Frozen - A Rainha da Neve

15 Reviravolta (mais uma)


Notas iniciais
Estou com um problema para postar essa história que só vendo... Dessa vez, foi meu querido pc que quebrou... Bem, agora que já está tudo resolvido, (e espero que não apareça mais nenhuma zica) está aqui mais um capítulo para vocês! Agradeço à Sarao9g por comentar. Sério, é muito bom saber o que estão achando! Música do capítulo: New Divide- Linkin Park Devido a demora, não quis perder mais tempo catando uma imagem. No próximo capítulo, já deve ter. PS: leiam as notas finais, por favor!

Sven corria o mais rápido que podia. O frio estava de matar e o bicho sabia que se parasse eles realmente morreriam. Para piorar, Gerda havia esquecido seu agasalho na casa onde estava Hans e conforme se aproximavam do castelo a temperatura só caia. Porém, ela seguiu firme, repetindo na sua mente a oração do Pai — Nosso; que aliás, foi a única coisa que lhe ajudou quando finalmente chegou no pé da montanha do palácio: Monstruosos flocos de neve gigantes estavam à sua espera. Foi só adentrar naquele lugar onde havia a cachoeira congelada, e a escada que levava aos portões do castelo, para eles começarem a subitamente lhe atacar; todos caindo aos montes por cima dela. Naquela hora, ela realmente pensou que era seu fim. Aconteceu tão rápido que não teve tempo de fugir, nem de fazer mais nada; apenas rezar. Só que o mais incrível foi que, terminando a oração, de maneira praticamente milagrosa os flocos se dissolveram, liberando completamente sua passagem.

— Duvido que agora, depois dessa, qualquer coisa me impeça- pensou Gerda.

***

—Estou me mudando para um país mais quente! – Anunciou a Rainha da Neve para todos no castelo de gelo. Ela já estava com as malas prontas, pegando todo mundo ali de surpresa.

— Espera, como assim?! Porque isso agora?! E seu plano?! — Perguntava Kai, aturdido com a repentina notícia.

— Bem, desde aquele dia em que liberei meus poderes, eu percebi que meu dever; minha missão; meu destino, era ser literalmente rainha da neve; soberana dos dias frios e das coisas glaciais. Minha ideia inicial, era usar meus poderes para controlar o clima no mundo, ajudando os lugares muito quentes e aliviando os mais frios. Porém, como você acabou vindo comigo, tive de mudar meus planos: eu ia começar a usar minha magia para fazer o bem sim, mas primeiramente, com objetivo de concertar os problemas que causei. Por isso, vim guiando Gerda até aqui, protegendo ela, mas também intervindo para que passasse por situações que fizessem ela florescer ao máximo o amor que tem dentro dela, e também o de quem ela encontrasse no caminho. É incrível como o clima pode interferir na vida das pessoas... Porém eu fui imprudente, e vocês já sabem que na prática o plano não era tão perfeito assim; era bem utópico na verdade, e eu acabei só piorando as coisas... De qualquer forma tratei, de conseguir terminar o que já tinha começado pois seria pior ainda abandonar vocês no meio dessa nova confusão que causei. Bem, então, como já constatei no meu espelho do conhecimento, e no portal que criei, que tudo que eu podia fazer quanto a isso já foi feito, e que dentro em breve, muito provavelmente, todo esse mal terminará, achei que é a hora de me mudar para um lugar que precisa mais da minha ajuda; onde ficarei sozinha trabalhando, sem machucar ninguém; só fazendo algo de bom.

— Mas filha, não precisa ser tão radical... Você sabe que embora tenha brigado com você, eu te amo, não sabe? Não me deixe, por favor! Apesar de tudo, no fundo eu te admiro muito por ter tentado ajudar Kai e Kristoff com sua magia. Na verdade, agora vejo que você foi melhor que eu quando libertei meus poderes... — Elsa interveio acariciando o rosto da filha, com aquele olhar de mãe preocupada. Se sentia um pouco culpada.

— Poxa, mãe obrigada, mesmo. É uma honra ouvir isso da lendária rainha Elsa. Eu também te amo. Mas sei que vai ser melhor assim. Você não vai precisar mais ficar trancada aqui comigo; poderá retornar para Arendelle, ficar próxima novamente de Anna... sem falar que poderei ajudar melhor meu pobre pai. Pense: ele poderá voltar para casa, e descansar junto de você. Fique tranquila quanto à distancia; com uma simples rajada de vento poderei te visitar, e prometo que não vou demorar. Estarei por enquanto na Itália, para “acalmar” os vulcões Vesúvio e Etna. Querendo também me ver, é só aparecer por lá — Falou Neve enquanto dava um longo abraço de despedida na mãe. A moça não queria dizer coisas como “que falta vou sentir de ti” ou “não queria me separar” pois sabia que isso só tornaria as coisas mais complicadas.

Por isso, se despediu dos demais também de uma forma explicativa, falando mais uma vez que dentro em breve, a situação deles seria normalizada; e que amava a todos e só queria protegê-los... Foi tudo dito de uma maneira geral, contudo, suas palavras foram dosadas especialmente para Kai, que sabia que seria quem mais ia sofrer com aquilo. Na verdade, ela mesma também sofria, e muito, pelas coisas terem de ser assim. No fundo, sentia um grande desejo de poder ficar com o garoto. Mas achava que era totalmente errado alimentar um sentimento por ele; visto que tinha o machucado e atingido tantas vezes. Lembrando que até mesmo da paixão que ele sentia, a dama chegava a duvidar, pois tudo aquilo podia não passar de um simples efeito de um feitiço... Enfim, acreditava que tinha arruinado tudo, fora prepotente criando esse esquema complexo que envolvia tantas vidas. De qualquer forma, teve que pensar muito na briga com a mãe, principalmente, e em tudo que causou, antes de tomar a decisão. Nem havia dormido no dia anterior.

— Então, você cria toda essa confusão nas nossas vidas, e quer se afastar de todos de repente, para voltarmos às nossas rotinas normais? Por um acaso, acredita mesmo nessas coisas que falou? – Dizia secamente Kai, sentado num canto, com sua aparência cada vez mais pálida. – Tudo isso no geral, pode até ter um lado verdadeiro, mas no fundo, é uma grande mentira! Não é possível que alguém tão poderosa, tão boa, com audácia e inteligência para bolar todo esse plano, não perceba que está cometendo um grande erro em achar que se isolar de tudo e de todos vai ser melhor! Só se essas coisas que eu enxergo em você é obra desses espelhos que machucaram meus olhos. Ou o que sinto seja por causa do caco de vidro que você botou no meu peito – Vociferou agora Kai com um olhar voraz, enquanto escorriam lágrimas pelo seu rosto em um misto de tristeza e raiva.

— Desculpa. É a última vez que eu te machuco, prometo. — Foi a única coisa que a Rainha da Neve conseguiu dizer, pois a voz já estava embargada. E antes que começasse a chorar ali, pegou uma corrente de ar, tal qual seu pai fazia, e foi embora.

Kai simplesmente desabou sentado no chão, incrédulo, ao lhe ver partir daquele jeito. Sua mente começava a ficar, finalmente, inebriada de vez pelos espelhos. Lembrar em flashs embaralhados de tudo que passou desde que prendeu seu trenó no dela, se tornou a única coisa que conseguia fazer. Não podia ver, nem ouvir, mais nada nem ninguém; todo o mundo ao seu redor foi quebrando e rachando a medida que sua Rainha se distanciava. E ali percebia o quão grande e solitário era o lugar onde estava, mesmo sem conseguir sentir exatamente mais nada. Com certeza devia estar berrando e chorando como nunca, talvez até sangrassem seus olhos. Mas sabia que a Rainha já estava longe demais para lhe ouvir e retornar. Não podia querer fugir dali; daquela situação, pois o lugar era tão grande e coberto por uma grossa camada de gelo e frio, que morreria se tentasse. Afinal, já estava congelando. Aos poucos as memórias que tomaram conta da sua cabeça foram apagando, mas ainda pareciam lhe sufocar como uma tempestade de neve que caia por cima dele. Começou então, a tentar pensar porque estava acontecendo tudo aquilo, porém, conforme mais pensava a angústia aumentava e sua pele ia se transformando em gelo. No fundo ele sabia que não tinha porque; foi tudo simplesmente um erro. Não era parte do plano acabar assim, com o terror dominando... Ao perceber isso ele simplesmente travou na posição em que estava, ficou sem emoção, e foi completamente coberto pelo gelo azul que crescia em si.

Todos que enquanto isso, tentaram desesperadamente acalma-lo e aquece-lo, ficaram extremamente comovidos. Logo imaginaram que havia morrido congelado. Kristoff sentia-se arrasado, pois embora ele e a esposa tivessem sobrevivido a um congelamento, sabia que com Kai foi diferente; muito mais arrebatador e sofrido, porque permitiu vários sentimentos ruins florescerem. Se não tivesse sido rapidamente amparado por Elsa, Olaf, Marshmalow e os outros bonequinhos, o rei voltaria a ficar congelado também com o desespero que tomou conta de si, devido à não ter eliminado de si todos os pedaços ainda.

O castelo ficou horas dominado pelo clima de tristeza, até que, de repente, eis que os portões são abertos, e atrás deles aparece Gerda. Ela caminhava um pouco acanhada em direção ao interior do esplendoroso recinto até que seus olhos bateram em seu amigo de infância.

— Kai, meu querido Kai! Oh, não, não pode ser! Eu cheguei tarde demais?!

Notas finais
Então, novamente eu não consegui muito tempo para editar, então qualquer problema é só avisar pelos comentários. Eu não ligo de receber críticas. E só para deixar claro, a música escolhida reflete melhor o que se passava pela cabeça do Kai enquanto ele congelava. A narração que fiz, e a música juntas, se completam para mostrar isso. Enfim, espero que tenha ficado legal. :)