No fundo, bem no fundo, pode-se ouvir uma música fúnebre.Uma antiga musica do século XVIII, que dizia a história de um homem. Kevin se inspirava nas notas agudas dos pianos e nos tons mais graves para realizar o seu plano.

Suas sinapses e neurônios fritavam de tanto pensar, não tinha ideia como poderia fazer um bom plano para subir.Tudo que lhe aparecia era ilegal, e ele não podia sujar seu limpo nome.mas viu que era impossível.

O que moveu este sonho de Kevin foi a constante competitividade dele e de seu irmão. Era Johnson, seu irmão. Sempre vencia Kevin em tudo ; na nota das provas, nas corridas, em absolutamente tudo.Até chegar o dia em que Johnson apostou."Aposto que você nunca irá para o espaço; suas notas horríveis nunca lhe permitirão realizar tamanho feito! nunca terás oportunidade de subir".

Johnson morreu aos quatorze anos, num acidente de carro.Mesmo com o ocorrido, Kevin não esqueceu a aposta.E essa aposta seria a única oportunidade de vencer seu irmão, ao menos uma vez.

Compre, beba, trabalhe, estude, faça, digite, coma, prenda, desenvolva, construa, durma, reproduza-se, essas são as palavras que Kevin continuava vendo nas ruas a todo custo.Publicidades ridículas por todas as partes, como aquilo ainda podia acontecer? A cada dia que Kevin via aquelas propagandas, mais ele pensava em mudanças.

Toda a soberania que o homem tem sobre sua mente, sobre seu corpo, sobre seu próprio sistema um dia com certeza irá se revoltar contra o criador.O homem é o criador. Como o homem pode se auto-dividir dessa maneira? Algo tão corrupto, tão sujo.O clima inóspito e fétido das legiões urbanas e grupos étnicos na sociedade.Kevin pensava muito sobre isso.

"Evite pisar na tampa dos bueiros, a tampa pode ficar estendida e talvez o gás não se comporte bem. Para ultrapassar,pule a tampa. Sugerimos isso para evitar sua possível morte".Isso Kevin via todos os dias ao sair de sua casa.

–Dia quatrocentos e oito.Estou cansado, não vejo a hora de ir pra cama dormir. se é que posso chamar aquela espuma velha de cama.Ah, não aguento mais, essas crises psicológicas, não sei se posso continuar com o plano Kevin.Tenho medo. espero que algo me influencie a continuar.Acho que vou tomar coragem e pedir a tal secretária pra sair, sei lá.

Ao sair do apartamento, Kevin vê em sua frente um robô.Ele cheira a óleo quente, e emite sons estranhos.

–O... O... O... O Senhor quer quer quer alguma alguma co coisa?

Era um robô ajudante de 2025. Seu gravador de voz já parecia estar quebrado a muito, muito tempo.

–Não não senhor robô! não preciso de nada. Muito bem! você já é quase um humano, continue assim. Pelo menos você não fuma.

–O Obriga gado , Senhor! te tenha um um bom di dia!

Kevin sai do prédio, acende um cigarro e avança na calçada. Até que um letreiro em Neon lhe chama sua atenção. "Venha! trocamos rosas brancas por rosas vermelhas!"

Aquela placa não parecia ser de uma floricultura.Kevin passou a ter curiosidade para descobrir o que a mensagem no letreiro significava.

–Dia quatrocentos e nove. Continuo cansado, não vejo a hora de ir pra cama dormir. e ainda pergunto se é que posso chamar aquela espuma velha de cama. Vi um letreiro na rua e me interessei vou pesquisar sobre essas trocas de rosas. o que será que tal coisa significa?

No som de Moonlight Sonata, Kevin pesquisa a mensagem do letreiro no computador, e descobre algo incrível.