Fugindo Da Morte

2 Uma segunda chance


Notas iniciais
Por favor comentem! Mesmo que não tenham gostado, criticas também são boas para a evolução! Ass: Filha do mundo

Como foi? Bem, foi rápido, sem dor. Eu pensei que iria cair no chão, gemer de dor. Muitos dizem que quando estão a segundos da morte, a vida passa pela cabeça , bem amigos, não foi assim. Quando me dei o tiro, não cai no chão, fiquei de pé, olhando todos olhando para meus pés. Eles deveriam estar olhando para mim, e de novo eles não estavam olhando para mim! Eu tinha me dado um tiro certeiro na cabeça , eu deveria estar morto, e estava de pé e não mereço atenção, poxa! Eu não conseguia escutar nada, mas pelas suas bocas, acho que estavam gritando. Não sabia por que estava de pé. Eu não poderia ter sobrevivido a uma bala na cabeça, mas por alguma razão, eu sabia que estava morto. Sei lá, talvez a sensação que toda cor tivesse enfraquecido, tudo era tão silencioso e mais frio e sombrio, eu estava leve como se todos os meus órgãos tivessem saídos, o que infelizmente, eu acho que é verdade. Depois de uns prováveis 2 minutos que mais pareciam 20, me arrepiei, tudo ficou mais sombrio ainda. Em questão de segundos , uma figura estava em minha frente, me encarando. Bem, eu não sei como descrever ele. Não dava para ver seu rosto, mas algo me dizia que não era humano. Só ele conseguia me ver, e isso só me dava mais medo. Sua roupa era preta, dos pés a cabeça, como uma capa. O capuz cobria seu rosto, e algo me dizia que eu não gostaria de velo. Era alto, uns 20 centímetros mais alto que eu. Algo nele me arrepiava nele, ou melhor, tudo nele me arrepiava.

Eu não conseguia me mover, nem falar. A “criatura” ficava me estudando, era assustador. Depois de um tempo, percebi que não conseguia mover meus pés, não dava para fugir. Ele não ia falar, era melhor eu tomar a iniciativa. “Você esta me vendo?” Nossa! Observando isso agora, essa pergunta foi estupida. Claro que ele estava me vendo! Ele não respondeu, apenas fez um pequeno movimento na cabeça, indicando sim. “Quem é você? Por que só você está me vendo?” Eu estava tremendo, eu tinha um palpite de quem ele era, mas não queria aceitar isso. Ele demorou um pouco para responder “Quem sou eu?” respondeu ele. Sua voz era áspera, profunda, com um toque de melancolia, fazia eu me arrepiar, ele continuou “Sou o cara em que todo mundo teme, venera. Sou os piores pesadelos de muito, sou os olhos que muitos temem, pois nele se vê o sofrimento, a angustia, os pecados. Minha voz é cheia, aparecendo nos piores pesadelos de muitos, alguns me veem como uma sombra, outros como um monstro, e outros, como o nada. Eu sou o tudo e o nada, eu sou o fim...” O medo me tomou, minhas suspeitas aumentaram. “Você não respondeu a minha segunda pergunta” mesmo não querendo saber a responda, perguntei “Só eu consigo o ver pois os vivos me temem tanto que bloquearam seus olhos para ver espíritos, tolice em meu ver, mas talvez seja melhor assim” Como assim os vivos? Se os vivos não podiam me ver, quer dizer que eu...

Eu olhei para baixo, como os olhos arregalados, e um arrepio percorreu meu corpo. No chão, em baixo dos meus pés estava um corpo ensanguentado, sangue jorrando pela sua cabeça, o chão sujo. Era eu, eu morto. “Eu... eu... eu estou morto, maas como? Como eu estou aqui então?” Perguntei “Você esta morto, esse é seu espirito” “Então você é a...Morte?” Era agora, minhas suspeitas estavam ditas “Muitos me chamam assim, mas toda religião me da um nome, e as vezes, até mesmo uma outra personalidade” “Mas então qual é seu verdadeiro nome?” “Meu nome? Eu não tenho nome! E o que adiantaria ter? ninguém me chamaria assim” “E agora, você vai me levar?” Eu tive medo dessa pergunta, mas precisava perguntar. “Seu espirito ficara aqui, pois cometeu suicídio, ha 13 anos você recebeu um presente, a vida, você não a usou com sabedoria e a desperdiçou. Sua alma agora ficara presa aqui, e depois, se você se comportar aqui durante os anos, você será levado para um lugar bom, se não, ira para um lugar pior. Isso é pelo ‘presente quebrado’” Que?! Não! Eu não podia ficar aqui, precisava sair dali. Eu tinha desistido do meu ‘presente’, da vida, para me aliviar, e não para receber uma punição, não, eu tinha que arriscar. Não podia passar anos no lugar da minha morte, vendo o tempo passar, pensando o que eu poderia estar fazendo. “Não! Se você me deixar aqui, eu fujo, não aceito isso, sou uma alma, um espirito, sou livre” Eu tinha quase certeza que embaixo do capuz a morte estava sorrindo, um sorriso debochado. Ele então, levantou seu braço, e saindo da capa, apareceu algo como uma mão, uma mão diferente. A mão era uma mistura de cores, uma parte era negra, outra morena, outra amarelada, uma cor de pele, de homem, de mulher, cada pedaço da mão era diferente. Ela se estendeu na altura da onde teria acertado a bala, que no momento estava lisa, normal, mas assim que a mão chegou perto um furo se abriu. Nesse exato momento senti uma enorme dor na minha cabeça, no local onde a bala tinha atravessado. Nossa, você já teve uma enxaqueca? Eu já tive, doía muito. Tá, para você ter noção, a dor era o triplo de uma enxaqueca no estagio mais alto. Eu me ajoelhei com as mãos na cabeça, gritando de dor. “Você se suicidou com um tiro na cabeça, agora todo o tempo que você estiver aqui, sentira essa dor, como um lembrete” disse a Morte. Ahh, beleza, pensei com ironia “E para onde vão as pessoas ‘boas’?” “Bem, não sei como é, nunca estive lá, mas creio que em sua crença se chame paraíso, como a maioria” “e os ‘ruins’ vão para o inferno, e os que cometeram suicídio vão para o ‘paraíso’ depois de ficar por anos no lugar de seu suicídio?” a Morte deu uma alta risada que ecoou em meus ouvidos “Não, Não. Esse negocio de ‘inferno’ não existe. Quando é suicídio, passam anos no lugar de seu suicídio, revivendo o momento, e depois seguem um caminho para a luz, ou como você chama, paraíso. Os ‘ruins’ passam anos na escuridão revivendo seus piores pecados, depois embarcam em uma jornada por um escuro caminho ate a luz. Alguns ficaram loucos e se perderam na escuridão, mas a maioria encontra o caminho. E os ‘bons’ vão direto para a luz, em um caminho mais claro.” “Então vou passar uns 2 anos aqui e depois vou em busca da luz?” “HAHAHA, não! Muito mais que dois anos! Uns cinco no MINIMO. Todos os dias aqui, pensando em toda sua vida, se arrependendo, vendo o tempo passar e nas coisas que poderia ter feito, com a dor em sua cabeça, sempre te lembrando.” AH! NÃO! De jeito nenhum eu vou passar mais de cinco anos aqui. Tenho que arriscar, já estou morto mesmo, tem que ter outra saída. Pence Winicio, pense... Você pode me desafiar. Uma voz começou a falar em minha cabeça, me incentivado. A voz ficava insistindo, me impedindo de pensar. Olhei para a morte e um pensamento me ocorreu... A voz em minha cabeça eh a morte! Ela quer que eu lute, que eu fuja. Ele esta me incentivando, mesmo sabendo que vou perder. Estou morto, de frente para a Morte. Estou preste a receber uma longa e tortuosa punição. A própria morte esta dentro da minha mente. “Você quer que eu te enfrente?" “Eu nunca disse isso” “Então não era você na minha ment... ah, esquece, eh inútil, terei que ficar aqui mesmo” Fracote. Eu devia imaginar que você não teria coragem para me enfrentar, mesmo já ter te encontrado em seu passado. Você não tem garra, eh igual aos outros, covardes que se rende sem ao menos tentar. De novo essa voz em minha mente. Claro que eh a Morte. Mas não adianta perguntar, ela sempre vai negar. Mas isso quer dizer que eu tenho uma chance de tentar um caminho mais rápido e mais perigoso? Eu quero isso, acho... Eu devo enfrentar a Morte? mas e se eu não conseguir? terei desperdiçado minha unica chance... Ah meu Deus, o que eu faço? Ok, vamos tentar, vou entrar nesse jogo. "E se eu enfrentar você? E se eu pegar um atalho?" "HAHAHA. Como assim? Como você pretende enfrentar a Morte?" Ah, qual eh! Eu também não sei, foi ele que me sugeriu! "Eu também não sei mas... deve ter um jeito" Você pode explorar as sombras, pode ir pelo caminho dos condenados, fugindo de mim, uma caça... Porque ela simplesmente não diz isso em voz alta em? Mas essa não eh uma opção, não vou pelas sombras. Tento falar isso mentalmente para a voz em minha cabeça. Então se renda como os outros. Assim fica difícil! Chega! De agora em diante não vou mais pensar. Meu destino esta nas mãos da minha boca. "Eu posso tentar fugir pelas sombras..." Minha boca solta. “Então vai tentar? Já vou avisando que terá que caminhar pelas sombras para chegar lá, o MEU território, passara por caminhos escuros e que testarão seus medo. Você vai perder, e como punição, você será colocado em uma tortura sem fim, olhara em meus olhos, vera o medo, angustia, sofrimento, e todos os maus da terra. Quer mesmo isso?” Eu quero isso? não sei. Mas não depende da minha mente, depende da minha boca. Tenho duas escolhas: posso ser um inteligente, e pensarei muito a respeito. Ou posso ser um corajoso e fazer o que eh mais perigoso, não pensar e sim agir. “Eu já estou morto, tentarei, se não conseguir, azar, e se eu ganhar, irei para o paraíso, é, será divertido” Falei, e para minha surpresa, com um tom decidido na voz. “Então você prefere arriscar tudo, para uma pequena chance, do que passar alguns anos e já estar com a certeza que chegara? Seus pais estarão lá, te esperando. E se você não chegar?” Não. Morte maldita! Meu ponto fraco. Merda! Mas ao mesmo tempo isso me deu força, coragem. Se eu conseguir, chegarei até eles mais rápido, é isso. “Pense bem” Continuou a morte. Ta, ele quer ou não quer que eu vá? Acho que ele quer, ele esta fazendo isso porque sabe que no fundo eu também quero. “Um passo em falso e você se perdera, irei tortura-lo, irei encenar seus piores pesadelos, se você não cair pela dor, cairá pela loucura. Está pronto para isso?” Sou louco, só pode. Vou enfrentar a morte? Ela pode ser enfrentada, isso já sei, mas ela pode ser vencida? Okay, melhor não pensar mais. Era isso.

Levantei o rosto, para a cara coberta da morte. Acho que já decidi se sou um inteligente ou um corajoso. Com uma força além de mim, falei “Eu aceito, irei enfrentar você, irei enfrentar a Morte, até o fim...”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.