no seu peito e na sua bunda. Como você acha que eu fiquei quando ouvi isso? Eu fiquei irado por ele fazer isso com você, eu sabia que ia te machucar muito. Não me controlei e bati nele, acabei apanhando também. Sou um egoísta mesmo, não sou Quinn? Só me importo comigo mesmo – disse Finn se voltando para seu carro, ele queria sair dali o mais rápido possível.

– Espera Finn! – disse Quinn, que agora já estava chorando. E vê-la daquele jeito matou Finn por dentro.

– Você não está mentindo, certo? Por favor – disse Quinn, entre lágrimas.

– O que você acha que aconteceu com o meu rosto? Acha que eu caí de bicicleta? – disse Finn, ironicamente.

– E-Eu só não entendo o porquê que você faria algo assim, por mim – disse Quinn.

Finn ficou fitando o chão coberto de neve por um tempo, quando seus olhos se encontraram com o de Quinn, ele não se segurou.

Ele foi até a direção dela, puxou ela pela nuca e a beijou.

Rapidamente se afastou, entrou no seu carro e saiu dali a toda velocidade. E quando olhou pelo retrovisor, viu que Quinn ainda estava parada no mesmo lugar, estática.

...

Cinco dias se passaram.

Finn ficou isolado em seu quarto durante todo esse tempo, para a preocupação de sua mãe.

Quinn ficou mandando inúmeras mensagens para Finn, mas o mesmo não respondia nenhuma.

Quinn ficou chorando no seu quarto por dias, às vezes de raiva, as vezes de tristeza, e as vezes nem ela sabia.

Sam ficou ligando pra ela insistentemente, ele tinha certeza que Finn havia contado, mas Quinn não atendeu a nenhuma chamada.

Já era de noite, quase madrugada, quando Quinn decidiu que não aguentava mais.

Ela não aguentava mais ficar no seu quarto, e não aguentava mais ficar sem respostas de Finn.

Silenciosamente ela se vestiu e desceu as escadas de sua casa. Com muito cuidado, abriu a porta da frente.

Quando entrou no seu carro, torceu para que o barulho do motor não acordasse os seus pais. Mas a aquela altura Quinn já não estava se importando muito com as coisas.

Quinn estacionou lenta e cuidadosamente o seu carro na frente da casa de Finn.

Ela foi se aproximando da porta da frente, mas não sabia o que fazer. O que ela faria se a mãe de Finn abrisse a porta? Já era quase meia noite. E ela tinha quase certeza de que Finn não ia sair de seu quarto para abrir a porta.

Ela começou a dar a volta na casa, tentando pensar em uma maneira de entrar. Ela já não estava mais pensando, deixou a adrenalina tomar o seu corpo.

Quinn percebeu que a janela da cozinha estava aberta.

Eu não acredito que eu vou fazer isso” – pensou Quinn.

Mas ela fez mesmo. Com muita dificuldade, mas fez. Entrou na casa de Finn pela janela da cozinha.

Ela estava se sentindo uma ladra, mas não se importava. Foi lentamente subindo as escadas, procurando o quarto de Finn.

Ela presumiu que a música alta e barulhenta via do quarto dele.

Ela abriu a porta e viu Finn, sentado na sua cama sem camisa, acompanhando o ritmo da musica e fingindo que tocava uma guitarra invisível.

– Mãe, eu disse que se você quiser que eu abaixe o volume era só você bater na port... – Finn se interrompeu quando viu que a pessoa na porta não era a sua mãe, e sim Quinn.

– Oi – disse Quinn.

– Quinn? Como você entrou aqui? – disse Finn indo em sua direção, para fechar a porta.

– Pela janela da cozinha. Se eu fosse um ladrão você estaria perdido – disse Quinn, que apesar da vontade de rir, ela não conseguia por causa da tristeza que ainda a possuía.

– Não acredito que você fez isso – disse Finn, sorrindo – você se machucou?

– Não. Deixe isso pra lá, Finn...

– Desculpa por não te responder. Eu realmente precisava de um tempo para pensar. E eu...

– Eu terminei com o Sam.

Finn ficou surpreso. Ele achava que apesar de tudo, Quinn iria perdoar Sam. Porque ela era boa demais.

– Como foi? – perguntou Finn.

– Complicado. Eu não quis falar muito com ele, sabe? Eu só disse que eu não queria mais namorar ele. E ele começou a fazer um escândalo, dizendo pra eu não acreditar nas besteiras que você disse, mas não mudou em nada. Ele ficou tentando me ligar nesses últimos dias, mas eu não atendi.

– Nossa. Você está bem, não está? – perguntou Finn.

– Nunca estive melhor – disse Quinn, que parou de olhar nos olhos de Finn e foi descendo até a primeira tatuagem que viu – eu não sabia que você tinha tatuagens.

– Está surpresa? – Finn perguntou.

– Não – disse Quinn rindo.

– Eu tenho essa aqui no meu peitoral, essa aqui no meu braço e essa aqui no meu tornozelo – disse Finn.

– Socorro, quantas – disse Quinn – não dói? Pra fazer, eu digo.

– Você acostuma – respondeu Finn.

– Por que você tatuou o número 37? – perguntou Quinn.

– É a idade que o meu pai tinha quando ele morreu – respondeu Finn.

– Ah, me desculpe – disse Quinn.

– Não precisa. E “nothing else matters” porque era meio que o bordão dele, sabe? Ele vivia dizendo isso. “Nada mais importa”.

– Que lindo, Finn – disse Quinn sorrindo — E agora que eu reparei... Finn como assim você está sem camiseta? Sem umas quinze blusas! Ta nevando lá fora!

– Parei de sentir frio – disse Finn, rindo.

Depois disso ficou um silencio um pouco incômodo no quarto.

– Você só veio aqui para dizer que terminou com o Sam? – perguntou Finn.

– Eu também vim para te devolver uma coisa – disse Quinn.

– O qu... – Finn foi interrompido pelos lábios de Quinn.

Pela primeira vez eles se beijaram mais intensamente, e aos poucos, foram se deitando na cama de Finn.

Quinn estava por cima, com um joelho de cada lado da cintura de Finn.

Por impulso próprio, Quinn começou a tirar as blusas que estava vestindo, ficando apenas de sutiã.

– Quinn... Você tem certeza... Que está pronta? – perguntou Finn.

– Nunca tive tanta certeza – disse Quinn sorrindo, e a mesma voltou a beijar Finn, e os dois se deitaram completamente na cama.

...

Mal havia amanhecido, e Finn estava acordado. Ele estava sentado na cama, e Quinn deitada ao seu lado.

Ele tinha um sentimento horrível no corpo. Culpa? Arrependimento? Nem ele sabia.

Ele olhava para Quinn, aquele rosto angelical, cabelos perfeitos mesmo depois de se revirar na cama tantas vezes.

Não saia de sua cabeça o que Sam disse. Quinn teria vergonha de apresentar Finn para seus pais.

Finn parou de pensar, e começou a agir.

Ele se levantou e foi direto tomar banho.

Depois do banho, ainda no banheiro, Finn ficou se encarando no espelho. E depois de hesitar um pouco, começou a tirar os seus piercings. O do nariz saiu facilmente, o da sobrancelha também, Finn só teve dificuldade e sofreu um pouco para tirar o piercing do seu lábio inferior.

Voltou a se encarar no espelho, e foi até difícil se reconhecer.

Depois de colocar uma cueca, Finn começou a revirar o seu guarda roupa procurando algo que não fosse preto.

Colocou uma camiseta branca, por cima colocou uma camisa xadrez que era azul e branca, uma calça jeans azul e um all star preto. O tênis não importava.

Ele não quis ir de carro, preferiu ir andando, apesar de não gostar das pessoas encararem o seu cabelo.

Finn entrou em uma barbearia que ficava a poucos quarteirões de sua casa, se sentou na cadeira que estava vazia e só pediu uma coisa: que o barbeiro cortasse seu cabelo bem curto, que nem de um homem que vai para o exército. Ele não queria mais cabelos verdes.

Quando saiu da barbearia, Finn se sentia estranho, mas de certa maneira melhor.

Voltou para a sua casa, sua mãe ainda estava dormindo, e Quinn ainda estava dormindo.

Finn se colocou em cima de Quinn, e começou a sussurrar o nome da mesma.

– Que foi Finn... – Quando Quinn abriu os olhos se assustou com a pessoa que estava em cima dela e o empurrou. E com isso, Finn teve uma crise de risos.

– FINN? É você? O que você fez? Você ta quase careca! E tirou os piercings! – disse Quinn, que ainda estava um pouco em choque.

– Eu fiz isso pra você não ter vergonha se os seus pais quiserem que você me apresente – disse Finn, e Quinn ficou comovida.

– Awn Finn! – disse Quinn se atirando nos braços do mesmo, e enchendo o rosto dele de beijinhos – apesar de que era uma delícia te beijar com aquele piercing...

– Quinn! De santa você não tem nada – disse Finn rindo,e Quinn riu também.

– Eu ainda não entendi completamente o porque de você aceitar dormir comigo assim e com o Sam... Não. Eu sou melhor que ele? Eu sei que eu sou – disse Finn rindo.

– É que... você me passa uma segurança que ele nunca me passou. Eu me sinto segura com você, e não sentia o mesmo com ele – disse Quinn.

Finn ficou sem palavras.

Quando Finn olhou para o relógio, quase teve um ataque.

– MEU DEUS! EU ESQUECI QUE ERA HOJE A MINHA PROVA DE HISTÓRIA!

– EU TAMBÉM! – Quinn gritou também.

– Acho que eu esqueci tudo! Socorro e-eu preciso ir bem e...

– Finn! Olhe pra mim, nos meus olhos. Você é incrível, você vai ir muito bem nessa prova, me entendeu? – disse Quinn, e Finn concordou com a cabeça.

– Agora você me escute. Eu vou fazer essa prova, daí eu aproveito e compro o nosso café da manhã, pode ser? Fique ai dormindo – disse Finn.

– Certo, estarei aqui te esperando – disse Quinn sorrindo.

Finn sorriu de volta e depois saiu do quarto.

...

Finn estava correndo pelos corredores da escola, ele não podia chegar atrasado.

Quando chegou à sala em que seria a prova, não se surpreendeu a ver a classe vazia. Ele provavelmente devia ser o único aluno da escola em recuperação nessa metéria.

Ele entrou na sala e ficou parado de frente para a professora.

– Posso ajudar? – perguntou a professora.

– Eu vim fazer a prova. Sou eu, Finn Hudson – disse Finn.

– Pera aí... FINN? Você mesmo? Você está completamente diferente! – disse a professora.

– É, eu sei – disse Finn rindo.

– Toma aqui a sua prova – disse a professora estendendo uma folha.

Finn a pegou e se sentou em uma carteira aleatória.

– Professora, eu sou o único em recuperação em história? – perguntou Finn.

– Não – respondeu a professora – tem mais um aluno. Mas ele não tem dificuldade, ele ficou de recuperação por causa de falta.

Antes que Finn perguntasse quem era, um aluno apareceu na porta.

– Professora, ainda posso fazer a prova?

– Claro que pode, Sr. Hummel – disse a professora.

Ele pegou a prova e se sentou na carteira que era na frente de Finn.

– Como vão as coisas, Finn?

– Vão bem e com você, Kurt? – perguntou Finn.

– Muito bem também. Você pode me explicar o porque dessa mudança super radical de visual? Eu lembro que foi um choque pra todos quando você mudou pra punk agora todos vão ficar em choque porque você voltou ao normal – disse Kurt.

– É verdade – disse Finn rindo – é por causa de uma garota.

– Ah, é sempre assim. Vou sentir falta dos seus piercings Finn. Você sabe muito bem que eu queria saber como eles ficariam no meu...

– Kurt! Se controle – disse Finn rindo.

– Desculpe – disse Kurt rindo – mas tanto faz, seja feliz com essa menina, Finn. Ela nunca vai te proporcionar a felicidade que eu poderia lhe dar mas fazer o que.

Finn demorou um pouco pra responder, ficou rindo.

– Eu já estava ficando com saudades das suas piadas, cara – disse Finn se acalmando.

– Piadas?? – disse Kurt rindo – Ok estou brincando.

– Eu sei. E obrigado Kurt, seja feliz com o Adam. Até eu me arrepio com o sotaque dele.

– Todos se arrepiam, Finn. Todos se arrepiam – disse Kurt sério, mas depois riu.

Depois disso os dois ficaram em silêncio, fazendo a prova.

Kurt terminou a prova primeiro, colocou um papel em cima da mesa de Finn, depois se levantou e entregou a prova pra professora.

Finn viu que Kurt estava esperando que ele lesse o papel, e quando abriu estava escrito:

Se essa menina te der o fora, me liga.

Finn começou a rir, assim como Kurt. E então Finn sussurrou para que Kurt fizesse leitura labial

Eu vou contar pro Adam!

Kurt riu, depois acenou e foi embora.

Pouco tempo depois, Finn terminou a sua prova. Ele estava confiante, realmente tinha achado que foi bem.

Saiu da escola e foi dirigindo tranquilamente até a cafeteria. E lá dentro, ligou para Quinn.

Como foi? – ela perguntou.

– Muito bem! – respondeu Finn.

E é só por isso que você está todo alegre? – perguntou Quinn.

– É que um dos meus melhores amigos também ficou de recuperação em história. Fazia muito tempo que eu não falava com ele – respondeu Finn.

Eu o conheço? – perguntou Quinn.

– Não sei, sabe quem é Kurt Hummel? – perguntou Finn.

Hummel... Sei quem é sim! Uma vez ele disse que se ele fosse hétero ele super ficaria comigo – disse Quinn rindo, e Finn também riu.

– O Kurt é um barato. Ele me assediou hoje, mas deixei bem claro que eu estava com você – disse Finn.

Tenho certeza que você quase caiu nas tentações dele – disse Quinn rindo.

– Há, que engraçado – disse Finn – Quinn, ficou pronto as coisas que eu pedi, daqui a pouco eu estou aí, ok? Tchau – disse Finn desligando o celular.

Finn havia estacionado o seu carro do outro lado da rua, mas não conseguia atravessa-la. Apesar de ainda ser cedo, vários carros passavam por ali.

Finn estava distraído em seus pensamentos. Muitas coisas acontecendo em um único dia. Era bom demais para ser verdade.

De repente, tudo ficou preto para Finn. Tudo o que ele escutava eram gritos que foram ficando abafados até tudo ficar em um silêncio completo.

...

Quinn já estava ficando impaciente no quarto, então resolveu ligar a televisão.

Ficou surpresa em ver que a primeira notícia da manhã era uma tragédia.

A repórter dizia:

Houve um acidente de carro muito grave nessa manhã. Um motorista muito alcoolizado atropelou um rapaz, o motorista estava a 120 k/h. E era uma das ruas com mais comércio na cidade! Poderia ter tido mais vítimas. Infelizmente, o rapaz atropelado não resistiu aos ferimentos, enquanto ao motorista também não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

“Nossa que horror” – pensou Quinn.

O celular de Quinn começou a tocar, apesar de não conhecer o número, atendeu.

Com quem eu falo? – perguntou a pessoa.

– Quem fala é Quinn Fabray, aconteceu alguma coisa?

Você conhece Finn Hudson? – a pessoa perguntou.

– Sim, eu conheço – Quinn respondeu.

O seu número é o último que ele fez uma chamada. O Sr. Hudson sofreu um acidente nessa manhã, Srta. Fabray, você poderia comparecer ao hospital?

Quinn deixou o celular cair. Não podia ser. Podia? O rapaz que morreu, ser o Finn?

Quinn desceu correndo as escadas da casa de Finn, encontrando a mãe do mesmo na cozinha.

– Carole! Carole! – disse Quinn, que já estava chorando.

– Quinn? O que você está fazendo aqui? O que aconteceu, por que está chorando? – disse Carole com uma preocupação evidente na voz.

– O Finn está no hospital! Acabaram de me ligar!

Carole não disse nada, apenas pegou as suas chaves e foi correndo para fora, fazendo um gesto para Quinn segui-la.

Ao chegar no hospital, ambas entraram correndo. Carole foi direto à recepção, enquanto Quinn não parou de correr. Seria muita coincidência? Poderia ser coincidência. Sim, Finn pode ter sofrido um acidente, mas não significa que ele seja o rapaz que morreu.

Quinn parou e bem na hora escutou uma conversa entre dois policiais.

O rapaz que morreu essa manhã está em qual quarto?” “As enfermeiras disseram que era no 21”.

Quinn voltou a correr. Precisava achar esse quarto.

O quarto 21 era o último do corredor. Quando ela abrisse aquela porta, ela finalmente ia saber se Finn estava vivo ou não.

Quando abriu a porta, ficou deprimida com o que viu.

Um quarto completamente vazio, só havia um corpo na cama, coberto com um lençol.

“Não deve ser o Finn, não deve ser o Finn” – Quinn ficava repetindo esse pensamento.

Foi quando Quinn percebeu que um dos pés estava para fora.

“Não é o do Finn, não é o do Finn...”

Quinn começou a perder o ar, junto com a sua força. Caiu de joelhos e começou a chorar descontroladamente.

No tornozelo direito estava tatuado o número 37.



Motorista alcoolizado: Sam Evans

Notas finais
Se você não é o Drake e leu essa fic,eu ficaria grata se você comentasse o que achou dessa fic.E você Drake, gostou? Happy Birthday!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!