Friendzoned: 10 maneiras de chegar no boy + velho
1 Prólogo ou o dia em que eu entrei nessa roubada
Notas iniciais
Mas com a volta de Inuyasha nessa deliciosa continuação e o encontro inesperado de revistas adolescentes antigas que estavam perdidas no sótão, a vontade de escreve essa história veio com tudo.
É uma história adolescente curtinha e docinha (com um tiquinho de drama que ninguém é de ferro).
Talvez quem gostou de "Bailarina" vai gostar dessa daqui também.
Boa leitura!
Desespero.
Puro e simples desespero que fez comprar aquela revista.
Escondida no meio de um monte de jornal e álbuns de figurinhas, eu coloquei a encomenda preciosa debaixo do braço e sai da banca de jornal como uma criminosa fugitiva.
Oh, mas Deus, Buda e toda a convenção de anjos sabia que aquela seria minha última esperança.
Tinha tentado de tudo, de livro de autoajuda a simpatia gringa.
O jornaleiro já abria um sorrisão quando me via virando a esquina. Venderia no dia, o que não tinha faturado no mês.
Mas aquela seria a última vez.
Até porque não tinha sobrado muito das minhas economias dos últimos anos. O que sobrou na Maristela; meu querido e velho cofrinho; mal dava pra dois gibis e um chilete de tutti-frutti. A porquinha rosa parecia que fez lipo em algum médico de procedência duvidosa do Insta: o plástico estava todo torto de tantas vezes que tive de usar o “bisturi” para salvar algumas moedas.
Mas onde eu estava antes de perder completamente o foco em coisas aleatórias?
Ah, sim! Estava falando sobre o derradeiro dia em que pus as mãos pela primeira vez na Friendzoned.
Talvez você que está ai lendo esse meu relato desesperado e pouco coerente, não faça ideia do porque comprar uma simples revista ser algo tão constrangedor.
Afinal, Friendzoned é a revista mais vendida do mercado, contendo tudo que tem de mais importante na vida de uma adolescente: dicas de série, receitas de micro-ondas e poster dos cantores e atores mais gatos do momento.
Mas é o título, o bendito nome dessa revista em destaque e neon que fazia com que a pobre menina antenada se tornasse motivo de chacota pesada em todo o bairro pelas próximas semanas.
Normalmente seguida de um subtitulo ainda mais espalhafatoso como: “Friendzoned: 5 dicas para chegar no boy na fila do supermercado”, “Friendzoned: como saber se o boy não tira o olho de você por estar afim ou se você só está com alface no dente?” ou ainda “ É amor ou caganeira? Descubra em 8 passos se são borboletas no estômago ou o se sanduba da cantina estava estragado.”
Como se toda a jovem que comprou a revista estivesse “friendzonada”, encalhada e desesperada atrás de um Boy que não lhe dava atenção.
Era esse o meu caso?
Friendzonada, encalhada e desesperada?
Obviamente que sim, mas isso não vem ao caso!
Foi o desespero que me fez comprar aquela revista.
O desespero e o subtitulo: “10 maneiras infalíveis de chegar (e domar) o coração do seu boy mais velho.”
Podia ouvir o coro de anjos tocando ao fundo quando bati o olho naquele fascículo.
Literalmente, porque o jornaleiro era ouvinte fiel de uma rádio gospel. Mas de todas as músicas do mundo estava lá tocando “Aleluia” no radinho de pilha enquanto eu contava as moedas para levar a revista.
Engoli meu orgulho e saí da banca decidida a fazer dar certo.
Afinal não estávamos falando de um crushzinho qualquer.
Uma paquerinha descompromissada de verão.
Estávamos falando do grande amor da minha vida.
Alguém por quem eu era apaixonada antes mesmo de sequer imaginar que esse sentimento existia.
E para que ele eu me notasse, eu faria o possível e o impossível.
Domaria aquele coração de pedra de Sesshoumaru nem que fosse a última coisa que eu faria nessa vida.
Ou não me chamo Rin Mori.
Notas finais
Não dá para perder, não é?
Espero tod@s com o caderninho na mão!
Beijos e borboletas azuis da Misu!
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