From Now On
10 Capítulo 9 - Mimos e mais Mimos
Notas iniciais
Mrs Gaby> ameeeiii sua recomendação minha flor, obrigada...
Comentem florzinhas
Assim que chegamos na praça de alimentação, brinquei com Caroline só para variar. Foi a tarde mães e filhas, a melhor e mais perfeita que eu já tive. Eu me sentia uma criança, um passarinho que havia acabo de aprender a voar... Era maravilhosa essa sensação de liberdade que eu estava.
Chegamos em casa, meu pai, tio James e Stefan estavam na sala com uma mulher muito bem apresentável. Eles conversavam sentados no sofá, minha mãe sorriu e foi em direção dela.
—Layne! Meninas essa é Layne, arquiteta que vai mudar seu quarto da minha bebê— sorriu maternal e me abraçou
—Então você é a Gilbertizinha? — disse abrindo aspas com as mãos, ela era loira, olhos verdes, um corpo escultural e muito bem delineado, usava pouca maquiagem, também com aquele rosto de boneca não precisava.
—Sim! Sou eu— sorri amarelo
—Eu vou arrumar seu quarto, algo que queira em especial? — ela perguntou me olhando por um tempo. O Damon deitado na minha cama pode ser?
—Em mente agora não me vem nada — sorri mentalmente ao imaginar a cena dele na minha cama.
—Lena não tem nada que você queira, goste... Preciso aprender isso também, que apesar de ser sua mãe eu ainda não sei nada sobre você ...
—Ela ama balé tia — Caroline disse de uma vez e eu não achei certo, seja do jeito que fosse eu iria amar.
—Caroline! — a repreendi
—Então, Layne, coloque algo relacionado ao balé, ok? Quero o quarto de Lena digno de uma princesa, não economize em nada, e utilize cores de menina... Quero que ela se sinta muito á vontade, ah e arrume o banheiro dela, troque a banheira e faça o que for necessário... Já as coisas do antigo quarto, quero que guarde o berço e os bichos de pelúcia, sinto que um dia ainda vou ter uma neta— ela olhou para mim e Steff e ele sorriu torto... Malditas torcedoras de Stefan!
—Sim Michaela — ela assentiu e pegou seu tablet —Minha equipe chega hoje á tarde e vamos ver medidas e tudo que pode ser feito.
—Confiamos em você — meu pai disse vindo para o meu lado me abraçando com a minha mãe. Assim que Layne saiu ela me olhou.
—Lena, para com isso... Eu sou sua mãe, te procurei dezoito anos e agora sempre que puder te mimar eu vou te mimar... Tudo que eu puder fazer eu vou fazer.
—E com certeza o pai também, só não me apareça com nenhum namorado, acho muito cedo para isso— me abraçou e minha mãe o olhou torto
—Peter, cedo porque? Ela tem dezenove anos!
—Não estou afim de presenciar briga de família — Tia Liz disse em tom de brincadeira pegando a bolsa
—Ah por mim ficaríamos mais mãe— Caroline disse fazendo bico
—Ah fiquem...
—É, fiquem mais um pouco — Minha mãe completou
—Tenho que ir, espanhol tia... Mas posso dormir aqui depois — Carol comentou e eu assenti, minha mãe sorriu e assentiu nas mesma intensidade.
—Família — disse com sorriso nos lábios — Eu sempre quis ter uma família assim! — eles me abraçaram, eu estava rodeada de carinho, nem acreditava como estava sendo amada em tão pouco tempo.
—Vamos sair né? — Stefan perguntou saindo do abraço grupal
—Claro! —respondeu minha mãe cortando minha vez, eu assenti e meu pai olhou para ele desconfiado, voltou seu olhar para mim na mesma hora.
—Sair? — perguntou meu pai —Você, Steff e Caroline? — ele olhou para mim exigindo uma resposta
—Não tio, só eu e a Lena
—Mais já?
—Pai eu vou sair só, não vou casar — dei de ombros— E além do mais acho bom o senhor reclamar com sua esposa e essas duas aqui — Carol e Liz fingiram estar distraídas
—Peter não cansa minha beleza — zombou minha mãe saindo, eles se dispersaram me deixando por um instante com meu pai.
—Preciso ficar preocupado? — ele sussurrou e eu neguei — Melhor assim— o abracei e beijei sua testa.
—Te pego as oito Lena— Stefan disse se aproximando e meu pai o encarou, queria rir daquilo, sempre quis alguém que se importasse comigo.
—Está bem Steff...
—Steff, ah menino, muito cuidado — meu pai disse em tom debochador e sussurrando.
Eles saíram, minha mãe pediu para as empregadas pegarem as compras do carro e colocarem no quarto de hóspedes, apesar de ser simples nem se comparava com o meu quarto. A Cama era grande e estava com uma colcha vermelha de seda, tinha várias almofadas sobre ela e o tapete no centro da cama combinava com a colcha, o guarda roupa era embutido e agora dentro dele havia muitas roupas minhas, no banheiro milhares de cremes, perfumes e uma prateleira de maquiagem, sem dúvida eu estava me sentindo mimada.
—Lena, até seu quarto ficar pronto dorme aqui ok?
—Sim mãe. — dei de ombros— vou tomar banho e me arrumar— ela assentiu e fechou a porta do quarto jogando um beijo para mim. Entrei no banheiro, liguei a banheira e despejei o sabonete de frutas vermelhas, entrei ali e deitei minha cabeça no monte de toalhas que estavam ali para isso. Fechar os olhos me levavam para Damon, seus olhos de piedade e o pedido de perdão. No fundo eu tentava entender ele, mas ai eu me lembrava do que ele havia me feito passar antes de eu saber que era filha da Michaela. Depois de um tempo ali, me levantei e passei a toalha por meu corpo me enxugando, fui até o quarto... Coloquei um vestido vermelho que caia em U até o meio das costas, uma sandália preta de salto fino, um colar de brilhante, cacheei meus cabelos, um bracelete que havia ganhado da minha mãe e passei um perfume adocicado que estava ali nos milhares. Passei uma maquiagem simples porém bem detalhada, Lena, essa é você? Desci as escadas, minha mãe estava conversando com Stefan e com meu pai....Eles ficaram me olhando, eu não era a única que estava me achando linda.
—Uau, princesa. — disse meu pai.
—Linda! Linda! — disse minha mãe maravilhada
—Nem preciso falar nada né Lena! — Stefan se levantou bobo me olhando por um bom tempo, ele estava de terno e gravata e também estava muito lindo. Sorri sem graça
—É Stefan melhor não falar — disse meu pai bravo e eu ri alto pegando a mão de Stefan que assentiu para ele.
—Tchau mãe, pai!
—Tchau linda — disseram e coro.
—Tchau tio e tia — eles assentiram
—Aonde vamos? — perguntei dentro do carro o olhando
—Gordon Ramsey — disse dando de ombros e ligando o carro, meu Deus esse era o restaurante mais caro de Toronto.
—O restaurante mais caro!
—O mais chique, mais refinado... E a melhor comida que se pode encontrar
—Stefan era empregada até esses dias atrás, não sei comer aquelas comidas... E você poderia fazer a propaganda do lugar — ele soltou uma risada alta
—Ei, lá tem comida normal — ri com sua definição, ele parou no sinal e colocou a mão na minha perna, puxei sem jeito e ele voltou a mão para o volante. — Eu adoro ir lá!
Assim que ele parou o carro, pediu para que eu esperasse, deu a volta e abriu a porta para mim, estendeu a mão e eu sai sorrindo para ele, meu Deus esse homem não existia. Passamos pela entrada e o recepcionista nos guiou até nossa mesa e puxou uma cadeira para que eu me sentasse. Sentamo-nos, o garçom colocou o cardápio sobre a mesa, Stefan ficou olhando atrás de mim com um olhar de raiva, fiquei sem entender.
—Megera, e companhia! — disse Stefan olhando entre meus ombros.
Me virei delicadamente, disfarçando, na outra mesa estavam Kayle, os pais dela, Damon e a Megera, Giuseppe não estava lá, ainda bem! Como ela conseguia agir naturalmente? Viver naturalmente, depois de tudo que havia me feito? Voltei a olhar para Stefan rezando para que eles não me notassem naquele local.
—Quer sair daqui? — perguntou Stefan
—Não — sorri sem graça. Ele revirou os olhos e entrelaçou meus dedos nos seus
—A megera te viu, está vindo aqui... Calma, eu não vou deixar que ela faça nada contra você— um gelo subiu pela minha espinha e logo ouvi a voz fina daquela bruaca.
—A aqui está você! Não disse que você realmente era uma puta — me levantei depressa e a encarei, não tinha mais medo dela... Stefan entrou em nossa frente e pude ver a Kayle vindo atrás dela.
—Aqui não é lugar de empregadinhas! — disse Kayle chegando — Você pode até ser rica, mas nunca vai ter berço.
—Porque me roubaram de um não é megera? — ela se aproximou
—Dá para vocês pararem! — Stefan quase gritou encarando as duas e mesmo de frente pra mim, passou os braços na minha cintura, eu coloquei as mãos em seus ombros, vi Damon se aproximar, estava de chapéu panamá e uma roupa preta, meu bad boy estava lindo.
—Mãe da para parar? Kayle, os seguranças estão olhando aqui!
Seus olhos encontraram os meus e por um tempo eu desejei nunca mais quebrar aquele contato visual, ele me olhou dos pés a cabeça e sorriu sem graça, eu assenti e a megera quebrou aquilo que ao mesmo tempo incomodava Stefan
—O que você fez na minha sala, vai ter troco.
—E o que você fez com a minha vida, te garanto, vai ter um troco bem pior! — Ela tentou vir para cima de mim, Stefan ainda na minha frente fechou os braços em minha cintura. Damonmostrou ódio no olhar, abraçou Kayle para me provocar e saiu.
—Stefan, podemos sair daqui? — disse cabisbaixa — ir para outro lugar?
—É claro Lena nem tem mais clima ficar aqui mesmo.
Ele conversou com o garçom, pagou seu percentual e pegou a minha mão, assim que passamos pela mesa Damon ainda me olhou e a megera me ameaçou com o olhar, Stefan percebeu e comentou casualmente.
—Aonde quer ir?
—Mesmo chique assim, ficaria mega feliz em ir ao cinema e depois comer no Mc Donald... —Ele sorriu
—Tudo Bem, você quem manda. Cinema é uma ótima pedida!
Assistimos a a escola de monstros, ele ria alto dentro porém eu chorava em ver o quanto menosprezavam o Mike
—Lena! — sussurrou — é um filme!
—Eu sei! — disse enxugando as lágrimas
—Mulheres...
Durante o filme inteiro ele tentou me abraçar, colocar as mãos sobre as minhas, eu me esquivava, não podia iludi-lo. Fomos ao Mc Donald, estávamos pior que duas crianças naquele local, pedir o Mc Lanche feliz só por causa do brinquedo foi o pior da noite. Depois de comermos, entramos no carro fomos rindo de tudo, conversando e cantando as músicas do seu rádio, tinha até esquecido da Megera e companhia no restaurante. Steff estacionou em frente a minha casa, e tomamos folego depois das risadas que demos de tudo. Ele tirou o cinto, fiz o mesmo, enxugando os olhos.
—Olha estou até chorando! De tanto rir seu bobo!
Paramos de rir, o silêncio tomou conta, ele veio para cima de mim e se eu não me esquivasse ele teria beijado minha boca, beijei seu rosto, ele ficou com olhar frustrado, mas logo assentiu mandando um beijo, sai do carro e fechei a porta. Ele deu partida e eu me virei indo em direção a entrada da minha casa, assim que abri a porta Carol estava no sofá com a minha mãe conversando.
—Carol! — a abracei.
—Não disse que eu iria dormir aqui?
—Sim! — sorri
—E ai como foi? — minha mãe se aproximou
—Encontramos a megera e companhia— ela me olhou fuzilando de ódio — eu conto melhor lá em cima pode ser? — elas assentiram e então subimos para o quarto. Depois de me trocar e contar tudo para elas enquanto passava demaquilante, ficamos ali de bobeira as três. Estava deitada nas pernas de minha mãe enquanto ela fazia cafuné na minha cabeça, Candy estava deitada com os pés em cima da cabeceira da cama.
—Lena posso te chamar de Barra-cunhada? — disse rindo
—E eu de barra-sobrinha — disse minha mãe caindo na onda da Candy
—Não... para as duas — disse sem graça! Olhando para a minha mãe que fazia um carinho gostoso nos meus cabelos. Elas riram.
—Filha o Steff é um menino bom.
—Mãe não vai entrar nesse assunto!
—Ok!
—Lena... eu e Tia Mich estamos pensando em fazer uma festa de aniversário para você!
—Mas meu aniversário já foi!
—Não, Não filha! — disse minha mãe — é dia 18 de agosto mês que vem! — ah sim, ela alterou até isso, passei dezenove anos comemorando até a data do meu aniversário errada.
Notas finais
E ai amores, posso achar que estão gostando mesmo?
Recomendem, comentem...
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