Notas iniciais
Eu sei que disse que achava q n demoraria pra postar d novo. Só que havia me esquecido que tinha semana de provas :P Minhas sinceras desculpas, leitores... Gostaria de agradecer ás novas pessoas que passaram a acompanhar. Infelizmente, não sei o nickname delas porque elas preferiram não deixar o acompanhamento público, mas saibam que acho totalmente válido, e fico feliz de qualquer forma por estarem gostando. Música do capítulo (final dele): Te Roubar Pra Mim- Onze:20 Imagem: Moly (imaginem os cabelos negros)

Decidida a não se abalar pela falta de pistas, Gerda agradeceu aos trols e despediu-se deles, partindo de volta à casa onde estava abrigada. Lá, trocou as sandálias que usava por botas mais resistentes vermelhas e foi na direção do rio que ficava nos limites de Arendelle, tentar achar alguma coisa que ajudasse na sua investigação. Mas antes, pressentindo que algo ruim poderia acontecer, ela passou pelo centro do reino e se despediu brevemente de todos. Seu coração estava ficando apertado, porém não poderia desistir agora. Então, mesmo não querendo ir embora, e sufocada por um mal pressentimento, acabou seguindo em direção ao tal rio.

Chegando lá, enquanto pensava no que poderia fazer para conseguir pistas ali, retirou seus sapatos e os deixou na margem, pois a terra molhada em seus pés descalços sempre a acalmava. Foi quando percebeu que a correnteza estava estranha, formando ondas azuis cristalinas. Achou interessante, mas não deu muita atenção ao fato. Ao invés disso, teve a ideia de jogar os sapatos no rio para ver se tinha alguém por perto, pois, como eram muito chamativos, alguém iria notá-los; e a garota tinha esperanças de que a pessoa que os achasse fosse procurar pela dona deles. Só que acabou pensando melhor:

— Afe, que ideia idiota, Gerda! Só prestaria para sujar o rio e para perdê-los. –Disse para si mesma.

Aí, pensou em outra coisa: como tinha um barco perto dela, que estava abandonado, por que não ir até a proa, para tentar observar melhor o lugar, e ver se achava alguma coisa? Contudo, o que ela não contava era que esse barco não estava atracado, nem encalhado. Dessa forma, quando subiu nele, provocando uma forte movimentação com a ansiedade que possuía, o velho veículo acabou caindo nas águas, e foi levado pela correnteza. Quando a garota se deu conta, já era tarde demais, e a embarcação já estava distante o bastante das margens, para que a princesa conseguisse sair dali. Foi absurda a velocidade com que isso ocorreu, mas como sabemos, alguém capaz de controlar os ventos, o gelo e até mesmo, um pouco, a água estava guiando secretamente a viagem da menina.

Ela, que não fazia a mínima ideia de como pilotar um veículo daqueles, foi sendo levada floresta adentro. Só que ao contrário do que se espera numa situação dessas, a viagem foi (dentro do possível) tranquila; até um pouco mágica, com o barco seguindo calmamente, acompanhado de toda a beleza e os mistérios da selva, que despontavam como cenário, parecendo até que estavam abrindo passagem e saudando a filha de Anna. Foi assim até que, no meio do caminho, ela percebeu na paisagem uma destoante casa colorida, cheia de espelhos, com umas estranhas esculturas à sua frente. Mesmo sem saber exatamente o que encontraria ali, Gerda gritou por socorro ao se aproximar. Com a gritaria, Moly foi aflita ver o que estava acontecendo; afinal, estava bem preocupada com Elsa, Hans e Jack, que haviam saído há uns dias a fim de deter aquele inverno e não mandaram mais notícias.

Ao encontrar a menina sendo levada pela correnteza, a ex-trol sentiu uma pena súbita e nadou rapidamente em direção ao barco e, usou sua magia para pará-lo.

Gerda ficou bem aliviada quando pôde pisar em terra firme novamente, contudo sentia certo receio da mulher que lhe ajudou, afinal era uma desconhecida. Todavia, independente disso, Moly foi extremamente (e estranhamente) simpática, mostrando-se preocupada com ela, e querendo saber quem era e como havia chegado ali. Porém, quando soube do que realmente se passava e com quem estava falando, a mulher até se engasgou! E foi pega de surpresa quando a garota lhe perguntou:

— Você, por um acaso, não teria visto um garoto como Kai por aqui, teria?

— Bem... por que você não para de se preocupar tanto e relaxa um pouco? Sente-se aqui, coma umas frutas... aliás, seu cabelo está todo bagunçado e suas roupas também. Deixe-me te arrumar, por favor!

Ocorria que, embora Moly tivesse conseguido um pouquinho de confiança com Elsa, ela ainda tinha muitos problemas com o reino de Arendelle. E de certa forma, sabia que era culpada pelo o que estava ocorrendo por ali. Assim, tinha medo de que a menina, sendo a princesa de lá, tivesse intenções de captura-la, ou algo do tipo. Além disso, não queria que ninguém que não soubesse a fundo a sobre o que realmente estava acontecendo se metesse em ir atrás da Rainha da Neve, pois isso poderia atrapalhar os planos de Hans e os outros. Fora o fato de se sentir muito sozinha desde que o marido se foi... Logo, não queira perder aquela companhia, nem que algo de ruim ocorresse com ela. De um jeito torto, a mulher só queria ajudar; pretendendo manter Gerda ali o máximo de tempo possível distante do seu “perigoso dever”.

Rapidamente, teve a ideia de usar seu pente mágico do esquecimento para pentear os fios dourados da menina, fazendo-lhe se esquecer de tudo que envolvia sua missão, com a desculpa esfarrapada de que queria arrumá-la. Não foi muito fácil convencê-la, afinal ela nunca se importou muito com aparência. Mas como estava realmente cansada e sabia que devia estar suja e fedida acabou concordando, embora relutantemente.

Assim, sem querer, a garota passou pelo o que mais temia em relação a Kai: esqueceu-se dele e de tudo de bom que já haviam passado juntos. Estavam ambos os irmãos em lugares diferentes sem se recordarem um do outro.

Quando se certificou que Gerda não se lembrava de mais nada, Moly levou-lhe até o jardim de sua casa, a fim de lhe lavar a alma. A mocinha ficou encantada, pois aquele era um jardim mágico com várias plantas belas e exóticas para fazer poções e feitiços. E por todo o tempo em que ficou naquela casa, passava quase o dia inteiro naquele lugar, com as flores. Até que um dia, ao observar uma rosa, lembrou-se dos versinhos que cantava com Kai quando era criança. Em seguida recordou-se dele também.

— Meu Deus, onde eu estava com a cabeça?! Perdi muito tempo aqui, preciso encontrar meu irmão! Espera, não só ele! Meu pai e Sven também estão desaparecidos, como pude esquecer?! Ai, todos no reino estão preocupados com isso, e eu aqui sem fazer nada!

Como sabia que haviam flores ali que falavam e que tinham poderes especiais, resolveu perguntar a elas se sabiam alguma coisa sobre pelo menos um deles. Mas infelizmente, elas não sabiam. Havia alguma magia maior que não permitia que elas soubessem. Percebendo, então que nada encontraria naquele lugar, tratou logo de correr o mais rápido que conseguia em direção ao portão que havia no jardim, para não perder mais tempo; ou acabaria esquecendo tudo de novo. Ela sabia que fora Moly que fez alguma coisa para lhe despistar de sua missão, então não quis nem se despedir. É que Gerda percebeu que a feiticeira, embora tivesse sido amável, estava muito sozinha, e faria algo para mantê-la presa ali por mais tempo...

Ao abrir o portão, a princesa correu o mais rápido que pôde e só parou quando se certificou que ninguém a seguia. Como ficou bem cansada, sentou em uma pedra para descansar, e ergueu a cabeça para observar o céu. Ele estava esbranquiçado, como ficou desde que Kai sumira, porém o que mais lhe chamou a atenção foram as árvores, todas secas e quase sem folhas pelo frio que suportaram todos esses dias, (apesar de que naquele em especial, o clima estivesse até ameno). Foi ali que realmente se deu conta de quanto tempo havia passado na casa de Moly. Afinal, quando foi para lá, todas as folhagens estavam ainda bem verdinhas. Ela não havia notado pois dentro daquele lar era fácil perder a noção do tempo, devido à presença de feitiços com essa capacidade...

Agora, estava perdida e só com a roupa do corpo. Enquanto vagava sem rumo, tentava imaginar onde e como Kristoff, Sven e Kai poderiam estar. Pensava se eles não estariam em melhores condições que ela, que saiu naquele dia apenas para procura-los. E emendando um pensamento no outro, pensou no desprezo que recebia nos últimos anos, do irmão. Mas ao invés de sentir raiva, ficou triste. Triste por todas as coisas que poderiam ter sido evitadas entre eles antes de chegar naquela situação, onde não sabia mais se o encontraria novamente... Por tudo de bom que deixaram com o tempo, de fazer entre si, como criarem versos um para o outro... Por cada momento que desperdiçaram brigando.

— Porque você não quis mais ser meu amigo? Tudo isso poderia ter sido evitado. Até cheguei ao ponto de me esquecer de ti!!! Tu sempre foste meu irmão de alma, eu só queria que voltássemos a ser assim e que não nos afastássemos nunca mais. – dizia sozinha, pensando em Kai, como fazemos quando sentimos muita falta de alguém. E ao se dar conta de que "conversar" estava lhe fortalecendo, continuou, tentando se encorajar:

— Por isso, vou te tirar dessa situação, te trazer de volta para onde realmente é o nosso lugar. Por que foram te sequestrar? Quem vai te “roubar” agora, sou eu! Saiba que minha intenção é só para te fazer feliz, porque o que eu quero é fazer você voltar a amar. E pode ter certeza que mesmo do meu” jeito tosco”, eu vou fazer de tudo para espalhar esse amor pelo mundo. Afinal, é esse sentimento que faz a vida valer a pena.

E no seu íntimo completou:

— Incrível como apesar de tudo você continua me me fazendo bem, maninho. Indiretamente me deu forças para continuar, mesmo nessa situação. É por isso que sei que vai voltar a ser quem era. Você PRECISA voltar.

Notas finais
Mereço reviews?