Notas iniciais
- Abertura dos Especials (Nami Tamaki - Identy) Egaki yumemiteta basho ga ima wa mada Hatenaku tooi kanata ni atte mo I will be there Mada nemutte iru boku no naka no chikara Mezame sasete No nanimokamo shinjirare nai Place gizensha bakari atsumaru Pride donna retteru hararete mo Jibun dake wa nakushitaku wa nai Try hikari wo tsukamitoru tame Lose gisei ni suru mono mo aru But furimuitari shitaku nai Ima koko kara hajimaru Story ah- fuku kaze ni mi wo makase Jiyuu ni takaku tobitatsu Jibun dake ga hiraku koto no dekiru tobira Mayoi naku susumou Michi naru negai wo komete *Egaki yumemiteta basho ga ima wa mada Hate naku tooi kanata ni atte mo I will be there Tadori tsukeru made Nige nai tsuyosa Mune ni daite Eranda sadame ga donna ni setsunaku Kodoku no yami ni tsutsumarete ite mo Going my way Mada nemutte iru boku no naka no chikara Mezame sasete

– Frontiers Traversing Especial #02: Lion's Past

Oi, aqui quem fala é o Akito. Era mais uma tarde naquela escola... Depois de muito tempo que havia se passado daquele dia, Luky convidado eu e Ayla para tomar um sorvete no shopping ali perto e disse que estava decidido a contar toda a verdade por trás dele. Assim que nos sentamos em alguma mesa ali perto e começamos a tomar o sorvete, ele, que não havia comprado nada, começou. Foi inesperado, pois a primeira frase dele já chocou a nós dois.

– Eu sou... O Byro! – Ele falou, olhando fixamente para nós. Na hora, o meu sorvete foi cuspido completamente para fora. A Ayla já tinha se levantado e ficado toda armada, como se o Luky fosse nos atacar a qualquer momento, mas ele não fez isso, ele continuou sentado a minha frente. – Eu já imaginava que essa seria a reação de Vocês... Mas podem ficar calmos, eu vou explicar tudo, nesse momento. Desde a minha infância.

Os Olhos do Luky, que estavam fixados em nós, brilharam e nesse brilho eu pude ver a época em que o Luky era criança. Ao meu lado, Ayla estava tentando pegar nas coisas.

– Não adianta, Ayla. Estamos apenas vendo uma visão Projetada. Podemos sentir o chão, mas é como se fossemos fantasmas nesse mundo. Vejam.

Ele apontava para uma casa verde, com diversas plantas na frente e com um carro vermelho na garagem. Tinha dois andares e eu cheguei a deduzir que aquela fosse sua antiga casa. Assim que eu olhei ao redor, eu consegui identificar aquele lugar, aquelas árvores, eram muito semelhantes às arvores que eu vi próximas a onde eu e Byro havíamos lutado, mas naquele dia, as arvores maiores, assim como a casa, estavam divididas, ou seja... O andar de cima, não estava lá. Será que isso seria devido ao ataque dos Robôs Russos?

– Ali foi onde eu nasci e fui criado. – Uma criança começava a sair de dentro da casa, ela tinha a aparência de Luky, mas era um pouco diferente, seu cabelo era negro. – Aquele ali... Era eu... – Olhamos atentamente para Luky, ele parecia não querer falar sobre seu passado, mas estava determinado a contar tudo. – Sempre há essa hora, às 13h00min da tarde, eu saia para brincar com os meus amigos, nós jogávamos futebol e brincávamos sempre. Foi assim até eu entrar na sétima série. O Ensino da minha escola era muito rígido, apesar de não haver necessidade. Eu não tinha pai e minha mãe era a única que cuidava de mim. Quer saber o que aconteceu com meu pai? Eu fui estuprado duas vezes e meu pai foi o causador disso. Ele usava drogas e só eu sabia, na primeira vez, ele estava totalmente dopado, tinha misturado drogas com a bebida e assim que chegou em casa, no dia do Trabalho da minha mãe, ele resolveu se aproveitar de mim. Eu acho que tinha uns 7 anos na primeira vez. Após isso, eu não consegui demonstrar nada por ele, eu só tinha nojo do homem que ele era... Na segunda vez, eu tinha dez anos e foi um pouco antes dele morrer de Overdose, eu já não sentia nada... Ele não sentia prazer pela minha mãe e por isso recorria a mim, Era um Psicopata. Eu não o suportava. Minha Mãe... Ela dizia que já tinha a minha vida totalmente estabelecida e apesar de eu achar que isso era errado da parte dela, eu não contestava.

Luky continuou nos contando sobre sua infância. Nós o acompanhamos pequeno e vimos tudo que ele falava. O momento em que ele brincava com os outros garotos, e o tempo sempre passava mais rápido, a cada minuto, estávamos em uma nova fase da vida do Luky. Eu estava totalmente atordoado, não entendia o sofrimento que ele demonstrava, já que a sua vida parecia muito normal, mas depois eu pude entender. Luky ficou calado por um tempo e nos deixou observar as suas fases. Eu e Ayla já havíamos entendido tudo. Tinha algo de estranho, a cada momento que se passava, ele ia diminuindo as brincadeiras, saia mais cedo ou até mesmo não vinha para se encontrar com seus amigos.

O Estudo Era rígido. Foi isso que eu me lembrei e Ayla capitou o meu recado, ele não se divertia mais, por que tinha que estar sempre estudando, mas assim que chegamos a ver a escola onde Luky estudou o ensino Fundamental II, eu pude ver que ele não possuía mais amigo algum e que não gostava de falar com ninguém. Até que eu vi alguém, um garoto. Ele tinha os cabelos espichados e loiros, parecia um anjo, bochechas cheias e usava uma calça jeans junto ao uniforme da escola.

– Ah... Aquele é o Lyer. – O Sentimento do Luky era notável. Ele estava mais triste agora, como se estivesse a ponto de chorar. – Como eu disse, o Ensino era muito rígido. Eu evitei fazer amigos nessa escola, logo após perder os que moravam na minha rua. Eu imaginava que eles só iriam me atrapalhar. O Lyer, mesmo que eu não quisesse, vinha sempre falar comigo e mesmo eu o ignorando no inicio, ele não ligava. Eu comecei a ficar amigo dele, eu gostava de sua presença, me deixava menos triste. – Nesse momento, só de ele falar o nome desse garoto, minha cabeça começou a doer muito, como se fosse explodir, eu não sabia o que era aquilo. – Está bem, Akito? – Eu assenti.

A cada momento, mesmo com toda a tristeza e sofrimento do Luky, eu me interessava cada vez mais pela sua história.

– O Tempo foi se passando, até eu chegar ao meu nono ano. Eu sou mais velho que vocês, um ano a mais. Foi por que eu comecei atrasado. No meu nono ano, eu já tinha 15 anos. Era estranho, mas o Lyer era o único da turma que tinha a mesma idade que eu. Achávamos-nos maduros demais e mesmo com toda a rigidez do ensino da escola. Vê ele se divertindo como se aquilo não fosse nada era engraçado. Nesse tempo, eu já via casais se relacionando sempre que eu chegava à escola. – Agora, nós conseguíamos escutar Luky e Lyer falar algo.

– Ah, Fala sério cara, em plenas férias de verão, você não vai sair para aproveitar? – Lyer perguntava para o antigo Luky.

– Claro que não, Lyer. Se minha mãe soubesse que eu estava curtindo a vida, ao invés de estudar, ela me mataria.

– Parece até que você tem medo da sua mãe. – Um silêncio percorreu o lugar. – Vamos, Luky, só um pouquinho. A gente pode ir à estação de Game, tem um restaurante lá, vai ser divertido. Você pode dizer pra sua mãe que vai estudar na minha casa, só hoje e vai ter as férias toda completamente livre para estudar a vontade ou sobre o controle da sua mãe. – Ele pensou um pouco e depois respondeu.

– Está bem, mas só hoje e nada de demorar muito se eu não voltar antes das 22h00min, minha mãe me mata.

– É isso ai, Vai ser muito legal! Vamos aproveitar esse inicio de férias! – Lyer parecia entusiasmado, e Luky também havia ficado.

– FRONTIERS TRAVERSING ESPECIAL 2 – VAMOS LÁ! –

Certo, dava pra perceber e imaginar que algo de bom, ou não iria acontecer ali, mas quando eu olhei para o Luky me deu um alivio. Ele estava sorrindo, desde o inicio do nosso passeio, ele não tinha sorrido uma só vez. Vê-lo sorrindo me animou. O Tempo acelerou, já era quase noite e eles dois haviam saído da escola. O Antigo Luky já havia avisado para a mãe, ele não gostava de mentir, mas uma vez só não faria mal a ninguém. Eles enfim chegaram à estação de games e parece que todos os estudantes tiveram a mesma ideia que eles, pois estavam cheia de pessoas jogando e aproveitando o inicio das férias. Eles se divertiram bastante e quando ficaram totalmente exaustos, foram para a área de fora da estação que havia poucas pessoas. Alguns casais jovens e um pouco maiores se beijando e eles ficaram na varanda do primeiro andar do lugar.

– Ah, eu estou exausto. – Disse o antigo Luky, se apoiando na varanda.

– Também, está sendo muito legal.

– É verdade, mas daqui a trinta minutos, eu vou ter que ir embora.

– Então eu acho que essa é a minha única chance de fazer isso. – Luky olhou para o lado, pensando no que Lyer queria dizer com aquilo. Assim que se virou, Lyer já estava próximo demais dele e quando menos esperou, Lyer o beijou. Luky não evitou o beijo, mas ficou surpreso com isso.

Ao meu lado, ele mal se movia, apenas olhava aquela cena com um ar de nostalgia. Eu não entendia muito bem, mas continuei observando. É nessa hora que eu percebi que foi ali que ele estava começando a mudar. O Antigo Luky ficou perplexo, após o beijo, olhou para Lyer e saiu correndo, em direção à saída. Sem perder tempo, Lyer foi atrás dele. Assim que chegaram do lado de fora, andando pela calçada, Lyer gritava pelo amigo.

– Você está enganado ao meu respeito, Lyer.

– Para, Luky! Só me escuta. – Ele segurou no braço do antigo Luky. – Durante todo esse tempo, eu também duvidava, mas eu me apaixonei por você. Eu gosto de você, Luky.

– Eu também gosto de você, Lyer, mas não desse jeito. – Ele soltou seu braço, que estava sendo segurado por Lyer. – Eu não posso ser Gay, Eu não posso! Isso seria uma desonra pra minha família, seria o destruir da minha vida.

– O que está dizendo? Está dizendo que não pode ser Gay por que está com medo do seu futuro? Está com medo da sua família?

– Lyer, Para! Você não sabe de nada.

– Não está dizendo pra você dizer para o mundo que é Gay. Estou dizendo pra aceitar aquilo que é.

– Você não me entende, eu pensei que você fosse meu amigo. Eu pensei que você- — Luky é interrompido por outro beijo de Lyer, só que esse com mais intensidade. Ele se desprende do beijo e segura na cabeça do amigo, olha atentamente e... – Você é um filho da mãe. – E volta ao beijo, empurrando o amigo por diversos lugares.

– Você já era assim? – Tentei Brincar, após toda a tensão daquela cena. Ele olhou pra mim e sorriu.

– Pra você ver... Naquela época, nesse dia, a minha cabeça fez um giro completo, eu não sabia o que dizer, não sabia o que estava pensando. Eu sabia das consequências, mas eu havia as deletado completamente. Eu gostava muito do Lyer, eu também havia me apaixonado por ele, mas a minha cabeça ia contra as minhas palavras, foi assim muitas vezes. No Outro dia. – Assim que pude perceber, nós já estávamos na casa do Lyer, O Antigo Luky estava acordando, deitado no chão, em cima de um colchão, e o Lyer deitado na cama. – Eu acordei na casa do Lyer, imagine só o meu espanto? Eu não me lembrava de nada que havia acontecido. Apenas imaginava que minha mãe devia estar uma fera comigo, mas um celular acima de mim tocava. Era um toque de mensagem, assim que eu o peguei, vi que era uma mensagem de operadora, quando ia bloquear, percebi uma mensagem conversa que dizia assim: “Olá senhorita Maya, O Luky poderia dormir aqui está noite, ele ficou muito cansado com os estudos e acabou adormecendo.” E a resposta era: “ Claro, meu querido. Não tem problema, tenha uma boa noite!”. Eu pude perceber que aquela era uma conversa entre a minha mãe e o Lyer, a minha barra já estava aliviada. Ele estava na cama, então naquele dia, eu sai andando e voltei pra minha casa. Durante as férias de verão eu ia frequentemente até a casa dele e no meio dos estudos, ele sempre me tirava do sério, o que acabava dando em beijos e mais beijos. Eu pesquisei muito em casa assuntos sobre sexualidade e outras coisas e cheguei à conclusão de que se eu amava o Lyer, não podia deixar que as pessoas olhassem para nós como amigos estranhos, eu queria aproveitar em publico. Era hora de contar pra minha mãe. Eu estava muito apreensivo em questão de saber qual seria a sua reação, mas resolvi arriscar.

– Mãe? – O Antigo Luky havia descido de seu quarto que ficava no primeiro andar e ido até a sala onde estava a sua mãe.

– Ah, Oi Filho. Estava aqui lendo. É raro você vim falar aqui comigo, inclusive há essa hora, aconteceu algo? – A Mãe dele tinha um olhar doce, além de ser muito bela e estar sorrindo no momento.

– É que eu preciso lhe contar uma coisa.

– Uma coisa? Não me venha dizer que vai voltar a jogar futebol... Ainda me lembro de quantos arranhões você ganhou com aquele jogo...

– Mãe, Eu sou Bissexual. – Ele enfim disse. Ao meu lado, eu e Ayla olhamos para o real Luky, ele parecia uma pessoa fria, não expressava sentimento nenhum e apenas olhava a cena, mas algo me dizia que esta cena não fazia muito bem a ele.

– O... O... O que... O que foi que você disse, meu filho?

– Eu sou Bissexu- — Ele foi interrompido com uma tapa em seu rosto, da mãe.

– FRONTIERS TRAVERSING ESPECIAL 2 – VAMOS LÁ! –

– O que foi que você disse? Repete! Eu quero ver você repetir! – Aquela mulher doce que eu tinha visto há pouco tempo, acabara de virar um monstro que eu vi agora em minha frente. Eu estava completamente assustado e Ayla estava da mesma forma. Assim que ela tentou desferir outra tapa no antigo Luky, ele segurou seu braço.

– Para com isso! Não vou deixar você continuar a me bater! Eu já imaginava que isso fosse acontecer. Você não aceita quem eu sou... Quer que eu seja do seu jeito!

– Você está enganado, eu sei o que é melhor pra você, meu filho. – Ela tentava voltar ao seu jeito meigo.

– Não! Você não sabe de nada. – O Antigo Luky começou a passar a mão no rosto. – Essa é a maioria das reações que você tem pra tudo. Olha só as marcas que você me deu. Eu estou cansado, eu aguentei todos esses anos, mas não dessa vez, não vou deixar escapar a única oportunidade que eu tenho de ser feliz, só pra você ganhar mais alguma coisa na vida.

– É isso... Eu sei, calma, meu filho. Eu devo ter errado em alguma coisa, é claro. Você sempre conviveu com garotos, eu vou lhe apresentar algumas mulheres, assim você deixar de ser Bi e volta a ser hétero.

– Mãe... Para! Para com isso! Você não entende? Esse sou eu!

– Cale-se! Eu vou consertar! Não existe mal pior do que um homo ou um Bi na nossa família. Eu vou ajeitar, eu vou ajeitar.

– Por que você tem que ser assim? Para! – Ele não conseguia mais ver ela daquela forma. – Olha pra mim! Olha pra mim! – Ele pegou a mãe pelo braço e a levantou. – Eu não sou um monstro por amar um homem ou um Robô que precisa ser consertado. Eu sou seu filho! Eu tenho que tomar as minhas próprias conclusões.

– Sai daqui! – Ela se soltou. – Você não é mais meu filho! Você não tem mais o direito de ficar nessa casa! Sai! – Ela estava completamente louca e o antigo Luky percebia aquilo, ele não perdeu tempo, apenas pegou algum dinheiro que tinha juntado e algumas roupas e saiu correndo da casa, apenas vendo a mãe dele chorar muito. Só havia um lugar para ele ir e esse lugar era a casa do Lyer. Ao chegar lá, Lyer não entendeu completamente nada. Luky caiu em seus braços, como se tivesse tido a noite mais exaustiva de todas. Ele pegou Luky e a mala levou para cima e jogou o amante na cama. Luky conseguia recuperar a consciência.

– Eu peço desculpas, Lyer, mas eu poderia ficar aqui com você... Eu não tenho mais pra onde ir, eu não sei mais o que fazer.

– Calma, Luky. Claro que pode, não tem problema algum. Mas agora me diga, o que foi que aconteceu.

– Eu não podia ter noite pior... Eu contei pra ela, que eu era Bi. – Lyer entendeu tudo ali, abraçou Luky e os dois acabaram dormindo. Eles continuaram levando a vida normalmente, como se podia perceber, mas as férias estavam chegando ao fim e só restava mais um dia. Lyer propôs a Luky uma nova noite pra curtir antes das aulas voltarem, para esquecer o passado. Ele aceitou, o que era mais do que óbvio. Foram, curtiram muito, brincaram em todos os jogos e na volta pra casa, foram caminhando exaustos.

– Ai Cara, Como eu te amo! – Lyer falou para Luky, que o segurava. – Eu não consigo mexer minhas pernas depois da dança naquele jogo maluco.

– Espera um pouco, o que foi que você disse?

– Eu disse que não consigo mexer...

– Não, estou falando antes.

– Ah, eu disse que eu te amo.

– Poxa, é a primeira vez que você diz isso, sabia? – Lyer já consegue se pôr de pé.

– O que foi? Está tão surpreso com isso, por quê? Seu bobão. Posso repetir isso o quanto quiser. Vai dizer que você não me ama?

– É claro que eu te amo. – Luky beijou Lyer novamente, mas nesse momento. Algo que eu não consegui descrever direito, acontece. Um Tiro, que pegou diretamente nas costas de Lyer, fazendo-o cair no chão e Luky ir para cima dele. Eu olhei para trás, não sei por que, mas algo me chamou atenção, era como se o tempo, ali na minha frente tivesse parado de fluir ou voltado, eu não sei bem o que estava acontecendo, mas eu vi algo... Aquele, era eu... Por que eu estava ali, minhas memorias estavam voltando lentamente. Eu conseguia me ver antes do tiro, estava com meu pai e minha mãe e falando com a Yohama pelo telefone, quando isso acontece. O Tiro. O Antigo Eu conseguiu escutar, ele pediu para que a minha mãe ligasse para uma ambulância e para a policia, pegou uma placa de metal que encontrara no chão e saiu correndo em nossa direção. Por que eu estava fazendo aquilo? Isso não era do meu forte, mas isso não importava agora. Quando olhei para frente, o tempo pareceu fluir novamente e eu consegui ver o culpado por aquele tiro. A Mãe do Luky, ela estava ali, olhando para ele.

– Eu sabia! Era ele, só podia ser ele a causa disso tudo! – A Mulher segurava uma arma em suas mãos.

– Mãe?! O que você tá fazendo aqui?! — O antigo Luky estava perplexo.

– Não interessa! Eu tenho que livrar você! Eu tenho que lhe libertar desse monstro!

– Para Mãe! Não faz isso! – A Mulher apertou o gatilho novamente, mas antes que eu pudesse ver, o antigo eu pulou na frente da bala segurando a placa de metal e evitando o contato com o Lyer ou com Luky! – Quem é você? – O antigo eu apenas sorriu para Luky antes de cair, desmaiado no chão. Havia uma estação policial logo ali, então a policia chegou o mais rápido que pode. Luky segurava Lyer pelos braços e a mãe percebeu o carro.

– Eu não vou viver desse jeito!

– Mãe, o que você vai fazer?!

– Não há outro jeito, Luky! Você sempre vai se lembrar do que você fez e do que você causou! Você sempre foi uma praga pra nossa família mesmo! Você nunca fez nada que desse certo, nada que valesse a pena! Você sempre foi um lixo e agora mais do que nunca, eu tenho nojo de você! – Luky, do meu lado, se apertava como se não quisesse mais ouvir aquilo, mas se mantia forte. – Se lembre... Eu quero que você vá pro inferno! – Não demorou muito, ela pôs a arma na boca e puxou o gatilho, estourando a sua cabeça. Antes que o antigo Luky pudesse ver aquela cena terrível, o antigo Eu pegou sua cabeça, tampando os olhos e o jogo no chão, impedindo ele de ver tal coisa. Ao meu lado, ele tentava falar.

– Graças a Você... Eu não tenho lembrança alguma desse momento, apesar de doer muito pra mim. – Eu não conseguia falar nada, minha cabeça estava cheia demais. O Tempo mudou e ele continuou a falar. – O Lyer entrou em coma... Eu não consegui me comunicar com ele depois disso e durante três meses, não se teve resposta alguma dele, até que... No dia da sua batalha, eu resolvi visitar a minha antiga casa e foi lá que tudo aconteceu. Ligaram-me do hospital e disseram que o Lyer havia acabado de acordar, saído do coma, eu fiquei muito feliz e resolvi ir o mais depressa possível para o hospital, mas assim que me movi eu escutei um rugido, parecia um rugido de tigre. Eu fui até a área destruída na frente da minha casa e assim que cheguei lá eu vi alguém deitado no chão com estacas por todo corpo e você correndo. Eu o reconheci, mas logo depois, algo apareceu para mim, como uma aura. Era um leão enorme, o vento aumentou e ele falava: “Você foi o escolhido! O Seu passado é mais tenebroso e ruim do que o do anterior, agora... Eu, o rei da selva, lhe servirei e lhe emprestarei o meu poder!”. Foi ai que eu mudei, meu cabelo ficou branco e espichado, era como se a pessoa que estava deitada tivesse se fundido a mim e agora eu tinha duas memorias que se chocavam. Logo após isso, eu perdi a consciência, meu corpo começou a agir sozinho, como você fez naquela noite.

Eu consegui ver algumas coisas que haviam acontecido. O Luky foi a pessoa que jogou o gravador onde estava a mensagem da minha mãe biológica, algumas coisas estavam resolvidas. A Ilusão desapareceu e nós voltamos à sorveteria, eu e Ayla estávamos totalmente sobrecarregados e Luky havia ganhado um sorvete, até que eu tento quebrar aquele clima.

– E está tudo bem com o Lyer agora? – Perguntei tentando quebrar um pouco o clima que se formou.

– Sim, eu não o vejo há algum tempo, mas ele já sabe de tudo que aconteceu e nós nos comunicamos por mensagens.

– Oh, isso é ótimo, mas se você tem alguém, por que fica beijando eu e a Yohama todo tempo?

– Bom, digamos que esse vicio de beijo surgiu logo depois, não era algo que eu tinha antes.

– Ah... Você é um palhaço!

– Eu sei... E Você é um babaca.

– Ah, Não me deixem de fora, poxa. – Falou Ayla, um pouco acanhada.

– Calma, Aylinha, você sempre será minha eterna taradinha. – Falou Luky, tentando ser fofo.

– Para com isso... Assim eu me apaixono. – Nós rimos. Continuamos a conversar, por muito tempo, tomamos tanto sorvete que acho que ficarei muito gripado, mas era bom ver que diferente daquele tempo, agora o Luky estava feliz e sorridente e que a sua situação nunca mais se repita com ninguém.

– FRONTIERS TRAVERSING ESPECIAL 2 – FIM! -

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.