Notas iniciais
Gente, juro. Tentei postar na quinta, mas o Nyah não deixou. Nao entrava na minha conta nem pagando! espero que gostem. INFORMAÇÃO IMPORTANTE: Se vc achar estranho o nome do reino Skavir (tbm achei estranho) nao se preocupe. Tem uma razão muito, muito legal. E se gostou, vc vai amar quando souber o significado. Ainda mais se vc gostar de mitologia :)

De volta à hospedagem, todos já estavam mais calmos. Exceto por Elsa, Corin e Ferdinando, que estavam com muita fome e não conseguiu ficar quietos. Infelizmente não havia comida. Entretanto, a noite já estava chegando e logo poderiam jantar.

Elsa estava perguntando pela quinta vez ao dono da hospedagem quando poderiam jantar. E sempre com a mesma resposta de "logo estará pronto" ele acrescentou:

– Minha rainha, me perdoe por não tratá-la como deveria. Mas eu não sabia que....

– Não tem pelo que se desculpar, meu senhor, me tratou tão bem quanto seria tratada por qualquer um de Arendelle. — explicou Elsa pacífica — Agradeceria se continuasse assim.

– Como preferir, Majestade.

– Elsa! Elsa! Elsa! — interrompeu Corin gritando e correndo pelo corredor

– O que foi?! — perguntou Elsa preocupada.

– Vem comer. — respondeu docemente com os grandes olhos verdes em evidência.

– Não precisa me assustar desse jeito.

– Me desculpa — pediu baixando a cabeça e deixando suas mechas douradas cobrirem seu rosto

– Tudo bem — perdoou Elsa, mas Corin não se animou — Ora, vamos! — Elsa a pegou pelo braço e a levou para a onde as esperavam para jantar — Até mais — Despediu-se do dono da hospedagem sorrindo e acenando levemente

As duas chegaram e todos já estavam a mesa. O chocheiro se levantou em demonstração de solenidade e se curvou para Elsa, os demais viram e seguiram o exemplo.

– Isso não é necessário. — explicou Elsa se sentando ofegante

– Majestade, até mesmo sua irmã se curva para vossa Alteza — interveio o cocheiro

Elsa sorriu maliciosa

– Sou rainha em Arendelle, Damian. Em Arisen sou Elsa. Deixe a formalidade para o reino — explicou sentando-se

– Sim, Majestade, como quiser.

– Elsa, me leva para Arendelle?

– Corin! — repreendeu o pai

– Se seus pais deixarem, partimos amanhã... Serão todos bem-vindos

– Eba! Deixa mãe!

– Anna vai amar vocês, venham comigo — pediu Elsa — Por favor.

Já era costume Elsa cuidar dos interesses do reino, mas essa fora a primeira viagem que os deveres reais puderam servir de lazer. Já havia visitado outros reinos, mas todos sabiam quem era — e COMO era — sempre a respeitavam, tratavam como a rainha que era, mas havia medo no olhar, e ela não gostava nem um pouco disso.

– Dissemos à sua avó que iríamos vê-la, ela ainda não conhece seu irmão. — negou a mãe em tom de desculpa, sabia o quanto a filha gostaria disso.

– Mas ela já me viu, deixa eu ir com a Elsa.- Insistiu ela — Eu sei me cuidar sozinha — terminou com o nariz empinado

– Acho que podemos confiar em uma rainha... O que acha, querida? — perguntou Gordon pedindo a aprovação da mulher

– Desde que você prometa não atrapalhar a rainha, Corin.

– Você vai amar, Corin! Vamos brincar com o Olaf, o reino todo é lindo, no fim da tarde faço a neve cair — Elsa disparou tudo e começou a se empolgar — e tem a rena do Kristoff, o noivo da minha irmã , a Anna... — Elsa para e sorri lembrando da sua amada irmã — ela é incrível. Você vai amar — concluiu segurando as mãos da menina que imaginava tudo maravilhada.

– Majestade? — interviu o cocheiro

Elsa olhou para ele e Corin também — Creio que vossa Alteza esteja esquecendo do rei Juan, de Arisen e da viagem para Skavir.

– Ah não... Me esqueci — Confessa mordendo os lábios e franzindo o cenho

– Parece que Elsa vai estar ocupada, Corin — disse Hana — Vamos deixar para uma outra vez

– Mas Juan só irá na semana que vem, a viagem para Skavir será só daqui 10 dias. Podem ficar um pouco em Arendelle — argumentou Elsa esperançosa

– Majestade? — Novamente os olhos se voltam para Damian — Depois de amanhã já é semana que vem, e pelo olhar do rei Juan ele não vai esperar até o final dela.

– Você — começou Corin irritada — é um chato! — concluiu cruzando os braços tão bruscamente que uma mecha de seu cabelo caiu sobre o olho

– Corin pode ficar com Anna enquanto Juan estiver lá, o acordo já foi renovado, não há muito o que discutir

– Princesa Anna está muito ocupada com os preparativos para o casamento e creio que o rei não esteja querendo discutir acordos entre os reinos.

Hana deixa escapar um risinho e Elsa da suspiro deixando sua expressão visivelmente séria e contrariada.

– Tenho que concordar com Corin, você está ficando um chato — afirmou Elsa calmamente demonstrando toda sua majestade.

– Vamos todos, assim enquanto a rainha estiver ocupada com o reino eu faço meu papel de mãe — solucionou Hana

– Mesmo?! — exclamou Elsa como uma criança e aproximando os braços do corpo com os punhos cerrados

– Mas e a minha mãe? — perguntou Gordon

– Se formos lá sem a Corin vai passar as férias dizendo que eu sou uma péssima mãe — e acrescontou mais baixo — como sempre.

– Partimos amanhã cedo, Majestade.

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– Bom dia! — Disse Olaf entrando no quarto de Anna — vamos levantar, pentar o cabelo, tirar a remela dos olhos — acrescentou abrindo as cortinas

– Hm... Marshmelow com chocolate — gemeu Anna se pondo de costas para a luz

– Vaaaamos. Hoje é o ÚLTIMO dia do Verão! — disse empolgado pulando na cama de Anna — E você tem que experimentar seu vestido de noiva — acrescentou não tão empolgado

Anna desperta assustada

– Meu vestido!

– Isso aê.

– Ai, minha nossa. Que horas são? — pergunta agitada

– São... Espera aí um pouquinho... — Olaf vai até a janela e enquadra o sol com as mãos — Quarenta e cinco graus norte...Hm... — Olaf ergue a cabeça com os bracinhos e grita — Corre Anna você esta atrasada!

Anna levanta correndo e sai para experimentar o vestido de noiva

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– Está atrasada — resmunga a costureira, uma mulher grande, pesada, com olheiras e um cabelo bem desgrenhado

– Eu sei... Me desculpe

– Tudo bem, Majes-TA-de — continua a costureira com sua fala mole e voz enjoada — experimente o vestido — ordena pondo o vestido nas mãos de Anna e a guiando bruscamente até o biombo.

Anna ouviu o gemido de admiraçao de Olaf ao sair com o vestido branco com alguns detalhes em renda, o qual deixa seus ombros de fora, pele que o véu deveria cobrir.

– Anna! Você está linda!

– Ah. Obrigada. — agradece ela olhando o vestido

– Temos que dar uma apertada aqui

– Não preci... Ai! — Anna não teve tempo de inteferir, uma agulha espetou sua cintura

– Desculpe, assim vai ficar bom. Tire e eu vou consertar, mais alguma coisa que queira mudar, Vossa Alteza? — perguntou com o mesmo mau-humor.

– Ahn.. Não, assim está perfeito.

– Então vá tirar.

– A rainha está voltando! Lá vem ela! — gritou um menino que espiava pelos muros da cidade.

– Sai daí garoto! — brigou o sentinela — A rainha está voltando — gritou ele avisando a cidade

– Elsa? — Soltou Anna com um risinho -Vamos, Olaf! Ela está chegando — acrescentou querendo sair correndo

– Ah, ah, ah, ah. O vestido, mocinha — alertou a costureira

– Sim, Claro. Obrigada.

Anna se trocou o mais rápido que pode e voltou para o palácio onde Elsa já descia da carruagem

– Bem-vinda de volta, minha irmã — recebeu Anna abraçando Elsa

– Oi, eu sou o Olaf e gosto de abraços quentinhos — apresentou-se Olaf vendo que Elsa trouxera companhia

–Ou! Oi — disse Anna meio sem graça — Quem são vocês? Quer dizer, Tudo bem?

Elsa deu um risinho vendo Anna sem jeito

– Anna, essa é Corin, Hana e Gordon, os pais de Corin, e o irmão dela, Ferdinando. Vieram passar alguns dias conosco — apresentou Elsa sorrindo

– Uau! Você se mexe. Ele fala mesmo, Elsa! — exclamou Corin montando em Olaf a mexendo em tudo nele — Essa cenoura sai?

Anna e Elsa impedem Corin de desmontar Olaf

– Não, não, não. Não pode tirar o nariz dele — proibe Elsa pegando Corin no colo.

– Ou! Também gostei de você garota — diz Olaf fixando melhor seu nariz

– Me perdoem por Corin. Ainda não sei como ela consegue ser tão teimosa — desculpa-se Hana

– Tá, tá tudo bem. Ela é só uma menina — perdoa Anna com um sorriso nervoso — ela é só uma menina. Não é? Quer dizer... — Anna não consegue falar e deixa a boca entre a berta

– Só uma menina — Confirma Elsa séria destacando cada palavra — Vamos entrar

– Olaf, por que não mostra o castelo para os nossos visitantes? — pede Anna

– Tá bom

Todos entram e Anna retêm Elsa discretamente para longe dos outros

– Elsa, por que ela veio? Ela ... Tipo, não congela as coisa não é? — pergunta Anna ajeitando uma mecha de cabelo — Nem fogo! — pensa assustada — Diz que ela não queima nada!

– Anna, calma. Por que você está pensando isso?

– Bem, é que, é... Digamos que você não é muito... — ela olha para Elsa que a encara desconfiada — muito sociável. — Como as palavras erradas tem efeito! Anna se arrependeu rapidamente e tentou consertar logo em seguida — No melhor sentido

– Eu sou um perigo, não é? — concordou Elsa virando de lado

– Não foi o que eu quis dizer. Elsa, você não é um perigo — corrige Anna arrependida

– Eu sei que sou — insistiu Elsa um pouco irritada com a sua natureza — mas eu tô tentando...

– Elsa, nunca mais diga isso! É só... por que você não é dessas pessoas que convida alguém que conheceu agora para passar uns dias em casa, só isso. O que te fez mudar de ideia?

Elsa respirou fundo e buscou coragem

– É um jeito de me desculpar...

– Como assim, Elsa? Do que você está falando?

– Aconteceu de novo, Anna. — contou Elsa repreendendo a si mesma — Eu perdi o controle. Eu assustei aquela família, eu só... — A seriedade de Elsa se desfez, mostrando a sensibilidade que existia — Eu só queria pedir desculpas — sussurrou com pesar.

Anna não disse mais nada, pôs a mão sobre o ombro da irmã e a consolou com o olhar; então guiou-a de volta para o salão.

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– Não sei Sven, acho que eu nunca fui feito para morar num castelo — desabafou Kristoff

– Mas você gosta da Anna — fez Kristoff como sendo o Sven e a rena apenas agia como se a voz fosse sua

– Eu sei, mas não consigo ficar todo empolado, na verdade não sei como alguém consegue. Quer dizer, Anna fica, mas ela não fica como os outros, ela... Ela fica linda — acrescentou apaixonado

Sven apenas concordava com sua linguagem corporal

– Mas por ela vale a pena se empolar — fez Kristoff como Sven

– Eu sei, Sven. Talvez só por um dia. — ele suspirou. — Nós podiamos fugir, só viver em um lugar calmo e tranquilo, sem complicações, nem reino, nem palácio.

– Mas a Anna não abandonaria a irmã dela.

– Tem razão, Sven, Anna nunca deixaria a rainha. — Conclui ele torcendo os lábios — É meu amigo, nem tudo na vida é perfeito.

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– Alguém viu aquela menininha? — perguntou Olaf sem o braço esquerdo — Ela levou meu braço

Anna soltou um grunido de surpresa e depois riu

– Ela é bem danada.

– É sim — concordou Elsa — Mas é uma graça.

– Você gostou mesmo dela não foi?

– Corin, não corra pelo palácio, por favor! — suplicou Hana correndo atrás de Corin

– Ou, ou, ou, ou, ou. Meu braço! — pediu Olaf correndo atrás de Corin

– Você não me pega, você não me pega — brincou Corin correndo

– Corin... — chamou Elsa séria — você pode devolver o braço do Olaf?

A menina para e olha para Elsa, olha para o braço de Olaf e retorna os olhos para Elsa

– Tá bom...

– Por favor... — começou Hana se curvando ofegante de cansaço — me diga: como faz isso? Eu tento faz 7 anos e não consigo fazê-la me ouvir

Elsa e Anna riem

– Elsa, Elsa, Elsa. Vamos brincar! — pediu Corin

– Sinto muito, Corin. Tenho um compromisso. Prometo que na volta nós brincamos — desculpou-se Elsa tão triste quanto a garota

– Ei, Corin. Por que não vamos brincar? O salão é otimo pra escorregar, e se correr ainda é mais legal — se ofereceu Anna

– Sério? Que legal! Me ensina?

– Vem, vamos Olaf. — chamou Anna

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– Vovô Pabbie? Por favor é a Elsa. Preciso de ajuda — gritou Elsa na floresta montada em seu cavalo

Vovô Pabbie veio rolando assim como alguns de seus parentes.

– O que houve, Elsa? Por que está aqui agora? Eu dormi demais e já é segunda? — perguntou o rei dos Trolls confuso.

Elsa achou engraçado o troll coçando a cabeça para entender o que acontecia.

– Desculpe vir sem avisar. É que... Aconteceu de novo — respondeu Elsa desapontada

– Não...? — Soltou vovô Pabie incrédulo — Venha, conte-me o que aconteceu — pediu ele ajudando Elsa a descer do cavalo

Então Elsa contou o que acontecera e como se contivera.

– Mas ao menos você conseguiu conter.

– Mas eu perdi o controle, e se acontecer de novo e ninguém estiver por perto para me ajudar? Ou pior, e se Anna estiver lá e eu a machucar? — Elsa começa a ficar nervosa e esfregou o rosto nas mãos, um leve frio começa a surgir

– Se acalme, Elsa. Ficar com medo só piorará. — explicou novamente aproximando-se — Ninguém ajudou você, foi você quem controlou seus poderes, e sabe disso.

– Mas se Damian não estivesse lá poderia ter acontecido alguma coisa — contestou Elsa

– E aconteceu. Você pôs em prática o que fazemos aqui — Vovô Pabie gesticula mostrando a floresta — Você só precisou que alguém lembrasse, mas você já sabia o que fazer.

– É... — concordou Elsa pensativa

– Você não percebe, mas você chegou a fase adulta e seu poder não. Ainda dá tempo de aprender a lidar com ele.

– C-como assim meu poder não chegou a fase adulta? Ainda vai ficar pior? Ainda vai ficar mais forte? Não vou conseguir controlar se isso acontecer! — Ela se levanta apavorada

– Acalme-se! Agora. — Ordenou vovô Pabie imponente — Onde está Anna? Ela sempre vem com você. — perguntou erguendo a voz, não queria assustar mais Elsa contando à ela que estava com medo dela perder o controle.

– Ela ficou com Corin, é melhor assim. Anna precisa se distrair. Tem muito a fazer e não deve ficar preocupada comigo.

– Escute, Elsa, você sabe que suas emoções são quem controlam você. Sempre as escondeu e agora elas estão querendo sair. Deixe sair.

– O que quer dizer? — perguntou confusa

Vovô Pabie sentiu um alívio ao ver a neve sumir. Deu um suspiro e recomeçou

– Não adianta querer esconder o que sente para evitar o descontrole. É como... é como pedir para o Sven não comer cenouras para não se babar. — compara ele mais para si que para Elsa — A única coisa que você precisa fazer é se acostumar com seus poderes. Você sabe o que acontece com o medo por perto e sabe que com amor você consegue consegue controlar. Anna te ama, Elsa. Deixe o amor dela entrar, não tenha medo de machucá-la. Seus medos só podem se tornar reais se eles existirem dentro de você. Então esqueça o medo de ser você. Deixe o medo sair e dar lugar ao amor.

***************

– Essa garotinha tem mais ânimo que nós dois juntos — afirmou Kristoff cansado e estirado no chão

– Sim... — concordou Anna ofegante — ela tem. De novo, Corin! — pediu ela levantando do chão

– O quê? De novo? Anna, eu não aguento nem respirar

– Lá vou eeeeu! — gritou Corin escorregando pelo corrimão da escada com toda velocidade e caindo em cima de Kristoff

– Você está bem? — perguntou Anna olhando apenas com um dos olhos a careta que Kristoff estava fazendo

– Não — sussurrou ele com as mãos na barriga

– De novo, de novo, de novo — insistiu Corin

– Acho que já chega, Corin — disse Elsa entrando no salão — Vamos deixar o Kristoff e a Anna descansarem.

– Aaaaah — reclamou Corin deitada em Kristoff

– Mas talvez você queira brincar com um pouco de neve — acrescentou esfregando as mãos e fazendo um bola de neve

Corin levanta animada pisando em Kristoff, que é ajudado por Anna.

– Você vai fazer neve no salão? Achei que não gostasse — Perguntou Anna animada

– Resolvi voltar a fazer. Eu adoro isso! — respondeu Elsa lançando para cima e fazendo fluir flocos de neve

Anna parecia a mais empolgada depois de Elsa. Apesar de Corin ser a mais nova, não havia comparação com as crianças que Elsa e Anna escondiam. Elsa fez questão de congelar o corrimão e cobrir o salão inteiro com a neve; além de redecorar com gelo as paredes. Brincaram por muito tempo, Kristoff recobrou o fôlego e aproveitou o momento em que Anna não estava cercada de pessoas perguntando sobre o casamento para abraçá-la e se divertir com ela.

Corin estava amando, não mais que Elsa. Mesmo depois de já ter coberto todo o salão — e provavelmente a neve já estava chegando à cozinha — ela continuava a liberar seu poder para o alto. Não queria parar, era maravilhoso sentir tudo sendo criado, começou a imaginar até onde seu poder acompanharia seu pensamento. Fechou os olhos e continuou deixando fluir. Ouvia os risos ao redor, pensou no exterior do castelo, na cidade e mentalmente pensou em fazer nevar lá — e realmente o fez -, ampliou sua mente ao mar e então seus braços cansaram e ela os deixou cair, sem cessar a sua magia. Queria testar seus limites, deixar seu poder tomá-la toda e revelar-se à ela. Sorriu ao pensar em seu poder a movendo. Foi então que sentiu o chão tremer, abriu os olhos assustada e percebeu o bloco de gelo que erguera abaixo de si. Mordeu o sorriso que estava em seus lábios e criou caminho congelado por cima dos que estavam no salão. Como poderia imaginar? "Mais alto!" Pensava ela, então o gelo a levava em espiral para cima.

– Isso é demais! — gritou Corin admirada com o gelo que carregava Elsa dando voltas no salão e correndo para a sua base a fim de seguir a amiga

Sim, é demais. O que mais ela poderia fazer? Elsa testou, sua empolgação era enorme, pôs-se de ponta a cabeça em uma curva, pensou que fosse cair, mas não caiu e não poderia ter sensação melhor do que a adrenalina que corria em suas veias. Incrível! Precisava continuar. Foi então que a razão sumiu e Elsa aumentou sua velocidade e cessou o caminho de gelo que acompanhava seus pés. A gravidade negou o pedido de voar

Da altura em que estava, Anna parecia muito menor. A razão retornou ao deu corpo e Elsa sentiu um frio na barriga ao perceber a queda, já estava próxima ao chão e, no susto, lançou uma forte rajada de neve que a engoliu, amortecendo a queda.

– Elsa! — gritaram desesperadas Anna e Corin correndo para onde Elsa estava

Anna começou a cavar a neve freneticamente em busca da irmã. Contudo, não foi preciso muito.

– Isso foi incrível! Temos que fazer de novo! — gritou Elsa saindo bruscamente da neve

– Você está louca?! Quase me mata do coração! — repreendeu Anna preocupada

– Vamos, Anna. Tem que experimentar!

– Eu quero, Elsa! — pediu Corin

– Mas o que é isso?! — gritou uma mulher chegando

– Quem é essa? — resmungou Corin irritada pela mulher interferir na diversão

– Minha nossa! Majestade, vossa Alteza congelou tudo, até na cozinha! Fique preocupada. — explicou a mulher

– Está tudo bem. Vou desfazer, prometo. Mas quero primeiro olhar o resto do castelo — disse Elsa correndo empolgada, queria ver se havia conseguido cobrir tudo o que imaginara com neve

– Obrigada, Corin — agradeceu Anna sussurrando

– Pelo quê?

– Por trazer a Elsa de volta

Notas finais
E Thatyane, espero que tenha gostando do gelinho hueheue. Vou tentar postar o mais rapido possivel. Coments do filme: Cara, quando a mãe delas aparece depois da Elsa ter acertado a Anna... a rainha ta com coroa, vei '-' serio, tipo, ela tava acordando, pq a Coroa tava na cabeça dela?