Fruto, Meu Fruto!

1 Capítulo 1 - destino


O vento soprava forte mais eu não conseguia me mover...

Foram tantos anos sem saber o que fazer e agora ele estava de volta, como se nada tivesse acontecido...

Eu o amei e dei tudo de mim a ele e só a ele mais não foi o suficiente...

“ Não me deixe! Por favo.”

Não fazia sentido todo esse sofrimento agora, e eu não voltaria atrás em minha decisão...

Não!

Desta vez ele não iria me fazer parar. Não desta vez...

Pov Bella

Era um dia como outro qualquer, ao menos eu achei que fosse como outro qualquer.

Sai da escola uma da tarde e fui para casa andando, escutando musica no meu mp3 e sentindo o vento no meu rosto. Era boa a sensação de calmaria e paz interior.

Tudo estava bem em minha vida mais uma vez.

A menos de dois meses eu tive uma complicada depressão por perder meu pai vitima de um ataque cardíaco e me senti muito sozinha por minha mãe não mais falar comigo. Ela me culpava pela sua morte. Ela me culpava, e fazia questão de jogar na minha cara o que pensava a respeito disso.

Mais agora eu estava livre e me recuperando muito bem.

Quinze dias atrás eu fiz dezoito anos e sai de casa. Fui morar com uma amiga minha e seu irmão mais velho que eram emancipados. Foi a melhor decisão que já tomei em muito tempo.

Isso me fez pensar que talvez a culpa pela morte do meu pai não tenha sido totalmente minha como dizia a minha mãe.

Ele teve o ataque no dia após saber que eu estava grávida, mais logo após também descobriu que o pai do meu bebe era o amante da minha mãe.

Agora minha barriga já estava proeminente e era difícil de esconder, principalmente na escola por conta do uniforme escolar que sempre era meio justo pra mim. Bom agora ele não me cabia mais.

Dizem que tudo na vida tem um lado bom, bom acho que o lado bom da minha veio meio defeituoso.

Eu não queria estar grávida, eu não queria o bebe e principalmente eu não queria ter matado o meu pai de decepção, literalmente.

E foi isso que me levou a tomar a atitude de dar o bebe a adoção quando ele nascesse.

A hora de escolher o casal perfeito que ficaria com a criança foi tomada tão rapidamente que até eu me assustei afinal eu não queria que ele ou ela ficasse com qualquer um. Apesar de não querer o bebe eu o queria bem, com alguém que o amaria, com uma boa família.

Todos foram contra a pessoa que eu escolhi para ficar com o meu bebe, mas eu não cedi.

Eu vi a sua foto na ficha e um filme passou pela minha cabeça. Ele com um garotinho passeando pela praça, jogando futebol ou basebol no quintal de uma casinha amarela com cerca branca. Um cachorro chamado Buck e peixe de nome Fish. Ele tinha olhos intensos e um sorriso acolhedor, um sorriso de pai.

E eu decidi que ele seria pai. O pai do meu filho.

Alice ficou preocupada por ele ser solteiro e estar numa lista de possíveis pais adotivos. Mais a assistente social garantiu que ele não era um pedófilo, psicopata ou qualquer coisa ruim, ele era apenas um homem solitário que não podia ter filhos. E eu me senti feliz por dar meu bebe a ele. Um presente que provavelmente chegaria próximo ao dia dos pais. Seria perfeito e seria ... feliz.

Eu faria de Edward Cullen pai.

Os meses foram se passando e o bebe foi ficando maior. Ele chutava e se contorcia todo e eu, apesar de não dizer a ninguém, adora sentir.

Quando o nascimento do bebe finalmente chegou eu pensei em desistir e ficar com ele pra mim, mesmo sendo loucura e desesperador, eu havia me acostumado com ele.

No dia do parto eu o prolonguei o Maximo que pude. Suportei as dores calada e fiquei com meu bebe dentro de mim o Maximo que pude. Eu conversava com minha barriga pedindo desculpas por estar abrindo mão dele e explicava que apesar da forma com ele havia sido concebido, que eu o amava e sempre o amaria.

Quando a Emmett me encontrou deitada em posição fetal no chão do banheiro me pegou no braço e me levou para o hospital. Ao chegar lá a assistente social encarregada do meu caso ligou para o pai adotivo e ele veio correndo participar do paorto, como se fosse realmente seu filho que estava chegando e não o bebe de outra pessoa. Isso tocou fundo o meu coração, porque mostrava que ele já tinha meu bebe como seu.

Entrei na sala de parto as três e quarenta e cinco da tarde e ele apareceu uns cinco minutos depois com as mesmas roupas esquisitas que os médicos usavam, mais eu o reconheci pelos olhos. Os olhos de pai.

Eu nunca tinha o visto pessoalmente, só uma única fotografia a que estava na sua ficha. Ele era bem alto e forte, não tão forte como o Emm, mas ainda assim forte.

Ele segurou a minha mão quando o médico me mandou fazer força e limpou o suor da minha testa me dizendo que iria ficar tudo bem, para ser forte que eu iria consegui.

Quando o bebe nasceu ele tirou a mascara e sorriu pra mim, uma fileira de dentes brancos perfeitos.

“ Ele é lido! É um menino lindo!”

Eu estava tão cansada de fazer força e sentir dor. Num minuto ele estava ao meu lado sozinho e no outro tinha um pequeno pacotinho azul em seus braços. Ele se abaixou e eu pude ver o mais lindo rostinho de joelho que já vi em toda a minha vida. Os olhos estavam fechados e ele estava meio sujinho com uma gosminha marrom, mas era totalmente perceptível seus fios de cabelo castanho, seu nariz arrebitado e os lábios rosados como os meus. Ele era tão parecido comigo.

Agradeci a deus por não ter dado nada do crápula a esse bebezinho imaculado.

De repente meus olhos foram ficando pesados e era difícil deixá-los abertos. Eu estava adormecendo quando algo macio tocou em minha testa.

“Obrigado! Obrigado por me escolher, por me dar esse presente. Obrigado por me dar Charlie!”

Quando eu acordei novamente não tinha mais bebe, não tinha mais nada. Só um vazio que não me deixava respirar direito e foi assim por doze anos.

No decorrer dos anos eu me mudei, fiz faculdade de direito, comprei uma casa na praia em Miami e fiz fortuna.

Tive alguns casos aqui e ali mais nada que me prendesse ou me fizesse querer formar família, ter bebes ou algo do tipo. Geralmente eram transas rápidas ou relacionamentos relâmpagos baseados em sexo.

Todos os dias eu pensava no meu bebe, e as vezes eu podia jurar que o ouvi chamar de Charlie antes de apagar na sala de parto. Mais seria muita coincidência se isso fosse verdade porque Charlie era meu pai. Meu pai.

Não gostava muito de lembrar essa época de minha vida. Ela sempre me arremetia a acontecimentos que me deixavam meio depressiva mesmo eu não conseguindo um dia se quer não sentir aquele vazio, aquela falta. Meu bebe.

Após mais dia tortuoso fui caminhar na praia pra espairecer e esquecer a minha vida como sempre.

Estava parada olhando para o mar quando uma bola veio rolando na areia até meus pés. Ela era uma daquelas bolas de praia coloridas que as crianças adoram jogar pro alto super levinhas de plástico cheias de ar. Ela ficou presa nos meus pés, eu me abaixei pra pegar e tentar achar o seu dono. Foi quando um lindo garoto de olhos de um marrom expressivo, lindos cabelos mogno, lábios rosados e pele branca como o mais puro algodão veio correndo em minha direção. Seu sorriso de dentes brancos e quadrado o acompanhou quando ele parou na minha frente. Ele estava corado e suado da corrida desenfreada.

Ele parou na minha frente e olhou diretamente nos meus olhos.ele deveria ter no máximo quatorze anos, talvez menos. Seus olhos profundos me lembravam alguém que eu já tinha visto antes, mais eu não conseguia lembrar.

“Oi! Acho que você pegou minha bola, moça. Poderia me devolver?”

Quando eu ia entregar a bola ao garoto surge um homem correndo atrás dele e o chamando.

“ Vamos Charlie, seu molenga, não tente me enrolar eu ainda estou ganhando!”

Quando ele parou na minha frente eu o reconheci no mesmo momento. Ele não havia mudado nada nos últimos doze anos.

“Estou indo pai! Apenas um minuto.”

Então eu fiz a conexão. O tempo parou. O vento soprava forte mais eu não conseguia me mover.

Ele estava ali... Ma minha frente... E não sabia quem eu era.

Ele era tão lindo. E tão parecido comigo e com meu pai.

Então o homem que agora era seu pai olhou bem para mim e deve ter me reconhecido.

Seus olhos espelhavam sua surpresa e ele sorriu para mim em reconhecimento. Ela sabia quem eu era.

“Olá, Bella! Você não mudou quase nada. Não gostaria de sentar?”

De repente tudo ficou escuro e eu apaguei.