Friendship Project

9 Odd Eye Silhouette 1.0


Notas iniciais
Olá ♠ Por sorte eu adiantei mais este capítulo há um tempo, agora preciso pôr a cuca pra funcionar de novo c': Boa leitura!

A mãe de Kosuke ligou naquela hora, ele deixou a dupla e isolou-se para falar com ela: Ela pedira que ele voltasse. Ele, mal se despediu, correra para casa, parecia aflito. Yonaka, aproveitando a deixa, pegou endereços de telefone com Fuyumi e tomou o rumo de casa. Ao passar por Shion ela foi ao pé de sua orelha, e o lembrou que ele ainda devia-lhe uma resposta.

No dia seguinte, Kosuke ligou para Fuyumi:

— Alô, Fuyumi-san?

— Kosuke.

— Pode avisar a todos que não irei à ronda de hoje?

— Aconteceu alguma coisa?

— Não, bem... Eu preciso cuidar de umas coisas aqui em casa. Peça desculpas para todos por mim, tá? Eu preciso ir agora, até!

— Até.

Kosuke desligou.

— E então? – Perguntou Satoru.

— Ele não vem hoje, pediu desculpas.

O grupo caminhava ao encontro de Ryuunosuke quando Kosuke ligara. Suzumaru ainda não voltara da casa dos pais. Indignado, Satoru reclamou:

— Saco! Quando é que eles vão aprender o que é responsabilidade com outras pessoas?! Eles não têm consideração nenhuma com a Akane-4?!

— Eles também têm a vida deles, Satoru. Não podemos julgar.

Satoru ficou vermelho. Desviou o olhar, parou, pôs as mãos nos bolsos e, constrangido, retratou-se:

— N... Não é isso... Bem.. Se você está dizendo, eu...

— Ele ficou vermelho!! – Apontou Sorin.

Fuyumi sorriu, chegou perto e bagunçou-lhe o cabelo.

— Já disse que não precisa reagir assim, já conversamos sobre isso.

— Não tem jeito, tem? Não é como se eu pudesse evitar. – Ele olhou para o chão.

— Bem, o que faremos, Kagami-san? – Perguntou Kohaku.

— Satoru, tem notícias?

Satoru recompôs-se e tirou o celular do bolso. Ao olhar o aparelho, ele se arrepiou e, aflito, relatou:

— Temos problemas.

— O que aconteceu? – Interpelou Kohaku.

— Parece que espancaram duas pessoas hoje de madrugada. A coisa foi bem feia.

— Ei, não podem ter sido... – Sorin arrepiou-se e agarrou-se ao braço do namorado, assustada.

Enquanto o grupo conversava, a caminho da praça para buscar Shion, o mesmo estava, como habitual, deitado sobre a grama. Yonaka, que viera mais cedo com o único propósito de continuar sua conversa que antes fora interrompida, correu até o menino.

— R-y-u-u-kun – Ela apertou sua barriga, fazendo-o pular em alarme. — Bom dia!

Ele, assustado, sentou-se imediatamente. Parecia mau humorado, ranzinza. Ela, por sua vez, mais animada que o habitual, bem mais animada, chegava a lembrar a garota loira.

— O que há com você? Parece que a Sorin te infectou com a felicidade dela.

— E você parece tão feliz quanto um peixe-bolha! Você deveria sorrir mais, sabia? Aliás, você deveria voltar a frequentar as aulas. – Ela sentou ao lado do jovem de cabelos negros.

— Se veio me encher a paciência, vá embora.

— Eu não vim encher-te a paciência, vim cobrar.

— Cobrar? Não me lembro de ter pego algo emprestado com você, bruxa.

— Que cruel! Pois eu me lembro bem, você me deve uma resposta!

Ele tentou embromar, ela insistiu. Insistiu, insistiu e, mais uma vez, insistiu. Em desistência, ele pediu que repetisse a pergunta, e ela o fez.

— Conte-me da sua casa. Quero saber como é, com quem você mora, como convive com essas pessoas. – Pausou. — Quero dizer... Você disse algo sobre não ter família, mas... Alguém cuida de você, não cuida?

Pela primeira vez, ela tartareou diante dele, queria saber a resposta mas já não estava mais tão confiante da pergunta, sentia que estava fazendo a mesma expressão patética que descrevera para ele no dia anterior; Mas, prosseguiu. Ele, pensou, fitou o chão. Parou. Não respondeu. E então, ela insistiu de novo.

Ele não respondera, ficara pensativo, como se pedisse permissão para si próprio. Ela, ficou em silêncio, tinha se tornado espectadora daquele debate mudo: Não era algo confortável, mas não parecia opcional, não se ela ainda esperasse uma resposta. Ela olhou em volta, viu o filhote de gato que acariciara antes, acenou sutilmente, mas ele permaneceu sentado distantemente. O silêncio estendeu-se por minutos e ela, impaciente, chamou:

— E então?

— O.. O quê? – Gaguejou.

— Não vou repetir. Responda. – Ela estava impaciente, irritada. O tom da sua voz tinha ficado levemente intimidador. Não era proposital, mas sim inevitável diante do seu humor, que tinha mudado drasticamente.

— Eu moro com meu padrasto e a família dele.

— Prossiga.

— Eu não tenho mais muita coisa para falar.

— Se não tivesse, não teria ficado tanto tempo naquele estado meditante. Além do mais, você não respondeu nem metade da pergunta.

— A culpa é sua por fazer uma pergunta tão compacta.

— Pois bem, vou te dar duas escolhas. Ou você me fala, ou você me mostra.

Ele a olhou, confuso.

— O-o quê?!

— Você entendeu. Ou você vai me falar, ou você vai me levar lá. E se acha que eu não posso te forçar a fazer isso, você está ligeiramente enganado.

Ela continuava intimidadora, parecia seriamente irritada. Ele, não a queria de jeito nenhum em sua casa, então optou por responder.

— Bem... Ele tem um filho, de uns nove anos.

— E seus pais?

— Minha mãe morreu no ano passado. Meu pai... Ele não existe para mim, e vice-versa.

— De que ela morreu? O que quer dizer com "Não existir"?

— Já foi mais de uma pergunta, não vou responder mais que isso. Não importa o fizer ou tente fazer, você já teve sua resposta.

Ela olhou desgostosa, mas aceitou. Poucos segundos depois, ela checou o relógio e voltou a puxar assunto:

— Hey, Ryuunosuke.

— Que é?

— Por que você não vem comigo para a escola hoje?

Notas finais
"Ah, Haku! Cadê o Stray Cat's Cry 1.1?" Vou intercalar estes dois até Stray Cat's Cry acabar, fiquem calmos, eu não esqueci do capítulo. Gostou? Não gostou? Comente! ♥