Friendship Project

2 First Contact: 1.1


Notas iniciais
Eis a segunda parte, boa leitura!

Poucos minutos depois, um grupo foi até o jovem; cinco ou seis rapazes e duas garotas, todos vestidos de forma agressiva, foram ao encontro do garoto que até então, encontrava-se novamente deitado sobre o gramado da praça:

— Ryuunosuke. – Falou o mais alto.

— Já vou.

Levantou-se, tirou a grama das roupas e os acompanhou.

O grupo foi ao encontro de outras duas pessoas, e seguiram para o centro urbano do bairro. "Manhãs são sempre tão monótonas" – pensou. Eram encontros comuns, rotineiros. Sempre a mesma coisa: Marcar território pelo bairro, seguir ordens de cima e 'amansar' os arrogantes. Mas... De quem seria a maior arrogância? Seria das pessoas que se recusam a admitir as regras impostas por pequenos grupos? Não eram regras tão ruins. "É só o necessário para todo mundo viver bem" – Foi o que disseram. Era mentira, a mais deslavada delas, mas era melhor acreditar que não estavam fazendo mal só por algum tipo de capricho egocêntrico, era confortável acreditar que era algo com um fundo mais nobre do que um mero grupo de marginais.

Era incomum retomar esses pensamentos. Mas por que o faria? Por que haveria de meditar sobre isso depois de tantos esforços para se acostumar a não fazê-lo? Era uma situação curiosa.

— Ryuu... Ryuunosuke! – Exclamou o mais baixo, com jaqueta azul-marinho e as extremidades das orelhas cobertas com piercings.

— Q... Que é, Satoru?

Disfarçou o leve susto que o tirara de seu devaneio, fingiu um bocejo e espreguiçou-se.

— Caramba, você estava me ouvindo? – Reclamou.

— Não. Na verdade não... – Pôs as mãos nos bolsos.

— Você está disperso, o que aconteceu contigo? – Deu-lhe um leve tapa na nuca, o qual foi quase que instantaneamente revidado.

Ele cogitou em responder, mas a jovem loira que andava sempre agarrada com o mais alto insistiu em meter-se com a voz pretensiosa e a língua afiada. Ninguém sabia dizer se ela fazia por mal ou se era simples inocência; Ela sempre escolhia os piores assuntos nas piores horas; Às vezes, chegava a ser cômico.

— Não foi aquela menina com quem ele estava falando? – Provocou a loira. — Talvez o Shion-chan tenha arrumado uma namorada! Eu vi, eu vi! ♪ — Saltitou sem largar o braço do mais alto, que perguntou:

— Uma garota? Você, Ryuunosuke? – Levantou uma sobrancelha.

— Quando cheguei ela estava sentada ao lado dele, eles pareciam bem à vontade! – Acrescentou a loira, balançando o braço do outro para os lados.

— Eu não! Eu nem a conheço! Aliás, esse não é o ponto, isso não tem nada a ver; Será que não posso estar com sono!? – Disse grosseiramente.

— Oh, está vermelho. – Apontou Satoru, o mais baixo.

— É claro que estou! Vocês me deixam nervoso; Merda! – Ryuunosuke disse cruzando os braços. — Enfim, isto não é importante, é? O que você queria, Satoru?

— Merda, Ryuu! Que seja... Lá vamos nós... A Zashiki-Warashi está tentando expandir o próprio território às custas do nosso e distribuindo umas porcarias na área noroeste. Vamos nos reunir um quarteirão antes daquele restaurante indiano, perto do beco ao anoitecer pra dar um aviso. – Disse consultando o celular.

Ao tomarem conhecimento do que lhes era de interesse, alguns jovens que estavam junto ao grupo se despeçaram pelo caminho sem ao menos manifestarem-se.

— Você fala isso como se não fizéssemos vista grossa para outras porcarias que entram ou saem daqui. – Comentou.

— É nosso território, nós decidimos o que entra ou sai.

A situação se tornara gradativamente hostil na discussão dos dois e, a fim de apaziguar, o jovem bem-humorado com cabelos esverdeados brincou:

— Muito bem, já deram seus recados? Podem parar com essa situação estranha, eu não gostaria de ver vocês dois se beijando.

— Como é que é?! – Retrucaram em uníssono.

— Já estão combinando as frases, vamos esperar o desenrolar deste romance. – Comentou a mulher alta com cabelos morenos.

— A-até você, minha amada?! – Choramingou o mais baixo.

O assunto do grupo se prolongou por alguns minutos. Enquanto isso, a menina que havia ido para casa chegara ao seu destino. Trocou suas roupas, cumprimentou a mãe e seguiu para a cama.

— Como se sente, Querida? – Perguntou a mãe ao entrar no quarto poucos minutos depois com uma garrafa d'água. Era uma pessoa gentil na maioria das vezes, não era de descontar mau humor nos outros, mas tinha o mau hábito de ser hostil com estranhos.

— Com sono. – Pegou a garrafa, apanhou os comprimidos acima da mesa de cabeceira e os engoliu. — Obrigada, mãe. Boa noite.

— "Bom dia", filha. – Corrigiu. — Tem certeza de que não quer voltar? Não está com dor?

— Não, "Boa noite". – Puxou as cobertas e virou para o lado. – E não; Quero dormir.

A mãe afagou sua cabeça e deixou o quarto. E ela, poucos minutos depois, adormeceu.

Notas finais
Olá ♠ Aguardem o desenrolar da trama, até semana que vem! ♥