Notas iniciais
Caramba, faz tempo que eu não venho aqui. Comecei essa história em 2013 e parei de posta-la em 2014. A fanfic não teve a repercussão que eu esperava e eu fiquei muito desanimada, mas hoje, após dois anos afastada, o comentário da leitora Stefany me fez voltar... Então.. Vamos lá! Aproveitem e comentem!

Acordei gritando histericamente, com o rosto banhado em lágrimas e uma poça de suor debaixo de mim.

— Claire, acorde! – Alguém me sacudia delicadamente – É um sonho! Acorde, querida!

Abri os olhos de repente, agarrando a pessoa diante de mim, sem nem ao menos saber quem era.

— Querida, o que houve? – Reconheci a doce voz de Esme.

Recomecei a chorar, abalada com o sonho e seu contexto, além do fato de Quil ter se transformado em um... Lobisomem? Soluços sacudiam todo o meu corpo e um desespero crescente me dominava.

— Nada... – Consegui murmurar, com a voz embargada e ao ver a expressão confusa no rosto de anjo de Esme, perguntei-me se ela havia entendido o que eu dissera. Pigarreei, explicando novamente – Um pesadelo horrível, só isso.

— Ah, querida... – Ela sorriu, solidária, limpando minhas lágrimas – Sinto muito. Quer falar sobre isso?

Apenas balancei a cabeça para os lados, deitando-me em seu colo. Lágrimas quentes voltaram a escorrer por minha bochecha e Esme começou a afagar meus cabelos.

Lentamente meus batimentos cardíacos foram se estabilizando, mas minha cabeça e meus olhos doíam, exatamente como ficamos depois de chorar por um longo período. Eu ainda sentia uma pressão no peito e respirava lentamente, temendo que qualquer movimento brusco pudesse me partir ao meio. O sonho fora horrível e minha boca estava seca. Um arrepio na nuca me fazia pensar que havia alguém me observando.

— Eu estava gritando há muito tempo? – Perguntei depois de quase dez minutos.

— Não. – Ela respondeu – Eu estava vindo até aqui te entregar uma coisa e então você começou a gritar.

— Me desculpe.

— Não precisa se desculpar por isso, meu amor. Está tudo bem.

— Bella e Edward já chegaram? – Tentei mudar de assunto.

— Sim, mas saíram com Renesmee. – Ela fez uma pausa – Os outros estão resolvendo algumas coisas na cidade.

— Mas que horas são?

— Oito e meia. – Ela sorriu – O que me lembra de que está na hora da mocinha jantar. – Ela tocou meu nariz com o indicador. – Vamos descer?

Assenti, agarrando sua mão e juntas descemos as escadas. Preferi ficar na cozinha com Esme e até a ajudei a cozinhar, embora não tenha prestado atenção em nenhuma das palavras que ela disse, ainda apavorada demais com o pesadelo de há poucos minutos.

Esme terminou de assar a carne com batatas depois de cerca de meia hora e embora eu tenha insistido, ela não quis comer e acabei jantando sozinha. Estava deliciosa, com um sabor levemente picante e a carne incrivelmente macia. O queijo salpicado em cima das batatas havia derretido, dando um toque divino à comida. Eu estava terminando de mastigar a última batata, quando ouvi o som de carros na entrada.

— Eles chegaram. – Esme murmurou, enquanto lavava alguns copos.

— Esme? – Uma voz feminina chamou da porta da frente.

— Aqui na cozinha. – Esme respondeu.

Bella e Edward chegaram à cozinha, de mãos dadas e sorridentes.

— Claire?- Bella chamou, se aproximando.

— Oi, Bella. – Sorri, hesitante.

Eu a vira pouquíssimas vezes e embora ela sempre tenha me tratado com simpatia, nunca conversamos muito. Ela era namorada de Edward e muito apegada à Renesmee. Havia sido adotada depois dos gêmeos Hale, junto com a prima Alice e assim como os outros, estava na faculdade. Sua pele era pálida e os olhos dourados, assim como todos naquela família e embora a semelhança me perturbasse, eu não tinha coragem de questionar aquele fato. Seus cabelos eram de um tom castanho profundo e caíam em macias mechas até a metade das costas. Seu corpo magro era esguio, embora ela não fosse tão alta.

Ela me abraçou brevemente, desejando-me as boas-vindas à família. Edward Cullen, irmão de Renesmee, fez o mesmo. Este parecia realmente com a irmã. O mesmo cabelo bronze e a pele clara, embora os olhos fossem diferentes.

— Cadê a Renesmee? – Esme perguntou.

— Saiu com Jacob ainda há pouco. Ele nos ligou e perguntou se podia se encontrar com ela, então foi até onde estávamos e a pegou, dizendo que tinha que resolver uma coisa importante. Eles disseram que não iam demorar. – Bella respondeu.

Estranhei o fato de Jacob ter pedido permissão, mas então me lembrei de que Renesmee dissera certa vez que Edward era muito ciumento e que se ele estivesse por perto, era quase impossível ficar com Jake.

— Eles estão em La Push? – Esme perguntou, enxugando as mãos em um pano de prato.

— Sim. – Bella se sentou em uma banqueta ao meu lado.

Edward rosnou, completamente irritado. Eu quase ri de seu ciúme fraternal, pensando que se Jake e Renesmee quisessem mesmo ficar juntos, ele teria que passar primeiro pelos irmãos dela. E ganhar a confiança de Emmett e Edward não parecia ser uma coisa fácil.

— Como está a faculdade? – Puxei assunto.

Esme e Edward também se sentaram, escutando os relatos de Bella. Ela e o namorado cursavam direito e os mínimos detalhes de como havia sido a chegada à faculdade, as aulas, os professores e os colegas de classe não ficaram de fora de sua história. Assim como Rose e Emmett e Alice e Jasper, eles dividiam um apartamento e as histórias para contar pareciam ser infinitas. Eu ria de algumas coisas, vez ou outra acompanhada por Esme e sem que nem ao menos me desse conta, acabei esquecendo do sonho ruim.

Os outros chegaram quase às dez da noite, quando já estávamos na sala. Emmett entrou fazendo barulho, exagerando no volume das gargalhadas descontroladas e acabou levando um beliscão de Rosalie.

— Temos uma novidade, família! – Rose anunciou e Alice bateu palminhas.

— O que houve? – Edward perguntou.

Carlisle, Emmett e Rosalie se sentaram num sofá, enquanto Alice se empoleirava ao lado de Bella.

— Conseguimos falar com o juiz e marcamos a data do casamento.

— Que ótimo! – Esme disse, feliz.

— Vamos nos casar em uma semana.

— O que? – Perguntei, atraindo a atenção de todos para mim – Quer dizer, vai dar tempo de planejar tudo?

— Querida, Alice Cullen pertence a essa família. – Alice deu uma piscadela.

— Convencida... – Edward murmurou para ela, que mostrou a língua para ele.

— Bom, se vocês vão casar em uma semana precisam enviar os convites. – Carlisle instruiu – Têm os Denali, as Amazonas e alguns outros amigos.

— Ótimo! Vamos fazer isso agora! – Alice levantou-se em um pulo. – Ainda temos alguns detalhes do casamento para resolver e podemos fazer tudo isso nesse momento. Vamos experimentar o vestido.

— Quer vir conosco, Bella? – Rosalie perguntou, levantando-se do sofá.

— Vou esperar por Renesmee. – Ela sorriu – E não quero que Alice ache motivos para me vestir com roupas extravagantes nesse casamento.

Edward riu e Alice fez careta para ele.

— Você acabou de me dar uma ideia, Bellinha.

Bella revirou os olhos. Ela se levantou, puxando Edward pela mão e os dois subiram as escadas.

— Irmão, o que vocês vão fazer? Vamos falar sobre a faculdade! – Emmett gritou, gargalhando.

— Cale-se, Emm! – Bella respondeu, fuzilando-o com o olhar.

— Você quer vir, Claire?- Alice perguntou.

— Hã... Estou com um pouco de dor cabeça e prefiro ter uma surpresa no dia do casamento ao ver o vestido de Rose. – Desconversei.

— Tudo bem. – Ela assentiu.

— Estou sem nada para fazer. – Emmett relaxou no sofá, esticando as pernas diante de si – Posso acompanha-las se quiserem.

— O noivo não pode ver o vestido antes do casamento. – Alice revirou os olhos, como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. – E já que mencionou que não tem nada para fazer, quando eu acabar de resolver tudo, vamos experimentar seu smoking.

Ele resmungou, ligando a TV num jogo de basquetebol.

As duas saíram, conversando animadamente sobre vestidos, festas, convidados e convites. Esme e Carlisle também saíram da sala, se dirigindo ao escritório. Fiquei mais alguns minutos por ali, mas desconfortável com os gritos de Emmett com a televisão e o jogo, subi para o meu quarto.

O tempo estava impossivelmente frio e a neve começava a ficar mais densa lá fora. Fiquei preocupada de Nessie e Jake passarem o mesmo que eu e ficarem presos na tempestade. O pensamento só me trouxe a lembrança de Quil novamente. Um calafrio percorreu minha espinha, me fazendo tremer levemente. Tudo era tão novo, mas de uma forma tão intensa que pensei estar ficando louca. Eu não o conhecia e talvez nunca mais voltasse a vê-lo, mas essa possibilidade me castigava e fazia meu coração se apertar.

Um arrependimento por não ter lhe dado meu telefone se apossou de mim, mas tratei de afastar essas ideias absurdas no minuto que me lembrei daquele sonho desgraçado. Além do mais, havia Austin. Era preciso ser leal a ele. Eu havia feito o que era certo e embora Quil estivesse dominando todos os meus pensamentos no momento, eu não podia descartar a ideia de que ele poderia não ser uma pessoa boa. Nos dias de hoje todo o cuidado era pouco.

Fiquei zanzando pelo quarto durante quase três horas. O sono me fugia e eu duvidava que quisesse voltar a dormir. Tomei um banho quente, escrevi em meu diário, organizei minhas roupas e sapatos no closet impecavelmente arrumado, vi um pouco de TV, acessei a internet e até conversei com uma antiga amiga da escola que também estava nos Estados Unidos e que agora estudava em Yale. Todas aquelas distrações não exerciam bem os seus papéis e embora minha vontade fosse me desligar de tudo, nada atraía minha atenção completamente. Desistindo e jogando meu medo de dormir pela janela, vesti um moletom grosso e apaguei as luzes, deixando apenas um abajur aceso. Estava enrolada até o pescoço, cantando baixinho, quando alguém bateu na porta.

— Entre.

Esme colocou a cabeça dentro do quarto e me mostrando seu familiar sorriso maternal, entrou.

— Desculpe, querida. – Ela fechou a porta atrás de si e veio até minha cama, se sentando diante de mim – Sei que está tarde, mas tenho uma coisa para lhe entregar. Acabei me esquecendo de te dar isso mais cedo quando você desceu para jantar.

Sentei-me.

Ela caminhou até mim. Em seu rosto havia um sorriso tímido e até um pouco temeroso. Esme sentou ao meu lado, fazendo um carinho em minha bochecha antes de mostrar uma caixinha vermelha.

— O que é isso? – perguntei, franzindo o cenho.

— Mais cedo quando lhe entreguei os documentos... – ela fez uma pausa, analisando minha expressão diante do assunto abordado – Eu fiquei preocupada, querida.

— Preocupada?

Ela assentiu, dizendo:

— Sei que tudo isso, estar aqui, de certa forma, é terrível.

Uma onda de culpa me invadiu e balancei a cabeça para os lados.

— Não, senhora Cullen. Não se trata de...

— Tudo bem, querida. Não se preocupe, está tudo bem. – ela interrompeu-me – Escute, eu entendo perfeitamente o que está passando. Sei como é perder a vida que tinha e sei também como é se sentir perdida.

Os olhos de Esme eram muito tristes, mas não havia lágrimas, o que era muito esquisito.

Confusa, perguntei:

— Como você sabe?

Ela olhou para mim com uma expressão de dúvida, uma ruguinha de preocupação se formando em sua testa. Era como se estivesse tentando decidir se deveria me contar algo.

— Pode falar, senhora Cullen. – Toquei sua mão, incentivando-a.

Ela respirou fundo e começou bem baixinho:

— Claire, eu nem sempre fui essa pessoa...

— Como assim?

— A história que vou lhe contar, apenas a minha família sabe. – Ela fez uma pausa, umedeceu os lábios e continuou: — Eu nasci em Columbus, Ohio. Tive uma infância muito feliz e, apesar de ser difícil admitir, eu fui uma adolescente um tanto quanto rebelde. – Ela sorriu.

“Eu me tornei uma moça muito educada e era muito sonhadora. Via minhas amigas casando-se e desejava muito me apaixonar. Eu também tinha o sonho de me tornar professora, mas meu pai nunca apoiou a ideia. Ao invés disso, ele me pressionou para que eu me casasse com o filho de um de seus amigos, Charles.”

Aquilo era tão esquisito. Ela falava como se narrasse uma história antiga, que acontecera num tempo onde a mulher deveria servir ao lar e se contentar com casamentos arranjados. E não fazia nenhum sentido, afinal Esme não passava dos trinta e cinco anos.

Ela prosseguiu:

— Charles era muito mais velho e... – ela engoliu em seco – Eu não queria passar o resto de minha vida ao lado dele. Mas, para agradar meu pai e sabendo que pelo menos Charlie tinha a sua aprovação, acabei cedendo.

— Jura? – Perguntei boquiaberta.

Ela assentiu.

— Continue. – Pedi.

— Charles era muito diferente do que meu pai pensava. – ela balançou a cabeça para os lados, como se fosse difícil acreditar naquilo – Ele me batia e me humilhava.

— Por que você não o abandonou? – Perguntei, incrédula.

Ela fez um silêncio de quase dez minutos e me senti envergonhada. Não queria passar a ideia de que estava reprimindo-a.

Esme abaixou o rosto e continuou a relatar, sua voz trêmula e baixa:

— Claire, minha família era muito tradicional. É verdade que eu poderia ter saído de casa, mas sempre fui educada de forma a pensar que uma boa esposa não deve questionar – ela parecia envergonhada – e além do mais, ele era soldado. Foi convocado pelo Exército Americano para uma missão e ... – ela escondeu o rosto nas mãos, o que dificultou entender a sua fala – Que Deus me perdoe, mas eu desejei a sua morte.

Afaguei seu braço, tentando conforta-la de alguma forma.

— Tem certeza que quer continuar?

Ela passou as mãos pelo rosto e ajeitou os cabelos.

— Sim.

— Tudo bem.

— Bem, como eu estava dizendo, desejei a sua morte, mas ele retornou ileso. – ela disse – Pouco tempo depois do seu regresso descobri que eu estava grávida.

Uma lágrima escorreu por meu rosto e só então me dei conta de que estava chorando.

— Ah, Esme... – Lamentei.

Ela segurou minha mão e continuou:

— Eu sabia que não queria que meu filho convivesse com aquele homem e talvez tenha sido egoísmo não pensar que ele poderia querer conhecer o pai, mas... Eu encontrei no meu bebê a força e a coragem para sair de casa. – sua voz começou a ficar mais agitada – Numa noite, enquanto ele dormia, peguei todo o dinheiro que tinha e fugi para longe. Procurei abrigo na casa de uma prima. Quase dois meses haviam se passado e tudo parecia melhor. Eu achava que tinha dado um jeito em minha vida, mas então Charles me encontrou.

“Precisei fugir novamente e dessa vez precisei fingir estar viúva. Comecei a usar meu nome do meio e consegui me camuflar numa cidade. As coisas se acalmaram novamente. Uma senhora que conheci me ajudou a realizar meu sonho. Ela me acolheu e permitiu que eu começasse a dar aulas para algumas crianças. – Um sorriso triste surgiu em seus lábios – Estava tudo perfeito e depois de mais alguns meses, eu dei à luz."

Esme não parecia nem um pouco feliz e meu coração se apertou porque eu sabia que o final daquela história não era feliz. Esme não tinha nenhum filho biológico. Várias lágrimas começaram a escorrer por meu rosto e molhar minha camiseta.

— Meu bebê era fraco e doente devido a todo o estresse que tive durante a gestação. – Ela emitiu uma espécie de soluço – Meu Aaron morreu dois dias após nascer. Depois de pega-lo em meus braços completamente sem vida, eu fiquei transtornada e tentei me matar.

Meu coração estava dilacerado. Meus olhos pareciam cachoeiras e eu já não conseguia enxergar claramente. Aquilo era simplesmente horrível e pensar que Esme, aquela doce mulher, houvera enfrentado todas aquelas coisas em tão pouco tempo de vida era assustador.

Boquiaberta, escutei ela continuar a falar:

— Claramente aquela não era a minha hora. Eu me machuquei gravemente e fui achada por coincidência por um médico quando estava ferida.

Então juntei os pontos.

— Carlisle?

Ela assentiu, sorrindo.

— Carlisle foi meu anjo. Ele cuidou não só das feridas do meu corpo, mas também da minha alma. – o sorriso em seu rosto deixou de ser triste – Eu não podia ter mais filhos biológicos, mas por outro lado, ganhei sete lindos filhos. Ou melhor, oito. – Ela segurou minha mão.

Fechei os olhos, deixando as lágrimas escorrerem e o soluço sacudir meu corpo.

— Ah, querida, não chore. – ela enxugou meu rosto – Só te contei tudo isso, porque sei como você está se sentindo. Me senti da mesma forma quando meu marido me bateu pela primeira vez, mas meu mundo desabou realmente quando meu Aaron se foi. Hoje, penso que talvez ele estivesse sendo poupado do sofrimento de ter uma mãe que era espancada pelo pai.

Esme me puxou para um abraço apertado.

— Só quero que saiba que mesmo que no momento se sinta infeliz e perdida no mundo, nós estamos aqui. Somos uma família e você é a minha filha. Nunca se esqueça disso.

Passei os braços em torno dela, abraçando-a com mais força.

— Ah, querida... – ela murmurou, afagando minhas costas.

Esme me embalou em seu abraço até que eu parasse de soluçar e me estabilizasse. E então ela se afastou, fitando-me com carinho.

— Como você já deve ter percebido todos nós usamos algum acessório com o brasão da família Cullen. – disse ela, estendendo o braço para mostrar o bracelete que usava. Ela me entregou a caixinha vermelha que estivera em seu colo esse tempo todo – E como você agora é uma de nós, quero te dar isto.

Peguei a caixinha que ela me estendia e fiquei encantada com a jóia que havia lá dentro. Era uma corrente dourada com um pingente redondo, onde se lia “CVC”. Na parte posterior, o brasão dos Cullen. O cordão era leve e discreto e o brasão da família era quase impossível de se enxergar, mas estava lá.

— “CVC”? – Questionei.

— Claire Verona Cullen. – respondeu ela sorrindo – Achei que você gostaria de algo mais discreto e que ainda tivesse a sua antiga identidade.

Retribuí o sorriso.

— Obrigada, senhora Cullen. Eu amei.

Ela estalou um beijo em minha testa e levantou.

— Boa noite, querida. Durma bem.

— Boa noite.

Esme se dirigiu para a porta, dirigindo-me um último sorriso antes de ir. Coloquei a caixinha sobre a mesinha de cabeceira e apaguei as luzes, dormindo tranquila e profundamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.