Friendship Never Ends
10 Capítulo 10
Chuck concorda e quando tem certeza de que David está longe, corre por telefone e liga pra Pierre.
- Alô. – diz ele do outro lado da linha.
- E ai, como vão as coisas ai? – diz Chuck animado.
- Ai... Estão tudo ok. E ai?- respondeu Pierre com uma voz fraca.
- aqui também, graças a Deus... Que aconteceu ai?
- Nada...
- tem certeza? Você não está com uma voz muito agradável...
- Ah, é que eu acabei de vomitar. Desci da montanha-russa agora e to passando um pouco mal.
- Ah! – suspira Chuck, com cara de tédio. – Mas amanha vocês vêm ne?
- sim, amanha estamos ai.
- Ah, então ta. – Chuck escuta barulho de chaves na porta. – Vou desligar que ela ta chegando.
- Oka... – e Chuck desliga o telefone e Duda abre a porta. Ele volta o telefone pro gancho rapidamente e assustadamente.
- Que foi Chuck? Que cara assustada é essa?
- N-nada! – responde ele com um sorriso forçado.
- Não vou brigar com você por causa do telefone, relaxa! – diz ela com cara de confusa, indo pra cozinha. – eu hein?
Ele vai na cozinha e fica puxando assunto com ela. Ela olha pra ele e ri.
- O que você ta me escondendo?
- Eu? Nada! Eu não faço isso!
- Mentiroso.
Ela larga de fazer perguntas pra ele e vai guardando as compras que trouxe na geladeira. Chuck a questiona.
- Você consegue morar aqui sozinha?
- Ah... É meio chato... Você sabe que eu não gosto de ficar sozinha... Mas já me acostumei.
- Custou muito?
- um pouco... Às vezes eu chamava meu amiguinho, que mora no apartamento de cima.
- hã... Amiguinho?
- É! Ele é pequeno. Deve ter uns 16 anos...
- Ah ta. Como ele chama?
- Daniel. Mas eu o chamo de Danny.
- Canadense também?
- Não, ele é daqui mesmo.
- Ah, que bom! Você só arranja amigos conterrâneos.
- Fazer o que? Mas ele é bastante meu amigo. Quando eu fico com vontade de ver TV, comendo pipoca ou de jogar jogos de tabuleiro, eu chamo ele. O menino já ate acostumou.
- um novo David na sua vida?
- Não... Mas quase. (:
Depois de guardar tudo, eles resolvem jogar alguma coisa na sala. Eles riam, se divertiam a beça. Lembravam dos tempos que eram “irmãos”. Para Chuck, era engraçado ver ela sempre perdendo no começo, reclamando, mas virando no final, cantando vitoria pra cima dele e ela se achando, mas depois tudo voltava ao normal. Para Eduarda, era a melhor coisa do mundo ver Chuck perder sempre. A campainha toca. Era Pat.
- oi meu bem! – cumprimenta Duda.
- Oi amor! – responde ele, lhe dando um beijo. – Oi Chuck!
- olá. Quer jogar?
- Ou quer ver o Chuck perder de novo? – completa o convite, Duda.
- Os dois! (:
Pat começa a jogar também e conversando sobre o passado, que eles moravam tão próximos, mas se aproximaram só depois de tão longe. Até que Pat toca no assunto da mãe dela. Duda tenta disfarçar de todo jeito.
- A sua mãe era uma que trabalhava lá na escola? Uma mulher loira?
- Não... – respondia ela.
- Então não sei quem é! Pra mim era a mãe do Chuck.
- Ela é minha tia. Eu não morava com minha mãe não.
- Por quê?
- Por que não! – disse ela, já formando lágrimas nos olhos.
- Ai... Ta... É que ninguém conheceu sua mãe, ai queria ver se eu sabia quem era.
- Você nunca vai saber quem é! – disse ela, saindo da sala e indo pra quarto, fechando a porta.
- Pat! Eu mato você! Porque fez isso?- disse Chuck, enfezado.
- Eu fiz o que?
Chuck foi lá e contou tudo pra ele. Pat ficou surpreso. Surpreso e sem graça.
- Ai, eu não sabia disso! Eu só sabia que ela morava com você, mas não sabia o motivo.
- Pois agora ta sabendo. E te peço pra não ficar tocando no assunto. Isso foi muito dolorido pra todo mundo e principalmente pra ela.
- Ta bom. Mas me desculpa!
- Eu te desculpo. O problema é ela agora.
Ela saiu de lá pouco tempo depois, um pouco abalada. Pat pediu desculpas pra ela, dizendo que não sabia do que havia ocorrido. Duda o desculpa, Pat a abraça e eles ficam abraçados, sentados no sofá. Chuck oferece lanche pra eles.
- Você já é de casa mesmo, hein? – diz Duda.
- Por quê? Não posso? – pergunta ele, assustado.
- Pode não. Deve!
David e as meninas chegam e eles lancham juntos.
Fale com o autor