Friendship Never Ends
9 Capítulo 9
Os dois no carro conversavam. Pat sempre olhava pra Duda, que olhava pra fora, como se estivesse procurando alguém.
- O que foi Duda?
- Hã? Nada amor. – respondeu ela.
- você não para de olhar La pra fora...
- Ah... eu não queria trabalhar hoje... queria ficar com o Chuck...
- Chuck ou David?
- Chuck hoje. Ontem eu passei quase que o dia inteiro com o David.
- ah ta... eu tenho ciúme dele sabia?
- ah, mas o Chuck é só meu primo, amor. Amo ele de uma forma diferente.
- é do David.
- ah, do David? Pior! Ele é só meu amigo. Não vejo ele de outra forma a não ser assim.
- Verdade?
- Claro! Eu amo ele, amo estar perto dele, abraçar ele... Mas nunca com outras intenções.
- não entendi isso.
- Patrick! –surpreendeu-se Duda. – ele foi meu consolo, meu refugio quando eu precisei... e outra, ele é casado. De todos esses anos, eu nunca beijei ele e nunca tive vontade disso.
- hum... isso é meio raro, mas tudo bem, eu acredito em você.
- eu sei que é raro. Mas eu fui criada ao redor de tantos meninos, que nem vejo tanta diferença assim.
- alem do Chuck, quem mais foi criado com você?
- O irmão dele, o David, o Pierre que era da sala do Chuck...
- que ta na banda também?
- é. Conhece?
- conheço. Conheço todos eles. Eu era amigão do Seb.
- ah, o Seb! Ele é muito bonitinho! Adorava ele.
- bonitinho? Aiai...
- Mas de todos eles, o meu preferido era o Jeff.
- ele é chato.
- nem é! Eu adorava a lasanha da mãe dele e ficava ouvindo ele tocar guitarra o dia inteiro. Eu era a única que conseguia.
- é, eu ia falar que era a única mesmo. E a lasanha da mãe dele eu nunca comi não.
- ta perdendo! Mas amor... se você conhece todos eles, como que eu nunca te vi?
- Num sei! Eu era branquelo, gordinho, bem loiro que andava o com Seb pra cima e pra baixo quando a gente era criança.
- Eu não conheci o Seb quando era criança. Quando eu conheci ele, ele tinha uns 13 anos.
- Então, eu andava com ele nessa idade. Vivia na casa dele.
- eu não saía de casa. Da casa do Chuck pra escola, da escola pra casa do David e da casa do David pra casa do Chuck. Você não se lembra de uma moreninha, do cabelo todo cacheado que vivia na cola do Chuck, não?
- não lembro não, viu? Você estudava aonde?
- Salesiano.
- Ah ta. Por isso. Eu estudava no SESI. Aquele que ficava na avenida principal, lembra?
- Lembro sim. Ah... por isso...
- eu era pobre, Duda. Nunca que eu ia estudar num colégio daquele.
- Haha, ate parece que aquele Salesiano era escola de rico. Nunca! Mas era o melhor colégio do mundo.
- Motivo?
- As pessoas de lá. Foi lá que eu conheci o David.
- que lindo!
- Depois de amanhã é aniversario dele. E ainda não comprei presente. Pat, o que eu faço?
- Sugestão: compre um presente. – respondeu ele, com um sorriso sarcástico.
- Idiota! – respondeu ela, rindo.
Ele a deixa na porta da emissora e continua a sua trajetória. Ela faria uma matéria sobre o dia da boa-ação e teria que enfrentar o caos urbano em busca de pessoas comprando presente em cima da hora.
Na casa dela, David retirava a mesa e lavava as louças, enquanto Chuck varria a casa. Alisha não fazia nada, alem de arrumar o quarto onde havia dormido. Isabella insistia na cabeça de seu pai pra lhe ajudar a lavar as louças. Ele, já se enfezando, resistia:
- Não Bebela!
Ela fez cara de choro e ia saindo, quando ele volta atrás e lhe dá uma colher e um copo de plástico pra lavar. Ela feliz, pega e fica passando sabão até...
Alisha trocava os canais da TV, enquanto David olhava pra ela.
- Olhem aqui. – diz ela.
Os dois largam o que estavam fazendo e pasmam diante da TV.
- Meu Deus, é ela! – disse Chuck.
- Ta linda! – disse David.
- “Está um tumulto na avenida principal. A correria pra comprar o presente de ultima hora pode ser vista do alto dos prédios. Sim, os franceses gostam de fazer uma boa ação nesse dia.”- dizia ela, na TV.
Os meninos só se moveram do lugar quando acabou a reportagem. Depois voltaram a fazer o que estavam fazendo. Chuck voltava a arrumar a casa, enquanto David voltava à cozinha e se deparou com sua filha conversando sozinha. Entendeu mais tarde de que ela brincava com o copo e com a colher. Alisha, na sala, entediada, trocava insistentemente os canais, até por fim,desligar a TV. David se sente incomodado e vai conversar com ela.
- Não fica chateada. Isso tudo é bobagem de sua cabeça. – disse ele, se aproximando e ficando ao lado dela.
- Chateada com o que? – respondeu ela.
- Com tudo. Você sabe do que eu to falando.
- Eu não estou chateada. Aos poucos eu vou me acostumando.
- não quero que você se acostume. Quero que você entenda. Você é minha esposa, é você que eu tenho que amar e ser fiel. Eu faço isso, mas você só enxerga meus defeitos... Então, dou atenção a quem gosta de mim. – disse ele, alisando seu rosto e lhe dando um beijo. Depois, voltou à cozinha e viu que Bella ainda lavava o copo.
- Meu amor, ate agora? – diz ele.
- To acabando.
Ela finalmente termina e lhe entrega. Ele põe na pia e pega ela no colo.
- vamos tirar esse pijama agora?
Chuck vê a cena, sorrindo. David era um pai bastante carinhoso, mesmo ausente, o que dava orgulho de tê-lo como amigo, não só a Chuck, como pro resto da banda.
- Pai, você contava segredos pra Duda? –perguntou Isabella.
- Sim! Contava sim e muitos. – respondeu ele, a levando pro quarto.
- E vocês faziam bagunça juntos?
- Você ta insinuando que eu era bagunceiro, mocinha?
- Er... só um pouquinho.
- É... a gente fazia bagunça juntos sim. – ele cochicha um pouco alto, dizendo: — A gente adorava colocar gelo nas calças do tio Chuck. –Bella se surpreende com que seu pai fazia e começa a rir. Mas Chuck havia escutado.
- É... E você acha bonito isso que você fazia, David? – pergunta ele, com cara de tacho.
- Bonito não acho não... Mas que era engraçado você rebolando na rua por causa do gelo, isso era! – disse ele, colocando Bella na cama e indo ate a mala pegar uma roupa pra ela.
- Bella, Bella! Não imita seu pai não. Seu pai era muito bagunceiro!
- Ele me disse que não era. – disse ela.
- Ele era bagunceiro e mentiroso! Viu, mentiu pra você.
Bella se sente triste e faz cara de choro.
- então ele sempre mente pra mim?
David fecha a cara pro Chuck, com intenção de dizer “olha o que você fez!”.
- Não meu bem. Eu não minto pra você. Só que eu não era tão bagunceiro igual o tio Chuck idiota disse. – explicou-se o pai herói. õ/
- tem certeza? – desafia ela.
- claro! Ou você acha que quando eu ligo pra você e digo que estou com saudade eu estou mentindo?
- Num sei...
- Chuck, eu vou matar você. Ela agora não acredita mais em mim. – disse David, enfezado.
- Não pai. Eu acredito sim. Eu só desconfiei e acreditei no tio Chuck dessa vez, porque você tem cara de bagunceiro. – respondeu a pequena.
- Aha! Viu, ate sua filha olha pra sua cara e te condena. — disse Chuck, aliviado.
- Ate tu, Brutus meu filho? – Bella faz cara de interrogação pra David, que concerta a frase. – Até você, Isabella minha filha?
Os três riem dentro do quarto e David arruma Isabella, colocando roupinhas de frio nela e penteando seus cabelos loirinhos e a leva pra passear.Alisha estava triste, olhando pra janela, lugar onde não saía desde que chegou. David a convida pra sair também.
-Alisha, vamos sair com a gente?
- Não... – diz ela, choramingando.
- Isabella, vai falar com seu tio Chuck onde nós vamos passear. – pede David.
- Ta. Mas aonde a gente vai?
- Você que sabe. Escolhe lá, enquanto eu falo com sua mãe.
- Ta bom. Mas juízo aí, viu, Sr. David!?
Ela diz e vai a Chuck, que arrumava o quarto dele. David toca no ombro de Alisha, que se assusta, virando pra ele.
- calma... Porque você está tão assustada?
- Nada. Me perdoa? Eu não queria te deixar preocupado.
- com o que?
- ah, você fica dividido... sua aparência é de preocupação quando a Eduarda está por perto.
- fica tranqüila. Vem sair comigo?
Ela aceita e ele beija seus lábios e segurando sua mao, vai ate Chuck chamar Isabella.
- E esse aqui é você? –pergunta Bella pra seu tio.
- Sim. Esse sou eu, meu irmão, meu pai, minha mãe e ela. – diz Chuck, mostrando cada um na foto.
- Vamos Belinha? – chama David.
- Vamos. Tchau tio. – ela levanta da cama e dá um beijo nele.
- Tchau. Onde você vai David?
- vou sair com minhas garotas. Qualquer coisa me liga.
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