Notas iniciais
Yo minna! Ana-chan postando *-* Aqui estou eu propondo uma nova fic, mas dessa vez em parceria com a linda Leti-chan (Ameyuri). É apenas um prólogo, um pouco grandinho por sinal, mas espero que gostem *-*. E aqui começa mais uma estória ♥-♥ Boa leitura ♥ P.S: Lucy narrando

– Prólogo -

17 de fevereiro de 2012

Hoje será um grande dia para mim, já que me apresentarei pela primeira vez para uma plateia. Canto desde que tinha 9 anos de idade, mas nunca havia me apresentado para ninguém além de minha família ou amigos. E hoje, aos 17 anos, teria essa oportunidade pela primeira vez. Após eu insistir bastante minha mãe conseguiu que eu me apresentasse no Musical Show Bar (MSB), o melhor lugar para um cantor iniciante se apresentar aqui na cidade de Magnólia, que por coincidência é de uma amiga de infância de minha mãe.

O dia no colégio passou bem rápido e tudo foi como de costume. Andei com os amigos de sempre e me irritei com as pessoas de sempre. Convenci todos os meus amigos a irem hoje à noite ao MSB me ver cantar e todos pareciam empolgados.

Assim que cheguei em casa fui surpreendida por uma cena incomum na sala de estar. Meus pais estavam extremamente sorridentes e ao lado deles estava minha avó materna Marie, que também sorria e tinha um papel em mãos e meu irmão Laxus, que também aparentava estar muito alegre. Não que minha família não fosse feliz, mas eles estavam estranhamente mais felizes hoje. Tudo isso pela minha apresentação hoje à noite? Minha mãe, meu irmão e minha avó tudo bem, mas meu pai achava que cantar era perda de tempo, então o motivo com certeza era outro.

– O que aconteceu? – perguntei morrendo de curiosidade enquanto entrava em casa e colocava minha mochila em cima do sofá. Ao me verem todos vieram me abraçar. Agora mesmo que eu não estava entendendo mais nada.

– Parabéns minha filha, eu sabia que você conseguiria – disse minha avó enquanto me abraçava e sorria docemente.

– Me deixou orgulhoso querida. – falou meu pai com seu jeito sério de sempre, mas aparentando um pouco mais amigável.

– Não estou entendendo nada. O que aconteceu? – perguntei enquanto sorria e Laxus passava por mim bagunçando meu cabelo.

– Você conseguiu meu amor. Hoje chegou sua carta de admissão da Universidade Federal de Fiore. – minha mãe falou enquanto chorava de emoção me dando um forte abraço e minha avó me entregava o papel que tinha nas mãos.

Eu estava sem reação. Li o papel que me parabenizava pela minha admissão na universidade e ao ler aquelas palavras comecei a chorar. Desde muito pequena sonhava em seguir os passos de minha mãe. Estudar Jornalismo na UFF. Mesmo curso e mesma universidade que ela frequentou.

Eu estava tão feliz que não conseguia dizer nada. Nenhuma palavra conseguia sair da minha boca, mas as lágrimas não paravam de jorrar. Fiquei ali por um bom tempo abraçando minha mãe e sorrindo.

____________________

Já eram seis da tarde e minha apresentação começaria às sete. Eu já estava no Musical com meus amigos Levy, Erza, Juvia, Gray, Gajeel e Loki. Não demorou muito e meu irmão chegou com sua namorada Mira. Após todos se cumprimentarem direciono meu olhar para o loiro sentado à minha frente.

– Laxus, sabe se a mamãe já está vindo? Ligo para ela, mas só da caixa postal. – fiz uma cara de triste enquanto observava

– Não, mas não se preocupe, ela não perderia o show da princesinha dela. – ele disse enquanto piscava pra mim.

Conversamos bastante e curtimos a apresentação das outras pessoas. O tempo foi passando. Chegou minha hora de subir ao palco e nada da minha mãe aparecer. Não queria cantar sem ela. Ela é meu porto seguro, não me sentiria bem subindo ao palco sem ter seu olhar tranquilizador e aconchegante direcionado a mim.

– Vai lá Lucy. Aposto que ela chega antes de você terminar de cantar – disse Laxus tentando me encorajar. – Boa sorte.

Todos começaram a me incentivar dizendo que eu já tinha esperado muito por aquilo e coisas do tipo. Decidi então que iria e pedi que Levy gravasse tudo em seu celular. Caso minha mãe não chegasse a tempo poderia mostrar o vídeo para ela depois. Peguei meu violão e fui em direção ao palco.

– Boa noite gente. Meu nome é Lucy e vou cantar para vocês uma de minhas músicas favoritas All about us. Eu a dedico à minha mãe, que por algum motivo ainda não está aqui. Te amo mãe. – falei enquanto mandava um beijo e um sorriso em direção à câmera do celular de Levy, que gravava a cena. Queria que minha mãe soubesse que eu estava pensando nela o tempo todo. Comecei a dedilhar a música em meu violão e a cantar. A música é realmente linda, o que com certeza me ajudou bastante.

Cause lovers dance when they're feeling in love.

Spotlight shinning, it's all about us.

It's oh, oh, oh, oh, all about uh, uh, uh, uh, us.

And every heart in the room will melt,

This is a feeling I've never felt but,

It's oh, oh, all about us.

Concentrava-me em olhar para a mesa de meus amigos. Laxus sorria docemente para mim e pude notar um olhar diferente vindo de Loki. Ele parecia meio abobalhado, o que me fez rir.

Do you hear that, love?
They're playing our song
Do you think we're ready yet?
Love I'm really feeling it
Do you hear that love?
Do you hear that love?

Terminei de cantar, agradeci enquanto era aplaudida e desci do palco. Infelizmente minha mãe ainda não havia chegado, mas pelo menos Levy havia gravado tudo.

– Você foi incrível Lucy – falou Loki enquanto sorria pra mim. Antigamente quando ele falava assim comigo eu sempre me derretia. Já fui apaixonada por ele quando tinha 15 anos, mas não tive coragem de me declarar naquela época e acabei superando.

Todos me elogiaram e voltamos a conversar enquanto outras pessoas subiam no palco. A ausência de minha mãe estava me incomodando. Tentei ligar para o celular dela novamente, mas só dava fora de área ou desligado. Um mau pressentimento me veio e resolvi ligar para meu pai. Fui até o banheiro e disquei os números.

– Oi filha – disse meu pai do outro lado da linha.

– Oi papai. Você sabe onde a mamãe está? Ela não apareceu para me ver cantar e o celular dela só cai na caixa postal.

– Infelizmente não Lucy. Ainda estou no escritório, tive uma reunião de última hora que acabou nesse instante. Estou indo para casa agora. Chegando lá lhe dou notícias. – como sempre ele vivia trabalhando.

– Tudo bem, tchau. – falei e desliguei o telefone. Como ele pode não aparentar preocupação? Minha mãe não é de sumir sem dar notícias. Já está na hora de ir pra casa.

Saio do banheiro e volto para a mesa chamando Laxus para irmos para casa. Ele também estava preocupado com nossa mãe e concordou que fôssemos embora. Eu, ele e Mira nos despedimos de todos e fomos para o carro de meu irmão.

Estávamos chegando à casa de minha cunhada quando o celular de Laxus toca.

– Oi pai. Já estamos a caminho de casa. – de repente Laxus para o carro no meio da rua e sua feição se torna indecifrável. – Como assim? Ela está bem? – nosso pai responde algo que o deixa aparentemente preocupado.

– Ela quem Laxus? – pergunto impaciente.

– Sei onde é. Estamos indo para aí agora. – responde, desliga o celular ainda nervoso e acelera o carro passando reto pela casa de sua namorada.

– Laxus, o que houve? – eu já estava preocupada.

– A mamãe sofreu um acidente de carro. Está passando por uma cirurgia nesse momento. Estamos indo para o hospital. – falou com uma voz fraca.

Nesse momento meu mundo pareceu se desfazer. Minha mãe é meu tudo, meu alicerce, minha luz. Não sei o que seria da minha vida sem ela. Lágrimas começam a sair pelos meus olhos e eu não conseguia dizer nada. Era como se tivessem apunhalado meu coração. Mirajane, que estava sentada no banco do passageiro da frente, também começa a chorar discretamente e coloca a mão sobre o joelho de Laxus tentando confortá-lo.

Chegamos ao hospital e fomos correndo até a sala de espera onde meu pai estava sentando em uma poltrona e minha avó em outra. A sala era de paredes tom nude com móveis brancos. Eu sempre odiei o clima dos hospitais, mas minha mãe precisava de mim.

Corri até minha avó e a abracei com força. Nós duas começamos a chorar juntas. Laxus e Mira cumprimentaram todos e se sentaram em um sofá ali perto. Ficaram abraçados o tempo todo com olhares distantes.

Horas se passaram e ninguém nos dava uma notícia. Meu desespero só aumentava e minhas lágrimas não cessavam. Levy e Loki haviam chegado para me dar apoio. Aparentemente Mira havia ligado para Levy que comunicou todos os meus amigos, mas achou melhor que apenas ela e o ruivo viessem para não tumultuar o hospital. Cada um deles estava sentado de um dos meus lados no sofá. Eu estava com a cabeça apoiada no ombro de Loki enquanto ele segurava uma de minhas mãos com força e Levy segurava a outra. Não sei o que eu faria sem o apoio deles.

Depois de mais uma hora de espera um senhor de cabelos e barbas grisalhas de aparentemente uns 50 anos e que usava um jaleco branco chegou e se dirigiu até o meu pai. Nesse momento me levantei e fiquei ao lado dele.

– Senhor Heartphilia? – perguntou o senhor.

– Sim. Tem notícias da minha mulher? – meu pai parecia desesperado.

– Sinto muito, mas ela não resistiu à cirurgia e acabou falecendo. Ela sofreu um traumatismo craniano e não pudemos fazer nada para salvá-la. Pelas investigações da polícia ela havia soltado o cinto de segurança por algum motivo, já que pessoas do local de trabalho dela disseram que a viram colocar o cinto antes de sair. Eles acham que provavelmente foi para pegar o celular que deve ter caído no tapete e no momento em que ela tirou a visão da estrada o carro dela acabou se chocando com um caminhão que vinha no sentido contrário.

Meu mundo caiu. Minha mãe, minha luz havia se apagado e agora eu me via numa escuridão total. Meu choro se tornou mais forte e soluços surgiram dificultando minha respiração. Minha avó desmaiou e rapidamente foi socorrida por enfermeiros. Meu pai havia se jogado no sofá e estava chorando descontroladamente. Laxus chorava enquanto Mira o abraçava e também chorava. Loki e Levy me abraçaram juntos também chorando.

Parecia que meu coração ia parar de bater. Minha mãe sempre foi o centro de meu universo e sem ela parecia que a minha vida não tinha mais sentido. Como eu posso viver sem ela que sempre esteve ao meu lado para me apoiar e cuidar de mim. Como eu poderia viver sem aquele abraço que só ela sabia dar?

Joguei-me no chão demonstrando meu desespero. Já não aguentava mais ficar em pé sobre minhas pernas. Rapidamente Loki me levantou e me colocou no sofá. O abracei com força, como se minha vida dependesse daquilo. Não podia acreditar que minha mãe não iria aparecer ali e perguntar o porquê do meu choro e dizer que tudo aquilo ia passar, que eu não precisava chorar, que ela sempre estaria comigo, que me amava.

Sabe quando o chão se abre sobre seus pés e você se vê caindo em um buraco sem fim? Você não tem forças para se segurar em algo e se vê caindo cada vez mais até não enxergar mais nada, apenas solidão, dor e desespero. Comecei a lembrar de todas as vezes em que discuti com ela por besteiras e não pedi desculpas depois. Como eu queria poder dizer pra ela que a amava, que ela era a melhor mãe do mundo e que eu sentia muito por todas as vezes em que a deixei triste.

E uma lembrança de quando eu era criança me veio em mente.

Flashback on:

Eu devia ter uns 7 anos de idade e estava sentada na grama de nosso jardim chorando muito porque meu cachorrinho Nicholas havia morrido. Minha mãe foi a primeira a vir me consolar.

– Meu amor, não chora. Agora ele está em um lugar melhor onde ele vai poder brincar com muitos outros cachorrinhos sem cansar. – falou me lançando um olhar gentil.

– A senhora acha? – perguntei enquanto enxugava minhas lágrimas e ela sentava ao meu lado.

– Eu tenho certeza. – sorriu docemente. – E mesmo que ele não esteja mais conosco em presença ele nunca vai sair daqui – falou apontando para o meu coração. – Quem a gente ama nunca morre filha. Apenas sai desse mundo para ocupar um lugarzinho especial em nossos corações. E acredite, de onde ele estiver vai estar cuidando de você assim como ele fazia em vida.

– Você nunca vai me deixar que nem ele não é mamãe? – perguntei voltando a chorar. A ideia de perder a minha mãe sempre mexeu muito comigo.

– Não. E sabe por quê? – neguei com a cabeça. – Porque eu te amo filha e não existe morte que possa colocar obstáculos entre corações que se amem de verdade. Eu posso não estar mais aqui em presença um dia, mas nunca vou deixar de olhar por você e por seu irmão. Meu coração não é mais só meu. Agora ele também é seu e de Laxus. Se um dia eu lhes faltar apenas coloque as mãos em seu coração e a cada batida que ele der será um eu te amo que eu vou estar lhe dizendo. – e me abraçou tão forte que eu tive a certeza de que ela nunca me deixaria.

Flashback off.

Nesse momento meu coração bate freneticamente, como se quisesse sair do meu peito. Coloco a mão sobre ele e falo bem baixinho.

– Eu também te amo mamãe. Muito.

Notas finais
Muito obrigada se você chegou até aqui >.< . E então, conseguimos prender a atenção de vocês? *-* Creio que o próximo capítulo será postado pela Ameyuri, então nos vemos nos comentários? ♥-♥ Até o próximo, Beijocas ♥