Notas iniciais
VOLTEEEEEEI. Eu sei, demorei. Mas é que... bem, de manhã eu estou sem net, de tarde, longe do not; e a noite... A noite tenho um compromisso com meu bom-humor. Afinal de contas, se nao cuidar pra ficar de bom-humor, reduz a ocorrencia de conexões sinapticas kkk ai adeus criatividade. Mas aqui está, e Thatyane, não se preocupe, o draminha já vem no próximo cap :D (Que eu escrevi e o not não salvou, partiu reescrever)

O querido cocheiro Damian saiu na frente para preparar a carruagem onde Elsa retirou o casaco desgastado e recolocou sua coroa. Ela retornou ao palácio de Arisen e foi recebida com a mesma solenidade da primeira vez, com a diferença que um dos guardas pediu sua permissão.
– Bem-vinda de volta, Alteza — recebeu-a Juan
– Majestade, perdoe minha pressa, mas disse à minha irmã que em no máximo dois dias voltaria para Arendelle. Espero que não se importe se formos direto ao ponto — despejou Elsa friamente
– T-Tudo bem — concordou Juan surpreso com aquela seriedade, por que não era doce e não se atirava a seus pés como as outras? — Por favor, venha comigo até a biblioteca
Os dois seguiram para a biblioteca enquanto Juan buscava palavras para dizer à Elsa.
– Majestade... — chamou Elsa percebendo que Juan estava um pouco incomodado — você está bem? — perguntou mais casual pois estava ficando preocupada
– Por favor, me chame de Juan, me chamar de Majestade só piora — pediu ele um tanto ofegante, parecia incomodado, nervoso
– O que vossa Majestade tem?
Elsa franziu o cenho preocupada, era impressão ou ele estava ficando vermelho?
– Se chama nervosismo, minha cara — respondeu ele sorrindo
– Por que está nervoso?
– Eu não sei... acontece quando estou perto de você. — Juan parecia buscando uma explicação para dar a si mesmo — Pode parar de fazer isso? — pediu ele quase em um desabafo
Elsa se afastou um pouco, sua preocupação agora era consigo. Qual o problema dele? Eu não fiz nada, ou fiz? Deus, mais um poder que eu não conheço? Quando vai acabar?
– Não, não, não. — disse Juan percebendo que suas palavras afetaram negativamente, a moça estava assustada — Desculpe se a assustei. É que... — Juan soltou um suspiro, as palavras travaram, de novo?! — Você vem sempre aqui?
– O que ? Ahn... não.
"Definitivamente ele era louco. Que pergunta é essa?" Pensou Elsa
– Desculpe, e-eu...
Esla escondeu um riso com as mãos. Ele era louco mas engraçado, estava gostando desse "nervosismo" de Juan.
– Está achando engraçado, não é? — perguntou Juan relaxando um pouco ao ver o sorriso contido de Elsa
– Desculpe, Majestade — se desculpou Elsa ainda contendo o riso, e dessa vez contendo mesmo. Recuperou a postura e deixou apenas um sorriso sereno em seus lábios
– Então vamos fazer assim: Por ter rido do rei de Arisen, vossa Alteza estará condenada a apresentar o reino de Arendelle e... a Elsa de Arendelle.
Elsa mudou sua expressão. "O que ele queria em Arendelle? Bem insistente, não? Vamos ver onde isso dá" Pensou ela deixando uma malícia em seus lábios acompanhada de uma desconfiança amigável.
– Então vamos fazer assim: Renovamos o acordo e... daqui uma semana, vossa Majestade me fará uma visita — Elsa sorriu de uma forma tímida que dava-lhe um ar quase inocente, quase — assim conhece a princesa Anna, minha irmã.
– Combinado, mas...
– Mas...?
– eu quero conhecer a rainha Elsa. Fora de suas funções de rainha. — completou Juan aproximando-se de Elsa
– Vamos ver o que podemos fazer — disse Elsa recuando
Logo o acordo estava refeito e Elsa retiva-se da biblioteca acompanhada de Juan em direção à carruagem.
– Até semana que vem — despediu-se Juan apaixonado
Elsa arqueou uma sobranchelha e sorriu de lado.
– Até semana que vem.

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– Mamão, mamãe. Ela está chegando! — gritou Corin da janela empolgada
– Calma, filha. Assim vai acabar assustando a moça.
Corin esperou por Elsa já na porta e, assim que ela entrou, puxou-a para brincar
– Corin! Deixe a Elsa ao menos chegar! — repreendeu a mãe
– Tudo bem. Eu também estava ansiosa para brincar com você — disse Elsa apertando suas mãos com as de Corin tão empolgada quanto a menina
–Então vamos!
– Leve seu irmão para brincar também — aconselhou o pai
– Mas ele não sabe brincar de nada... — entristeceu-se a menina — ele só sabe ficar olhando para o chão e andar como um pato! — acrescentou emburrada
– Vamos levá-lo para brincar, assim ele aprende — argumentou Elsa depois de rir da inocência de Corin
– M-mas...
– Quando eu era criança, queria brincar com a minha irmã e não podia — confessou Elsa entristecida
– Por quê? — perguntou Corin sentindo a tristeza da amiga em si
– Você tem uma irmã, Elsa? — disse Hana
– Sim, mas não pude ficar muito tempo com ela e... eu prefiro não contar o porquê — Elsa desviou o olhar e uniu as mãos, queria chorar, então respirou fundo e virou de lado, caso as lágrimas viessem
– Se não se sentir confortável, não precisa contar
– Obrigada — agradeceu Elsa constrangida — Mas então, vamos ou não aproveitar esses últimos dias de verão?! — Então ela se abaixou na altura de Corin e acrescentou — E com seu irmão?
– Tá bom... — cedeu Corin entediada — Mas se ele não souber brincar fica no cantinho! Vamos, vamos, vamos! — terminou puxando seu irmão e Elsa, que foi desengonçada por causa da diferença de altura dela e da menina
– Não vão demorar! Voltem para almoçar! — pediu a Hana
Os três passaram tão rápidos que assustaram o cocheiro que saia do estábulo onde havia acomodado o cavalo. Correram o mais rápido que puderam e por muito tempo. O irmão de Corin já estava no colo de Elsa, ou Corin o deixaria para trás.
– Okay, vamos parar aqui — pediu Elsa ofegante deixando o menino no chão e pondo as mãos sobre os joelhos.
– Ah não, vamos correr mais! — pediu Corin pulando
Elsa sorriu e afastou uma mecha de seu cabelo que pendia sobre seu rosto.
– Eu tive — Elsa parou para respirar — Eu tive uma ideia melhor.
– Que ideia? — perguntou a garota ainda pulando
– Vamos brincar aqui...
Enquanto Elsa parou para respirar novamente Corin interveio
– Ah não, está muito calor. Vamos até a cachoeira! Toda vez que nós vamos para a vovó nós passamos pela cachoeira, por favor, Elsa, está bem pertinho! — pediu a menina parando os saltos e pegando a amiga pela mão
– Está com calor? — perguntou Elsa sorrindo já recobrado o fôlego — Você quer brincar na neve?
Um flash veio em sua mente: Anna. Por quanto tempo Anna não quis ouvir essa pergunta da boca de Elsa? Ela já haviam brincado na neve desde que tudo aconteceu, mas Elsa não perguntou para Anna, não foi acordá-la no romper da aurora para fazer essa pergunta. Veio um aperto no peito, queria voltar correndo para Arendelle e perguntar isso à Anna e pedir desculpas por ter negado seu pedido por tantos anos, mesmo já tendo feito isso.
– Neve? — perguntou Corin arrancando Elsa de seus pensamentos — Estamos no verão, Elsa. Mamãe disse que não neva no verão — afirmou Corin confiante cruzando os braços
– Não? Bem, que eu me lembre, ano passado teve uma nevasca no verão — retrucou Elsa
Corin descruzou os braços e olhou para Elsa com expressão de dúvida.
– Acho que você pode guardar um segredo, não pode? — Corin assentiu com a cabeça enquanto seu irmão observava tudo confuso. — Então me responde — começou Elsa esfregando as mãos fazendo sair um pouco de magia delas — Você quer brincar na neve? — repetiu formando uma bola de neve bem em frente aos olhos de Corin
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– Nem acredito que estamos tendo um minuto de paz — desabafou Kristoff para Anna
Os dois estavam em meio as colinas, a visão era incrível, o reino inteiro à sua frente. O sol já estava baixo e o céu roubava a sua cor laranja. Ambos sentados na grama e olhando para o horizonte e Anna apoiando a cabeça no ombro de Kristoff.
– Nem eu — Anna deu um suspiro longo — São tantas coisas para resolver... Ficávamos mais tempo juntos quando não estávamos noivos
– Isso é verdade — concordou Kristoff rindo — Mas logo vamos nos casar e tudo vai ficar bem. — e acrescentou baixinho — Eu espero
Anna franziu o cenho e ergueu a cabeça lentamente
– Como assim... espera? V-você também está em dúvida?
– Não! Não, Anna. Não é isso. Eu... espera, também? — perguntou dando ênfase na palavra — Você... quer desistir?
– Não! Claro que não. — Anna pôs as mãos nos ombros de Kristoff e depois recuou abraçando suas pernas — Você quer?
– Claro que não. Eu só... estou com um pouco de medo
– Medo? De mim?
– Não! — exclamou Kristoff — Ah... Como eu vou explicar agora? — perguntou-se coçando a cabeça — É que... bem... você é uma princesa e eu.... — ele abaixa a cabeça e solta um suspiro
– Você é meu amor verdadeiro — completou Anna — E... eu não me importo de onde você veio — continuou ela rindo — O que me importa... — ela buscou o olhar escondido dele — é que você está aqui, comigo.
– Para sempre — acrescentou Kristoff
Os dois se olharam e sorriram, os olhos mostravam o receio e também a vontade de enfrentar o futuro, desde que fosse juntos. Eles se aproximaram e Kristoff pôs a mão no rosto de Anna, a alguns centímetros um do outro:
– Ah! Aí estão vocês — interrompeu Olaf feliz — Precisam de vocês no salão, tem que escolher se colocam as toalhas douradas e vermelhas intercaladas ou separa por lado no salão. Eu prefiro intercalada....
– Já vamos, Olaf — cortou Anna — só um minutinho, pequenininho — suplicou ela gesticulando
– Atrapalhei alguma coisa? — pergunta o boneco de neve inocentemente
– Não, Olaf. só queremos respirar um pouco — tentou explicar Kristoff
– Ah! não seja por isso, em bastante ar no salão. Vum bora! Eu levo vocês até lá — exclamou Olaf empolgado seguindo em direção ao palácio
Kristoff soltou um pequeno grunhido
– Anda — chamou Anna se levantando — Vamos ter muito tempo depois de casar
– Andem logo! — chamou Olaf mais à frente
– As toalhas não podem ser todas douradas ou todas vermelhas? Tem que ser duas cores? Porque não pode ser... sei lá, branco? — reclama Kristoff
– O rei de Cásnia se machucou em uma guerra e já está velho, ele ficou muito sentimental, se ele não ver as cores de Arendelle ou de Cásnia nas toalhas ele fica ressentido — explica Anna achando aquilo um absurdo, ela explicava para si mesmo e gesticulava muito — Eu sei que isso é muito estúpido, mas Elsa disse que não queria criar problemas com Cásnia porque Arendelle nunca foi um reino de guerra e...
– Tudo bem, ei. Relaxa — interrompe Kristoff segurando Anna — Vai ser dourada e vermelha
– Não tem branco na bandeira de Cásnia — acrescentou ela com um olhar desesperado de quem passou muito tempo decorando normais e regras.
– É, nem na de Arendelle. Vamos logo antes que o Olaf venha e traga toda aquela multidão.

Notas finais
E sobre o comentario do filme: Gente, o pai da Elsa mentiu pra ela, cara. Ele disse que ela ia ficar bem. Digamos que ficar três anos trancada sem ver nem mesmo os pais, depois ser coroada rainha sem nenhuma noção do que fazer com relação à um reino, e ter que fugir para as montanhas por causa do medo nao é a minha definição de ficar bem. Tá, depois ficou tudo bem, mas demorou pakas. Ele mentiu e ponto.