Friendzone
6 Epílogo
Notas iniciais
Fevereiro, 2018
Aquele dia com certeza era muito especial para Bella Swan, mas ela se sentia extremamente irritada por ter que apresentar um seminário justo nessa data.
Ela poderia jurar que a professora tinha implicância com ela, pois ao dividir a apresentação dos trabalhos da classe, escolhera logo ela para a apresentação no dia dos namorados.
A Srta. Denali sabia que ela tinha um namorado, e até mesmo já havia visto os dois juntos no campus, mas mesmo com tantos solteiros disponíveis na data ela não permitiu que a jovem trocasse a data do trabalho, fazendo com que esta tivesse que abandonar o namorado muito carente sozinho na cama naquela manhã gelada, justo no dia que os dois deveriam passar juntos, o primeiro dia dos namorados do casal, oficialmente; no qual o plano era passar o dia todo na cama fazendo muito amor, saindo somente para um jantar romântico à noite.
Com os planos frustrados, Bella se empenhava em apresentar o melhor trabalho de sua vida. Não aceitaria menos que o conceito máximo. Afinal tinha que fazer valer à pena todo o sexo perdido. Além de acabar com a marra da professora que lixava as unhas distraidamente enquanto ela se apresentava. Qual era a daquela mulher afinal? Questionava-se.
Enquanto Bella estava na faculdade cumprindo seus deveres acadêmicos, Edward não viu motivos para ficar na cama sozinho.
Ele queria fazer alguma coisa especial para namorada, mas não tinha ideia do que. Edward havia acordado ela com um café da manhã especial, o mingau de chocolate que Bella amava, perfeito para uma manhã de inverno em Boston e uma das poucas coisas que ele sabia fazer na cozinha, ultimamente vinha se esforçando muito para agradar sua garota.
Ele também reservou uma mesa no restaurante mais romântico que encontrou. E havia comprado uma delicada pulseira com pingente de coração como presente, era o primeiro dia dos namorados, em que eles eram realmente namorados, mas aquela data significava mais.
Há exatos onze anos ele conheceu o amor da sua vida, a menina de tranças faladeira que roubou o coração do garotinho de nove anos à primeira vista.
Ele estava mais que feliz, depois de tantos anos de espera ela finalmente era sua, de todas as formas que deveria ser, ou melhor, quase todas.
Apesar de ter feito de tudo para que Isabella tivesse um dia dos namorados perfeito, ele sentia que ainda faltava alguma coisa. Como se o jantar e o presente ainda fosse pouco para eles.
Olhou mais uma vez para o coração de brilhante da pulseira em sua mão, ele queria que fosse um diamante, mas, apesar da boa condição financeira de sua família, ele ainda era um estudante e sua graduação não permitia que ele arrumasse um emprego, nem de meio expediente; e ele não se sentia confortável em abusar do cartão de crédito que seus pais, que já gastavam muito com os custos de Harvard, lhe deram.
Mas ele sabia que o que estava faltando não tinha nada a ver com o valor do presente, sabia que Bella não se importava com aquilo. Era algo maior, e não saber o que era já começava a deixá-lo irritado.
— Isso tudo é saudades da Bella? – Jasper perguntou notando o amigo inquieto. Eles não teriam aulas hoje e estavam matando o tempo sem as namoradas na cobertura do ruivo.
— Também, mas não é só isso. – Edward respondeu ainda vidrado na joia em sua mão.
— O que é então? – Jasper perguntou curioso.
— Eu fiz tudo para que hoje fosse perfeito, mas parece que falta alguma coisa... – ele disse frustrado.
— E o que seria essa coisa?
— Se eu soubesse não estaria aqui me matando para descobrir. – passou a mãos por entre os cabelos, os bagunçando ainda mais. – É como se não fosse o suficiente, como se a gente precisasse de algo mais, sabe?
— Não, não sei. Eu amo a Alice, e sei que cozinhar para ela essa noite a fará mais que feliz. – o loiro disse satisfeito. Sua namorada era livre dessas frescuras de dieta e amava comer, Alice podia facilmente ser conquistada pelo estômago, e por sorte, ele sabia cozinhar muito bem.
— Eu já comprei o presente, – disse apontando para a pulseira. – já reservei o restaurante, já levei café da manhã na cama. Mas eu sinto que hoje tem que ser perfeito. Faz onze anos que nos conhecemos, onze anos que eu a pedi em namoro, mas é nosso primeiro dia dos namorados como casal.
— Eu estou sem ideia, amigo. Desculpe. – Jasper disse.
— Tanya? – Edward chamou. A loira sempre tinha umas ideias legais e ajudou muito o casal meses atrás.
— O que? – ela desviou a atenção do notebook em seu colo. Seus óculos de armação vermelha escorregando pelo nariz.
— O que você acha? – Edward perguntou.
— Sobre? – a loira perguntou confusa.
— Em que mundo você está, loirinha? O que tanto faz nesse notebook? – ele perguntou curioso.
— Eu estou estudando.
— Mentira. – Jasper disse olhando por cima de seu ombro, para a tela do notebook da irmã. – Eu não acredito nisso! – começou a rir.
— O que foi? – Edward perguntou.
Tanya fechou o computador com a cara amarrada.
— Ela estava fazendo testes na internet sobre sexualidade. – Jasper disse divertido.
— Sério? – Edward perguntou estranhando o fato.
— Eu simplesmente não consigo me decidir. – a garota disse irritada.
— Não dá para dividir a noite entre os dois? – o ruivo perguntou sabendo a que a amiga se referia.
— Até daria, mas, ainda assim, eu teria que escolher um dos dois para passar a noite. – Tanya bufou.
Ela estava dividida entre duas pessoas.
Uma delas era Elena, a garota que ela conheceu no dia da festa que deram antes do começo do semestre.
Elena era uma violinista caloura na escola de música, uma garota negra de corpo escultural, tinha 19 anos, era alegre o tempo todo e extremamente doce e delicada. Assim como Tanya ela era bissexual, e gostava muito da loira a ponto de querer que as saídas sem compromisso de vez em quando se transformassem em um relacionamento sério.
No fundo Tanya também queria isso e já namoraria Lena, se não fosse um detalhe, ou melhor, um certo colombiano que estava mexendo com sua cabeça nos últimos meses.
James (lê-se Rames ou Remes) era um residente em medicina que havia atendido Tanya quando ela torceu o tornozelo ao tentar correr de saltos dois meses atrás, tinha 24 anos e era um homem extremamente sério, às vezes até demais, mas era o homem sério mais lindo que ela havia conhecido, subia uma coisa por ela toda vez que ele travava o maxilar e estreitava os olhos.
Eles tinham ficado juntos algumas vezes, mas só depois que o tornozelo dela melhorou, pois ele se recusou a qualquer contato íntimo enquanto fosse seu médico. Tanya e James não eram nada compatíveis, ele era um pouco travado, e meio a moda antiga, enquanto ela era para frente e espontânea até demais. Mas ele estava apaixonado por ela, e ela por ele.
Sim, para quem tinha uma paixão não correspondida há apenas alguns meses atrás, Tanya estava bem demais agora. Tinha duas pessoas apaixonadas por ela, porém o maior problema era que estava apaixonada por duas pessoas. E não havia maneira de escolher entre os dois.
— Na verdade, eu queria poder fugir! – disse cansada de tanto pensar no que fazer.
— Como daquela vez que foi para Vegas quando adolescente? – o irmão relembrou divertido. – Você deixou todo mundo louco atrás de você.
— Sim, Vegas seria perfeito, cassinos, luzes, bebidas caras... – Las Vegas era o lugar preferido de Tanya no mundo todo.
— Isso! – Edward levantou do sofá exasperado. – Nós vamos pra Las Vegas! – disse levantando sorridente.
— Nós? – Jasper perguntou confuso.
— Não vocês, eu a Bella. Nós vamos para Vegas. – ele ainda mantinha um sorriso imenso admirado com a ideia.
— Por que Vegas? – Jasper perguntou confuso.
— Você tem certeza disso? – Tanya perguntou, entendendo o que seu amigo queria dizer.
— Toda certeza do mundo! – Edward disse firme.
— Eu estou perdendo alguma coisa? – Jasper estava meio lento naquela manhã.
— O que os casais costumam fazer em Las Vegas, irmãozinho?
— Eles casam e... Casar? – perguntou chocado para o amigo.
Edward acenou positivamente.
— Edward, você não acha que é cedo? – o loiro indagou. – Vocês estão juntos há apenas seis meses.
— Não, nós estamos juntos há onze anos, e vamos ficar juntos a vida toda. – Edward disse com muita convicção.
— Ok. Mas a Bella não deveria estar de acordo com isso? – ele perguntou.
— Eu sei que ela vai dizer sim. – Edward estava confiante. – Mas não temos muito tempo. Preciso que me ajudem. Eu vou comprar as passagens. – disse pegando o computador que estava no colo de Tanya. – Você pode fazer uma mala pequena para Bella? – perguntou a amiga.
— Agora! – Tanya levantou animada.
Ela adorava essas loucuras por amor. Talvez ela mesma cometesse uma loucura hoje. Sim, ela não escolheria ninguém, estaria com os dois num jantar essa noite. E que os dados rolassem!
Isabella estava com raiva, muita raiva! Quem aquela mulher pensava que era?! Professora em Harvard? Grande coisa! Ela não tinha o direito de fazer pouco-caso do seu trabalho como fez. Ela não conseguia entender a implicância gratuita. Ela era uma aluna dedicada, suas notas no último semestre haviam sido impecáveis. Quase como as de seu namorado. Quase. Superar seu nerd favorito era difícil.
Só uma coisa a faria perder toda essa irritação causada pela professora idiota. Edward.
Ela entrou no volvo ansiosa para ir pra casa, ligou imediatamente o aquecedor. Pensava que estava acostumada com o frio morando em Seattle, mas isso foi antes de ter passado um inverno em Boston. Ainda bem que a estação mais fria já estava quase no fim, e melhor ainda que a neve parecia der dado uma trégua, odiava ficar escorregando por aí.
Sentindo-se mais aquecida deu partida no carro de seu namorado, indo finalmente para junto dele, lugar de onde nem deveria ter saído naquela manhã.
Já era quase hora do almoço quando entrou finalmente no apartamento. Podia ouvir o falatório vindo do quarto do namorado, o quarto que agora também era seu, depois de ter feito Edward trocar a cama, é claro. Provavelmente os gêmeos estavam por ali. Eles com certeza estavam ali, podia ouvir a risada escandalosa de Tanya.
— Tá rolando alguma social que eu não fui convidada? – perguntou parando na porta.
Reparou que Edward pareceu assustado em vê-la ali e ignorou o fato de ter visto ele esconder algo no bolso, provavelmente era o seu presente de dia dos namorados. Estava muito curiosa, mas não queria estragar qualquer tipo de surpresa que ele tivesse preparado para ela.
— Ei, eu estava com saudades. – Edward se aproximou a tomando em seus braços. Apertando-a entre eles. Eis como ela havia sobrevivido ao inverno de Boston. Nada melhor do que os braços do homem da sua vida para aquecê-la.
— Eu também. Não aguentava mais ficar longe de você. – ela disse passando os braços por sua cintura. – Tive uma manhã péssima.
— Aconteceu alguma coisa? – o namorado perguntou.
— Aquela professora idiota. Está com mania de perseguição comigo. – Bella bufou.
— Que professora? – Jasper perguntou curioso, fazendo Bella se lembrar que os gêmeos estavam ali.
— Iriana Denali. Aquela mulher é uma vaca! – o olhar de Jasper e Edward se cruzaram.
— Essa não foi a professora que você fodeu no banheiro da boate, Edward? – Tanya perguntou. Sim, ela não tinha dúvidas quanto a isso, lembrava o nome da mulher, mas uma chance de provocar a Bella era irrecusável.
— Tanya!
— O que?! – Bella exclamou se afastando no namorado.
— Amor, isso foi a muito tempo! – Edward se justificou.
— Eu não acredito nisso, Cullen! – disse dando um tapa no braço dele.
— Ai! Calma Bella. – ele disse esfregando o local.
— Calma?! Você fica por aí fodendo professoras vadias que agora ficam implicando comigo por sua causa e me pede pra ficar calma? – mais um tapa. O ruivo se afastou, caindo sentado na cama. Os irmãos quase choravam de rir da situação, mas pararam depois que Bella lhes lançou um olhar ameaçador.
— Nós já estamos indo. – Jasper disse puxando a irmã para fora. – Boa viagem para vocês!
E eles se retiraram.
— Viagem? Que viagem? – Bella perguntou confusa.
— Nós vamos viajar. – Edward abriu um sorriso.
— Eu não vou a lugar nenhum com você, Edward. Não quando você fica fodendo professoras que te idade para ser sua mãe por aí. – ela o olhou muito irritada.
— Isabella, primeiro, eu não fodo professoras por aí, já fiz isso antes, mas não mais; você sabe que agora a única pessoa que eu fodo é você. – foi inevitável estremecer com essa fala. – Segundo, você sabe que ela não tem idade para ser minha mãe, mas isso não importa, como eu disse, é passado. E terceiro, nós vamos sim viajar. Você não vai me negar esse presente, vai? Será a viagem da nossa vida. – ele disse agora bem perto. Apenas esperando uma resposta menos irritada para tocá-la.
— Você me convenceu. – Ela disse o abraçando. Edward sorriu.
— Eu não quero mais ninguém além de você, Joaninha.
— Eu acredito em você! – ela disse deixando um selinho nos lábios dele. – Então, quando vamos viajar? – Bella perguntou curiosa.
— Nosso voo sai em menos de duas horas. – Edward revelou deixando a namorada, futura esposa, surpresa.
— Como assim duas horas? Não dá tempo de fazer a mala, Edward! – ela estava agitada. – Eu nem sei aonde vamos!
— Vai saber quando chegarmos ao aeroporto. E suas malas já estão prontas. – disse apontando para a bagagem que até então Bella não tinha percebido ao lado da cama.
— O que?! Edward por que a pressa? Vai me explicar o que está acontecendo? – Isabella perguntou confusa.
— É nosso primeiro dia dos namorados, em que somos realmente namorados, quer dizer, com a coisa toda que palavra implica. Tem que ser especial. – Bella olhava para o namorado pensando se era possível estar ainda mais apaixonada por ele. Ela mal sabia que as surpresas do dia ainda estavam apenas começando.
— Eu te amo, sabia? – ela disse deslumbrada.
— Nunca vou me cansar de ouvir, Joaninha.
***
— Por que Las Vegas? – Bella perguntou assim que se acomodaram no avião.
Ao descobrir o destino da viagem uma pequena desconfiança começou a se acender dentro dela. Sobre algo que ela estava cansada de ver nos filmes, e até com algumas pessoas próximas também. Mas era inacreditável demais. Ela tentava a todo custo enfiar na sua cabeça que era apenas uma viagem de casal, mas a esperança de algo mais já tinha acampado dentro dela.
As próximas cinco horas no avião seriam longas.
— Você parece nervosa. – Edward disse depois de algum tempo.
— É impressão sua. – ela respondeu. – Mas você está muito quieto, algo errado? – mesmo estando presa em seu próprio mundo de ideias, havia percebido que o namorado também estava muito calado pelas últimas três horas.
— Não, está tudo bem. – Edward respondeu rápido demais, dando um beijinho no nariz da morena em seguida.
— Eu queria dormir, mas não consigo. – Bella reclamou. Na verdade ela estava inquieta. Ansiosa para chegar logo e ainda faltava quase duas horas de viagem.
— Eu sempre quis fazer uma coisa. – Edward falou. Um sorriso malicioso tomando conta do seu rosto.
— O que? – Isabella perguntou estreitando os olhos.
— Espera um pouquinho e me encontra no banheiro. – ele disse dando um beijo no pescoço namorada antes de ir rumo ao banheiro da aeronave.
***
Já era noite quando o casal chegou a iluminada Las Vegas, pegaram um táxi até o hotel no qual Edward tinha feito a reserva, não era um dos luxuosos hotéis cassinos que viram pelo caminho, mas era um lugar legal e aconchegante. E era perto do destino principal deles.
Não permaneceram muito tempo lá dentro, Bella estava encantada demais com todas as luzes da cidade, e Edward não estava mais aguentando de tanto nervosismo. Havia chegado a hora.
Bella estava linda em um vestido branco rodado de mangas longas, Edward não poderia achá-la mais perfeita para a ocasião. Talvez Tanya tivesse colocado o vestido na mala de propósito.
Isabella não teve dúvidas de que roupa colocar depois que Edward disse que sairiam assim que tomassem banho. Foi só banho mesmo, eles conseguiram resistir bravamente, estavam parcialmente saciados depois do banheiro do avião...
Assim que abriu sua mala, Bella encontrou o vestido. Ele era lindo, branco e com detalhes em renda florais. Não era dela, Tanya deveria ter um bom motivo para colocá-lo em sua mala. A esperança crescia cada vez mais.
Apesar de o clima estar mais quente que em Boston, ainda era inverno e a temperatura àquela hora não passava dos quinze graus. Edward estava com uma camisa branca e com um blazer grafite por cima e jeans escuros. Ele até tentou ajeitar o cabelo, mas desistiu no instante seguinte.
Quando saíram do hotel, Edward começou a conduzir Bella ao local desejado. Eles caminhavam abraçados, mesmo escondida no seu sobretudo gelo, ela sentia frio e como Edward havia insistido para irem andando, nada mais justo do que seu namorado aquecê-la. A verdade era que ela amava estar agarrada a ele.
O casal observava tudo em volta pelo caminho, as luzes, as ruas movimentadas mesmo para uma noite de quarta-feira, como eles, haviam vários outros casais ali. De todas os tipos. Era dia dos namorados, e que lugar melhor que Vegas para cometer uma doce loucura e nome do amor? O casamento era a maior loucura de todas. Se comprometer a estar ao lado de uma pessoa por um longo tempo, até mesmo um eterno tempo, para dividir uma casa, uma vida, conquistas, alegrias, tristezas, sonhos em nome de um sentimento chamado amor não era a coisa mais sensata a se fazer, porém era a melhor insensatez.
Era nisso que Edward estava pensando quando parou em frente a Little White Wedding Chapel*. Havia várias pessoas e carros em frente a capela, que estava com uma decoração especial de dia dos namorados. Mas ele não se importou com nada disso ao se ajoelhar na frente da garota que parecia sem reação.
Ele sorriu para ela antes de tirar algo do bolso do casaco. Eram seus óculos. Os óculos de Harry Potter que ela tanto amava. Ele os colocou, querendo estar o mais perfeito possível para ela. Bella riu com o gesto, era um riso nervoso, suas mãos suavam, mas ela não conseguia desviar os olhos do homem mais lindo do mundo, o homem que estava ajoelhado a sua frente, que em breve seria seu marido. Sim, ele ainda não havia feito um pedido, mas não havia maneira dela dizer não quando ele o fizesse.
Edward procurou novamente algo no casaco, dessa vez uma pequena caixinha retangular coberta de veludo. Era a pulseira que ele havia comprado como presente, a que tinha o pingente de coração. O seu coração.
Ele abriu a caixinha revelando a joia.
— Eu sei que eu demorei demais para te pedir em namoro, bem, pela segunda vez. E pode parecer rápido demais para o próximo passo, mas eu tenho certeza de que você é a garota certa, e como eu te disse há onze anos, vai ser para sempre. Quer casar comigo, Joaninha?
— É o que eu mais quero no mundo. – Bella respondeu imediatamente. Não acreditava que isso estava realmente acontecendo. Ela seria esposa de seu melhor amigo.
— Ufa! – Edward se levantou com um sorriso imenso, depois da resposta da namorada, agora noiva, e, até o fim da noite, esposa; ele soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Ele segurou delicadamente o braço esquerdo de Isabella colocando a pulseira ali, dando um beijo em seu pulso em seguida.
Bella se jogou em seus braços depois disso.
— Eu te amo! – ela disse antes de beijá-lo. Era o beijo mais apaixonado daquele quatorze de fevereiro em Las Vegas.
— Eu também te amo, Joaninha. – Edward respondeu quando encerraram o beijo para que pudessem respirar. – Vamos? – ele pegou na mão de sua garota a levando para a capela.
Depois de organizarem tudo o que era necessário, e de Bella conseguir um véu e um buquê de lírios, eles tiveram que esperar sua vez, já que havia muitos casais apaixonados ali, que queriam o mesmo que eles.
Mal podiam conter a felicidade dentro de si quando finalmente pisaram no altar.
— Estamos aqui reunidos para celebrar a união de Edward Cullen e Isabella Swan. – disse o celebrante que não estava vestido de Élvis, e sim com um terno vermelho. – Não poderia ter dia mais perfeito para celebrar a união de um casal, do que o dia em que celebramos o amor. – disse o homem.
Aquele dia significava muito mais para aqueles dois.
— Edward, você aceita se casar com Isabella?
— Sim! – Edward respondeu firme. Nunca quis tanto algo na vida.
— Isabella, você aceita se casar com Edward?
— Sim, eu aceito!
— Vocês querem dizer os votos? – ele perguntou para os dois que assentiram. – Certo. Você tem as alianças aí, meu rapaz? – ele perguntou para Edward que tirou outra caixinha do seu blazer. Eram as alianças dos seus avós, seu avô havia lhe dado alguns anos antes de falecer. Ele nunca vira um casal tão apaixonado quanto os seus avós, que ficaram casados durante mais de cinquenta anos, até que partiram dessa vida praticamente juntos. Bella sorriu ao reconhecer as joias, ela sabia o que significavam para o amigo, e se sentia honrada em ser a mulher que as usaria.
— Joaninha, – Edward começou. – eu te amei desde a primeira vez que te vi, nessa mesma data, onze anos atrás. Eu era apenas um menino que não sabia nada do amor, mas que foi totalmente tomado por ele assim que viu aquela garotinha de tranças atrapalhada com as palavras difíceis entrando na sala do meu pai. Eu, mesmo sendo tímido, escrevi aquele bilhete com o pedido, queria garantir que este momento estivesse acontecendo agora. Eu esperei por quase onze anos, fui seu melhor amigo, esquecido na friendzone por tempo demais... – ambos riram. – Mas depois de tudo eu tive a sorte de ser correspondido, e conseguir ter a mulher da minha vida. Eu prometo cuidar de você, Isabella, estar ao seu lado sempre que precisar, ou simplesmente por querer estar perto, eu prometo lutar cada dia para ser o motivo do seu sorriso, Joaninha. Eu prometo ser só seu, para sempre.
Edward já tinha lágrimas nos olhos quando colocou a aliança no dedo de Isabella, que não estava muito diferente no quesito emoção. A joia tinha o tamanho perfeito.
— Eu preciso te dizer que também amo você, Edward. Amo desde que eu era aquela garotinha de oito anos, no meio da separação dos pais, que ficou totalmente encantada pelo ruivinho de óculos redondos. Esse amor passou por fazes diferentes, mas eu nunca vou esquecer de que os momentos mais felizes durante toda a minha infância, adolescência e hoje, foram ao seu lado. Seus braços sempre foram o meu lugar preferido no mundo inteiro, eu só me sinto totalmente completa entre eles, perto do seu coração. Eu prometo ter o melhor colo do mundo para você e te fazer o melhor cafuné, prometo me irritar com você à toa, só para fazermos as pazes da nossa maneira preferida depois. Eu prometo ser só sua, para sempre. – Bella disse deslisando a aliança pelo dedo do noivo.
— Assinem aqui por favor. – o homem pediu, assim que o casal legalizou sua união, o celebrante declarou. – Pelos poderes investidos a mim, eu vos declaro casados. Já podem se beijar.
O homem nem tinha terminado de falar e Edward já tinha alcançado Bella, o corpo da moça inclinado para trás naquele clássico beijo de cinema.
Bella estava ofegante quando falou:
— Eu sempre vou ser sua melhor amiga, Edward.
— Eu sempre vou ser seu melhor amigo, Joaninha. – Edward repetiu. – E é por isso que eu sei que somos para sempre.
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