Ele enfim conseguiu tirar suas mãos do rosto dela e, como não havia mais nenhum relatório a ser feito, decidiu levantar o astral de sua tenente.

-Não há mais nada para ser feito aqui, então que tal darmos uma volta por Seireitei? Acho que você está precisando.

-Eu agradeço, mas não quero passear por Seireitei nem mesmo em Rukongai. Tudo aqui na Soul Society não me traz boas lembranças.

-Bom, mandá-la ao mundo real eu não posso, então a única coisa a ser feita e deixar que você vá para casa. Descanse, Matsumoto.

-Certo. Me acompanha?

Ele pensou em reagir, gritar com ela e dizer que isso era impróprio, mas percebeu que aquilo não era uma provocação: era uma súplica.

-Hai. Vamos.

Eles andaram por várias ruas ao sul, até que chegaram a uma casa parecida com todas as outras dali, não sendo por um fato: uma enorme placa de boas-vindas dizendo “Satisfação, porque prazer vem depois”. Logo ao ler o que a placa dizia ele corou bruscamente e, para sua surpresa, ela não riu. Pelo contrário: parecia preocupada com o fato daquela placa tê-lo ofendido.

-Bom, está entreg...

-Entre, taichou. Vou fazer um chá.

Novamente sua voz parecia uma súplica. Não queria ela ficar sozinha? Mas então, por que não chamou alguém como Kira e sim a ele?

-Matsumoto.

-Hai?

-Por que me chamou?

-Não quero ficar sozinha.

-Mas 90% dos homens de Seireitei ficariam aqui com você de bom grado.

-Ah taichou, eu não quero ficar bebendo ou me divertindo com eles hoje. Por isso eu escolhi você, em quem eu confio plenamente.

Ele iria responder algo, mas foi interrompido pelo anúncio de que o chá estava pronto. Sentou-se ao lado dela na mesa e esperou o chá esfriar.