Frozen Heart
8 Goodbye My Friend
Katarina POV
— Bom dia!! — Diane pulava — Adivinha que dia é hoje??? — Ela ia de um lado para o outro sorrindo — Último dia de aula!! — Ela jogou uns papéis picotados para cima — Uhuuu!
— Para com isso... — Disse com voz de sono — Que horas são? — Perguntei.
— Seis e nove — Ela olhou pro celular — Não, espera. Dez agora — Disse ela sorrindo e indo em direção a porta do quarto.
— Você me acordou seis e dez da manhã, alegre desse jeito? — Eu perguntei com voz de sono.
— Sim! — Ela afirmou saindo do quarto.
Peguei meu celular e tinha vários snaps, inclusive uma solicitação de amizade da Lauren. Estranhei porém aceitei, e me chegou, em seguida, um snap da mesma, me agradecendo pelo o que eu fiz e um de Christer me dando bom dia e um "Muito obrigado". Não recebi nenhum snap do Carter, recebi um do Ben como sempre.
Fiquei rodando na cama por alguns minutos e percebi que eu não iria conseguir dormir mais. Diane idiota. Levantei da cama vestindo uma blusa grande de frio e fui em direção a cozinha do AP, pegando o leite da geladeira, pondo em um copo com Toddy. Amo leite com toddy, me julguem.
A campainha tocou e Diane estava no banho como sempre e cantando alto dessa vez, nunca vi tanta felicidade por estar indo pro último dia de aula. Fui em direção a porta com o copo na mão e olhei pelo buraquinho para ver quem era.
— Luisa? — Eu disse abrindo a porta.
— Oi Kat! — Ela exclamou — Ju disse que não vamos mais morar juntas mas Diane me convidou pra vir morar com vocês. Já que vamos ser da mesma escola ano que vem, nós três! — Ela disse entrando com suas duas malas e sua mochila de acessório.
— Sim! — Eu sorri — Excelente ideia. — Olhei ao redor — Mas acontece que só temos dois quartos. — Afirmei.
— Tendo quarto a gente dá um jeito! — Luisa exclamou indo também em direção a cozinha.
— Ué, não tem maçã? — Ela perguntou.
— E você acha que estou bebendo leite por quê? — Eu disse e rimos.
— Ainda bem que eu já estou arrumada pra escola. — Ela disse.
— Você anda muito expert em arrumação de manhã! — Eu exclamei.
— Quando se trata do último dia de aula, qualquer esforço se torna mínimo, pois vamos ter dois meses sem fazer nada! Glória senhor! — Dizia ela.
— Mas você a Diane ainda tem o trabalho. — Eu afirmei.
— Verdade né, mas.. — Ela disse se sentando no sofá enquanto eu continuava parada no bancada da cozinha.
— E você também né dona Katarina. Que carta é essa? — Ela disse.
— É uma proposta de emprego. — Tomei o último gole de leite, deixando o copo no bancada e indo em direção a ela pegando a carta. — Mas acho que não irei aceitar. — Afirmei.
— Cê tá doida? — Luisa pegou o papel da minha mão — Esse emprego é ótimo! — Disse ela olhando — O salário é bom... — Eu a interrompi.
— Não gente... — Comecei — Eu fiquei de dependência em matemática, ano que vem vai ser um ano corrido por essa causa. E ainda tem as outras matérias, eu preciso de tempo pra focar nos estudos. Sem falar no curso...- Luisa me interrompeu.
— Eu faço curso à noite, você poderia vir comigo. — Disse ela.
— Eu sei... — Comecei de novo — Mas acho melhor não! — Peguei a carta da mão da Luisa e me virei para uma mesinha de madeira em que tinha umas gavetas e guardei.
— Tá né... — Disse Diane.
— Já são... — Olhei pra Diane que riu — Já não né, ainda são seis e meia, era pra eu estar acordando agora! — Eu afirmei — Vou tomar meu banho e me arrumar.
O último dia de aula foi tranquilo. A neve ainda caía, e eu, bom eu... eu estava conformada com tudo que aconteceu. Enquanto Thaly veio direto em mim.
— Kat, você viu a Loyse?? — Perguntou ela.
— Não.. — Franzi a testa — Por quê?
— Ela não chegou até agora! — Afirmou ela.
— A festa de despedida já começou? — Perguntei.
— Sim! — Afirmou ela — Vem, vamos.
Entrei na sala, aonde tinha uma pequena confraternização. Carter estava no fim da sala com Christer e Lauren, me fazendo lembrar se o que aconteceu era verdade ou era um sonho.
Fui entrando e Carter me chamou pra sentar do lado dele, e de imediato, Lauren e Christer foram levantando e vindo até a mim.
— Somos muito gratos pelo o que fez pela gente. — Lauren me abraçou e Christer me deu um beijo no rosto sorrindo.
Eles deram a mão e foram para sala deles, afinal, essa não era a turma deles, era minha turma, de Carter e de Loyse.
— Então... foi verdade mesmo o que aconteceu? — Me sentei do lado de Carter e perguntei.
— Sim. — Afirmou ele.
— Mas eu acordei do nada em outra casa... — Ele me interrompeu.
— Eu sei, Kat. Eu sou a última pessoa que poderia acreditar nesses mitos de deuses e bruxas. Mas sua mãe fez isso. Sei que o dinheiro da sua amiga sumiu né? — Ele perguntava.
— Sim. — Eu disse.
— Pois é, foi sua mãe. — Ele disse — O apartamento e a proposta de emprego.
— Como sabe de tudo isso? — Perguntei.
— Sua mãe, manda de informas pelos seus amigos porque sabe que se falar diretamente com você, você não irá acreditar... — Ele disse e ficou o silêncio enquanto ouvimos as vozes de Loyse e Thaly se aproximando, de imediato, abri minha mochila e peguei uma carta. — O que é isso? — Perguntou ele.
— Uma coisa que eu escrevi pra Loyse. — Afirmei.
— Ela vai embora hoje né? — Ele perguntou.
— É. — Afirmei.
— Loyse, eu te trouxe um ursinho de pelúcia... — Thaly chegava se sentando com a Loyse e dizendo que tinha trago isso e aquilo para ela e eu só tinha trago um pedaço de papel com algumas coisas escritas, nem sabia se ela ia gostar.
— Por que não nos vimos ontem? — Perguntei.
— Estava arrumando minhas malas, Kat. — Ela afirmou.
— E aí, é minha vez! — Carter afirmou sobre o ping pong, estávamos na sala de Educação Física.
— Bom, você tem que ir né... — Eu disse.
— Sim, eu estou feliz porque vou voltar pra minha família e meio triste pelo que eu vou deixar aqui... amigos. E também tem o meu "quase relacionamento" com Maddox... — Ela falava.
— Sim, eu entendo como deve ser fácil e difícil para você ao mesmo tempo. — Afirmei e ficou um silêncio.
— Também quero jogar. — Disse Thaly, seguindo a ação de Carter.
— Te trouxe isso. — Entreguei a carta para ela.
— Obrigada Kat. — Ela disse abrindo.
— Não! — Quase que gritei, um dos meninos que falava sobre o ping pong me olhou de lado mas em questão de um segundo voltou o foco na sua conversa — Leia no avião. — Eu disse.
— Ok. — Ela afirmou.
Sobre a Loyse ir embora, estavam todos mandando mensagens para ela e falando o tanto que ia sentir falta dela, dando lembrancinhas para ela. Eu não estava fazendo isso. Loyse assim como eu, era novata para essas pessoas, pois entramos na turma logo depois do recesso. Mas eu já estava amiga da Loyse desde antes. E eu parecia ser a única que não estava ligando muito. Acho que eu sabia à mais tempo sobre ela ter que ir embora e o meu emocional já foi se preparando mesmo que eu não percebesse. Mesmo assim, parecendo insensível sobre essa situação, eu escrevi a carta para ela, e no meio das palavras, desceu uma coisa do meu olho, uma águazinha sei lá. Acho que se chama lágrima. Enfim. Isso é verdade. Sinto que ela tenha que ir, mas entendo que ela precisa ir.
[...]
No final do dia, deitei na minha cama do meu novo AP. A Loyse deve estar nesse momento embarcando, pois já são quase meia noite. Ela deve estar pelo menos no aeroporto já. Luisa e Diane armaram uma beliche e resolveram dividir o quarto enquanto eu estava na escola e elas chegaram mais cedo...
Ainda me lembro do lance das trocas de corações e pensei: Se o coração da Lauren está com o Christer e o dele está com ela... aonde foi parar o meu??
Pois é... eu ainda não sei.
Meu celular tocou.
— Carter? — Me espantei, ele nunca me liga.
— Oi, queria te dar boa noite. — Ele disse.
— Ah sim, boa noite então. — Eu disse.
— Sabe meu namoro, Kat? — Ele perguntou.
— Sim.. — Ele me interrompeu.
— Acabou tudo. — Ele começou a chorar.
— Ai meu Deus! — Eu levantei da cama preocupada e a campainha tocou.
Eu corri do quarto até a sala, que era aonde ficava a porta principal, abri a porta esquecendo de olhar quem era antes e então....
— Como você descobriu meu novo endereço? — Olhei pro celular e pra ele, meio confusa.
— Me abraça, Kat! — Ele me abraçou muito forte enquanto entrava um vento frio pela porta.
Daí eu percebi quão estúpido o que eu perguntei em uma hora dessas, não duvido ter sido uma suposta mãe a ter dado o endereço.
— O que eu faço agora, Kat? — Ele perguntou — Foi culpa daqueles vídeos.
— Sh! — Exclamei — Calma, vai passar!
[...]
Naquele ano não houve mais nada estranho, afinal já era dezembro acho que não deu mais tempo de acontecer nada fora do normal. Aconteceu que, comemoramos o aniversário de Diane, que era no último dia do ano, engatamos em uma festa de virada do ano, chamei o Carter, apenas e ele chamou o primo dele. Foi festa a quatro pessoas, mas foi legal. Estava me aproximando bem mais de Carter, sem contar que no natal mesmo ele passou aqui comigo porque Diane tinha ido pra casa de seus pais. Foi ótimo, ter a amizade de Carter era simplesmente incrível. Ele ainda estava bolado com o término do seu namoro, mas quem não ficaria? Bom assim termina o ano de 2014.
Fale com o autor