From Hell To Heaven
2 Capítulo 2 - A missão
Notas iniciais
O inferno nunca foi um lugar calmo, as pessoas estavam sempre agitadas e falantes demais. Dava pra ouvir gritos histéricos assim que você pisasse em seu solo. Mas hoje, em especial, estava calmo. Eu não sabia o porquê, mas logo ia descobrir, porque estava caminhando até a sala do meu pai. Todos andavam de cabeça baixa, o que era muito estranho. Ninguém falava com ninguém, não se via nenhuma alma sendo cortada ao meio em lugar nenhum. Eu poderia dizer que havia... paz ali.
- O que está acontecendo, Frank? – minha voz falhou ao pensar na hipótese mais obvia. Seus olhos vermelhos sangue, me fitaram.
- Até parece que você já não sabe. Fiquei parada na mesma hora. Não podia ser.
- Você só pode está brincando. – e comecei a correr até o escritório do papai. E lá estava como eu havia previsto e temido. Todos os demônios que trabalhavam por lá estáticos. Só uma pessoa tinha o poder de fazer isso. E acredite, ele não vinha aqui com muita freqüência. Parei na frente da sala, e esperei. Ouvi a voz do meu pai um pouco alterada.
- Ela não vai fazer isso. Eu não vou colocar minha filha em perigo. Coloque o seu filho, não envolva a Brigitte nessa história. Eles estavam falando de mim, certo? Não consegui ouvir o que a outra voz disse, era sussurro, quase um canto. Droga, era ele mesmo. Me voltei para o Frank, que estava parado ali bem atrás de mim
. — Eu não tenho coragem de entrar lá.
- E quem tem? – respondeu de cabeça baixa – Mas ele quer lhe vê, eles querem lhe vê. Ele e seu pai.
- Droga. – foi apenas o que pude dizer. Tomei um suspiro longo e bati na porta.
- Entre, querida. – ouvi a voz do papai dizer, falsamente calma. Então vi, meu pai andando de um lado para o outro, e um senhor muito bonito parado.
- Você queria falar comigo, pai?
- Sim, mas primeiro..- ele apontou para a pessoa ao seu lado, como se quisesse que eu falasse com ela.
- Oi, Vô. Ele colocou os olhos azuis para mim, a paz percorreu meu corpo, odiava aquela sensação. E sorriu.
- Olá, Brigitte, como você está?
- Indo, e o senhor?
- Melhor impossível.
Deus poderia mentir assim tão descaradamente? Como se pudesse ouvir o que eu havia pensando, ele pôs a mão sobre o meu ombro e disse:
- Você não imagina do que o seu velho avô consegue fazer – então se virou para o meu pai – Acabe com isso, não quero vê guerra na minha família. Não ligo para a profecia. Mas ela tem que ser comprida. Miguel nunca vai precisar saber.
Tá bom...QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO AQUI? Obviamente, eu não podia interferir em nada.
- Vou fazer o que eu posso – falou meu pai.
Vôvô me deu um beijo na bochecha e, como era mal de família, evaporou. E tudo voltou a ficar quente como antes.
- O que foi isso, pai? O que está acontecendo?– falei quase histérica. Era notável o quanto perturbado ele estava, também, quem não estaria? Não era toda hora que Deus fazia visitas ao inferno.
- Nada com que você deve se preocupar no momento, e eu espero que nem mais pra frente. Ele se recompôs em poucos segundos, e olhou sério pra mim.
- Tenho uma missão pra você, Brig. Coisa boba, quase nada. Você vai tirar de letra, tenho certeza – ele revirou os olhos – já que você faz isso o tempo todo.
Então eu me acalmei, se ele tava dizendo que tudo ia ficar bem, iria ficar. — O que é? O senhor sabe que é só pedir.
Ele me fitou, e falou de uma vez:
- Quero que você mate alguém.
Porquê tanto mistério para uma coisa simples eu não sabia, mas concordei de imediato.
- Certo, quando e quem?
- O mais rápido possível, você vai ter mais informações com o Frank. Faça o seu jeito, como achar melhor, mas volte para casa, ouviu?
- E eu não sempre volto?
Estava confusa. Era como se ele tivesse medo do que fosse acontecer. Meu pai era lindo, como um anjo que ele era. Eu puxei a ele na maior parte, mas outras era só minha mãe. Era alto e esguio, tinha os olhos azuis que nem o dos irmãos e do pai, não era para me gabar não, mas ele era o mais bonito deles. Todos diziam isso. Todos que viram, e saíram vivos para contar pelo menos. Fui arrancada do meu devaneio
- Vá Brigitte. – ele me abraçou, e acredite, ele NUNCA faz isso. – E volte. –sussurou no meu ouvido.
- Como o senhor quiser, pai – falei o deixando com um beijo, e saindo. Assim que fechei a porta, vi Frank se levantando do chão.
- Diabos, Frank, você fica desmaiando por ae agora?
- Agradeça isso a seu avô dá próxima vez que o vê. – ele falou meio desorientado.
- Meu avô falou o que com você?
- A sua próxima missão. Ela não vem do seu pai, mas do seu avô.
Agora a coisa tava estranha, mas o que de mal poderia acontecer?
- Certo, quem é a próxima vítima.? – falei sem mais delongas.
As coisas não iam ficar bem, e eu não devia ser tão auto confiante assim.
Notas finais
espero que gostem
From Hell o/
~~Effy
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