Frozen - A Different Story

1 Capítulo 1: The Third Sister


Notas iniciais
Eu sei que disse que iria postar ontem, mas eu tive alguns problemas e não tive como fazê-lo. Espero que possam perdoar pela demora.Então, como eu disse no aviso deixado na antiga história, ela agora está reescrita e haverá algumas mudanças. Eu espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.Enfim, boa leitura!

Uma garotinha de aparentemente seis anos, de pele pálida como a neve, cabelos castanho-escuros e olhos azul-gelo trajada num vestido vermelho que, a despeito da cor, era de forma discreta, estava deitada em sua cama com um livro em mãos, lendo-o com uma expressão desinteressada, apática.

– Elena. – Uma voz se fez ouvir do lado de fora. A morena a reconhecia, afinal era a voz de seu pai. Ela levou um segundo perguntando-se internamente o que ele poderia querer, mas não conseguiu chegar a qualquer resposta, de modo que o que lhe restava era pedi-lo para entrar.

– Pode entrar. – Elena respondeu sem sequer olhar para a porta, que logo em seguida foi aberta e por ela entraram seu pai e sua mãe, Rei Agdar e rainha Idun de Arendelle. Então, levantou o olhar para fitar os dois pela primeira vez.

Agdar era um homem alto e de porte físico forte. Tinha pela clara, apesar de mais corada do que a da esposa e da filha, cabelos ruivos, que assim como os olhos verdes, não compartilhava com a filha. Idun era uma mulher alta e magra, de pele pálida, traço que compartilhava com Elena, cabelos castanho-escuros, algo herdado pela filha, e olhos azuis, que a princesa herdeira de Arendelle também possuía. A primogênita do rei e da rainha era como uma cópia exata de sua mãe, com a diferença apenas de ser mais jovem.

– Aconteceu algo? – Arqueou uma sobrancelha, mas sequer se deu ao trabalho de fingir estar interessada, jamais dirigindo o olhar a qualquer dos adultos. Era uma atitude fria, mas era esse seu comportamento usual. Honestamente, não lhe agradava a companhia de alguém, e ela sequer se lembrava da última vez que sorrira.

– Querida. – Idun caminhou até a cama se sentou no colchão, aos pés da morena, lhe acariciando o pé descalço, não recebendo qualquer reação em resposta. – Temos algo a lhe contar. – A mulher sorriu com certa felicidade misturada a receio, aparentemente preocupada com qual seria a reação da morena mais jovem ao que tinha que dizer. – É que... – Respirou fundo, mas parecia que algo estava preso em sua garganta, impedindo-a de prosseguir.

– Você vai ganhar uma irmãzinha, Elena. – Agdar imediatamente interveio, percebendo que a esposa não conseguiria dar a notícia à filha, embora ele também guardasse uma espécie de temor sobre o que a menina iria dizer.

Nenhum pai poderia esperar pela reação de Elena. Ela não gritou, não sorriu, não pareceu entusiasmada com a chegada de uma irmã ou sequer ficou irritada por não ser mais filha única. A morena apenas bufou e voltou a ler o livro em seu colo como se seus pais não lhe tivessem dito nada.

Agdar e Idun não falaram mais nada. De certa forma, já esperavam pela reação, ou falta dela, de Elena, afinal conheciam o quão fria e apática a menina poderia ser, então simplesmente se retiraram do quarto, deixando a morena sozinha, que era como ela mais gostava de ficar.

Sozinha.

...

Já fazia sete meses desde que Agdar e Idun haviam dado a notícia da vinda da nova princesa para Elena e o médico da família, Alviss, declarou que o bebê poderia nascer a qualquer momento. O rei e a rainha de Arendelle, assim como todo o reino, estavam entusiasmados com a chegada da filha do casal. Elena, porém, não demonstrava qualquer reação. Era comum e era quase esperado por todos que a conheciam. A menina era tão fria e apática que poderia ser considerada insensível, embora seus pais jamais desistissem de alguma tentativa de interação com ela, que era sempre ignorada pela princesa herdeira.

Naquele momento, Elena se encontrava adormecida em sua cama, um livro abandonado sobre a mesa de cabeceira. Batidas na porta a despertaram de seu sono e, esfregando os olhos para expulsar o cansaço, ela se levantou e, silenciosamente, destrancou a porta e a abriu, revelando o mordomo, Kai. Era um homem baixo e gorducho, de ralos cabelos castanho-claros e olhos também castanhos, que sempre usava o uniforme da equipe de funcionários do castelo.

– Alteza, seu pai solicita sua presença imediatamente. – O homem parecia bastante contente, entusiasmado, apesar do tom formal que usava. Ela apenas podia tentar imaginar qual seria o motivo, porém tinha uma boa ideia do que poderia ser. – Sua irmãzinha nasceu. – Suas suspeitas foram confirmadas e, quase sem perceber, ela revirou os olhos. Não negava que tinha problemas para entender o porquê de aquilo ser tão importante.

De qualquer forma, Elena seguiu o mordomo até o quarto de seus pais e, assim que adentrou, viu sua mãe sentada suada na cama com seu pai ao lado dela, ambos olhando com um brilho especial de felicidade nos olhos para uma pequena criança enrolada em um cobertor azul-gelo como os olhos de Elena e Idun. Ao se aproximar o bastante para observar a nova irmãzinha, a primeira coisa que princesa herdeira de Arendelle notou foram os grandes olhos azul-gelo, como os seus próprios e de sua mãe. Além disso, havia algo de peculiar no bebê. Os poucos fios presentes na cabecinha frágil não eram castanho-escuros como os da mãe e dela, tampouco eram ruivo-morangos como os do pai. Ao invés disso, eram loiro-esbranquiçados, platinados.

Elena se aproximou dos pais e da nova irmãzinha em tempo de escutar seu pai falando:

– Ela se parece com vocês. – Disse e só então a morena notou que o rostinho de bebê era uma réplica mais nova e rechonchuda do dela própria e de sua mãe. O mesmo formato do nariz e do rosto, os mesmos grandes olhos azuis. O mesmo tom de pele pálido.

Elena não sorriu como sua mãe fez. Apenas continuou a analisar a irmãzinha que havia acabado de ganhar, quase de forma puramente analítica, embora, em algum lugar no fundo de sua mente, ela se perguntasse o porquê de ainda estar ali. Não era importante para ela, era? Com um suspiro cansado, decidiu-se por perguntar:

– Qual é o nome dela? – Questionou com uma sobrancelha arqueada, seu tom de voz frio e sem emoções como era de costume e, como sempre, soando estranho em uma criança daquela idade. Tudo isso apenas para esconder sua verdadeira curiosidade. Ela jamais iria admitir que estava interessada em saber algo sobre a irmãzinha. Nunca. Jamais.

– Elsa. – Sua mãe lhe respondeu, ainda olhando maravilhada para a filha recém-chegada.

Elena deu de ombros, como se tivesse perguntado apenas por educação, mas não porque realmente lhe interessava, o que não era exatamente uma verdade. Seus pensamentos conflituosos só foram interrompidos quando o mesmo médico que fizera o parto, o que ela conhecia bem como sendo Alviss, e que saíra dali não se sabia o porquê, adentrou novamente no cômodo com uma expressão preocupada no rosto.

– Preciso falar com vocês. – O homem declarou, referindo-se ao rei e à rainha. – De preferência, seria melhor que elas não ficassem aqui. – Gesticulou para a recém-nascida e a morena, que pareceu ligeiramente surpresa, mas não disse nada a respeito.

– Tudo bem. – Agdar concordou em um tom confuso e receoso, pegando o bebê dos braços de Idun e depositando-o com cuidado nos braços finos, mas cuidadosos, de Elena, que segurou a pequena com firmeza apesar da pouca idade. – Tome conta dela por enquanto. Importa-se, Elena? – Ele sempre lhe dava uma opção, sempre a perguntava. Nunca a obrigava a nada. Era uma das coisas que ela apreciava em seu pai, embora ela nunca fosse admitir em voz alta. Provavelmente, ela jamais diria a qualquer pessoa o que ela realmente pensava e sentia, mas isso não vinha ao caso naquele momento.

– Tudo bem. – A morena concordou e com cuidado, mas também rapidez, deixou o cômodo, seguindo para o escritório de seu pai, para onde sabia que ele iria assim que o médico terminasse o que quer que tivesse de falar.

Já no escritório, a morena sentou-se numa das poltronas que havia ali com a pequena Elsa em seus braços. A pequenina loira até então chorava tanto que chegava a machucar os ouvidos da mais velha, que a ninava na tentativa de fazer com que ela se calasse.

– Daria para ficar quieta? – Elena perguntou para ninguém em particular, mas claramente referindo-se ao bebê em seus braços, bufando ao notar com quem estava falando. E, novamente, ela estava confusa. Confusa se queria apenas que a menina parasse de chorar por o barulho a estar incomodando ou se porque não queria que Elsa chorasse. Bebês pareciam naturalmente complicar a vida das pessoas, ela concluiu.

Para sua surpresa, a loira-platina ficou quieta. A morena então voltou a olhar para ela, percebendo que agora a menina se divertia brincando com uma mecha de seu cabelo escuro. Revirou os olhos. Bebês se distraem tão facilmente, mas não podia ser com outra coisa que não o cabelo dela? Virou o rosto de modo que a mecha de cabelo castanho-escuro escapasse das mãos gordinhas da pequena, que, para a surpresa da morena, riu. Aquilo fez com que a atenção da mais velha retornasse ao rosto sorridente do bebê, que então pegou outra mecha de cabelo castanho-escuro dela, recomeçando a brincar.

A visão lhe era tão única que por um momento, Elena esqueceu-se completamente que estivera irritada com a criança há apenas segundos, esqueceu-se de que sempre tinha que ser fria e impessoal, deixando que um sorriso brincasse no canto de seus lábios, algo extremamente raro, se não único, para ela.

Sequer percebeu quando seu pai adentrou no cômodo, provavelmente para levar Elsa de volta para o quarto onde Idun esperava, e tampouco teve tempo de ver o rosto dele contorcendo-se em nada menos que completo choque ao vê-la sorrindo para a irmãzinha que acabara de ganhar.

– Elena? – Ele chamou, maravilhado tanto pela filha mais nova que acabara de ganhar quanto com a mais velha que pela primeira vez viu sorrir, esquecendo-se, por um momento, o que viera fazer ali em primeiro lugar.

Depois de alguns minutos, a morena finalmente pareceu notar a presença do pai ali e se esforçou para parar de sorrir, mas o riso de Elsa enchendo seus ouvidos tornava a tarefa praticamente impossível. Ela tinha acabado de perceber que gostava da menina, apesar de que, há pouco tempo, sequer se importava com ela. Agdar se aproximou das duas filhas e se ajoelhou ao lado da poltrona na qual a mais velha estava sentada com a caçula, passando a mão cuidadosamente pelos poucos cabelos loiro-platinados de Elsa.

O bebê pareceu contente e moveu ligeiramente as mãozinhas gorduchas, entre as quais surgiu um brilho e um pequeno floco de neve. Elena e Agdar se entreolharam com surpresa. Ao que parecia, a mais nova princesa de Arendelle era capaz de mais do que descongelar o coração congelado da princesa herdeira.

...

Era apenas mais um dia comum no reino de Arendelle. As crianças corriam pelas ruas, brincando, rindo e se divertindo. As pessoas trabalhavam bem-humoradas e contentes. No castelo, os funcionários passavam satisfeitos pelos corredores da enorme construção. O reino era próspero e, seus cidadãos, felizes. Não havia o que reclamar.

Porém, em outro lugar do castelo, na ala onde ficavam os quartos da família real, duas garotinhas corriam pelos corredores. Uma tinha cabelos loiros muito claros e olhos azuis como gelo, usando um vestido azul-marinho e sapatilhas pretas em seus pés. A outra era mais jovem que a primeira e possuía cabelos loiros-morango e olhos azul-piscina. Ambas sorriam e riam durante sua corrida apressada, divertindo-se.

– Meninas, o que a mamãe disse sobre correr pelos corredores? – Uma voz que não pertencia a qualquer uma delas lhes chamou a atenção para alguém que estava parada à porta de um dos quartos.

Era uma garota de quatorze anos. Possuía cabelos castanho-escuros e olhos azul-gelo como os da menina loira mais jovem. Estava usando um vestido vermelho de verão e sapatilhas pretas. Estava de braços cruzados e olhava as duas meninas mais jovens com um sorriso caloroso, encostada à parede da porta de seu quarto. Francamente, ela não se importava se sua mãe não gostava que as duas meninas mais jovens corressem pelos corredores, não se isso impedia suas irmãs de se divertirem como ela estivera vendo há poucos momentos.

– Elena! – A jovem Elsa, a loira de oito anos, correu em direção à sua irmã mais velha, que se pôs de joelhos e abriu e os braços para recebê-la, e a abraçou com força, como se não a visse há uma quantidade gigantesca de tempo, ao contrário da realidade, quando a vira ainda naquela manhã.

– Olá, meninas. – A morena mais velha cumprimentou com um sorriso, abraçando Elsa com um dos braços enquanto com o outro abraçava Anna, que também havia se aproximado dela para abraça-la.

Em dado momento, as duas mais jovens se entreolharam e riram, causando um pouco de confusão em sua irmã mais velha. Elsa e Anna então derrubaram a morena no chão, rindo felizes, fazendo com que Elena entendesse do que se tratava e, finalmente, acompanhasse as duas no riso. Ela gostava de ver suas irmãs felizes, não importava se isso vinha de algumas diversão conseguida às custas dela. Sempre valia à pena. E sempre valeria. Finalmente, após alguns minutos, Elsa e Anna saíram de cima de sua irmã mais velha, que então se levantou. Elena bagunçou os cabelos das duas mais novas, rindo quando a loira-platina fez careta assim que sua trança se desfez. Anna também riu, não se importando se seu próprio cabelo havia sido desarrumado. Aquele era simplesmente apenas mais um dia normal no reino de Arendelle.

– Elena? – As risadas pararam assim que a voz de Gerda, a governanta do castelo, chamou a atenção das três princesas, que então se viraram para ela, observando a mulher baixa e gordinha, de cabelos escuros e olhos castanhos, trajando o uniforme da equipe de empregados do castelo de Arendelle, aproximando-se delas com um sorriso no rosto, aparentemente feliz por ver as três meninas se divertindo.

Elena imediatamente se levantou do chão e sorriu para a governanta. Elsa e Anna fizeram o mesmo, mantendo-se próximas à sua irmã mais velha.

–Sim, Gerda? – A princesa herdeira de Arendelle questionou, arqueando uma sobrancelha em sinal de curiosidade acerca do motivo de a mulher estar ali. Ela imaginava que havia vindo chama-la por ordem de seus pais, mas não poderia ter certeza.

– Seus pais estão te chamando no escritório. – Suas suspeitas foram confirmadas quando finalmente Gerda respondeu, de modo que a morena assentiu silenciosamente em direção a ela antes de se virar para as irmãs mais novas e se ajoelhar para ficar da altura das meninas.

– Tudo bem, obrigada. – A princesa mais velha disse, olhando vagamente para Gerda por um curto segundo antes de se voltar novamente para a loira e a ruiva que a olhavam. – Eu preciso ir ver o que papai e mamãe querem, tudo bem? – Perguntou, recebendo acenos positivos de ambas as meninas. Por fim, a morena se levantou e virou-se para a governanta, que ainda esperava pacientemente. – Pode ficar aqui com Elsa e Anna enquanto eu vou até eles? – Questionou, apesar de julgar que dificilmente Gerda iria negar um pedido seu.

– Como quiser, vossa alteza. – A mulher concordou com um sorriso quase divertido, parecendo satisfeita quando Elena arqueou uma sobrancelha e a olhou com uma espécie de ironia.

– Gerda. – Elena cantarolou em tom sarcástico enquanto começava a caminhar na direção do escritório de seu pai, o rei de Arendelle, passando pela governanta.

– Tudo bem, Elena. – Gerda se corrigiu em meio a uma baixa risada antes de seguir para Elsa e Anna e deixar que as meninas segurassem suas mãos e começassem a puxá-la para outra parte do castelo, aparentemente no intuito de fazer com que a empregada brincasse com elas.

Nos vemos depois, meninas. – Elena disse por cima do ombro enquanto se afastava. – Comportem-se. – Em resposta ao pedido, recebeu apenas baixas gargalhadas, o que a fez se questionar qual seria a sorte de Gerda, dado o que as duas pestinhas poderiam estar planejando. A despeito de saber que Elsa era extremamente sensata, apesar de frequentemente ceder às vontades de Anna, a caçula tinha ideias bastante disfuncionais e perigosas de como se divertir.

Tudo o que Elena sabia era que, possivelmente para o bem-estar mental da governanta, ela deveria voltar logo para supervisionar suas irmãs mais jovens. Então, ela apressou o passo, cumprimentando alguns empregados e guardas que passavam por ela durante seu caminho para o escritório do pai, antes que finalmente chegasse ao seu destino. Bateu algumas vezes na porta, recebendo um “Entre” de sua mãe em resposta antes de levar a mão à maçaneta e abri-la, adentrando no cômodo.

Ambos os seus pais estavam esperando lá dentro, ele sentado detrás de sua mesa de trabalho enquanto ela observava Arendelle pela janela que ficava atrás da poltrona na qual o rei estava. Agdar era um homem alto e de porte físico forte. Tinha pela clara, apesar de mais corada do que a da esposa e das duas filhas mais velha, cabelos ruivos, que compartilhava com Anna, e olhos verdes, a qual não fora herdado por nenhuma das filhas. Idun era uma mulher alta e magra, de pele pálida, traço que compartilhava com Elsa e Elena, cabelos castanho-escuros, algo herdado apenas pela filha mais velha, e olhos azuis, as quais todas as três filhas possuíam. A princesa herdeira de Arendelle era como uma cópia exata de sua mãe, com a diferença apenas de ser mais jovem. Elsa também era idêntica à sua mãe, diferenciando-se dela pela idade, os cabelos, que ao invés de serem castanho-escuros eram loiro-platinados, e o rosto da figura materna ser um pouco mais fino que o dela.

Fechando a porta atrás de si ao passar, Elena decidiu anunciar sua presença, visto que ambos os pais pareciam distraídos ao ponto de não a terem notado ainda.

– Mandaram me chamar? – Ela perguntou, fazendo com que Agdar levantasse a cabeça do livro que lia e Idun virar-se para ela, ambos agora dando-lhe atenção.

– Olá, querida. – Idun imediatamente cumprimentou, abrindo um sorriso caloroso para sua filha mais velha e caminhando até ela, dando-lhe um abraço ao aproximar-se o suficiente, ato que a morena mais jovem não tardou em retribuir.

– Bom dia, mãe. – Elena respondeu ao se separar da rainha de Arendelle, e, assim como a mais velha, centrando a atenção no homem sentado por detrás da mesa e que as olhava com um sorriso, apesar de que a princesa herdeira identificou alguma preocupação presente nas íris verdes do rei.

– Elena. – Ele cumprimentou, então levantando-se de sua cadeira, mas permanecendo atrás da mesa, inclinando-se para frente e apoiando-se com as mãos no móvel, sorrindo para sua primogênita, que logo retribuiu o gesto. – Kai me disse que você estava com Elsa e Anna. – Ele falou, recebendo um curto aceno positivo em resposta. – E como elas estão? – Perguntou com verdadeiro interesse e preocupação. Às vezes, ser rei de Arendelle tomava muito de seu tempo, de modo que ele, por vezes, conversava com Elena para se manter atualizado sobre suas filhas mais novas e o que fizeram durante o dia.

– Estão bem. – Elena assegurou, sorrindo um pouco em face da preocupação de seu pai. – Não precisam se preocupar. – Garantiu e logo se lembrou de um pequeno detalhe que a fez rir. – Na verdade, vocês deveriam se preocupar com a Gerda. – Afirmou, recebendo olhares confusos em resposta. – Eu a deixei sozinha com as meninas. – Explicou. – Tenho pena da pobre mulher. – Finalizou com uma baixa risada, seguida pelas gargalhadas de seu pai e o riso discreto de sua mãe.

– Como acha que Elsa está? – O tom de Agdar imediatamente tornou-se receoso à medida que sua expressão voltou à seriedade. Elsa sempre fora um assunto delicado para ele, principalmente por ele temer o que aconteceria com a menina se algo desse errado. – Os poderes? – Quis saber.

– Estão sob controle. – Elena respondeu, tranquilizando o homem à sua frente. – Fique tranquilo, papai. – Pediu. – Elsa vai ficar bem. – Disse por fim, sem nenhuma dúvida presente em seu tom de voz. Ela jamais deixaria que algo acontecesse com suas irmãs mais nova, seja a loira, seja Anna. Vinha fazendo isso desde que a segunda filha de seus pais havia nascido. E, não importava o que acontecesse, ela sempre iria proteger sua família.

– Mas e se algum acidente acontecer... – Agdar começou a falar, ainda não completamente livre de suas preocupações, mas foi interrompido por sua primogênita.

– Nada vai acontecer. – Ela assegurou, cruzando os braços e com seriedade em seu rosto jovem. – Não enquanto eu estiver aqui. – Prosseguiu. – Eu vou sempre cuidar das minhas irmãzinhas. – Garantiu e aquilo foi o bastante para tranquilizar um pouco os pais das três princesas. Elena sempre cumpria suas promessas, especialmente em se tratando de suas irmãs mais novas. – Agora, se me permite, Elsa e Anna querem brincar na neve. – Disse com um sorriso antes de deixar o escritório.

Notas finais
E então? O que acharam? Acham que tem possibilidade de ficar melhor que a antiga? E, por favor, deem-me suas teorias do que virá pela frente, pois, como eu disse, haverão algumas mudanças.Eu quis apresentar mais um pouco da Elena e como ela é, tanto com as irmãs, quanto com os pais. E, no intuito de saber se eu estou fazendo um bom trabalho descrevendo-a, por favor me digam o que acharam dela.A fic é movida a comentários e, dado o tamanho que todos os capítulos serão, é preciso quatro comentários para que eu poste um capítulo novo.Até o próximo capítulo!