From Now On

23 Capítulo 22 - Sentença


Notas iniciais
Desculpem a demoraaa... Voltei :)
MaraSalvatore...Kethlin Ferreira...Janacleia Garcia Maciel ....Nathalia Machado.;.. Amores muito obrigada eu amei as recomendações, ahhh espero que amem.

—E então a minha amiga era obrigada a fazer o mais diversos tipos de serviços pesados, ela sempre a obrigou e muitas vezes nos ameaçou... eu sempre tive contato com ela e jamais imaginei que Lena fosse minha prima, eu e Steff costumávamos ir até lá desde pequenos para brincar, e sempre que Giuseppe estava lá ele permitia isso... — A megera estava quieta depois da ameaça do juiz, mas seu olhar estava grudado em mim, o ódio que nele estava me dava medo... Carol se ajeitou na cadeira e Nick a incentivou. — Um dia eu presenciei uma surra de Lena— minha mãe mais uma vez me apertou e colocou a cabeça em meu ombro, minha amiga começou a chorar— foi terrível, ela deu com a vara no meio das costas dela... — Damon abaixou a cabeça e me olhou em seguida com lágrimas nos olhos.

—E quanto ao senhor Damon... — O juiz perguntou. — Ele alguma vez fez algo de errado a Elena, ou sei lá?

—Não... Olha, por mais descabeçado que ele fosse e por mais que tenha errado, já vi ele fugir diversas vezes com Lena para que ela não apanhasse da mãe, sem contar que ele sempre fazia de tudo para que nos encontrássemos, então quanto a ele senhor eu não tenho nada a declarar! Acho que Damon vem a ser inocente nessa parte... — respirei aliviada e Damon sorriu de lado.

—Sem mais... Que suba agora Stefan Forbes— ela saiu e Nick a ajudou, Stefan subiu em seguida e então seu depoimento não foi muito diferente de Carol, ele disse tudo mais detalhado mas a versão era a mesma. Assim que meu amigo saiu eu me ajeitei ao ver que era vez dele, Damon iria depor.

—Eu sempre achei errado o fato da minha mãe ter sequestrado a Nina, ou melhor Elena... Eu achei terrível mas eu me apeguei aquela menininha de uma tal forma— ele me olhou— e além do mais era a minha mãe e por mais errada que fosse era a minha mãe o que eu iria fazer? Eu não poderia denunciar ela, e não queria, era um adolescente, como ia viver sem a pessoa mais importante da minha vida? E meu pai vivia viajando, mas eu nunca permiti que ela fizesse mal a Le... Elena, eu sempre a defendi, juro que de muita coisa não sabia devido aos quatro anos que fiquei fora, e foi uma surpresa, mas se eu tenho algo a dizer é que por mais errada que ela foi, é minha mãe!

—Você não achou estranho uma criança ali na porta da sua casa? — Nick contradisse Damon enquanto o mesmo me encarava, eu engoli seco e ele desviou o olhar para encarar Nick.

—Eu já disse! — disse ríspido— Eu prometi para mim mesmo que iria amar aquela garotinha e a respeitar, e foi o que eu fiz.

—Se ia amar ela porque não a levou para a mãe... A mãe dela sim ia saber amar e era ao lado dela que Elena deveria estar.

—Já disse— grunhiu — eu não poderia entregar a minha mãe, porra, será que é tão difícil entender?!

—Senhor Damon, por favor se controle e sem palavras de baixo calão aqui, ora essa faça mil favores! — o juiz retrucou e ele assentiu engolindo seu ódio encarando Nick. — Sem mais, Nicholas pode encerrar? — Nick assentiu— Senhora Michaela Gilbert... — A megera não se controlava na cadeira durante o depoimento da minha mãe.

—... Então, quando voltamos o berço estava vazio — ela chorava— sem minha princesinha, a babá não estava e... — ela abaixou a cabeça— o meu mundo virou, achei que ela estava morta... Achei que... — me levantei depressa e a abracei para que ela chorasse, meu pai nos ajudou e a tiramos dali... Meu pai deu seu depoimento e em seguida o juiz permitiu uma pausa de quinze minutos para então depois termos o depoimento da megera e o gran finale como papai e Nick estavam chamando.

—Sua mãe melhorou? — Damon disse rispido se aproximando de mim, estava tomando um suco de laranja e dei de ombros.

—O que te importa? — ele se sentou ao meu lado.

—Vi que eles saíram... — assenti, eles haviam ido comprar algo para comer, aproveitando que dois seguranças estavam perto da megera... —Lena, desculpa por ontem— eu o olhei— entendi você... Poxa, fazer o que? São nossas mães e temos que aceitar isso... E além do mais não faria sentido você deixar a sua mãe pra fugir comigo— eu o encarei. — queria que me perdoasse— Damon abaixou a cabeça e eu o abracei por impulso.

—Obrigada...

—Ah céus pequena, eu não sabia que minha mãe te batia— ele apertou meu corpo contra o seu e dei graças a Deus de estarmos em uma sala vazia... — Porque nunca me disse— dei de ombros me afastando.

—Achei que soubesse... — enxuguei minhas lágrimas e ele beijou minha testa.

—O família essa... Oh vida, porque não poderia ser mais fácil, eu amo tanto você minha pequena...

—Porque você me faz tão mal? Porque me faz prometer coisas e... — sua boca calou a minha em um denso e demorado beijo, sorri contra seus lábios e assenti deixando sua língua invadir a minha boca em um demorado e delicioso beijo. — Ah céus— coloquei minha mão sob a sua— eu te amo! — Damon beijou minhas mãos — Vou para a Rússia me encontrar com você, escondido claro— o olhei sorrindo e o abracei mais uma vez.

—Sério?

—Sim, decidi isso... Vou atrás da minha felicidade, vou assim que partir— Damon me abraçou— Eu não posso te perder.

—Ah céus eu também não, estou tão feliz... —o rangido da porta fez com que nos afastasse, dei graças a Deus quando minha mãe entrou, estávamos afastados e fora de alguma insinuação.

—Filha, trouxe bolacha e... — ela olhou Damon— Se puder sair eu agradeço Salvatore— disse sem o encarar e ele assentiu, Damon piscou pra mim por trás dela e eu sorri boba. — Espero que não tenha perdoado ele Elena.

—Não...

—E esse sorriso besta no rosto?

—O juiz está chamando para voltar— salva pelo gongo.

—Ok, mocinha em casa conversamos! — ela apontou o dedo para mim e eu sorri, ah ele ia para a Rússia por mim, ele ia ficar comigo...

...

—Então quando ela nasceu, soube desde o principio que ela iria se dar mal com essa mãe e só quis ajudar, a roubei para que não tivesse que pastar... — a megera disse cínica.

—MENTIRA— minha mãe gritou. — MENTIROSA, VADIA, EU QUERO MATAR ESSA MULHER!

—Ei... Michaela, controle-se — o juiz ordenou e meu pai a sentou falando algo que eu não ouvi.

—A senhora bateu em Elena? —Nick perguntou?

—Ah umas vezes, coisa simples... — Simples? Ah sim, minha pele que o diga... Damon olhou para mim e fez sinal demostrando força, pra que eu ficasse firme, assenti e ele olhou para a mãe. — e ela era muito arteira... — todo seu depoimento e o jeito mesquinho que falava aumentava o ódio meu e dos meus pais, o mais calmo era o meu pai, e quando minha mãe falava que ela não seria preso ele sorria e falava que tudo poderia acontecer.

—Certo, todos foram ouvidos e...

—Meritíssimo— Nick se levantou— Gostaria de chamar uma pessoa para depor.

—Mas todos já deporão e...

—É a nossa carta na manga— a megera olhou e Damon me encarou, sibilei um não sei e Damon acreditou... — Que entre Margaret Gruen, a baba de Nina Gilbert, Elena hoje em dia... — Uma mulher um tanto mais nova que minha mãe, com os cabelos negros e o rosto judiado, tinha uma tatuagem no braço e usava uma roupa qualquer, seus olhos eram castanho e ela tinha uma barriguinha grande... A megera a olhou espantada e sem se controlar começou a gritar.

—É mentira, ela quem fez isso, ela é louca... Ela me ofereceu dinheiro... Ah céus... — Todos encararam a megera que gritava descompensada.

—Por favor... A levem daqui— o juiz disse aos seguranças e ela se sentou.

—Me desculpe, vou me comportar— ele assentiu para que eles parassem...

A mulher mal ligou e se aproximou até o local, se sentou e Nick ajeitou o microfone já que ela era um pouco maior e então ela começou.

—Eu tinha dezenove anos quando a senhora Michaela pediu para que eu ficasse com sua filha, minha mãe estava de cama e o remédio que a salvaria estava muito caro e eu não poderia ajudar ela de jeito algum... O meu pai havia sumido, mas assim que eu fui cuidar da Elena, eu achei que seria uma ótima, Michaela foi uma fofa comigo, me deixou pegar o que eu quisesse na geladeira— minha mãe assentia de olhos fechados— eu era pobre e as coisas naquela casa eram de luxo, e o quarto dela então? Céus... Mas então a Elena começou a chorar, estava desesperada e a balançava, beijava sua testinha, tentava brincar e nada... Foi ai que resolvi levar ela para fora, e me sentei com ela no carrinho, Edna se aproximou e me disse que sabia do caso da minha mãe por ela ser prima de uma de suas empregadas, que hoje em dia faleceu... Eu disse que não havia dinheiro e então ela me propôs em pagar o tratamento da minha mãe, mas se eu quisesse isso teria que entregar a criança para ela, olhei para Elena que dormia no carrinho e parei sem saber o que pensar, foi ai que me veio os momentos com minha mãezinha— Eu chorava abraçada aos meus pais que estavam em choque— Eu não poderia perder ela, eu não precisei pensar muito, resolvi então entregar a criança a ela e ficar em paz... Foi tudo tão rápido— ela enxugou as lágrimas e exprimiu o rosto— quando dei por mim eu estava saindo sabendo que a vida da minha mãe estava salva...

—Ótima história— o velho barrigudo que defendia a megera se levantou. — mas sem provas isso é anulado.

—Eu tenho provas! — a mulher o encarou— No outro dia, eu estava sendo procurada de uma maneira absurda, tive que mudar meu visual e então ela me encontrou e me deu uma boa quantia, tenho um cheque assinado por ela— ela entregou ao juiz que analisava, nem reparei que ela estava de bolsa— Tenho as receitas que na época eram assinadas pelo comprador quando comprado o remédio, e como foi ela quem comprou já que eu não poderia sair, e tenho diversas cartas que ela me mandava informando como estava tudo— a megera se deu por vencida e Damon a encarou esfregando a cabeça. — Quero que a Michaela me perdoe, e você Elena... Tenho um filho hoje, o Cauê... Tivemos que viver na Ásia por muito tempo, eu casei assim que minha mãe faleceu ano passado de velhice, mas eu fui uma tola... — minha mãe a encarou.

—Sabe que com isso poderá ser presa não sabe senhorita Margaret.

—Sim, eu sei— abaixou a cabeça— O Cauê está com o pai e decidimos que estava na hora de que eu pagasse pelo meu erro, sou de família boa, minha mãe sempre me ensinou ser honesta, mas eu não pensei...

—Certo, algo mais senhor Nicholas?

—Sem mais meritíssimo!

—Ok, dez minutos até que eu decida, podem permanecer aqui... — assentimos, meus pais me abraçaram e ela se aproximou.

—Queria realmente dizer que sinto muito.

—Margareth o que você fez não tem perdão... — minha mãe disse séria e ela assentiu.

—Mich, grande passo ela vir, pense nela... — meu pai disse beijando o topo da cabeça da minha mãe e eu a olhei.

—Elena, você está linda— assenti.

—Obrigada— disse seco. Damon estava me olhando e não falava com a mãe que suplicava sua atenção... Dez minutos se passaram e o juiz fez com que todos o olhassem.

—Decidido o que será feito... A senhora Edna terá prisão provisória até que tenhamos o julgamento final— ela quase desmaiou e minha mãe me abraçou— A senhorita Margareth Gruen, até então prestará serviços comunitários... Por ter se entregado, mas terá a saída do país bloqueada... Quanto ao senhor Damon Salvatore... — mi9nha barriga gelou— Terá que prestar serviços comunitários e terá a saída bloqueada do país por um ano... — O que?!

Notas finais
Ah não me matem... Vish e agora alguém sabe o que vai rolar? Comentem e recomendem... :)