No dia seguinte Hitsugaya descobriu o por que dela chegar atrasada todos os dias. Levantou meia hora mais tarde, colocou suas roupas rapidamente e saiu apressado para o escritório. Chegou lá e começou a fazer relatórios e ler os papéis que já se acumulavam sobre sua mesa. Algum tempo depois, Rangiku chegou se espreguiçando e limpando a boca, seuja de comida.

“E ela ainda encontra tempo para comer.Tá explicado porque eu sou extressado e ela não.”

-Bom dia, taichou.

-Já é quase boa tarde, Matsumoto.

O dia correu normalmente: relatórios, problemas, coisas desnecessárias, algumas discussões...até que chegou a hora de ir embora. Ele saía normalmente, quando ouviu a conversa entre ela e Kira no corredor.

-Ei, Rangiku, quer que eu te acompanhe até a sua casa? Minha casa é em frente mesmo...

-Vai ser ótimo! Vamos.

No mesmo instante, seu sangue ferveu. Sabia as intenções escondidas naquele simples diálogo, afinal Kira era um dos que mais dormia com ela. “A casa dele é em frente à dela? Isso vai mudar e vai ser agora!” Matsumoto logo percebeu que a temperatura do ambiente caiu muito, mas não deu importância. Estava quase saindo, quando foi interrompida.

-Matsumoto!

-O que foi, taichou?

-Vem aqui. Quero falar com você.

Ela o seguiu, pois ele parecia sério.

-Tenho uma proposta pra te fazer e é muito provável que eu não aceite uma resposta negativa. Quero que você venha morar na minha casa.

-Mas e o nosso acordo? Vão desconfiar.

-Não interessa. Você vem morar comigo. Não quero você perto do Kira.

-Está com ciúme, taichou?

Ele simplesmente a ignorou e foi embora, não sem antes lançar um olhar mortal a Kira, que ficou sem entender.

“Droga, vou ter que fazer toda uma mudança. Isso dá trabalho. Mas, se for pra agradar o meu baixinho...”