Frost-Proof
16 Capitulo 14
Notas iniciais
Hiccup era uma figura vermelha debaixo da coluna de cobertores, uma figura vermelha, descabelada e reclamona ao quadrado. Mas eles estava fofo, de qualquer jeito.
ㅡ Sério, Astrid, o jamie foi buscar remédio pra mim, tira essa sopa nojenta daqui.
Ele disse fazendo manha e empurrando a sopa para Astrid enquanto virava a cara. A mulher colocou a sopa numa bancada e cruzou os braços, sua expressão mostrava desgosto, raiva e preocupação.
ㅡ Eu deveria ter te mandado para não sei lá onde com ele, esses remédios ajudam mas não resolvem e eles provavelmente tem pessoas mais capacitadas. Sem falar que você tá parecendo uma criança mimada, cara eu noivei com um completo chato.
Hiccup riu e a puxou para um curto beijo, apenas para demonstrar carinho, ela pegou a sopa e saiu do quarto sorrindo para ele. Do lado de fora ela se jogou contra a parede e suspirou dando socos no próprio peito.
ㅡ Você não vai chorar, ele vai melhorar. É só a droga de um resfriado... É só a droga de um resfriado que faz ele delirar de trinta em trinta minutos!
Astrid soltou os cabelos deixando a trança se desfazer sozinha e foi en direção a cozinha com um falso sorriso. Jack e Luca conversavam animadamente e trocavam histórias.
ㅡ Hey!- ela os cumprimentou e os garotos retribuíram entre risos. — Ahn... O Hic, já está um pouco melhor do último... Enfim, se quiserem ir, talvez fosse bom vocês irem.
Ambos assentiram e cataram algumas coisas que haviam espalhado pela cozinha antes de irem. A loira vestiu um avental e fez um coque.
ㅡ Certo, Astrid, você é a noiva. Se controle, mulher!
O quarto deveria não ter vida, como quartos de UTI, mas o treinador estava cercado de filhotinhos de dragões e banguela voava do lado de fora enfiando as vezes a cabeça na janela.
Os visitantes não aguentaram e começaram uma crise de risos, a situação em que a cama do "enfermo" se encontrava fazia ele parecer uma mamãe dragão cuidando de seus filhotinhos no ninho.
ㅡ Por favor, não riam. A risada de vocês faz minha cabeça doer.- James apareceu no lombo de Toothless que se afastou um pouco e o deixou passar pela janela. — eu não queria ter que tomar medidas drásticas como entrar aqui, no meio dessa infestação.
Ambos voltaram a rir dessa vez acompanhados do moreno doente.
ㅡ Certo, eu tenho algumas notícias, qual vocês querem ouvir primeiro? A meia boca ou a ruim?
Luca retirou os olhos enquanto Jack dava de ombros.
ㅡ Ok, vai a meia boca primeiro: eu consegui o remédio mas o farmacêutico disse que se não funcionarem dessa vez significa problema- ele jogou o sacos de remédios na barriga de Hiccup- a má é que se chegar ao ponto de "problema" o certo seria te levar para um hospital... Na verdade o certo seria fazer antes que chegassemos a "problema".
Apesar da revelação um tanto tensa do garoto, a cota de idiota do quarto ainda conseguiu rir do modo que James falava o que fez o mais novo entre os quero revirar os olhos e montar em banguela novamente. Não sem antes fazer o classic sinal de "estou de olho em você" para Luca.
ㅡ Aconteceu algo entre você dois?- Hic perguntou com inocência.
ㅡ Muitas coisas aconteceram durante e depois daquela sua festa, não acha?
Fora um curto período de três dias para eles perceberem que o remédio não estava fazendo o devido efeito no treinador de dragões e isso rendeu belas discussões entre os quatro amigos, infantilidade da parte de Hiccup e James, Luca pedindo o garoto em namoro de forma oficial e sendo rejeitado... Umas três vezes? Apenas coisas do cotidiano.
ㅡ Vocês acham que só por serem mais velhos estão certos, mas não é assim, loiro de farmácia, sou eu quem cursa medicina aqui, surfista de lagoa!
Depois disso James realmente se afastou deles, o que fez Hiccup se afastar junto, já que os dois estavam bem próximos. Se afastar sentimentalmente já que ele ainda não saia da cama.
ㅡ Loiro de farmácia? Surfista de lagoa? Como...- Jack começou sendo interrompido pelo loiro.
ㅡ Por favor, mais de oitenta pessoas já me perguntaram como eu fui gostar dele, não se acrescente nessa lista.
ㅡ Ah, não, não. Eu só ia tse zoar mesmo.
No fim o responsável pela conversa com a mãe de Hiccup foi o Luca junto com o próprio Hic. A parte deles foi fácil já que os outros dois se responsabilizaram por Astrid, "A outra loira problemática", como James disse, ainda irritado com o ainda-não-namorado.
ㅡCerto, eu bato você fala e a gente se manda, ok?
Jack estava prestes a concordar com a idéia quando a porta do quarto da loira se abriu com voracidade e ela saiu gritando. Os dois pararam se encarando e Jamie sorriu de lado, dando de ombros.
ㅡ Já fiz minha parte, garanhão, your turn!
Aquilo fez Jack revirar os olhos. Mas ele nem precisou chamar a mulher, que quando percebeu sua presença segurou seus ombros com força como se ele fossem deus vivo.
ㅡ Oh, Jack, graças a Deus! Você tem que convencer esse povo, levar o Hiccup pra um lugar desconhecido, com gente que ele acabou de conhecer... Pra curar algo que nós sempre curamos...
Jack suspirou fundo antes de tirar com delicadeza os dedos que apertavam lhe carne, sua mão mais fria que nunca.
ㅡ Vocês não tem como curar o Hiccup dessa vez. E eu vou estar junto dele, então não será apenas um grupo de recém conhecidos que se importam mais com a saúde dele que você.
Ele pediu licença e saiu deixando uma Astrid estática grudada a parede.
ㅡ Sabe... Ah, esquece, você é loira, mão tem como saber de coisa alguma.- James falou e seguiu em frente, antes de sair da casa olhou pra loira e piscou o olho esquerdo, mostrando-lhe a língua.
Por fim ambos concordaram que nenhum dos dois que não foram ao encontro da loira precisavam saber sobre a opinião da mesma. Por conhecer melhor o clima local, Jamie quem fez a mala de Hiccup tentando escolher as roupas menos "cosplay de viking" mais "sou um nerd doente".
Na mala iam as caças mais normais (coisa difícil de se achar), as blusas maus leves, casacos que não fossem de pele e, bem, Luca prometeu arranjar um par de tênis para ele assim que chegassem.
Toothless não era o melhor transporte para a ocasião, mas o mais confiável e confortável, além de que Jamie está quase casando com o dragão de tanto amor.
Eles também levaram uma bolsa cheia de jóias feitas de bronze, prata, algumas coisas de ouro e até pedras preciosas brilhando aqui e acolá, era como iriam pagar toda e qualquer dispesa.
Eles estavam indo para o "mundo real" novamente e pretendiam ficar por "um tempinho".
Um brasileiro metido a surfista.
Um viking doente e atualmente inútil.
Um dragão grande demais para ser escondido facilmente.
Um guardião, vulgo fantasma.
Um nova iorquino problemático.
Não o grupo mais confiável... Mas cinco sempre foi o número de sorte de Jack. Ou seria sete? Bem, seu sempre era mais longo que o normal e cinco era o número de guardiões então estava tudo bem.
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