Frozen - White Love

11 Capítulo 11 - O Vestido Branco


Notas iniciais
Enjoy ^-^

O novo conselheiro de Elsa não era tão eficiente como o anterior e tinha mais medo do que o anterior, mas não tentava matá-la e isso era um ponto para ele.

A princesa Anna informou-me que podia estar interessada em voltar aos planos de casamento. — mencionou o conselheiro de cabeça baixa — Devo fazê-lo?

Elsa, sentada no seu trono, ficou de boca aberta com o que o conselheiro lhe tinha dito.

É óbvio que não. — respondeu Elsa imediatamente — A não ser que seja ordem directa da rainha, ninguém fala em casamento.

Mas, rainha Elsa... — continuou o conselheiro, quase a tremer — O senhor Kristoff pediu a mão da sua irmã em casamento.

Elsa levantou-se bruscamente, fazendo o conselheiro dar um passo atrás.

O Kristoff pediu a mão em casamento à minha irmãzinha? — perguntou Elsa, pensando não ter ouvido bem — Porque é que ele não veile não veio falar comigo primeiro!?

Não sei rainha. — murmurou o conselheiro — Quer que o chame para que possa falar com ele?

Elsa suspirou e sentou-se, sentindo a cadeira fria. Ao vê-la congelada, suspirou outra vez.

Primeiro manda uma das empregadas buscar as luvas aos meus aposentos. — pediu Elsa, tentando derreter o gelo na cadeira.

O conselheiro fez uma vénia e desapareceu em cinco segundos.

Vejo que não está muito contente hoje, sua majestade.

Elsa olhou para cima e ao ver Kristoff, o gelo que estava antes a tentar derreter, fortificou-se e começou-se a espalhar pelo chão.

Vejo que já sabes. — disse Kristoff, suspirando — As notícias espalham-se mais rápido do que eu pensei. Então, estás mais chateada por teres descoberto pelo teu novo conselheiro ou pelo simples facto de eu ter pedido a mão da Anna em casamento?

Os dois! — gritou ela, congelando as paredes atrás de si.

Não ia ficar à espera que o Sirius ganhasse coragem para pedir a tua mão em casamento. — disse Kristoff, vendo o gelo na parede a transformar-se em espinhos — E eu sei que quem se casar primeiro é a rainha de Arandelle, mas, francamente, não me apetece nada ser rei. Isso é trabalho para pessoas que foram criadas em famílias da realeza. Sei lá...como o Sirius.

Elsa cerrou os dentes, suspirou outra vez e levantou-se.

Trata disto. — ordenou ela, referindo-se ao gelo que tinha criado.

Com certeza, sua majestade. — disse Kristoff — Mas o que é que faço com o rasto de gelo que está a deixar no chão?

Elsa parou repentinamente, virou-se, olhou para o chão e fechou os olhos.

Trata disto também. — disse Elsa, continuando a andar, extremamente concentrada em pôr um pé em frente ao outro sem congelar o chão.

...

Depois de receber as luvas do conselheiro, Elsa dirigiu-se à sala das costureiras, as quais se vergaram mal viram a rainha a entrar.

Deseja ver alguma coisa, majestade? — perguntou a costureira chefe.

Tinha sido aquela mulher que tinha costurado sozinha, o vestido de casamento da sua mãe e tinha sido planeado para que acontecesse o mesmo, antes de Elsa cancelar o seu casamento.

Já foram informadas de que a minha irmã se vai casar? — perguntou Elsa.

Não, majestade. — respondeu a costureira, enquanto as outras murmuravam entre si.

Ela provavelmente iria comprar um vestido qualquer ao mercado. — murmurou Elsa — Quero que lhe tirem as medidas e lhe costurem um vestido.

Com certeza, majestade. — disse a costureira — Vamos começar imediatamente a tratar disso. A que horas é que a princesa Anna vem aqui?

Não vem. — respondeu Elsa — Vão ter de chamá-la. Digam que é uma prenda da irmã. Façam um vestido que reflita a sua personalidade. O que ela quiser.

Sim, majestade. — disse a costureira.

Quando Elsa estava prestes a sair, algo despertou a sua curiosidade. Havia uma enorme cortina vermelha a esconder uma parte da sala.

Ela foi até lá, passando pelas costureiras que não disseram nada e abriu a cortina pesada. Ficou sem respiração ao ver as dezenas de vestidos de noiva, pendurados à sua frente.

Vocês disseram que não sabiam sobre o casamento da minha irmã. — disse Elsa, sem tirar os olhos dos vestidos, que brilhavam à luz do sol.

E não sabíamos, majestade. — garantiu uma das costureiras mais novas — Esses eram os vestidos para o seu casamento.

Cala-te, imbecil! — gritou a costureira chefe — Volta ao trabalho!

Elsa ignorou as desculpas da costureira nova e da costureira chefe e começou a passar os dedos pelos vestidos suaves. Se analisasse mais a fundo, veria que nenhum deles era totalmente branco. Com certeza não tinham querido reforçar a ideia de que ela podia congelar um reino inteiro.

No entanto, um deles era completamente branco, com pequenos flocos de neve rendados nas mangas. O véu que estava com ele era branco transparente. Ela deu alguns passos em frente e pegou nele, com sorriso na cara.

Esse não foi aprovado pelo seu anterior conselheiro. — disse a costureira chefe.

Claro que não, pensou Elsa ao reparar que os outros vestidos tinham todos luvas à exceção daquele.

Nós fizemos esse a pedido do príncipe Sirius. — revelou a costureira, chocando Elsa.

O quê? — perguntou Elsa, virando-se.

Sim. — confirmou a costureira — Ele disse que os outros vestidos não eram apropriados para o casamento de uma pessoa como a sua majestade. Por isso, fizemos um que lhe agradasse...sabe, porque ele é um príncipe.

Estou a ver. — murmurou Elsa, apertando o vestido contra o peito — Será que posso levar este?

Mas é claro, sua majestade. — respondeu a costureira mestre — Seria uma honra.

Façam o que quiserem com os outros. — ordenou Elsa, a caminho da saída — E não se esqueçam do vestido para a minha irmã.

De maneira nenhuma. — prometeu a costureira chefe.

Será que a sua majestade se vai casar? — disse uma das costureiras.

Não sei. — respondeu a costureira mais nova — Mas, se a princesa Anna se casar antes de a rainha Elsa, isso não quer dizer que ela vai ser a nova rainha de Arandelle?

Caluda! — ordenou a costureira chefe — E de volta ao trabalho! Temos um vestido para fazer!

...

Elsa entrou no seu quarto, ainda com o sorriso na cara e começou a trocar-se. Só quando já estava com o vestido é que notou que a capa era ligeiramente azul. Azul transparente. O conselheiro nunca aprovaria esse tipo de vestido.

Mas Sirius tinha conseguido juntar tudo o que ela mais adorava naquele único vestido. Imaginava-o a dizer cada pequeno detalhe às costureiras aborrecidas com o príncipe intrometido.

Quando ia colocar o véu para ver o resultado final, a irmã abriu a porta, tal como a boca quando viu Elsa com o vestido.

Oh, meu Deus! — exclamou Anna, entrando imediatamente.

Anna, não é o que estás a pensar! — disse Elsa, entrando em pânico — Fecha a porta.

Estás espantosa! — disse Anna, fazendo o que a irmã lhe pedira — É um dos vestidos que as costureiras fizeram para o teu casamento?

Sim. — respondeu Elsa, passando uma mão pelos flocos de neve costurados nas mangas.

Mas pensava que o conselheiro não queria que o teu vestido fosse completamente branco. — lembrou-se Anna — Porque é que fizeram um assim?

Foi o Sirius que pediu às costureiras para fazerem-no. — confessou Elsa, vendo um sorriso a formar-se na face de Anna — Não tem nenhum significado.

Pois. — murmurou Anna sarcasticamente. Quando viu a irmã a começar a tirar o vestido, correu até ela — O que é que estás a fazer!?

Estou a tirá-lo. — respondeu Elsa, como se não fosse óbvio — Não me vou casar.

Mas ainda nem viste com o véu. — protestou Anna, amuando.

Elsa suspirou, apertou os botões que já tinha desapertado e colocou o véu. Quando olhou para a irmã, Anna tinha lágrimas nos olhos.

Anna, o que é que se passa!? — perguntou Elsa, entrando em pânico — Doí-te alguma coisa!? Estás bem!?

Estás linda! — disse Anna, começando a soluçar.

Elsa suspirou, sorriu e abraçou a irmã.

Porque é que estás a chorar, idiota? — perguntou Elsa, com carinho — Tu é que te vais casar.

Anna afastou-se e limpou o rosto. Nem perguntou como é que a irmã já sabia que ela se ia casar.

Mas tu tens de te casar antes de mim! — disse Anna.

Para ser eu a rainha? ha? — perguntou Elsa — Não te preocupes. Eu não me importo de te oferecer o trono de Arandelle.

Não! — exclamou Anna, agarrando os ombros de Elsa — Tens de te casar primeiro porque o Sirius te fez esse vestido!

Bem, foram as costureiras que o fizeram. — murmurou Elsa, corrigindo a irmã.

Precisas de mais provas? — perguntou Anna — Ele ama-te. E, se tu não sentisses nada por ele, não tinhas trazido o vestido para o teu quarto para o experimentares.

Eu só o quis experimentar porque o achei bonito. — explicou Elsa.

Então, agora que já viste como ficavas com ele, vais-te livrar do vestido? — perguntou Anna, afastando-se — Porque, afinal, tu não tens a mínima vontade de te casares.

Anna.

Anna abanou a cabeça e virou as costas.

Parece que afinal eu é que vou ser a rainha de Arandelle. — disse Anna, antes de sair do quarto de Elsa.

Elsa ficou alguns segundos parada e depois olhou para o espelho. Porque é que Sirius tinha mandado fazer aquele maldito vestido?

...

Porque é que mandaste fazer este vestido?

Depois de se mudar, Elsa voltara ao trono com o vestido branco nos braços e mandara chamar o príncipe de Fraziel. Quando Sirius viu o vestido no colo de Elsa, não soube o que dizer.

Então? — perguntou Elsa — Porque é que mandaste fazer este vestido?

Porque achei que os outros vestidos...

As costureiras já me contaram essa história. — disse Elsa, interrompendo Sirius — Mas a verdade é que nem sequer eras um pretendente. Não tinhas nada a ver com o vestido que eu ia ou não ia usar no meu casamento.

Peço imensas desculpas. — murmurou Sirius, baixando a cabeça.

E, quando viu aquilo, Elsa sentiu-se mal com ela própria. Porque é que estava a falar assim com ele?

Eu gostei do vestido. — disse Elsa, timidamente — Usá-lo-ia se o casamento fosse em frente.

Sirius levantou a cabeça. — A sério?

Elsa anuiu com a cabeça e levantou-se.

Posso ficar com ele? — perguntou Elsa, com o vestido nos braços — Caso algum dia decida casar?

Claro! — exclamou Sirius, rindo-se — Posso hipnotizar-te para fazer com que cases comigo!

Mas Elsa não se riu.

Talvez. — disse ela, sorrindo — Talvez possas.

O quê? — perguntou Sirius, parando de rir quando viu Elsa baixar os olhos — Não estás a falar a sério.

Elsa apertou o vestido, levantou a cabeça e sorriu.

É claro que não. É impossível que alguém como tu queira casar-se comigo. — disse Elsa, como se estivesse a contar uma piada — É tudo. Podes ir-te.

Elsa passou por ele, subiu as escadas, entrou no quarto e pendurou o vestido no seu armário.

Anna estava enganada. Sirius não estava apaixonado por ela.

Era uma ideia ridícula. Quando sentiu a neve a começar a cair, suspirou.

Outra vez. — murmurou ela.

Pensei que já tinhas aprendido a controlar os teus poderes. — disse Sirius à porta do quarto de Elsa.

Tinha de começar a trancar a porta, pensou ela.

Aceitar e controlar são duas coisas muito diferentes. — disse Elsa, fechando o armário — Precisas de alguma coisa?

O jantar vai ser servido. — disse Sirius — O Kristoff e a princesa Anna vão anunciar oficialmente o seu noivado.

Apesar de o reino inteiro de Arandelle já o saber. — disse Elsa, juntando-se a Sirius — O ego do Kristoff aumentou depois de a Anna dizer que sim.

Bastante. — concordou Sirius, rindo-se ao mesmo tempo que Elsa, enquanto desciam as escadas — Sua majestade, dar-me-ia a honra de anunciar que vou começar a cortejar a rainha de Arandelle?

Elsa parou bruscamente e olhou para Sirius.

O quê?

Notas finais
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