“O que eu estava pensando?” Eu me perguntava enquanto corria para nosso salão comunal. “Porque eu fui sincera?”; “Porque eu não mantive a fachada e menti como sempre?”.

Quando entrei no salão comunal vi Ron sentado no sofá com Lilá, sua mão estava na perna dela e ele sussurrava em seus ouvidos. Eu ia para meu quarto, me esconder e ficar lá para sempre, porém antes que eles me vissem, eu sai.

Dei alguns passos sem rumo e decidi ir até o banheiro dos monitores no quinto andar. Eu iria precisar da senha que felizmente Harry havia me dito.

Quando cheguei à porta aproveitei que ninguém estava passando e entrei, a senha funcionara perfeitamente. Abri algumas torneiras aleatórias e enquanto enchia fui atrás de uma das muitas pilastras e tirei minha roupa. Murta estava lá e enquanto eu entrava na água perguntou quem estava ali, quando me identifiquei ela disse que voltaria depois, não tinha interesse algum no meu banho.

Eu e mergulhei não só na água como em pensamentos.

Eu sabia a resposta para todas as minhas perguntas: Eu não estava pensando, eu queria que ele fosse sincero também, e eu queria, não só saber o que ele achava de meus sentimentos, como dar a ele um motivo para pensar em mim.

Não tinha muito tempo que eu estava ali, mas decidi sair. Se alguém me pegasse eu iria arrumar problemas, e eu já havia colocado a cabeça no lugar. Sai da água me enrolando na toalha quando ouvi um barulho e me virei. Meu coração vacilou e acelerou. Draco.

Eu corei fervorosamente, mas antes de eu ter uma reação ele deu um passo para trás e escorregou no chão úmido pelo vapor, caindo sentado. Com a toalha presa em baixo dos braços eu me aproximei e estendi a mão para ajudá-lo. Ao invés de se levantar ele me puxou. Apertei os olhos.

Eu cai apoiada nele, que ainda estava sentado, apoiando as mãos no chão e o rosto... O que? Eu abri os olhos e fitei os orbes azuis que sonhara conhecer, mas que nunca ousara imaginar tão perto. Senti o hálito gelado e refrescante e a maciez de seus lábios. E em um lapso desejei fazer daquele momento o melhor. Fechei os olhos.

Passei a língua por seu lábio inferior e abri um pouco os meus rapidamente senti sua língua na minha, e sua mão na minha cintura. Apoiei-me em apenas uma mão e passei a outra pelo seu cabelo agarrando-o e o trazendo para perto, a mão em que me apoiava escorregou, ele bateu as costas no chão rindo comigo entre beijos.

Paramos sem ar e eu me afastei, eu ainda estava só de toalha e corei com esse pensamento. Eu sabia que Murta logo estaria ali. Apoiando-me na parede eu levantei e me vesti atrás da pilastra, sem que ele me visse com isso o ouvi bufar e ri baixo.

Quando sai ele ainda estava no chão e vir-lo-lo trouxe seu sabor a minha boca, suspirei alto, e ele deu um meio sorriso olhando para mim:

— Ah! A grande Hermione Granger estava errada a final! – ele falou alto e em tom sarcástico

— Sobre o que Malfoy?

— Hum... Eu não estava na biblioteca pelos livros...

— Eu sei...

— O que vamos fazer?- Ele perguntou de repente sério.

— Temos três opções. – Vi que ele prestava atenção e continuei – Primeira: Fingir que nunca aconteceu e continuar agindo... Normalmente; Segunda: Podemos... *Cora* Ficar juntos escondidos; Terceira: Se assumir para todos e enfrentar as consequências juntos...

— Eu gosto da segunda – ele disse levantando

— Você sempre escolhe a segunda opção? – Perguntei emburrada.

Ele se aproximou e me abraçando pela cintura, sussurrou em meu ouvido:

— Você sempre foi a minha primeira opção, a única.

— E enquanto a Pansy? – ele me largou, virou de costas e bracejou:

— Só uma distração. Você sabe o quanto é ruim amar a sangue-ruim irritante de Grifinólia que ainda por cima é a melhor amiga de Harry Potter?

— Quem você esta chamando de irritante?

— Viu? Eu digo que te amo e você só ouve que é irritante!

Eu sorri, logo estava rindo e quando vi, gargalhando, ele bravo me perguntou:

— O que é tão engraçado? – Eu o abracei sem ar de tanto rir

— Eu também amo você é só que é *respira* difícil acreditar que você também me ama.

— O que vamos fazer? – Ele perguntou de novo me inebriando com seu hálito

— Eu gosto da terceira opção – Eu disse fitando seus olhos.

Ele abraçou a minha cintura e em seus braços tudo parecia possível.

— Ainda não – Ele disse sério.

— Por quê? – Perguntei me afastando para encará-lo.

— É difícil você sabe disso.

— Eu vou enfrentar qualquer coisa para ficar com você!

— Ainda não.

— Está bem então. – Disse me soltando e saindo

— Hermione...

De costas para ele, eu sorri. Ele nunca havia dito meu nome tão ternamente... Mas espera aí! Eu estou brava! Muito brava... Mas continuava sorrindo por dentro.

Notas finais
comentem... rs