Notas iniciais
Boa leitura!

Podemos dizer que existem amizades que surgem nas horas de dificuldades, e podemos ter certeza que amizades desse tipo duram para sempre e é a melhor que você pode ter.

Em um colégio de ensino fundamental II, havia uma aluna de um oitavo ano qualquer, que em algum momento todos os dias na sala de aula à chamariam de estranha.

É... Ninguém sabia o motivo da estranheza daquela garota, era um mistério a ser desvendado...

Apesar de ninguém da classe gostar dela, os professores gostavam muito dela, pois eles sabiam o quanto inteligente a menina era.

Dias se passavam e a menina mais estranha ficava. Os professores começaram a perceber. Mas um professor, apenas um, teve a coragem de chamar a garota para uma conversa.

Era um professor alto, de óculos e muito brincalhão, todos adoravam ele. Na classe da menina ele ensinava português, a qual matéria a garota se dedicava tanto e dia após outros ela já não estava se importando com mais nada.

Aceitando o pedido do professor para uma conversa a garota levantou-se de sua carteira e foi diretamente ao corredor. Ela suava frio, pois já sabia qual tipo de conversa aquele grandalhão queria ter com ela. Sentaram-se os dois no banco do corredor que não era confortável, quando o professor olhou seus olhos castanhos escuros e lhe perguntou sem desviar o olhar de seu rosto:

– O que está acontecendo?

A menina fingindo de inocente desviou o rosto para o lado e falou:

– Eu não sei do que você está falando.

O professor respondeu com um ar de riso:

– Ora, não finja. Todos perceberam sua estranhesa, ontem mesmo você me pediu para ir ao banheiro sete vezes. E também não foi só apenas eu que percebi que você não está bem, todos os professores reclamaram de sua ausência nas aulas.

A garota já não podia mentir, pois realmente todos haviam percebido, foi quando ela falou:

– Bem, o problema é meu. Não vai adiantar nada se eu contar a você, ninguém se importa comigo mesmo.

O professor já perdendo a paciência sem querer demonstrar, falou decidido:

– Bem, Venha! Tenho que falar com você e com a diretora.

Ela muito nervosa, já deixando as lágrimas de seus olhos caírem como se fosse uma cachoeira, foi indo para a diretoria acompanhando os passos do professor. Chegando lá a garota sentou-se em uma cadeira ao lado de seu professor esperando ser atendida pela diretora. Quando ouve-se à porta bater:

– Toc, toc, toc...

– Pode entrar! — disse a diretora baixinha com sua voz super chata.

Quando a porta se abre surge a supervisora baixinha, usando um óculos, a garota ficou paralisada, o rosto angelical da supervisora era de espantar qualquer um.

Passaram-se três aulas, e lá naquela diretoria de porta fechada à chave estavam eles, o professor grandalhão, a diretora da voz chata, a supervisora com rosto angelical e a garota estranhissíma. Bem já era de se imaginar, a garota contou tudo o que estava acontecendo com muito medo, ela havia cometido um erro, e havia se arrependido muito, era de se espantar ninguém nunca imaginou que aquela garota teria coragem de errar daquele modo.

Deixando de falar um pouco sobre o erro da garota, vamos falar sobre ela. Era de se espantar, mas a garota tinha a mesma altura do professor grandalhão, tinha os cabelos pretos e longos e detalhe ela escrevia tudo o que acontecia com ela em um papel em forma de poesia.

Como a garota estava arrependida do erro dela, ela nunca mais voltou a repeti-lo.

Passaram-se meses e a amizade da garota com a supervisora foi aumentando a cada dia mais.

É... Foi aquela mulher de rosto angelical, que ao lado da garota parecia uma criança de tão baixinha, foi ela que mostrou a garota o real sentido da vida.

Apesar de terem idades super diferentes, a supervisora tinha idade de ser mãe da garota e é assim como a garota trata ela... Como uma mãe.

Aquela supervisora de rosto angelical, já havia sido professora, e deixou o cargo de supervisora para voltar a ser professora.

A história pode parecer sem sentido, pois foi aquele professor grandalhão que ajudou a garota. Mas ela será grata a ele eternamente.

Quem é realmente essa garota?

Realmente essa garota estranha, de mesma altura do professor grandalhão, que havia cometido um erro, se chama Rita de Cássia. Eu sou muito grata a diretora, ao professor de português e principalmente a pessoa que sempre esteve ali para me ouvir, aquela pessoa de rosto angelical, baixinha que usa óculos, a supervisora, ou devo dizer ex-supervisora.

Notas finais
Espero que tenha gostado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!