Fugindo da Realidade
20 Sente-se. Cap. 20
Notas iniciais
Sophia
Acordei, minhas costas doem, abro os olhos, minhas costas doem ALGUÉM-ESTÁ-OLHANDO-PRA-MIM. É o Dylan.
– Não se assuste –Diz Dylan
– Desculpa
– HAHAHAHAH Isso foi engraçado, você arregalou os olhos apavorada
– Para seu chato
– Como foi a noite ?
– Bem
– Hm, você pode ficar aqui ate a hora do almoço.
– Ok
– Para onde você vai depois ?
– Qualquer lugar menos para casa.
– Porque ?
– Não quero voltar para lá
– Uma hora você vai ter que voltar, acha que eles vão chamar a polícia ?
– Acho que sim
– Então é melhor você voltar
– Não tenho medo da polícia
– Desculpa senhora rio na cara do perigo, onde vai ficar hoje ?
– Na rua, vou me drogar
– HAHAHAHA Aham, e eu vou para o circo
– Então melhor preparar as malas
– Se você quiser, tenho droga aqui
– Mentira, Sério ?
– Aqui nessa cidade todo mundo tem droga em casa
– Porque não estou surpresa ?
– HAHAHAHA, Quer ?
– Não obrigada.
Liguei o rádio, estava passando a música “Work” comecei a dançar meia sem jeito, uma dança sem passos, só me remexendo, meio que me sinto livre quando ouço/canto/danço músicas, era tudo o que eu precisava no momento, Dylan me olhava como se eu fosse maluca.
– Acho que alguém por aqui já se drogou hoje
– WORK WORK WORK WORK WORKING ON MY SHIT
– Qual seu problema ?
– Vem dançar
– Eu não sei dançar
– Se mexa, use as mãos e os pés e pronto
Dylan saiu do lugar, mexia os pés e sorria, a gente girava, eu cantava como se fosse minhas últimas palavras, Dylan desengonçado ainda estava se remexendo quando o pai dele abre a porta do quarto.
– QUE VIADAGEM É ESSA ?
Dylan desligou o rádio bem rápido e o olhar feliz se tornou em um olhar de ódio/vergonha
– Eu só estava ...
– Não precisa falar, eu vi – Interrompeu o pai dele
– A gente só estava se divertindo – eu falei.
– Seria divertido se vocês estivessem fazendo sexo, agora cale a boca.
Não sabia o que falar, mas senti raiva, muita raiva.
– Se eu ver você fazer mais uma coisa dessas você será expulso, não sustentei filho para ser viado. – continuou ele
– Cale a boca você. – falei
Dylan me olhou, o pai dele me olhou com um olhar surpreso e de desaprovação.
– Aqui mulher não tem opinião garota, se você mandar eu calar a boca de novo eu expulso você também.
– Que eu saiba aqui é do Dylan
– Ótimo, ele expulsa você. Dylan ?
– Cala a boca Sophia – Dylan falou
– Ah, perguntou o nome antes de fazer sexo filho ?
– Pai, saia daqui.
– Boa transa – Disse saindo do quarto.
– Ele é assim sempre ? – Perguntei.
– Sempre – Disse Dylan
– Você não pode deixar isso, a gente só
– Sophia, agora não. – Dylan me interrompeu
Arrumei a cama, a tarde vou na casa da minha vó, ela quer falar comigo, deixei o endereço da casa dela no quarto da minha outra vó, mas acho que tenho no celular, mesmo com a tela quebrada da para ver, acho que vou com ela para a capital, para ela vim da capital para uma merda de cidade dessa deve ser algo importante.
John
Acordei, liguei para a Sophia, nada. Liguei para a Halana, ops, o pai de Sophia, ele me atendeu.
– Sophia está ai ? – Perguntei.
– Não, achei que ela estaria ai com você.
– Não.
– Dylan – falamos juntos.
– Droga – falei
– Você sabe onde ele mora ?
– Não, mas não deve ser longe daquele bar, ou eu posso rastrear os dados daquele rede social quando ele me mandou mensagens.
– Assim que conseguir me avise.
– Ok, espero que ela esteja bem
Desliguei. Se acontecer algo com a Sophia eu nunca mais vou me perdoar, o mínimo que eu poderia fazer era achar ela, mas acho que isso só iria piorar a situação, foda-se. Vou achar o Dylan.
Instalei o programa hack, agora é só esperar algumas horas.
Pai de Sophia
Acordei, quer dizer, não dormi. Hoje iria procurar a Sophia por todos os lados dessa cidade, procurei no anúncio de jornal para saber se tinham achado uma garota, mas nada. Nessa cidade tem muita gente morando na rua então fica difícil
Algumas horas depois consegui falar com o John pelo telefone, espero que ele ache onde é a casa do Dylan, não vou deixar barato para esse garoto. Sai pra procurar com minha irmã por algumas horas, deixei o Ren e minha mãe procurando em casa para ver se acha alguma pista ou se ela chega.
Quando voltei para casa o Ren está do lado de fora a minha espera.
– A SOPHIA USA FRAUDAS, A SOPHIA USA FRAUDAS.
– O que ?
– Encontrei fraudas no quarto da Sophia
– Não, aquilo não é fraudas Ren.
Absorvente ! Sophia está menstruada e deixou os absorventes em casa, provavelmente Dylan não tem absorventes e ela não levou, ela vai ter que voltar em casa para pegar, nunca pensei que ia dizer isso mas: Salvo pela TPM.
– Coisa de menina Ren.
– Encontrei outra coisa – Disse Ren empolgado.
– O que ?
– 10 balinhas
– Ela tinha 10 balinhas ?
– Não, você tem que me dar 10 balinhas para eu contar o que é.
– Ah, ok, te pago hoje mais tarde.
Ele me mostrou, um endereço ! Mas não é endereço da casa do Dylan, é um endereço de um hotel, só pode ser onde a avó dela está hospedada. Celular tocando, John.
– Encontrei – Disse John
– Me passa por mensagem, você quer vir comigo ?
– Melhor não. Boa sorte.
– Obrigado.
Sophia
– Dylan, será que você teria ... Absorvente ?
– Suponho que seja uma pergunta retórica.
– Então acho melhor irmos para a casa da minha vó o quanto antes.
– Irmos ?
– Não quer ir comigo ?
– Então eu vou
– Não precisa. Não precisa.
– Agora eu vou, mas vamos a pé.
– Ok
Pai da Sophia:
Pego um carro emprestado para ir na casa desse moleque, depois vou lá na avó da Sophia. Chego.
– Aqui é a casa do Dylan ?
– Sou eu, porque ?
– Aqui teria um adolescente chamado Dylan ?
– Meu filho, porque ?
– Minha filha está aqui. – Digo entrando na casa.
– Primeiro lugar, saia daqui agora ou se não vou apelar pela minha arma, em segundo lugar, sua filha prostituta já saiu daqui faz alguns minutos.
– NÃO CHAMA MINHA FILHA ASSIM
– O que você vai fazer ?
Pego a faca, melhor não, preciso ir a casa da avó da Sophia, antes que ela conte tudo. Saio correndo e entro no carro.
– VIADO – O Cara grita.
Sophia:
Chego no hotel da minha vó, me despeço do Dylan, entro.
– Sophia ?
– Oi
– Sophia – Diz ela tocando em meu rosto de um jeito assustador – Você é a cara de sua mãe, você. – Começa a chorar.
– Você teria algo para minha falar ?
– Sente-se.
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