Fruto Proibído
4 Sob a Lua
Notas iniciais
O tempo havia passado depois daquele desabafo de Emma, a correria do dia a dia, os compromissos, o trabalho Henry tudo fazia com que ambas estivessem sempre com inúmeras coisas para fazer e conversar parecia algo quase impossível.
A escola estava se tornando até então suportável para Regina, e o trabalho na polícia estava ajudando Emma, a se sentir mais completa. Porém algo faltava em sua vida, não sabia dizer exatamente o que era, mas alguma coisa ainda estava fora do lugar.
Talvez sentisse falta dos pais, ou até mesmo de StoryBrooke, mesmo negando, ali fora o primeiro lar que realmente sentiu como se fosse dela.
Numa noite, Emma chegou tarde, já passava da meia noite, procurou Regina por todo apartamento, porém não encontrou ninguém.
Henry estava dormindo na cada de um amigo, Emma então ficou preocupada com Regina, até onde sabia Regina não tinha amigos em NY e ficara preocupada se algo havia acontecido.
Então seu lado detetive aflorou, quando percebeu que a janela que dava para a escada de incêndio estava aberta, por um momento Emma achou que alguém havia entrado de fora, mas logo percebeu que na verdade alguém saíra.
Por instinto Emma subiu até o terraço, não sabia porque mas teve a sensação que encontraria Regina olhando a paisagem.
O céu estava limpo, e dava para ver todas as estrelas, Regina estava sentada no parapeito do prédio olhando o horizonte.
Emma ficou com medo de assustá-la, tentou anunciar sua presença com algum barulho, mas Regina estava absorta em seus próprios pensamentos.
Emma caminhou um tanto sem jeito pelo terraço, odiava alturas, tentou pular uma das telhas, quando tropeçou e quase caiu.
O barulho fez com que Regina olhasse para trás. – Emma é você?
Emma ainda receosa, estava parada, tentando manter o equilíbrio. Rindo Regina levantou-se para ajudá-la a se aproximar.
Regina, estendeu a mão para Emma, que a agarrou, assim que pode. – Ai. Meu... Deus, Regina por favor... me segura, não.... Não solte....
– Calma, Emma.... rsrsr. Eu não sabia que você tinha medo de altura, disse divertindo-se.
– Eu não.... Você.... Tá maluca? O que faz aqui....
Ao aproximar de um lugar mais nivelado, Regina puxou uma cadeira, oferecendo-a Emma.
– Eu, gosto de vir aqui, o ar fresco me faz bem, falando nisso, você está bem? Perguntou preocupada.
– Sim...eu só não… Não gosto muito de lugares altos. — Você é maluca, afirmou Emma. – Definitivamente Maluca.
– Não chore Swan, não se preocupe que eu não vou deixar você cair, disse Regina impaciente...
– Você tem alguns gostos diferente já te falaram isso?? Emma ainda parecia irritada.
Regina, fingiu não escutar o comentário de Emma, porém começou a puxar assunto, queria saber mais sobre Swan.
– Qual é o seu signo? Perguntou curiosa.
Emma começou a rir, depois daquele desespero, de toda preocupação, de quase cair, Regina simplesmente começava a conversar como se nada estivesse errado, só parecia ser piada.
– Que foi? Perguntou Regina sem entender.
Emma, parou de rir, observando Regina com cuidado, ia responder quando foi interrompida.
– Eu me apaixonei uma vez. Ele era.... Ele trabalhava para minha mãe na fazenda.
Ao ouvir aquilo, Emma, ficou sem reação, não sabia o que dizer, se tecia algum comentário, porém apenas escutou.
– Mas minha mãe.... Cora o matou antes que pudéssemos fugir juntos, concluiu Regina com pesar.
– Isso.... Isso é terrível! Admirou-se Emma.
– É mesmo, concordou Regina. – Foi muito doloroso para mim, mas no fundo eu estava com medo de um compromisso. — Sabe o que mais assusta num compromisso? Perguntou Regina, pensativa.
Emma continuou encarando-a em silêncio, Regina então continuou.
– A sua vida se torna real, não um plano ou algo pelo qual esperava, é real.
Então Regina encarou Emma, dizendo. – Sua vez.
Emma foi pega de surpresa, não apenas pela confissão de Regina, mas também pela pergunta repentina.
– Qual é? Conta alguma coisa, é justo não? Te contei um segredo agora é sua vez. Disse Regina séria.
– Eu não tenho nada para contar afirmou Emma. — É sério, eu não tenho muita coisa para contar, nunca tive muitos relacionamentos, sempre pulei de lar em lar, nunca fixei muito tempo numa casa, e quando cresci... Conheci Neal, e bem não foi bem um romance muito animador. Acabei presa, tendo um filho na prisão.
– Acho que não tivemos muita sorte com os homens não? Disse Regina numa conclusão sucinta.
– É acho que não. Concordou Emma.- Ah não desanime, disse Emma animada, isso é um milagre não? – Quer dizer nós duas aqui, conversando, você não está querendo me matar. Sabe StoryBrooke foi como um renovo, como seu nascesse de novo.
Regina ainda não entendia tanto entusiasmo de Emma, apenas a observava com atenção.
– Venha. Quero te mostrar uma coisa.
Emma a levou a até o subsolo do prédio, na garagem um moto de 500cc toda preta estava estacionada na garagem.
– Espere aqui. Emma sumiu e 10 minutos depois apareceu com duas jaquetas de couro, uma preta para Regina e sua já familiarizada Jaqueta avermelhada.
– Eu não vou subir nessa coisa! Afirmou Regina.
– Porque não? Pra quem estava a 30 metros de altura achei que um passeio de moto não seria problema.
Emma sentou na moto, esperando por Regina.
– Você não vai nem usar capacete? Perguntou preocupada.
– Pelo amor de Deus, vamos. Suspirou Emma se divertindo com a cara assustada de Regina.
Regina olhou intrigada com Emma, ainda não estava entendendo toda a situação, onde Emma queria chegar?
– Ah! Qual é..... Porque está aqui ainda? Por que toda a cena lá em cima? Vamos.
Regina virou os olhos meio contrariada, ainda não estava muito segura se era o certo, mas decidiu não ouvir a razão, seu coração estava mandando seguir Emma, e assim o fez.
Saíram, noite a dentro na cidade iluminada, o vento batendo em seus rostos, Regina abraçou Emma pela cintura, o medo em seu corpo, porém sentia que não era só medo que a estava incomodando-a, próxima ao pescoço de Emma, podia sentir seu perfume, um aroma floral, seu corpo todo estava arrepiado naquele momento, algo dentro dela estava mudando.
– Está muito rápido para você? Perguntou Emma interrompendo os pensamentos de Regina.
– Não. Estou bem.
Ainda conseguia sentir o perfume de Emma, e, por todo o caminho, era apenas isso que conseguia pensar e sentir.
***
Passado algum tempo Emma chegou a Marina da cidade, cortando as trilhas entre os barcos, encontraram um pequeno iate, amarrado próximo aos outros.
Ao entrar no barco Regina sentou-se para poder tirar os sapatos, era difícil andar pelo barco de botas.
– Hum... belo barco, comentou Regina.
– Bonito não? Emma concordou desatando os nós que o prendiam a marina.
– Há quanto tempo tem ele?
– O barco? Rsrs ele não é meu não...
– De quem é? Perguntou Regina preocupada.
– Não faço ideia! respondeu Emma divertindo-se, feito isso, deu partida e saiu mar adentro.
– Você sabe dirigir essa coisa? Regina parecia horrorizada.
– Claro! Mentiu Emma.
Navegaram por um bom tempo, então ao longe da marina, Emma parou.
Era lindo, podiam ver as luzes da marina, os prédios acesos na cidade, as estrelas brilhantes no céu. Era tudo perfeito. E o silêncio da noite, era magnífico.
– Eu... gosto mais de ver as estrelas daqui, disse Emma sincera. – Você quer dirigir?
– Não! Você tá maluca, disse Regina.
Emma estava sentada próximo a Regina, então pegou sua mão, novamente, Regina sentiu o toque suave de Emma, elas se olharam... por um minuto Emma sorriu, acariciou o rosto de Regina então.... Tentou beijá-la
– O que.... Você.... Você enlouqueceu? Perguntou Regina confusa. Não estava entendendo o que Emma estava fazendo.
Emma levantou- se rindo. – Siga a Lua Majestade! Ela mostrará o caminho.
Na ponta do barco, Emma ficou em pé, começando a despir-se
– Emma... Você bateu a cabeça??o que está fazendo???
– Eu vou nadar, disse...
– O que? Tá falando sério.... Tá um gelo na água, afirmou Regina.
– Não... respondeu Emma. – Sim, quer dizer, fica fria no começo, mas depois acostuma e fica boa.
Emma tirou a blusa e a calça ficando só de lingerie, ao observar o corpo perfeito de Emma, por um instante Regina ficou desconcertada... mas depois tentou ser objetiva.
– Emma. Você perdeu seus pais... quer dizer, não que eles estejam mortos, a gente não sabe... é normal... está procurando emoções fortes, você quer se sentir viva. Isso... é normal
Emma, já não estava prestando atenção em Regina e segundos depois pulou no mar.
Passaram-se alguns minutos, e nada de Emma submergir, Regina estava ficando preocupada, será que Emma batera com a cabeça? Ou podia ter se afogado, não sabia se Emma sabia nadar... o medo começou a invadir novamente suas emoções, não a deixando pensar direito. Estava ficando aflita, então pulou na água a procura de Emma.
– Emma.... Emmaaaa, gritou Regina,
– Que foi? Perguntou Emma, aproximando-se dela. – Você não..... Você pulou na água de roupa?
– Ora... eu.... Sua maluca, achei que você estava se afogando, disse Regina irritada. A água estava congelando e cada pedacinho do seu corpo estava arrepiado.
– Você pulou na água pra me salvar? Disse Emma admirada.
– Eu... Regina estava furiosa, bateu na água em direção a Emma, tentando nadar de volta para ao barco.
– Ei!... Calma, espera, Regina..... volta aqui. Emma se aproximou, olhando para Regina, estava sorrindo.
– Espera, tá vendo? Não é tão ruim.... a gente acostuma com a água, fica mais um pouco. – Não está tão gelada....
Emma aproximou de Regina ainda sorrindo, olhava fixamente para ela, suas mãos em volta de sua cintura, Emma tentava segurá-la para que não afundassem.
– Não, está..... Está boa. Concordou Regina. O olhar me Emma a intrigava, o arrepio causado pela agua fria, o perfume de Emma, aflorado agora pelo banho e a ausência de roupas, tudo aquilo mexia com Regina, intrigando-a ainda mais.
Então sem pensar mais, sem saber se era certo ou errado, Regina deixou-se com que seus sentimentos aflorassem, cedendo aos encantos de Emma a beijo.
Os lábios de Emma eram quentes e macio, o frio que sentia pela agua gelada logo deu lugar ao calor do corpo de Emma. Ela a abraçava, acariciava seu corpo, sua cintura, seus seios, tentando desesperadamente tirar a roupa de Regina, por um momento, ficaram ali, como se o mundo estivesse parado e aquele momento estivesse reservado apenas para ao amor de ambas.
Emma pegou Regina pela mão a guiou de volta para o barco, então ali mesmo, com a lua como testemunha começaram a fazer amor.
Regina não sabia o que fazer, nunca havia estava com uma mulher antes, porém Emma, parecia bem à vontade com a situação.
Quando seus lábios novamente se tocaram Regina pode sentir uma corrente elétrica passando por todo o corpo, algo indescritível. Era algo novo e nunca sentido por ela antes, depois de um tempo beijando Emma, era como se suas bocas tivessem sido feitas uma para outra, era algo mágico, como se ambas se encaixassem perfeitamente.
Emma a deitou sobre o piso frio do barco, tirando toda sua roupa, deixando-a apenas de camisa e calcinha, contornando sua cintura com as mãos deu um apertão em seu quadril.
Regina, chamou por Emma, que ofegante apenas disse sim como resposta.
As duas estavam ajoelhadas no chão, Emma beijando o pescoço de Regina, alternando entre algumas mordidas, e leves chupões, embora não cansasse de beijá-la em todos as partes do corpo.
– Emma, pare, eu... não sei.... Isso não é certo, disse por fim.
– Nada é mais certo que nós Regina, então Emma a beijou novamente, com calma e profundamente. Suas línguas se enroscavam, o coração de Regina batia acelerado no peito.
Então Emma pousou suas mãos em suas coxas, fazendo-a enroscar em sua cintura, apoiando-se pelo cotovelo, tentou fazer com que o peso de seu corpo não ficasse todo em Regina. Então passou suas mãos pelo abdômen de Regina tirando sua camisa, revelando seus seios fartos.
Então deitadas seus sexos roçavam uma na outra, Regina podia sentir o calor que emanava daquela parte do corpo de Emma.
Um calafrio novamente subiu por sua espinha, Emma voltou a beijá-la, mas agora seu beijo era fugaz, suas unhas arranhavam suas costas e sua mão apertava suas pernas e sua bunda com desejo.
Emma foi descendo, dando beijinhos por todo o corpo de Regina, dando mordidas em suas coxas. Regina soltou um gemido baixo e rouco, deixando Emma com ainda mais tesão.
Deitada novamente sob Regina, Emma começou a brincar com os dedos em sua entrada, penetrando-a com o indicador. Ao sentir Emma dentro dela, Regina não se conteve, cravou os dentes em seus lábios, para não gritar, o que não adiantou muito quando Emma a penetrou com outro dedo.
Regina gemeu alto, numa mescla de prazer e dor, fazendo com que Emma sorrisse.
Sem se conter mais, Emma abaixou-se tocando seu clitóris com a língua, ficou ali mordiscando sem parar com movimentos rápidos, entrava e saia rápido de Regina, ora com a língua ora com os dedos.
Não demorou muito para que Regina soltasse outro gemido, contraindo os músculos, Emma pode então sentir todo o líquido saindo de Regina.
Emma então voltou-se novamente para os lábios de Regina, compartilhando todo o prazer com ela, ficaram ali ambas ao luar, num mundo no qual só as duas importavam, podia ser errado, mas Regina nunca iria esquecer aquela noite.
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