Fright

6 Capítulo 5 – A história de Marito



- Mari posso conversar com você agora? — Perguntou Marito quando chegamos do enterro de Massu

Alguma coisa estranha estava acontecendo com a minha amiga, coisas estranhas estavam acontecendo por toda a parte.

- Claro – respondi

- Estamos sozinhas?

- Aham, os garotos foram jogar vídeo game na casa do Kame.

- Mari estou com medo.

“Medo…”

- Por que? — Perguntei

- Eu, eu tenho uma história meio doida pra te contar, promete que acredita em mim?

“Você acreditaria que um desconhecido me liga todo o dia e eu ando sonhando coisas que acontecem?”

- Claro – respondi

- É… mês passado eu e meu namorado, o MinHo, estávamos andando no parque com uns amigos, a Carla e o namorado dela o Jae, quando nós ouvimos um barulho estranho vindo da mata, eu fiquei com medo, era um grito de dor eu não sei explicar… O MinHo foi ver o que era e voltou com uma garota nos braços, ela tinha o cabelo rosa, e estava super machucada, a levamos pro hospital e voltamos pra casa. Depois daquele dia meu namorado ficou aéreo, sabe? Assustado, qualquer ruído o deixava apavorado, e ele começou a reparar muito em garotos altos e de cabelos pretos. Semana passada a mãe dele me ligou e… – ela começou a chorar, se eu não estivesse tão apavorada também teria chorado – e… disse que o MinHo se matou, ele foi encontrado enforcado no mesmo lugar onde nós achamos a garota de cabelo rosa. O YunHo disse que eu sou louca, que eu não deveria ver tanto filme, mas eu sei que você acredita em mim. O MinHo não se matou.

Eu não sabia por que mas algo dentro de mim me dizia que um caso estava ligado a outro e alguma coisa muito forte me dizia que eu estava certa.

Abri os olhos: 6:00, na hora! Marito já estava de uniforme.

- Hum que eficiência – disse eu, minha amiga nem parecia a mesma garota de ontem.

- Estou bonita né? — Disse ela sorrindo – O seu irmão disse isso.

- Sério? — Perguntei enquanto me sentava, dei de cara com o espelho.

“Credo, parece que eu não dormi nada essa noite, bem, eu não dormi nada essa noite…”

- Aham – disse ela envergonhada

- Você parece mais calma que ontem – disse eu me levantando

- Eu estou. — E baixando o tom da voz – Mari não comente com ninguém o que eu te falei, pode ser perigoso.

- Pode deixar.

“O Pi é mesmo um cara de pau, minha amiga nem bem chegou e ele já esta dando encima dela.”

Estava me secando quando alguém bateu na porta. Corri e vi um papel embaixo da porta:

” É melhor você começar a levar a sério o que eu te digo.

CUIDADO”

Oh Meu Deus, quem quer que seja, está começando a se meter na minha vida. Já tem o número do meu telefone e agora eu sei que ele já sabe onde eu moro. Estou com medo. Peguei o telefone:

- Alô

- Mari? Tudo bem?

- Você pode passar aqui em casa pra gente ir junto pra aula?

- Ué, mas e o povo da sua casa?

-Já foram.

- Ok, eu passo aí.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.