From Now On
8 Capítulo 7 - Vida Nova
Notas iniciais
Aninha Petrova> muitooo obrigada pela linda recomendação... amei de verdade...
patricia> Ameiiii demais, muito obrigada pela linda recomendação ^^ ameeeiii
Detalhe: Parabéns para minha leitora fiel que me acompanha desde que comecei
Camila Aparecida de Jesus, parabéns flor ^^
Eu não estava acreditando naquilo, como assim, eu era uma Gilbert?? Ou pior havia sido sequestrada, filha de uma puta, tudo que ela me fez... Tudo que eu passei, meu Deus o Damon sabia de tudo desde o início ele sabia, ele nunca me disse... Era igual a eles...
—O quê? — perguntei. Michaela e Peter estavam em transe ao meu lado — Damon, o que... Como você sabe... Damon.. — Estava confusa, nem sabia como ainda não havia desmoronado. Antes de Damon responder Michaela me abraçou freneticamente, seu abraço era tão gostoso, eu a abracei forte e chorei muito... Um Deus a minha mãe era viva... Ele estava ali comigo... Peter nos abraçou e eu chorava sem parar...
— Nosso bebê Peter— Fiquei abraçada com eles, estava em pânico, mas era a melhor coisa tê-los ali. —Nossa bebê... Meu Deus, obrigada... Obrigada... — estava no meio deles e então olhei para Damon, ele entendeu que eu queria uma explicação e assentiu saindo do sofá... Os braços de Peter e Mich estavam em minha volta.
—Eu tinha 1o anos — começou Damon — Um dia eu havia ido ao jogar bola com alguns amigos, e então, quando voltei, a babá havia acabado de chegar com uma criança, sabia que era Nina quem não conhecia aquele bebê? Todo mundo! Fiquei ali olhando, onde minha mãe queria chegar? Pensei. A olhei, e perguntei. Ela ficou me olhando, disse que seria o melhor a se fazer, que se ela continuasse ali sofreria, então disse que não, que era muito amada, mas a babá já havia sumido e vocês já tinham chamado a policia. Desde criança meu pai me obrigava, a saber, de leis — Peter e Michaela apenas escutavam, lágrimas caiam dos seus olhos. —E eu sabia, minha mãe seria presa, apodreceria na cadeia... Eu... A Amo, mesmo fazendo isso não poderia contar para ninguém, eu não sei o que seria de mim se ela fosse presa, era irresponsável e sei que fui errado mas Lena?!...— disse engolindo seco e chorando. Eu apenas o olhava
—Porque Edna? — Gritou Michaela em desespero — O que eu te fiz? Por quê?
—Você era a mais rica! — gritou Edna — Tinha um marido que te amava, a melhor casa, os melhores amigos, uma irmã que morreria por você, e... — chorou — Estava grávida de uma menina, apesar de ter Damon, queria uma filha, e então descobri que tinha uma doença no útero, teria que tira-lo. Giuseppe não me tratava com metade do amor que Peter te tratava e trata até hoje, os negócios estavam indo de mal a pior na empresa, e vocês só enriquecendo. — passou as mãos no cabelo e parou olhando todos que prestavam atenção na história mais louca que com certeza todos já haviam escutado. — Então pensei, fazendo isso além de tirar a maior riqueza da vida deles, faço a empresa cair e convenço Giuseppe a ajudá-los a se reerguer, com isso não falimos. Foi o que aconteceu, você não imagina o quanto eu fiquei feliz em ver sua família desmoronar, tinha ódio de você e da Elena, então por um tempo ela não saia por nada, aos poucos consegui convencê-los de ir para a Itália, pois vocês viviam aqui, e não foi difícil mentir que ela era filha da minha irmã que morreu, e do qual eu odiava — agora ela ria como louca todos a olhavam.
—Cretina— gritei — Eu odeio você, roubou minha infância, a minha vida — disse saindo dos braços de meus pais, era bom pensar assim, meus pais. Como que em um teatro comecei a andar e ter alterações na voz a imitando — Elena minhas baixelas estão sujas, ó claro Dona Edna vou limpa-las —peguei as baixelas e comecei a jogar uma por uma na parede, todos me olhavam e eu atirava uma a uma as amassando.
— Para Elena, para— gritou — Eu mato você... —Ela veio para o meu lado e Giuseppe a segurou
— Não me atrever?— atirei a primeira e em seguida as outras — Me atrever a isso? — disse com a maior das baixelas na mão, a joguei no chão a amassando... continuei meu teatro. — Elena meus cristais estão brilhando? Sim dona Edna é claro!— Subi as escadas de mármore dos Salvatores chegando até o topo da estante de vidro que ficava na parede, peguei a baixela amassada no chão e com toda a minha força bati a baixela na estante, a quebrando em um milhão de pedacinhos. — Olha dona Edna — disse com ironia — Agora sim estão brilhando, no chão —eu estava chorando e tinha ódio no coração. Edna caiu no chão como se tivesse perdido um filho, desci as escadas e continuei, o que eu estava fazendo era pouco. Peguei uma garrafa de vinho, cheguei próximo ao sofá branco que estava limpo.
— Elena, para! — Gritou a megera. —Meus pais estavam quietos.
— Elena e o meu sofá está branco? — disse virando a garrafa de vinho em cima do sofá — É claro Dona Edna! — perdi a força nas pernas e cai no chão, depressa meus pais correram para me acudir e eu estava sem forças para levantar— Damon estava surpreso com as minhas atitudes, apenas me olhava.
— Você destruiu a minha sala! Vou te dar uma surra Elena que você nunca mais vai esquecer — disse a megera se aproximando, minha mãe estava no chão de costas para ela e sem ninguém esperar virou um tapa na sua cara de costas de mão com muito mais força que o que ela havia me dado, ela caiu no chão.
— Esse foi para devolver o tapa que você deu na minha filha. — Disse ela se recompondo — E por ter tirado a minha filha de mim, espera, eu vou te colocar na cadeia.
— Então a empregadinha é uma Gilbert?? — disse Kayle olhando para todos, depois de muito tempo ela só tinha falado isso. Minha mãe agiu tão naturalmente que eu juro que não sabia o que ela iria fazer, pegou o copo de suco de laranja e virou na cara de Kayle.
— Isso foi só para devolver o suco que você derrubou na Elena
— Louca! — disse ela saindo.
— Vamos Peter e Elena! Filha não pega nada daqui.
— Ela não vai! — disse a megera vindo para cima de mim. Minha mãe virou outro tapa nela.
—Cala a boca! Cretina... Tenta impedir de eu levar minha filha daqui, eu chamo a policia, ou melhor eu mando te matar de tanto bater em você sua mal amada.
— Não piora as coisas Edna — Gritou Giuseppe. — Está louca, você vai ser processada por muitos crimes! —Antes que eu pudesse sair, olhei para a casa agora destruída e Damon me encarava.
—Damon, o que você me fez não tem perdão, não quero nunca mais falar com você, hoje você me apunhalou duas vezes pelas costas!
— Elena?! Desculpa-me, eu sou irresponsável e... — disse chorando
— Cala a boca, viva a sua vida medíocre, com a sua mãe ladra, sequestradora, desgraçada. Giuseppe com exceção de você eu odeio todos. Bando de loucos! —Giuseppe era o único que eu de verdade tinha pena, ele era muito bom.
—Espere, a justiça vai acontecer com vocês! — disse minha mãe saindo.
Meu pai colocou seu terno em meu ombro e saímos daquela casa, minha liberdade, como era perto fomos á pé, eu estava no meio, não conseguia falar nada, estava abraçada com eles, nem acreditava, tinha uma família que me amava de verdade. Depois da caminhada, chegamos em casa e minha mãe abriu a porta, fez menção para que eu entrasse, nós três não havíamos falado nada desde a casa dos Salvatores.
—Entra meu anjo! — ela sorriu pra mim
—Sua casa minha princesa! — disse meu pai.
Entrei apesar de conhecer a casa ela era diferente agora, era minha, eu era uma Gilbert...Os dois me abraçaram e ficaram ali chorando comigo.
—Eu sempre amei você meu amor! Eu nunca desisti de te procurar — disse minha mãe em prantos
—Ela está aqui Mich — completou Peter. Eu estava no meio dos dois na minha sala, meu deus na minha sala... Chorava no meio deles e fiquei ali sem querer nunca mais sair. Minha mãe não sabia se ria ou chorava e meu pai sorria beijando minha testa toda hora. Depois de muito tempo minha mãe me soltou e então subimos para seu quarto.
—Filha, vou pegar uma camisola minha por hoje para você e você vai dormir conosco... Amanhã vamos comprar roupa e depois ver o seu quarto ok? — assenti sem falar nada e ela sorriu — Vai lá no banheiro, fica a vontade... Tem cremes lá tem ... — ela começou a chorar e meu pai apareceu com uma bandeja com leite e bolachas.
—Trouxe algo para você comer minha princesa— sorri para ele
—Ela vai tomar um banho Peter e come depois — sorriu. Depois de um banho relaxante, eu pensei muito no que fazer, no que estava acontecendo, estava muito zonza e sem reação, e tinha Damon, meu Deus tinha o Damon! Sai do banho e tomei o leite, mesmo sem fome, para não magoar meu pai. Minha mãe me esperava na cama sentada, assim que eu me aproximei ela sorriu.
—Deita aqui com a gente bonequinha — disse minha mãe passando a mão no meio dela e de meu pai. Deitei ali e os dois me abraçaram.
—Obrigada Meu Deus! — sussurrou minha mãe chorando
Adormeci nos braços de meus pais, estava triste por um lado, por Damon, estava me apaixonando por ele, mas por outro estava tão feliz, estava com meus pais! Acordei cedo, mas fingi que estava dormindo, não queria sair dos braços de minha mãe, ela estava lendo um livro, meu pai estava terminando de colocar seu terno para ir trabalhar.
—Se não fosse esses executivos importantes, eu ficaria com vocês, queria aproveitar ao extremo minha princesa! — sussurrou meu pai
—Calma, ela agora está aqui, vamos ter todo tempo do mundo— disse minha mãe me abraçando. —Além do mais ajeite o processo, quero colocar Edna e o filho na cadeia! —Estremeci, um frio me invadiu, por mais que estava com raiva dele, eu o amava... preso? Damon também?
—Fique tranquila, os dois vão ter o que merece.
—Confio em você — disse ela dando um selinho no meu pai
—Vou falar com a Layne arquiteta para vir ainda hoje arrumar o quarto dela, por mim ela ficava com a gente toda noite, mas ela precisa de privacidade.
—Sim é claro né Peter, eu vou ligar para Liz e Caroline e vou combinar de ir ao Shopping para comprar tudo que a Elena quiser, aliás, olha que engraçado eu e Liz sempre falávamos que nossas filhas seriam igual nós duas, unha e carne e mesmo sem saber que são primas eram melhores amigas!
—A Carol vai pirar quando souber que é prima de sua melhor amiga, é melhor eu fugir — Brincou meu pai. É verdade, eu era prima de Caroline, com essa confusão havia me esquecido, ela era minha prima, minha melhor amiga, com certeza ela iria pirar.
—Estou indo Mich — deu um beijo nela — Tchau minha menina — disse beijando demoradamente minha testa... Aquela conversa me fez entender, seria mimada demais ali. Assim que ele saiu, minha mãe voltou a ler, seu outro braço não me soltava, era igual à mãe que eu sonhava. Abri meus olhos e a olhei.
—Bom dia meu amor! — disse beijando minha testa — dormiu bem?
—Bom dia mãe! — os olhos dela encheram de lágrimas e havia um enorme sorriso em seu rosto... Foi algo espontâneo e nem percebi, ela sorriu e eu sorri de volta.
—Como é bom ouvir essa palavra... Mãe! Minha filha
—É muito bom ouvir filha! Mãe!
—Filha!
—Mãe
Rimos da nossa idiotice, por mim ficaria ali para sempre, queria contar de Damon, mas era cedo, queria aproveitar tudo da minha mãe, ela mexia no meu cabelo, contava tudo da sua vida e eu por minha vez da minha, apesar de não ter o que contar.
—Lena seu teatro de ontem foi maravilhoso — riu orgulhosa
—E o tapa que você deu nela? — ri alto — os tapas né mãe— Ela ria sem parar.
—Viu a cara da megera? — disse minha mãe gargalhando — e na hora que você estourou a estante, eu adorei aquilo... Já pensou em teatro? Eu pagaria a melhor escola para você, aliás... Você tem talento— sorri
—Ela mereceu! Ah para, não foi tudo isso — ri alto
—Tenho que ligar para Liz e Caroline! Assim que elas souberem vão pirar!
Minha mãe, achei que nunca fosse falar isso, porém estava falando... Minha mãe... Ela pegou o telefone e enquanto chamava ela sorria para mim. Assim que Liz, ou melhor... minha tia atendeu ela sorriu.
—Liz, preciso de você e da Caroline — eu a encarei rindo baixinho, estava tão á vontade ali com ela que nem eu entendia — e agora!
Ficamos ali ainda deitadas, minha mãe me emprestou um de seus vestidos e eu coloquei, descemos para a sala e assim que a campainha tocou, minha mãe abriu a porta e eu estava sentada no sofá
—O que aconteceu Mich, vim correndo — disse Liz entrando
—Tia eu estava dormindo tão gostoso — disse Caroline abrindo a boca, olhou para mim por um tempo e depois correu me abraçar.
—Lena, oh meu Deus... Se a megera te pega! Você saiu de lá como—ela me abraçava forte e u comecei a chorar, minha mãe ficou olhando e Liz não entendia, nos olhava e Caroline nem percebeu o quanto eu chorava, ela me olhou— o que aconteceu Lena? — sorri com lágrimas nos olhos
—Aquela megera nunca mais vai nos atormentar... — ela riu
—Por quê? — perguntou Liz
—Liz, lembra quando jurávamos que nossas filhas seriam melhores amigas?
—Sim!
—Então! Elas são mesmo sem saber que são primas! — As duas nos olharam, Stef e tio James apareceram na porta, eles entraram e sorriram para mim.
—Eu sou a “Gilbertizinha" — disse com os olhos cheios de lágrimas
—O que? Oh Meu Deus! Sério? Sério? Ah— gritou estridente e minha mãe riu, ela me abraçou forte— Como tia? Como? — Stefan correu me abraçar me tirando do chão, confesso que assustei, agora seriamos primos e ai que não ia rolar nada entre nós.
—Como assim? — Liz e James formaram um coro e sorriram.
Minha mãe explicou tudo, estava no sofá com Steff e Caroline, eles estavam um grude comigo, e a o ouvir a história que minha mãe contava eu chorei com ela.
—Ah não acredito! — disse Liz me abraçando — Minha sobrinha — JAmesveio e me abraçou junto—Todo esse tempo, você sempre em casa! Perto da minha irmã! Ah Lena! — sorriu
—Mich essa megera tem que ser presa! — disse Liz com lágrimas nos olhos me abraçando ainda mais forte.
—Ah pode ter certeza que vai, ela e o filho dela — Caroline me olhou assustada e eu abaixei a cabeça, Caroline tentou defender Damon.
—Tia o Damon estava com medo!
—Mas esse medo impediu durante dezenove anos que eu tivesse meu amor em meus braços... Não sei se entendo ele...
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