Fruto, Meu Fruto!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
beijocas e tanks pelos reviews.
N/B Obrigado pela colaboração e força que estão dando na fic. (esta e a da lolita também)
Desculpem não ter postado lolita ainda é que eu sou professora assim como a Sthep e as provas do terceiro bimestre estão ai, é complicado!Mas prometo que no máximo até amanhã de noite lolia voltará para pirar o cabeção do papaiward. gooooood by. rsrsrsrs
Capitulo 2
Eu estava em um lugar bonito, com arvores frondosas e um sol brilhante.
O ar não estava rarefeito e nem seco, tudo estava tão suave.
Eu sabia que não era real porque se fosse real eu não me sentiria tão bem.
Eu podia me ver novamente com dezessete anos, morando com meus pais. Podia ver-me sentada com meu pai na calçada da varanda conversando sobre o dia que tivemos. Minha vida era tão normal e eu não subi aproveitar.
Quando eu fiz dezesseis conheci um cara mais velho que sempre passava perto da escola num cadilac vermelho com a capota baixa e um sorriso brilhante no rosto olhando para mim e minhas colegas que ficávamos conversando na hora do intervalo. Ele sempre parava no final da rua e ficava escorado na lateral do carro olhando para nós. Como éramos adolescentes cheias de hormônio, ficávamos de risadinhas e cochichos. É incrível como eu hoje em dia entendo o quanto eu era idiota.
Um dia uma das minhas supostas “amigas” criou coragem e foi falar com ele e por incrível que me parecesse naquela época, ele disse que queria me conhecer.
Eu fiquei em choque, porque eu sempre me achei a patinho feio do grupo mas mesmo assim ele me notou.
“Oi, sou James! E você, como se chama?”
Eu o conheci com minhas pernas bambas e gaguejando um pouco. E ele me chamou pra sair. Nós fomos a lanchonete próxima a escola, mas pra uma adolescente boba como eu era, foi como r a um restaurante cinco estrelas.
A partir desse dia nós começamos a sair e duas semanas depois de conhecer James, eu sai de casa escondido pela primeira vez.
Eu sei, é meio infantil. Mas eu era infantil! Nunca nenhum garoto tinha chamado realmente a minha atenção e eu nunca realmente chamei a atenção de garoto algum também.
James tinha vinte e seis anos e tinha acabado de sair da faculdade. Ele tinha arrumado um emprego na mesma escola que a minha mãe trabalhava de professor de educação física. Isso facilitava os nossos encontros.
Alguns messes depois eu estava completa e irrevogavelmente apaixonada por James. No nosso aniversário de três messes de namoro escondido, eu disse aos meus pais que tinha um trabalho enorme para fazer com Jessica e que dormiria lá com as outras garotas. Nós armamos tudo, uma amiga mais velha da Jessica fingiu ser a mãe dela e falou com o meu pai. Ele deixou , é claro! Mas era tudo mentira. James me buscou na casa da Jessica, me levou para o seu apartamento e eu entreguei a ele o meu bem mais precioso. A minha inocência.
Os dias após este começaram a passar mais devagar para mim. James estava sempre muito ocupado com a escola e as provas de final de semestre, eu começava a achar que ele não queria mais, mais mentia pra mim mesma dizendo que era só coisa da minha cabeça e que tudo voltaria a ser como era antes.
Um mês se passou e ele só falava comigo pelo MSN ou por mensagens de celular. Quando eu não agüentava mais resolvi ir até o seu apartamento a noite ninguém saber para fazer uma surpresa e tentar resolver o que quer que tenha acontecido entre nós.
Foi fácil passar pela portaria. Cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo. Usei a desculpa que minha mãe que trabalhava na mesma escola que ele tinha me pedido para pegar alguns papeis e outras coisas por que era uma emergência e ela estava me esperando na esquina. O porteiro me olhou meio abobalhado, sem realmente entender nada e eu aproveitei e me esquivei rápido por ele, funcionou.
Ele tinha me dito uma vez quando fiquei trancada do lado de fora da minha casa que sempre guardava uma chave extra debaixo do vaso de flores que ficava ao lado da porta porque ele também já ficará varias vezes na mesma situação. E eu aproveitei a oportunidade.
Abri a porta e fui entrando, escutei um barulho estranho vindo da cozinha. Já devia ser umas onze oras da noite.
Fui devagar, com medo, poderia ser algum ladrão ou alguma coisa assim.
Eu senti meus olhos esbugalhados, minha garganta seca, meu coração parou de bater e me faltou o ar.
James estava atrás de uma mulher apoiada com o tronco rente à mesa, metendo nela sem dó e puxando o seu cabelo com força. Em nada parecia aquilo que tínhamos feito apenas um mês atrás. Aquilo era nojento, asqueroso. Ele a subjugava, a aranhava e batia nela fazendo-a gritar.
Acho que nada poderia ser pior do que perceber que esta mesma mulher era a minha mãe.
Não percebi que tinha ficado lá parada os olhando até o momento em que ouvi uns ruídos estranhos parecidos com um gato engasgado ou algo esganiçando e me toquei que os ruídos eram meus.
Eles pararam com o que quer que estivessem fazendo e ficaram olhando para mim com olhares incrédulos. Não, talvez eu esteja errada. Minha mãe me olhava assim já James mais parecia que iria me matar. Foi a primeira vez que tive medo dele.
“O meu deus! Bella não é o que você esta pensando.”
Porque todas as vezes que alguém pego no flagra fala que não é o que você esta pensando sempre é o que você esta pensando? Isso é tão controverso.
Bom! Eu não me lembro de muita coisa depois disso. Lembro-me apenas de fleches.
Braços me içando do chão. Um carro. Uma porta se abrindo. A voz do meu pai. Meu quarto. Minha cama. Escuro.
Quando voltei, três semanas e meia depois, me disseram que eu tinha entrado em choque por algum motivo mais que não sabiam o porque já que eu não tinha um arranhão.
Eu não conseguia entender muita coisa e não distinguia o que era real do que não era.
Minha mãe ficava comigo o tempo todo dizendo baixo no meu ouvido que foi tudo um sonho ruim e que eu ficaria boa logo. Eles tentaram me medicar mais meu ai não permitiu. Quando eu já tinha me convencido de o que eu tinha visto fora fruto da minha imaginação, levei outro tombo dos grandes. Descobri que estava esperando um bebe.
Eu tinha ido para a escola aquele dia e tinha me sentido zonza, com dor de cabeça e enjoada. Depois da aula de educação física já no vestiário, eu escutei uma menina perguntando para a outra se teria um absorvente para emprestar, porque sua regra tinha chego naquele momento. Eu já não me lembrava mais da ultima vez que as minhas tinham vindo.
Aquilo ficou azucrinando a minha cabeça pela tarde toda. Quando sai da escola fui direto à farmácia e comprei um daqueles testes caseiros baratos. Assim que cheguei em casa, corri para o banheiro e fiz o bendito teste. Apareceram dois traços cor de rosa, após olhar umas quinhentas vezes a bula do teste eu tive que aceitar o fato de estar grávida.
O que seria de mim com um bebe? Como eu contaria aquilo para os meus pais? Como eu contaria isso para James? Qual seria a reação do meu pai ao saber? O que seria de mim?
Eu enrolei o máximo que pude o dia de contar a eles, eu escondia até que bem os sintomas e o fato de eu sempre usas roupas mais largas disfarçou bem as minhas mudanças corporais.
Estava com exatos três meses quando contei tudo. O dia que eu mais me arrependo por ser quem sou de toda a minha vida.
Tinha chego em casa depois da escola e encontrado meu pai sentado na sala assistindo TV com uma garrafa de cerveja na mão. Sentei ao seu lado e chamei sua atenção.
“ Pai, eu preciso te contar uma coisa.”
Despejei tudo encima dele, ele me olhava magoado e ressentido. Seus olhos ficaram tristes e sem vida mais mesmo assim ele me acolheu.
“Vai ficar tudo bem, eu nunca vou deixar nada de ruim acontecer a você meu amor. Não enquanto eu viver.”
Quando minha mãe chegou em casa aquela noite eu contei tudo o que tinha contado a Charlie a ela, mas não foi tristeza ou mágoa que eu vi em seu olhar. Foi ódio e maldade.
Na mesma noite ela foi ao meu quarto tomar satisfações comigo enquanto ela achava que papai estava dormindo.
“ Sua vadiazinha miserável. Ele é meu! Meu , ouviu bem? Você não vai tira-lo de mim. O James nunca seria capaz de tocar em uma criaturinha sem sal como você. Ele me ama! Só a mim e eu duvido que essa peste que você carrega seja mesmo do MEU James.”
Charlie estava parado na porta e ouviu tudo com todas as letras e todos os detalhes. Ela não tinha visto ele parado lá porque estava de costas pra porta, mas eu o via o tempo todo. Eu vi a dor em seus olhos ao ouvir aquelas palavras da boca da mulher que amava. Queria gritar para ela se calar, mas minha voz tinha sumido. Então foi ai que eu percebi tudo que eu jurava ter sido um pesadelo era verdade. James e minha mãe juntos na cozinha do seu apartamento.
Charlie passou dois dias sem falar com ninguém. Na noite do segundo dia um amigo da delegacia m que ele ela o chefe ligou avisando que ele tinha sido levado as pressas para o pronto socorro. Quando chegamos lá ele estava morto.
E eu morri um pouco mais aquele dia.
“ Você o matou. Você o infernizou até conseguir o que queria. Eu o amava e você o matou.”
Ela disse isso durante todo o mês após a morte de Charlie, todos os dias sem esquecer nenhum.
Eu chorava horas e horas na sua lapide todos os dias quando voltava da escola.
“ Não me deixe! Por favo.”
Eu pedia para ele voltar para mim ou me levar com ele.
Em casa ela se tornou agressiva. Deixava-me sem comida ou dinheiro. Começou a levar James para dormir com ela dentro da casa que era do meu pai. Na cama que era do meu pai. No lugar do meu pai.
Eu a odiava um pouco mais a cada dia.
James passou a ser perturbador. Ele me dizia coisas que me deixavam assustadas. Frases com sentido sombrio. Que davam medo e me tiravam o sono.
“ Cuidado por onde anda Belinha, coisas ruins acontecem o tempo todo e não queremos que coisas ruins aconteçam com uma linda jovem esperando um bebe, queremos?”
Eu estava grávida, frágil e muito vulnerável. Agüentei a fome, o medo a secura por dois meses inteiros. Daí veio a minha libertação.
Eu fiz dezoito anos e me mudei para a casa de uma amiga indo morar bem longe.
Alice e Emmett me acolheram sem me julgar. Eu tinha passado para uma boa faculdade, tinha o fundo universitário que tinha juntado com meu pai para me manter por algum tempo.
Eu fui.
Quando se esta por conta própria, apesar de ter amigos que lhe apóia, você sente como sua vida não é fácil. Eu pensava ‘’ se minha vida não é fácil agora, imagina como será quando o bebe nascer? ‘’ Então tomei a decisão de dar o bebe para uma pessoa que pudesse dar conforto e estabilidade que eu não poderia dar morando em uma republica de faculdade.
Foi a decisão mais difícil da minha vida mais eu fiz. Fiz pelo bem do bebe.
James ainda me ameaçava. Não diretamente, mas com indiretas nada sutis durante o tempo em que estive grávida. Ele queria que eu tivesse tirado o bebe desde o começo e eu fui categórica e disse que não.
Alice percebia como eu ficava quando recebia correspondência da minha antiga casa e passou a recolhê-la antes que eu lesse. Ela também me obrigou a conversar com uma assistente social e um psicólogo. Isso realmente foi uma boa idéia. Foi ai que eu conhecia a Tânia. Ela me contou sobre a adoção especificada e que eu poderia escolher os futuros pais do meu bebe. Eu vi varias fichar durante dias e dias. Eu achei uma bem singular de um homem jovem que avia cujos pais tinham falecido que não tinha família, que não podia ter filhos, mas que gostaria de dar um herdeiro para o seu nome.
Edward Cullen era um homem jovem, mas com uma velha alma solitária.
Eu o escolhi e lhe dei o que queria. Vida!
Todo o dia durante os anos que se passaram eu nunca o esqueci.
Eu amei aquele bebezinho mesmo sem querer. Eu o amei com todo o meu ser e tudo que fiz na vida era para ser alguém melhor por ele.
Minha cabeça doía e minhas lembranças atropelavam a minha mente em todas as direções.
Eu não lembrava de muita coisa , mas me sentia diferente. Esquisita pra ser mais exata. Abri os olhos devagar e uma luz forte me encandeou. Fui tentando deixá-los abertos aos poucos. Me vi deitada em uma espreguiçadeira no que parecia ser a varanda de uma casa de praia que não era a minha. Foi então que uma voz de sinos falou.
“ Pai, acho que ela está acordando!”
Notas finais
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