Frozen: A aventura recomeça
6 Capítulo 6
Notas iniciais
De volta à hospedagem, todos já estavam mais calmos. Exceto por Elsa, Corin e Ferdinando, que estavam com muita fome e não conseguiu ficar quietos. Infelizmente não havia comida. Entretanto, a noite já estava chegando e logo poderiam jantar.
Elsa estava perguntando pela quinta vez ao dono da hospedagem quando poderiam jantar. E sempre com a mesma resposta de "logo estará pronto" ele acrescentou:
– Minha rainha, me perdoe por não tratá-la como deveria. Mas eu não sabia que....
– Não tem pelo que se desculpar, meu senhor, me tratou tão bem quanto seria tratada por qualquer um de Arendelle. — explicou Elsa pacífica — Agradeceria se continuasse assim.
– Como preferir, Majestade.
– Elsa! Elsa! Elsa! — interrompeu Corin gritando e correndo pelo corredor
– O que foi?! — perguntou Elsa preocupada.
– Vem comer. — respondeu docemente com os grandes olhos verdes em evidência.
– Não precisa me assustar desse jeito.
– Me desculpa — pediu baixando a cabeça e deixando suas mechas douradas cobrirem seu rosto
– Tudo bem — perdoou Elsa, mas Corin não se animou — Ora, vamos! — Elsa a pegou pelo braço e a levou para a onde as esperavam para jantar — Até mais — Despediu-se do dono da hospedagem sorrindo e acenando levemente
As duas chegaram e todos já estavam a mesa. O chocheiro se levantou em demonstração de solenidade e se curvou para Elsa, os demais viram e seguiram o exemplo.
– Isso não é necessário. — explicou Elsa se sentando ofegante
– Majestade, até mesmo sua irmã se curva para vossa Alteza — interveio o cocheiro
Elsa sorriu maliciosa
– Sou rainha em Arendelle, Damian. Em Arisen sou Elsa. Deixe a formalidade para o reino — explicou sentando-se
– Sim, Majestade, como quiser.
– Elsa, me leva para Arendelle?
– Corin! — repreendeu o pai
– Se seus pais deixarem, partimos amanhã... Serão todos bem-vindos
– Eba! Deixa mãe!
– Anna vai amar vocês, venham comigo — pediu Elsa — Por favor.
Já era costume Elsa cuidar dos interesses do reino, mas essa fora a primeira viagem que os deveres reais puderam servir de lazer. Já havia visitado outros reinos, mas todos sabiam quem era — e COMO era — sempre a respeitavam, tratavam como a rainha que era, mas havia medo no olhar, e ela não gostava nem um pouco disso.
– Dissemos à sua avó que iríamos vê-la, ela ainda não conhece seu irmão. — negou a mãe em tom de desculpa, sabia o quanto a filha gostaria disso.
– Mas ela já me viu, deixa eu ir com a Elsa.- Insistiu ela — Eu sei me cuidar sozinha — terminou com o nariz empinado
– Acho que podemos confiar em uma rainha... O que acha, querida? — perguntou Gordon pedindo a aprovação da mulher
– Desde que você prometa não atrapalhar a rainha, Corin.
– Você vai amar, Corin! Vamos brincar com o Olaf, o reino todo é lindo, no fim da tarde faço a neve cair — Elsa disparou tudo e começou a se empolgar — e tem a rena do Kristoff, o noivo da minha irmã , a Anna... — Elsa para e sorri lembrando da sua amada irmã — ela é incrível. Você vai amar — concluiu segurando as mãos da menina que imaginava tudo maravilhada.
– Majestade? — interviu o cocheiro
Elsa olhou para ele e Corin também — Creio que vossa Alteza esteja esquecendo do rei Juan, de Arisen e da viagem para Skavir.
– Ah não... Me esqueci — Confessa mordendo os lábios e franzindo o cenho
– Parece que Elsa vai estar ocupada, Corin — disse Hana — Vamos deixar para uma outra vez
– Mas Juan só irá na semana que vem, a viagem para Skavir será só daqui 10 dias. Podem ficar um pouco em Arendelle — argumentou Elsa esperançosa
– Majestade? — Novamente os olhos se voltam para Damian — Depois de amanhã já é semana que vem, e pelo olhar do rei Juan ele não vai esperar até o final dela.
– Você — começou Corin irritada — é um chato! — concluiu cruzando os braços tão bruscamente que uma mecha de seu cabelo caiu sobre o olho
– Corin pode ficar com Anna enquanto Juan estiver lá, o acordo já foi renovado, não há muito o que discutir
– Princesa Anna está muito ocupada com os preparativos para o casamento e creio que o rei não esteja querendo discutir acordos entre os reinos.
Hana deixa escapar um risinho e Elsa da suspiro deixando sua expressão visivelmente séria e contrariada.
– Tenho que concordar com Corin, você está ficando um chato — afirmou Elsa calmamente demonstrando toda sua majestade.
– Vamos todos, assim enquanto a rainha estiver ocupada com o reino eu faço meu papel de mãe — solucionou Hana
– Mesmo?! — exclamou Elsa como uma criança e aproximando os braços do corpo com os punhos cerrados
– Mas e a minha mãe? — perguntou Gordon
– Se formos lá sem a Corin vai passar as férias dizendo que eu sou uma péssima mãe — e acrescontou mais baixo — como sempre.
– Partimos amanhã cedo, Majestade.
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– Bom dia! — Disse Olaf entrando no quarto de Anna — vamos levantar, pentar o cabelo, tirar a remela dos olhos — acrescentou abrindo as cortinas
– Hm... Marshmelow com chocolate — gemeu Anna se pondo de costas para a luz
– Vaaaamos. Hoje é o ÚLTIMO dia do Verão! — disse empolgado pulando na cama de Anna — E você tem que experimentar seu vestido de noiva — acrescentou não tão empolgado
Anna desperta assustada
– Meu vestido!
– Isso aê.
– Ai, minha nossa. Que horas são? — pergunta agitada
– São... Espera aí um pouquinho... — Olaf vai até a janela e enquadra o sol com as mãos — Quarenta e cinco graus norte...Hm... — Olaf ergue a cabeça com os bracinhos e grita — Corre Anna você esta atrasada!
Anna levanta correndo e sai para experimentar o vestido de noiva
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– Está atrasada — resmunga a costureira, uma mulher grande, pesada, com olheiras e um cabelo bem desgrenhado
– Eu sei... Me desculpe
– Tudo bem, Majes-TA-de — continua a costureira com sua fala mole e voz enjoada — experimente o vestido — ordena pondo o vestido nas mãos de Anna e a guiando bruscamente até o biombo.
Anna ouviu o gemido de admiraçao de Olaf ao sair com o vestido branco com alguns detalhes em renda, o qual deixa seus ombros de fora, pele que o véu deveria cobrir.
– Anna! Você está linda!
– Ah. Obrigada. — agradece ela olhando o vestido
– Temos que dar uma apertada aqui
– Não preci... Ai! — Anna não teve tempo de inteferir, uma agulha espetou sua cintura
– Desculpe, assim vai ficar bom. Tire e eu vou consertar, mais alguma coisa que queira mudar, Vossa Alteza? — perguntou com o mesmo mau-humor.
– Ahn.. Não, assim está perfeito.
– Então vá tirar.
– A rainha está voltando! Lá vem ela! — gritou um menino que espiava pelos muros da cidade.
– Sai daí garoto! — brigou o sentinela — A rainha está voltando — gritou ele avisando a cidade
– Elsa? — Soltou Anna com um risinho -Vamos, Olaf! Ela está chegando — acrescentou querendo sair correndo
– Ah, ah, ah, ah. O vestido, mocinha — alertou a costureira
– Sim, Claro. Obrigada.
Anna se trocou o mais rápido que pode e voltou para o palácio onde Elsa já descia da carruagem
– Bem-vinda de volta, minha irmã — recebeu Anna abraçando Elsa
– Oi, eu sou o Olaf e gosto de abraços quentinhos — apresentou-se Olaf vendo que Elsa trouxera companhia
–Ou! Oi — disse Anna meio sem graça — Quem são vocês? Quer dizer, Tudo bem?
Elsa deu um risinho vendo Anna sem jeito
– Anna, essa é Corin, Hana e Gordon, os pais de Corin, e o irmão dela, Ferdinando. Vieram passar alguns dias conosco — apresentou Elsa sorrindo
– Uau! Você se mexe. Ele fala mesmo, Elsa! — exclamou Corin montando em Olaf a mexendo em tudo nele — Essa cenoura sai?
Anna e Elsa impedem Corin de desmontar Olaf
– Não, não, não. Não pode tirar o nariz dele — proibe Elsa pegando Corin no colo.
– Ou! Também gostei de você garota — diz Olaf fixando melhor seu nariz
– Me perdoem por Corin. Ainda não sei como ela consegue ser tão teimosa — desculpa-se Hana
– Tá, tá tudo bem. Ela é só uma menina — perdoa Anna com um sorriso nervoso — ela é só uma menina. Não é? Quer dizer... — Anna não consegue falar e deixa a boca entre a berta
– Só uma menina — Confirma Elsa séria destacando cada palavra — Vamos entrar
– Olaf, por que não mostra o castelo para os nossos visitantes? — pede Anna
– Tá bom
Todos entram e Anna retêm Elsa discretamente para longe dos outros
– Elsa, por que ela veio? Ela ... Tipo, não congela as coisa não é? — pergunta Anna ajeitando uma mecha de cabelo — Nem fogo! — pensa assustada — Diz que ela não queima nada!
– Anna, calma. Por que você está pensando isso?
– Bem, é que, é... Digamos que você não é muito... — ela olha para Elsa que a encara desconfiada — muito sociável. — Como as palavras erradas tem efeito! Anna se arrependeu rapidamente e tentou consertar logo em seguida — No melhor sentido
– Eu sou um perigo, não é? — concordou Elsa virando de lado
– Não foi o que eu quis dizer. Elsa, você não é um perigo — corrige Anna arrependida
– Eu sei que sou — insistiu Elsa um pouco irritada com a sua natureza — mas eu tô tentando...
– Elsa, nunca mais diga isso! É só... por que você não é dessas pessoas que convida alguém que conheceu agora para passar uns dias em casa, só isso. O que te fez mudar de ideia?
Elsa respirou fundo e buscou coragem
– É um jeito de me desculpar...
– Como assim, Elsa? Do que você está falando?
– Aconteceu de novo, Anna. — contou Elsa repreendendo a si mesma — Eu perdi o controle. Eu assustei aquela família, eu só... — A seriedade de Elsa se desfez, mostrando a sensibilidade que existia — Eu só queria pedir desculpas — sussurrou com pesar.
Anna não disse mais nada, pôs a mão sobre o ombro da irmã e a consolou com o olhar; então guiou-a de volta para o salão.
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– Não sei Sven, acho que eu nunca fui feito para morar num castelo — desabafou Kristoff
– Mas você gosta da Anna — fez Kristoff como sendo o Sven e a rena apenas agia como se a voz fosse sua
– Eu sei, mas não consigo ficar todo empolado, na verdade não sei como alguém consegue. Quer dizer, Anna fica, mas ela não fica como os outros, ela... Ela fica linda — acrescentou apaixonado
Sven apenas concordava com sua linguagem corporal
– Mas por ela vale a pena se empolar — fez Kristoff como Sven
– Eu sei, Sven. Talvez só por um dia. — ele suspirou. — Nós podiamos fugir, só viver em um lugar calmo e tranquilo, sem complicações, nem reino, nem palácio.
– Mas a Anna não abandonaria a irmã dela.
– Tem razão, Sven, Anna nunca deixaria a rainha. — Conclui ele torcendo os lábios — É meu amigo, nem tudo na vida é perfeito.
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– Alguém viu aquela menininha? — perguntou Olaf sem o braço esquerdo — Ela levou meu braço
Anna soltou um grunido de surpresa e depois riu
– Ela é bem danada.
– É sim — concordou Elsa — Mas é uma graça.
– Você gostou mesmo dela não foi?
– Corin, não corra pelo palácio, por favor! — suplicou Hana correndo atrás de Corin
– Ou, ou, ou, ou, ou. Meu braço! — pediu Olaf correndo atrás de Corin
– Você não me pega, você não me pega — brincou Corin correndo
– Corin... — chamou Elsa séria — você pode devolver o braço do Olaf?
A menina para e olha para Elsa, olha para o braço de Olaf e retorna os olhos para Elsa
– Tá bom...
– Por favor... — começou Hana se curvando ofegante de cansaço — me diga: como faz isso? Eu tento faz 7 anos e não consigo fazê-la me ouvir
Elsa e Anna riem
– Elsa, Elsa, Elsa. Vamos brincar! — pediu Corin
– Sinto muito, Corin. Tenho um compromisso. Prometo que na volta nós brincamos — desculpou-se Elsa tão triste quanto a garota
– Ei, Corin. Por que não vamos brincar? O salão é otimo pra escorregar, e se correr ainda é mais legal — se ofereceu Anna
– Sério? Que legal! Me ensina?
– Vem, vamos Olaf. — chamou Anna
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– Vovô Pabbie? Por favor é a Elsa. Preciso de ajuda — gritou Elsa na floresta montada em seu cavalo
Vovô Pabbie veio rolando assim como alguns de seus parentes.
– O que houve, Elsa? Por que está aqui agora? Eu dormi demais e já é segunda? — perguntou o rei dos Trolls confuso.
Elsa achou engraçado o troll coçando a cabeça para entender o que acontecia.
– Desculpe vir sem avisar. É que... Aconteceu de novo — respondeu Elsa desapontada
– Não...? — Soltou vovô Pabie incrédulo — Venha, conte-me o que aconteceu — pediu ele ajudando Elsa a descer do cavalo
Então Elsa contou o que acontecera e como se contivera.
– Mas ao menos você conseguiu conter.
– Mas eu perdi o controle, e se acontecer de novo e ninguém estiver por perto para me ajudar? Ou pior, e se Anna estiver lá e eu a machucar? — Elsa começa a ficar nervosa e esfregou o rosto nas mãos, um leve frio começa a surgir
– Se acalme, Elsa. Ficar com medo só piorará. — explicou novamente aproximando-se — Ninguém ajudou você, foi você quem controlou seus poderes, e sabe disso.
– Mas se Damian não estivesse lá poderia ter acontecido alguma coisa — contestou Elsa
– E aconteceu. Você pôs em prática o que fazemos aqui — Vovô Pabie gesticula mostrando a floresta — Você só precisou que alguém lembrasse, mas você já sabia o que fazer.
– É... — concordou Elsa pensativa
– Você não percebe, mas você chegou a fase adulta e seu poder não. Ainda dá tempo de aprender a lidar com ele.
– C-como assim meu poder não chegou a fase adulta? Ainda vai ficar pior? Ainda vai ficar mais forte? Não vou conseguir controlar se isso acontecer! — Ela se levanta apavorada
– Acalme-se! Agora. — Ordenou vovô Pabie imponente — Onde está Anna? Ela sempre vem com você. — perguntou erguendo a voz, não queria assustar mais Elsa contando à ela que estava com medo dela perder o controle.
– Ela ficou com Corin, é melhor assim. Anna precisa se distrair. Tem muito a fazer e não deve ficar preocupada comigo.
– Escute, Elsa, você sabe que suas emoções são quem controlam você. Sempre as escondeu e agora elas estão querendo sair. Deixe sair.
– O que quer dizer? — perguntou confusa
Vovô Pabie sentiu um alívio ao ver a neve sumir. Deu um suspiro e recomeçou
– Não adianta querer esconder o que sente para evitar o descontrole. É como... é como pedir para o Sven não comer cenouras para não se babar. — compara ele mais para si que para Elsa — A única coisa que você precisa fazer é se acostumar com seus poderes. Você sabe o que acontece com o medo por perto e sabe que com amor você consegue consegue controlar. Anna te ama, Elsa. Deixe o amor dela entrar, não tenha medo de machucá-la. Seus medos só podem se tornar reais se eles existirem dentro de você. Então esqueça o medo de ser você. Deixe o medo sair e dar lugar ao amor.
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– Essa garotinha tem mais ânimo que nós dois juntos — afirmou Kristoff cansado e estirado no chão
– Sim... — concordou Anna ofegante — ela tem. De novo, Corin! — pediu ela levantando do chão
– O quê? De novo? Anna, eu não aguento nem respirar
– Lá vou eeeeu! — gritou Corin escorregando pelo corrimão da escada com toda velocidade e caindo em cima de Kristoff
– Você está bem? — perguntou Anna olhando apenas com um dos olhos a careta que Kristoff estava fazendo
– Não — sussurrou ele com as mãos na barriga
– De novo, de novo, de novo — insistiu Corin
– Acho que já chega, Corin — disse Elsa entrando no salão — Vamos deixar o Kristoff e a Anna descansarem.
– Aaaaah — reclamou Corin deitada em Kristoff
– Mas talvez você queira brincar com um pouco de neve — acrescentou esfregando as mãos e fazendo um bola de neve
Corin levanta animada pisando em Kristoff, que é ajudado por Anna.
– Você vai fazer neve no salão? Achei que não gostasse — Perguntou Anna animada
– Resolvi voltar a fazer. Eu adoro isso! — respondeu Elsa lançando para cima e fazendo fluir flocos de neve
Anna parecia a mais empolgada depois de Elsa. Apesar de Corin ser a mais nova, não havia comparação com as crianças que Elsa e Anna escondiam. Elsa fez questão de congelar o corrimão e cobrir o salão inteiro com a neve; além de redecorar com gelo as paredes. Brincaram por muito tempo, Kristoff recobrou o fôlego e aproveitou o momento em que Anna não estava cercada de pessoas perguntando sobre o casamento para abraçá-la e se divertir com ela.
Corin estava amando, não mais que Elsa. Mesmo depois de já ter coberto todo o salão — e provavelmente a neve já estava chegando à cozinha — ela continuava a liberar seu poder para o alto. Não queria parar, era maravilhoso sentir tudo sendo criado, começou a imaginar até onde seu poder acompanharia seu pensamento. Fechou os olhos e continuou deixando fluir. Ouvia os risos ao redor, pensou no exterior do castelo, na cidade e mentalmente pensou em fazer nevar lá — e realmente o fez -, ampliou sua mente ao mar e então seus braços cansaram e ela os deixou cair, sem cessar a sua magia. Queria testar seus limites, deixar seu poder tomá-la toda e revelar-se à ela. Sorriu ao pensar em seu poder a movendo. Foi então que sentiu o chão tremer, abriu os olhos assustada e percebeu o bloco de gelo que erguera abaixo de si. Mordeu o sorriso que estava em seus lábios e criou caminho congelado por cima dos que estavam no salão. Como poderia imaginar? "Mais alto!" Pensava ela, então o gelo a levava em espiral para cima.
– Isso é demais! — gritou Corin admirada com o gelo que carregava Elsa dando voltas no salão e correndo para a sua base a fim de seguir a amiga
Sim, é demais. O que mais ela poderia fazer? Elsa testou, sua empolgação era enorme, pôs-se de ponta a cabeça em uma curva, pensou que fosse cair, mas não caiu e não poderia ter sensação melhor do que a adrenalina que corria em suas veias. Incrível! Precisava continuar. Foi então que a razão sumiu e Elsa aumentou sua velocidade e cessou o caminho de gelo que acompanhava seus pés. A gravidade negou o pedido de voar
Da altura em que estava, Anna parecia muito menor. A razão retornou ao deu corpo e Elsa sentiu um frio na barriga ao perceber a queda, já estava próxima ao chão e, no susto, lançou uma forte rajada de neve que a engoliu, amortecendo a queda.
– Elsa! — gritaram desesperadas Anna e Corin correndo para onde Elsa estava
Anna começou a cavar a neve freneticamente em busca da irmã. Contudo, não foi preciso muito.
– Isso foi incrível! Temos que fazer de novo! — gritou Elsa saindo bruscamente da neve
– Você está louca?! Quase me mata do coração! — repreendeu Anna preocupada
– Vamos, Anna. Tem que experimentar!
– Eu quero, Elsa! — pediu Corin
– Mas o que é isso?! — gritou uma mulher chegando
– Quem é essa? — resmungou Corin irritada pela mulher interferir na diversão
– Minha nossa! Majestade, vossa Alteza congelou tudo, até na cozinha! Fique preocupada. — explicou a mulher
– Está tudo bem. Vou desfazer, prometo. Mas quero primeiro olhar o resto do castelo — disse Elsa correndo empolgada, queria ver se havia conseguido cobrir tudo o que imaginara com neve
– Obrigada, Corin — agradeceu Anna sussurrando
– Pelo quê?
– Por trazer a Elsa de volta
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