Notas iniciais
Mais um capitulo quentinho para vocês!!

Parti pela manhã. Madalena preparou para mim uma mochila, com roupas, comida, uma corda e alguns objetos que eu iria precisar, mas ela não me daria, então tive que invadir a cozinha no meio da noite e pegar uma faca, uma colher e álcool.

Fui em direção à cidade que ficava a alguns quilômetros ao norte. Chegando lá comecei a procurar por uma pessoa, eu sabia que ela me ajudaria. Continuei andando, entrei em uma lojinha.

“Boa tarde, posso lhe ajudar?” perguntou a vendedora.

“Na verdade pode sim. Estou procurando uma pessoa, um homem. Seu nome é Julian D’aurora” respondi.

“Acho que me lembro de ter visto o jovem Julian na biblioteca, nunca vi menino que gostasse tanto de ler quanto aquele” agradeci a mulher e fui em direção à biblioteca que havia no centro. Entrei e perguntei a uma funcionaria se ela tinha visto um jovem entrar aqui, ela disse que sim e indicou o caminho. Segui pelos corredores que ela mandou e logo o vi. Aproximei-me dele bem devagar. Julian é um jovem bonito, é alto, tem cabelos dourados, olhos verdes escuros e muito penetrantes, além de ser musculoso e ter um sorriso de matar ele tinha a voz rouca e quando sussurrava enlouquecia qualquer um. Não que gostasse dele ou algo do tipo, Julian e eu somos apenas amigos e devido a minha situação de vida relações acima da amizade não existiam.

“Lasley Brooks. A que devo a sua presença?” disse Julian com sorriso.

“Julian D’aurora. Preciso de um favor amigo. Um grande favor e não tenho tanto tempo.”

“Eles estão aquí? Como chegaram aquí tão rápido?” ele perguntou preocupado.

“Sim e não sei. Mas preciso que me ajude, quero seu cavalo, uma indetindade falsa e talvez um passaporte. Vou sair do país, vou para Vegas. Sera quase impossivel ele me encontrar lá.” Pedi.

“Mais alguma coisa querida?” me olhou com ironia em seus olhos.

“Dinheiro”

“Quando precisa de tudo isso?”

“Hoje, no máximo as três da tarde”

“Então me dê licença que preciso trabalhar” falou se levantando e saindo. Julian é o que pode se chamar de hacker. Tudo o que você precisar ele consegue. Dinheiro? Ele invade um conta bancaria, codifica tudo e ai depois ele pega todo o dinheiro que havia lá e passa para um cartão. Identidade? Simples, tendo internet e uma copiadora e ele tira ate o meu passaporte. Porque um cavalo e não um carro? Bom, primeiramente eu morava em Belo Horizonte, no Brasil, quando fiz 15 anos, minha mãe me mandou para um colégio interno na Australia. Ela dizia que eu tinha que fugir, que não devia confiar em ninguém e que se algum dia eu encontrasse um homen com a marca de um raio cortado por um “X” na mão eu deveria correr e nunca mais parar. Depois disso, eu só fugia, achava um lugar para me esconder e rezava para que eles não me encontrassem. Agora tenho 18 anos e continuo fugindo. Mas apesar de tudo eu não sei o que eu sou, mas sei que não sou humana. Lembro de um episodio em que essas pessoas colocaram fogo na cabana de palha enquanto eu dormia, mas quando as chamas tocaram minha pele eu não senti dor, pelo contrario, senti um calor reconfortante dentro de mim, me senti bem. E ai eu acordei e vi tudo pegando fogo, mas não entrei em desespero apenas observei as coisas queimando a minha volta. Mas voltando ao porque de eu querer um cavalo, é que eu estava em uma cidadezinha do interior da Europa, a cidade meio que tinha parado no tempo, achei que seria difícil me achar aqui, mas pelo jeito eu estava errada.

Não demorou muito para Julian voltar com tudo o que eu havia pedido. E assim comecei a fugir novamente.

Notas finais
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