Fruto do Nosso Amor
3 A Noticia
Notas iniciais
PDV Susana
Cerca de dois meses depois.....
Mal começou o dia e eu ja estava acordada. Era cedo, Caspian ainda dormia ao meu lado, em seu sono pesado de sempre. Estava enjoada e sem saber o motivo. Completamente sem condições de sair da cama naquele estado. Preferi ficar na cama e esperar passar. Não passou. Horas depois, Caspian acordou e preparou-se para descer enquanto eu permanecia na cama.
- Você não vem? — perguntou-me.
- Não estou me sentindo bem...
Veio e sentou-se na beira da cama, ao meu lado.
- Posso fazer alguma coisa por você? — pos a mão em minha testa verificando minha temperatura. Fechei os olhos, como sempre fazia ao toque de Caspian.
- Pode ficar despreocupado. — tentei sorrir. — vai ficar?
- Vai depender de seu estado? — respondeu — acha que esta doente de novo?
- É bem improvavel...
- Espero que sim. Bem, se quiser fico aqui com você.
- Pode descer, querido. Você deve estar com fome...
- Tudo bem então. — beijou-me na testa e saiu.
Minutos depois fui atacada por uma vontade enorme de comer morangos. Ao mesmo tempo em que me deliciava com a lembrança de seu sabor, seu cheiro irritou ainda mais meu estomago. Disparei para o banheiro. Ao sair, voltei para a cama mal tendo forças para andar até ela.
Pouco tempo depois Caspian retornou.
- Está melhor?
- Nem um pouquinho. — me arrependi em seguida pela resposta, isso só o deixaria mais preocupado. Um mais ou menos serviria.
- Podia, pelo menos, tentar comer alguma coisa. — sugeriu.
- Poderia, mas só de lembrar do cheiro... — Por mais que tentasse evitar acabei lembrando. Senti o sangue sumir de meu rosto.
- Susana, você está palida! Por favor diga o que posso fazer!
- Ficar despreocupado, já disse. — falei suavemente. — Já vai passar, Caspian.
Suspirou.
- Bom, eu tenho que ir. Pedro e Edmundo estão me esperando. — beijou-me na testa novamente. — Qualquer coisa mande alguem me chamar que virei imediatamente.
- Tudo bem. Vou tentar comer alguma coisa. — prometi e sabia que me cobraria essa promessa.
Saiu. Levantei, troquei de roupa e lavei o rosto. Desci indo até a cozinha. Caspian e meus irmãos já haviam partido e Lucia estava lá, tomando seu café da manhã. Sentei-me à sua frente, servindo-me.
- Está melhor? — perguntou ela.
- Não muito. — respondi.
- Então porque desceu?
- Fome. — bastou para ela compreender. Comecei a comer em silencio.
- O que acha que pode ser?
- Talvez alguma coisa que comi, ou apenas um mal-estar mesmo.
- Hum. — ela parecia querer dizer alguma coisa alem disso.
- Que foi, Lu?
- Hã? Ah, nada.
- Conheço você, Lucia. Pode dizer o que é.
Ela hesitou.
- Bom é que... — parou por aí.
- É que...? — insentivei. Ela mordeu o lábio inferior.
- Pode ser...
- O que?
- Ah...Sei lá...Meu sobrinho. — soltou.Foi como uma luz que fora acesa. Pisquei para me acostumar com a claridade. — Suana, você está palida, o que houve?!
Palida de novo, mas não por causa do enjôo que agora era insignificante. É uma possibilidade muito provavel. E...E...Estou sem ação.
- Que dia é hoje? — perguntei fitando o vazio.
- Vinte do segundo mês. — respondeu unindo a sobrancelhas. Um susto. Não precisava contar, mas contei e recontei. Mesmo com o tempo diferente de Narnia, meu sangramento nuncca atrasou, e agora está atrasado mais de um mês!!!
Bem, eu tinha todos os sintomas, e ainda assim não tinha certeza absoluta. E o que Caspian diria? Sei que explodiria de alegria, mas mesmo assim...
- Susana? — Lucia chamou preocupada com meu transe. Olhei para ela. — O que houve?
- Você pode ter razão. — sussurrei. Lucia explodiu.
- Q-quer dizer que eu...vou ser titia?! Jura? Aiiiii que legal, Susana...
Daí pra frente não prestei atenção no que dizia, tentei sentir meu filho e perguntei a mim mesma se era verdade. Quem respondeu foi meu coração, em algumas batidas ouvi sua resposta.
Tum, tum, tum, tum, tum.
Sim, sim, sim, sim, sim.
Eu...Eu... e-eu vou ser...mãe....
- Tem que contar a Caspian! — berrou Lucia arrancando-me de meus pensamentos.
- Lu, eu quero contar para ele, está bem? — ou seja: fique de boca fechada.
- Tudo bem. — prendia o riso.
- Bom, agora eu vou subir, meu enjôo está voltando, e vou esperar Caspian retornar.
- Tudo bem!
Antes de voltar ao quarto peguei um punhado de morangos. No quarto, deitei na cama e comecei a come-los.
********
Ao pôr-do-sol, os reis retornaram. Caspian veio logo falar comigo em nosso quarto enquanto Lucia saltitava. Ela com certeza estava esperando ele sair para contar à Pedro e Edmundo. Ouvi a batida na porta do quarto e em seguida ela abriu.
- Como você está? — perguntou-me ele.
- Bem melhor. — sorri levantando e caminhando até ele. Beijou-me.
- Lucia disse que queria falar comigo.
- É, eu quero.
- Estou aqui.
Respirei. Era agora!!!!
- Bem, você sabe que eu estava enjoada, não é?
Ele me encarou humorado.
- Sério, você estava? Nem percebi!
Encarei-o. Ele deu aquele sorriso que faz meu coração derreter.
- Enfim, eu estou desconfiando de uma coisa. — "Desconfiando" Argh! eu tenho é certeza.
- De...? — sentou na beira da cama, permaneci de pé à sua frente.
- Lembra de quando fiquei doente, há alguns meses?
- Lembro.
- E você lembra tambem o que você, Pedro, Edmundo e Lucia desconfiavam?
Sua expressão tornou-se surpresa.
- V-você acha q-que está...?
- Acho.
Depois de obrigar-se a respirar ele sorriu levantando e abraçando-me.
- Su, eu não acredito! Você...Você está... — Beijou-me. — Não imagina o quanto estou feliz em saber disso! — Abraçou-me e girou-me.
- Caspian, assim o enjôo piora! — lembrei e ele parou.
- Desculpe. Temos que contar aos outros!
- Amanhã. Você deve estar cansado e eu estou piorando, e acho que Lucia vai nos poupar esse trabalho.
- Ah, Su! — E beijou-me novamente, um beijo mais alegre demorado e sereno
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