Frozen 1/2 - Let It Go
11 Conheça Uma História - Parte 2
Notas iniciais
Marina fechou os olhos, para se concentrar em voar, mas pensar que poderia ser AQUELE o vulcão que seu pai tanto fala, ficou FELIZ e ao mesmo tempo PREOCUPADA, pois poderia ser o fim da rainha e da menina ave.
–Marina...- A voz de Elsa ficava cada vez mais fraca com a aproximação da lava.
Marina, preocupada com a rainha enfraquecendo nas costas, juntou todas as forças que tinha para bater as asas, e conseguiu tirar Elsa e ela dali e voltar para o palácio de isolamento de gelo, que estranhamente ficava perto do castelo de Elsa. Pousaram na varanda onde foi usado para voar e sair do castelo.
–Ufa!...- Suspirou Marina -...Foi quase!
Elsa, já se sentindo melhor, e não tinha se esquecido do contar seu segredo, desceu da ave querendo saber se realmente a pena era dela. Porém, Marina, voltando a forma humana, veio a perguntar antes.
–Majestade, como é a sua irmã Anna?
–Minha...- Elsa estranhou ao ver que a menina sabia. -...Irmã?
–Sim...- Respondeu naturalmente. -...Seus pais me contaram que você tem uma irmã, e da forma que você chamou uma tal de "Anna" em nosso passeio, eu imaginei que essa pessoa fosse sua irmã.
–Ah, sim! Ela...- Então Elsa se tocou. -...Você conheceu meus pais?
–Sim. Foram seus pais que pediram para eu te procurar, majestade. Por falar neles, sua mãe é muito parecida com Vossa Grandeza. As duas são muito bonitas.
Elsa ficou lisonjeada com o elogio e sorriu.
–Espera...- Elsa notou outra coisa. -...Como conheceu meus pais?
–Os meus pais disseram que eu devia encontrar uma menina...- Pensou melhor. -...Uma PRINCESA, que me ajudasse a não ser solitária. Então viajávamos não só para se afastar daqueles que não nos suportávamos, mas sim de encontrá-la, majestade. O último lugar que fomos viver foi em Corona, e lá recebemos uma carta dos reis de Arendelle. Os seus pais! E contaram que esta princesa era você.
–Solitária?...- Elsa perguntou. -...Sua família é grande!
–Sim, mas o Pássaro de Fogo não pode ficar perto de sua família biológica.
–Mas você vivia com a sua família, e parece que era bem unida.
–Sim... ERA!- Marina respondeu tristemente.
–O que aconteceu?- Elsa viu como Marina estava, e gostaria de ajudar, mas não sabia como.
Marina, na borda da varanda, mexeu as mãos para o alto e apareceu "tela de fogo". Nela, apareceu um quarto, com uma cama e um menino nele, qua aparentava ter 7 anos. Todo o elemento estava vermelhado, por conta do poder de fogo da tela. Depois, a porta do quarto abriu, mostrando três meninas, sendo duas gêmeas de mais ou menos 6 anos e uma de 3 anos. As crianças se pareciam muito com Marina.
–Quando eu era mais nova...- Marina relatou enquanto mostrava as imagens. -...Eu adorava brincar com as gêmeas e o Gary. As gêmeas e eu sempre chamávamos para brincar no quarto dele...- As gêmeas e a menina correram até a cama do menino, onde subiram na cama e começaram a pular.
"-Vamos brincar, Gary!"- Pediu a gêmea com o cabelo preso no lado direito do corpo, na imagem.
"-Estou cansado, Coral. Depois eu brinco com você."- Respondeu o menino, ainda deitado e com os olhos fechados.
"-Vamos, Gary!"- Pediu, desta vez a gêmea com o cabelo preso no lado esquerdo do corpo.
"-Corali, agora não! Eu brinco com vocês depois."
"Espere..."- Pediu a menina de 3 anos para as irmãs. "-...Eu tive uma ideia."
–Eu sempre enganava o Gary com os meus poderes...- Disse Marina, quando mostrava a imagem da menina de 3 anos se transformando em ave, e carregando as irmãs para cima do irmão dormindo. Depois mostrou a menina fazendo um desenho de fogo na frente do irmão, que forçou mais os grandes olhos com o brilho e depois abriu, vendo a imagem.
"-O quê?"
O menino se surpreendeu ao ver, mas como não enxergava, tinha que por os óculos que ficava ao lado da cama. Ao pegar os óculos e por no rosto, o desenho desapareceu. O menino cerrou os olhos.
"-Eu ainda devo estar sonhando."- Disse tirando os óculos para dormir novamente.
A pequena menina ave e as gêmeas riram e foram embora.
–Era muito legal brincar com as gêmeas...- Disse Marina mostrando imagens da menina ave pequena e as suas irmãs brincando de voar no ar livre, fazendo cambalhotas e tudo mais.
"-Mais rápido, Marina!"- As gêmeas pediram.
–...Mas...
"-Espere..."- Pediu a menina, mas não adiantou.
Se atrapalhou e caiu, levando suas irmãs no chão, que desmaiaram com a queda. a pequena menina ave tinha voltado a forma humana, com seu vestido simples, mas com detalhe de cauda de pavão com "olhos flamejantes" na parte traseira.
"-AI!"- Resmungou enquanto se levantava.
Assim que viu as irmãs desmaiadas, correu, mas, com o medo, trouxe do chão uma parede de fogo, que a fez derrubar no chão com o susto, de costas. Se virou e usou as mãos para amortecer a queda, e acabou criando mais fogo. Fez um desenho de uma chama em volta de seu lugar, se separando das suas irmãs*. A menina se assustou. Viu suas irmãs e chorou, fazendo seu corpo ser coberto por uma chama.
–Eu não tenho medo dos meu poderes, porque era preciso para a minha família viver. Mas, às vezes, eu penso que foi um grande erro eu ter sido a herdeira, porque eu sou muito atrapalhada e faço essas coisas...- Disse Marina desfazendo a imagem. -...Como eu fiz naquela loja do Benny, em Corona.
Elsa sentiu pena. Com certeza ela sabe como a menina sentia. Lembra muito os últimos momentos alegres com a Anna.
–Então...- Marina continuou, fazendo outra tela, e nela mostrando a pequena menina ave, de 6, em seu quarto completamente sozinha e triste. -...Eu tinha que viver longe da minha família, para garantir a proteção. Se eu sou a herdeira, tinha que fazer os mesmos sacrifícios que meu antepassado.
Elsa via as imagens, se lembrando de como vivia em apenas um quarto. Queria voar como um pássaro para acabar com os problemas que tinham entre ela e a sua família. Isso Marina podia fazer. Será que fez isso?
–Você fugiu?- Elsa perguntou.
–Uma vez...- Respondeu triste, fazendo a imagem de quando a pequena menina sai de seu quarto para um outro lugar que não conhecia. -...Acabei indo tão longe que eu não conseguia saber onde estava. Estava cansada aquele dia...- Disse mostrando a imagem da menina já transformada em ave, indo para um reino. Um reino que Elsa sabia qual era.
"Arendelle!", pensou surpresa.
Depois a tela mostra a ave adormecendo e acabou caindo na varando do castelo do reino. Derruba a estrutura de vidro da varanda.
–Espera...- Marina disse. -...Eu não me lembro disso. Por que está mostrando se eu não lembro?
Elsa então vê a pena brilhando forte embaixo de seu vestido. Ela logo percebe.
–Marina...- Foi logo interrompida.
–Espere, majestade. Deixa eu ver isso.
A tela mostra uma menina, de mais ou menos 12 anos, encarando a ave. Ela tinha grandes e lindos olhos azul-safiras, cabelo louro-platinado trançado, pele pálido com bochechas rosadas.
–Majestade, ela se parece com você.- Marina riu com isso.
–Marina...- Foi interrompida pela imagem.
"-Tudo bem! Não vou te machucar..."- Disse a menina loura, se aproximando da ave, que aparentava ter medo dela. Assim que encostou, acariciou a cabeça, que foi retribuída. "-...Ei! Nós podemos ser amigos. O que acha?"
–Que lindo!- Disse Marina feliz, por ver que uma humana gostava dela.
–Marina...- Elsa chamava a atenção dela ficando mais preocupada.
–O quê, majesta...- Marina vira para ver a rainha, e logo nota uma coisa brilhando em forma de pena na roupa dela. -...Por que está brilhando?...- Pensou. -...Espera...- A encara assustada.
Elsa assentiu.
–Aquela menina...
Logo a imagem a interrompe, mostrando a ave levantando as asas para sair dali.
"-Não! Espera..."- A menina acaba arrancando a pena, fazendo a ave enfraquecer e cair para fora do castelo. A tela se desfaz e a pena para de brilhar forte.
Marina encarou Elsa, e a rainha imaginou que a menina estava com raiva por ter arrancado a pena dela.
–Majestade, você...- Foi interrompida.
–Me perdoe, Marina!...- Elsa se desesperou. -...Eu não queria...
–Tudo bem, majestade...- Marina a interrompeu, compreendida. -...Não foi de propósito. Mas não me lembrava daquilo.- Olhou para o lado.
–E-eu não imaginei que você ia cair.
–É estranho...- Marina riu nervosa. -...Meu pai me contou no dia seguinte que eu estava desmaiada com o cabelo branco, e que meus olhos estavam amarelados e só, quando me viu. Mas ele nunca me contou o porquê de eu me encontrava daquele jeito. Agora eu imagino.
Elsa estranhou.
–Seu pai? Ele te encontrou?
–Ele não me encontrou. Disse que eu apareci na porta da nossa casa na época desmaiada. Só isso.
Elsa pensou na pena, e logo a tirou das vestes para devolver para Marina. A menina viu a ação.
–Não, majestade...- Marina se recusou. -...Não serve mais para mim. Essa pena agora pertence a você. Meu pai tinha me contado que estava faltando uma pena minha, mas o lugar dela foi preenchida, e assim pude voltar a seu eu mesma e acordar...- Elsa abaixou a mão. -...Sabe, majestade... Eu tinha sonhado que você tinha pedido para tirar a maldição de você para a minha pena.
–Não foi um sonho...- Elsa disse, deixando a Marina confusa. -...Eu desejei isso sim, pois eu acreditava que sua pena concedia desejos...- Elsa disse, depois de ver que a menina não era como o Pássaro de Fogo que lia no livro.
Marina compreendeu.
–Espera...- Notou. -...Por que você acreditava nisso?- Olhou para Elsa.
–Tem um livro, e nele dizia que as penas do Pássaro de Fogo concediam desejos.
–Ah! Sim. Espera...- Notou novamente. -...Como assim "livro"? Não existe nenhum livro sobre meu avô.
–Claro que existe...- Elsa estranhou a pergunta. Pensou em contar os detalhes para a menina lembrar. -...Ele falava sobre dois reinos, e sobre um príncipe e uma princesa...- Elsa olhou para cima, tentando lembrar de algo. -...Qual era o nome dos reinos?...- Logo lembrou. -...Ah sim! Os nomes eram Alladância e Corina.
–Alladância? Corina? Mas esses reinos não exis...- Marina se lembrou. -...Ah! Lembrei!
–Eles existem?
–Não é isso, majestade. É claro que existem esses reinos, mas os nomes são Arendelle e Corona.
–Arendelle?- Elsa arregalou os olhos.
–Sim. Meu pai havia me contado essa história, mas eu tinha me esquecido que o príncipe e a princesa eram seus pais.
–O QUÊ?...- Elsa imaginou que ser LOUCA era pouco o que ela tinha. -...Isso é impossível!
–Não é, majestade. Seu pai, príncipe de Arendelle, e a sua mãe, princesa de Corona, ajudaram meu avô. Seus pais queriam que todos soubessem dele, mas meu avô não queria. Ele mantinha segredo. Então, pelo que meu pai me contou, o vovô Pas fez um livro sobre sua aventura com os seus pais e alterou as imagens e o nome dos reinos e entregou para eles, para que seus primogênitos pudessem conhecer a história.
–Mas...- Elsa não sabia o que dizer.
–Disse que só contaria quando fizessem 18 anos, e Vossa Majestade tem mais que isso. Então é a hora de saber.
Elsa, apesar de confusa, sorriu.
–Então... Meus pais eram os heróis da história.
–Exato...- Marina concluiu. -...Bem, eu vou sair.
–Onde vai?
–Eu estou com fome. Eu irei buscar maçãs, que é a melhor coisa desse mundo. Pode ficar aqui, para não ficar nas mãos da menina ave arapalhada...- Elsa riu com essas palavras. -...Irei buscar bastante maçãs. Depois, poderia me contar sobre sua irmã Anna?
Elsa assentiu.
–Otimo! Obrigada, majestade, e adeus.
–Adeus!- Se despediu da menina ave.
Marina então se transforma em ave, e sai pela varanda sem nenhuma direção. Elsa vê a imagem brilhante indo em algum lugar.
Elsa nunca imaginou que a história tão adorada pela infância fosse real, e que era ligada aos seus pais. Tinha alegria e confusão em cabeça por tal história. Podia realmente sentir que um desejo tinha se realizado: A maldição, como gosta de chamar seu dom, não atrapalharia mais ninguém, principalmente acompanhada por uma pessoa que a compreende.
Seus pensamentos são atrapalhados por uma voz, da qual ela conhecia muito bem.
–Elsa!
Era Anna, a pessoa que mais queria abraçar, porém menos gostaria de ver. Não queria arriscar a vida da irmã. Mas não seria ruim reencontrá-la, apesar de como foi a festa de coroação.
Desceu para ver a irmã, que arriscou o frio da Montanha do Norte para chegar ao castelo.
–Sou eu...A Anna.
Encontrou Anna no Salão de Recepção, em frente a entrada. Estava bem agasalhada, pois o frio era de matar, menos para Elsa.
Elsa sorriu.
–Anna!
Fale com o autor